<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5126612</id><updated>2011-06-20T13:36:43.120-07:00</updated><title type='text'>2007</title><subtitle type='html'>Como vai indo o ''governo'' Lula-PT</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://2006.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://2006.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143876075873368521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>62</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5126612.post-91034271</id><published>2003-03-19T19:38:00.000-08:00</published><updated>2003-03-19T19:38:02.576-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Selic, Saddam &amp; cia.  - Joelmir Beting                                              &lt;br /&gt;                                                                                     &lt;br /&gt;                                                                                     &lt;br /&gt; "Não vamos ficar chorando o dinheiro que a gente não tem. Vamos é caprichar no uso  &lt;br /&gt;                            adequado do pouco que temos."        &lt;br /&gt;              Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República  &lt;br /&gt;                &lt;br /&gt;      Capricho do calendário: o governo brasileiro decide se mexe ou não mexe na     &lt;br /&gt;      panacéia antiinflação da taxa básica de juros precisamente no dia em que a     &lt;br /&gt;      águia americana, com aviso prévio de 48 horas, decide dar uma bushada chipada  &lt;br /&gt;      nas torres, nas pontes, nos muros e nos palácios de Bagdá. Com sobras de       &lt;br /&gt;      devastação high tech também para as usinas e as cavernas pra lá de Bagdá.      &lt;br /&gt;    O que tem a ver a guerra com data marcada na casa dos outros com a recalibragem  &lt;br /&gt;    da nossa poderosa Selic no "bunker" da ortodoxia monetarista do Banco Central?   &lt;br /&gt;    Simples: a eclosão da guerra de um tiro só pode detonar nova alta do petróleo    &lt;br /&gt;    sem bandeira, novo sumiço do crédito sem remorso e nova recarga do câmbio sem    &lt;br /&gt;    juízo.                                                                           &lt;br /&gt;    País dos coitadinhos, o Brasil se autoproclama extremamente vulnerável ao tal de &lt;br /&gt;    "cenário externo", como se já não bastassem nossas velhas estripulias aqui no    &lt;br /&gt;    remanso interno. A remoção cirúrgica de Saddam, estranhamente poupado em 1991,   &lt;br /&gt;    tende a produzir novas ondas de "aversão ao risco" nas hostes do capital volátil &lt;br /&gt;    movido a risco.                                                                  &lt;br /&gt;    Como é sabido, o Brasil insiste em emitir miados sofridos no saco de gatos do    &lt;br /&gt;    subplaneta dos emergentes, com seu estúpido Embi+ do JP Morgan ainda cotado      &lt;br /&gt;    acima de mil. A bola da vez, nesta primeira Quaresma do governo Lula, é apontar  &lt;br /&gt;    as trapalhadas de seu ainda desajeitado primeiro escalão - que não conseguiu, em &lt;br /&gt;    77 dias de gestão, com 77% de suporte popular, apresentar qualquer projeto ou    &lt;br /&gt;    programa em arte final.                                                          &lt;br /&gt;    Quer dizer: o risco maior que ronda a reversão da reversão das expectativas dos  &lt;br /&gt;    agentes econômicos aqui dentro e dos investidores de olho de vidro lá fora não   &lt;br /&gt;    está no "estado de guerra" alheio, de resto já preventivamente "precificado" em  &lt;br /&gt;    todos os ativos. O risco maior está na percepção, aqui e ali já esboçada, de que &lt;br /&gt;    o governo da mudança estaria embarcando no viés do imobilismo ou da impotência   &lt;br /&gt;    no "front" da reforma previdenciária, da reforma trabalhista, da reforma         &lt;br /&gt;    tributária, da reforma financeira, da reforma agrária...                         &lt;br /&gt;    Só faltava a uma certa mídia coisa-preta dar tratos a uma bola furada, a da      &lt;br /&gt;    existência cavernosa de um tal de Plano B na churrasqueira da Granja do Torto. E &lt;br /&gt;    o que dizer da estratégia enviesada de resgate da "confiança externa" do         &lt;br /&gt;    famigerado capital volátil, dito "mercado"?                                      &lt;br /&gt;    De um lado, amplia-se o arrocho monetário do setor produtivo mais arrochado do   &lt;br /&gt;    mundo. De outro, adota-se o discurso escapista da chamada "herança maldita".     &lt;br /&gt;    Você botaria dinheiro novo num país que se confessa subjugado por alguma         &lt;br /&gt;    "herança maldita"? Sim? Mas a que prêmio adicional de risco?                     &lt;br /&gt;    Do meu canto, não estou me lixando nesta quarta-feira nobre com Bush nem com     &lt;br /&gt;    Saddam. Eles se merecem. Estou angustiado, mesmo, é com a Selic e com o Embi+.   &lt;br /&gt;      Secos &amp; Molhados                                                               &lt;br /&gt;      Status quo - O setor financeiro continua jogando todas as fichas na manutenção &lt;br /&gt;      do "status quo" nesta travessia de 2003. A reprise dos tristes patamares de    &lt;br /&gt;      2002 não incomoda o setor. Ano passado, os bancos obtiveram, com eles, em      &lt;br /&gt;      média, um retorno de 25,4% sobre o patrimônio líquido. Mudar pra quê?          &lt;br /&gt;      Acostamento - Vai daí que os bancos estão projetando para a ponta de 2003, em  &lt;br /&gt;      reavaliação concluída sexta-feira, PIB de 2%, IPCA de 12,4%, IGP de 15,1%,     &lt;br /&gt;      Selic de 22% e dólar a R$ 3,61. Replay do "ano perdido" de 2002.               &lt;br /&gt;      Chateação - Sai o Efeito Lula, entra o Efeito guerra. Que guerra? Um piparote  &lt;br /&gt;      por controle remoto no trono do Saddam da vez. Derruba-se o palácio e tome 90  &lt;br /&gt;      dias e 90 noites de suspense mediático: o homem tá vivo ou tá morto? Ah!       &lt;br /&gt;      Saddam teria se encontrado com Bin Laden no Iêmen do Sul - informará a         &lt;br /&gt;      televisão do Catar ali pela altura de 1.º de abril.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5126612-91034271?l=2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/91034271'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/91034271'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://2006.blogspot.com/2003_03_16_archive.html#91034271' title=''/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143876075873368521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5126612.post-91034137</id><published>2003-03-19T19:36:00.000-08:00</published><updated>2003-03-19T19:36:04.670-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>REARRANJO PETISTA                                     &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt; Análise sobre popularidade é pretexto para            &lt;br /&gt; "chacoalhada"                                         &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt; Lula alertará os ministros sobre fim da "lua-de-mel"  &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt; KENNEDY ALENCAR                                       &lt;br /&gt; MARTA SALOMON                                         &lt;br /&gt; DA SUCURSAL DE BRASÍLIA                               &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt; Pouco depois de completar dois meses e meio de        &lt;br /&gt; mandato e apesar do tom público de otimismo, o        &lt;br /&gt; presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará um alerta   &lt;br /&gt; na reunião ministerial de hoje para o que no Planalto &lt;br /&gt; já é chamado de "começo do fim da lua-de-mel entre    &lt;br /&gt; governo e alguns setores da sociedade", entre os      &lt;br /&gt; quais mídia e movimentos sociais, como o MST.         &lt;br /&gt; Tema oficial do encontro de hoje, que começa pela     &lt;br /&gt; manhã na Granja do Torto com a presença de todos os   &lt;br /&gt; ministros, o PPA (Plano Plurianual de Investimentos), &lt;br /&gt; uma espécie de superorçamento para União no período   &lt;br /&gt; de 2004 a 2007, será o documento pelo qual o governo  &lt;br /&gt; dirá que tem um projeto alternativo para o país.      &lt;br /&gt; Incomoda Lula e auxiliares o carimbo de que aquilo    &lt;br /&gt; que é feito hoje repete a política econômica de       &lt;br /&gt; Fernando Henrique Cardoso.                            &lt;br /&gt; A análise sobre a perda de popularidade do governo    &lt;br /&gt; será o pretexto de Lula para dar uma "chacoalhada" na &lt;br /&gt; equipe. Ele também prestigiará o ministro da          &lt;br /&gt; Segurança Alimentar, José Graziano, a fim de encerrar &lt;br /&gt; a fritura do seu mais antigo auxiliar. Ao mesmo       &lt;br /&gt; tempo, pedirá mais pressa e coordenação nas ações de  &lt;br /&gt; governo, especialmente das sociais.                   &lt;br /&gt; Na avaliação da cúpula do governo, composta           &lt;br /&gt; exclusivamente de petistas próximos a Lula, a         &lt;br /&gt; pesquisa Sensus da semana passada foi um primeiro     &lt;br /&gt; sinal de que a opinião pública já começa a perder um  &lt;br /&gt; pouco da confiança no governo, apesar da boa          &lt;br /&gt; avaliação do presidente continuar em alta.            &lt;br /&gt; Lula deverá reiterar o "puxão de orelha" nos          &lt;br /&gt; ministros, dizendo que não há política de auxiliar,   &lt;br /&gt; mas política de governo. Ele acha, por exemplo, que   &lt;br /&gt; Graziano está sofrendo muito mais com o "fogo amigo"  &lt;br /&gt; (ataques do PT e de membros do governo) do que com    &lt;br /&gt; suposta má vontade da imprensa.                       &lt;br /&gt; O tom do noticiário seria um dos principais           &lt;br /&gt; indicativos do "começo do fim da lua-de-mel", avalia  &lt;br /&gt; um auxiliar presidencial.                             &lt;br /&gt; Uma última cobrança de medidas para combater efeitos  &lt;br /&gt; negativos no Brasil da iminente guerra dos EUA contra &lt;br /&gt; o Iraque também será feita por Lula na reunião de     &lt;br /&gt; hoje. O governo avalia que jogou politicamente bem no &lt;br /&gt; tema, mas que isso terá um custo no relacionamento    &lt;br /&gt; com os EUA.                                           &lt;br /&gt; Numa reação à falta de dinheiro para investimentos    &lt;br /&gt; públicos, que deverá marcar não apenas o primeiro ano &lt;br /&gt; de mandato de Lula, o presidente abre hoje com os     &lt;br /&gt; seus ministros a discussão do PPA.                    &lt;br /&gt; O plano, em forma de projeto de lei, será encaminhado &lt;br /&gt; ao Congresso em 29 de agosto. Sua confecção seguirá o &lt;br /&gt; modelo do orçamento participativo, uma marca das      &lt;br /&gt; gestões municipais do PT, com uma grande diferença: o &lt;br /&gt; que for discutido com a sociedade em seminários       &lt;br /&gt; regionais não terá caráter deliberativo, apenas       &lt;br /&gt; consultivo. As consultas serão coordenadas pelo       &lt;br /&gt; ministro Luiz Dulci, secretário-geral da Presidência. &lt;br /&gt; Depois de algumas experiências menores, o orçamento   &lt;br /&gt; participativo ganhou impulso a partir do primeiro     &lt;br /&gt; mandato do petista Olívio Dutra, hoje ministro, na    &lt;br /&gt; Prefeitura de Porto Alegre, em 1989.                  &lt;br /&gt; Um esboço do PPA preparado pelo Ministério do         &lt;br /&gt; Planejamento faz uma primeira tentativa de            &lt;br /&gt; transformar o programa apresentado por Lula na        &lt;br /&gt; campanha em ações de governo. Essa tentativa leva a   &lt;br /&gt; marca da preocupação fiscal de conter gastos          &lt;br /&gt; públicos.                                             &lt;br /&gt; O ministro do Planejamento, Guido Mantega, afirmou    &lt;br /&gt; aos senadores da Comissão de Assuntos Econômicos, na  &lt;br /&gt; semana passada, que o novo PPA implicará em "uma      &lt;br /&gt; certa intervenção do Estado na economia". Como        &lt;br /&gt; exemplos, citou a elaboração de políticas             &lt;br /&gt; industriais, de comércio exterior e políticas         &lt;br /&gt; agrícolas. "O governo anterior tinha aversão a uma    &lt;br /&gt; ação mais ativa do Estado."                           &lt;br /&gt; Colaborou SÍLVIA MUGNATTO, da Sucursal de Brasília    &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1903200303.htm)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_____&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt; CLÓVIS ROSSI                                          &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt; Um "vale" só vale mais                                &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt; SÃO PAULO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva    &lt;br /&gt; resolveu pôr um pouco de ordem na bagunça que vem     &lt;br /&gt; sendo a área social de seu governo, justamente aquela &lt;br /&gt; em que se esperava que o PT brilhasse.                &lt;br /&gt; Deu ordens para que se faça um levantamento completo  &lt;br /&gt; de todos os programas sociais do governo, os inúmeros &lt;br /&gt; "vale-isso" ou "aquilo", "bolsa disso" ou "daquilo".  &lt;br /&gt; O Ministério do Planejamento já está preparando o     &lt;br /&gt; balanço, que inclui identificar a clientela de cada   &lt;br /&gt; programa, os pontos em que há cruzamentos de          &lt;br /&gt; diferentes auxílios oficiais e quais são os planos    &lt;br /&gt; que usam critérios basicamente eleitoreiros.          &lt;br /&gt; O estudo não se limita aos programas da União. Vai    &lt;br /&gt; mapear também os estaduais e municipais para, depois, &lt;br /&gt; Lula tentar convencer prefeitos e governadores a      &lt;br /&gt; unificar a programação de forma a não jogar fora o    &lt;br /&gt; que já é pouco (o dinheiro destinado à assistência    &lt;br /&gt; social).                                              &lt;br /&gt; É verdade que esse tipo de levantamento já deveria    &lt;br /&gt; ter sido determinado não logo após a posse, mas logo  &lt;br /&gt; após iniciada a transição, em novembro passado.       &lt;br /&gt; O governo teria ganhado pelo menos quatro meses e     &lt;br /&gt; sido poupado de críticas que o próprio presidente e   &lt;br /&gt; seu partido aceitam hoje ser, na grande maioria,      &lt;br /&gt; perfeitamente válidas.                                &lt;br /&gt; Menos mal que o prazo dado por Lula para fechar o     &lt;br /&gt; levantamento seja curto: vai até 2 de abril, dia em   &lt;br /&gt; que volta a se reunir a Câmara Setorial Social, um    &lt;br /&gt; dos inúmeros conselhos criados pela nova              &lt;br /&gt; administração.                                        &lt;br /&gt; Ninguém espere que saia desse estudo a substituição   &lt;br /&gt; de todos os "vales" por apenas um. Mas a expectativa  &lt;br /&gt; do próprio governo é que o número de programas seja   &lt;br /&gt; substancialmente reduzido, o que é bom para todos.    &lt;br /&gt; Seria igualmente bom simplificar e unificar também a  &lt;br /&gt; cacofonia de vozes que hoje falam pelo social. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz1903200304.htm)&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5126612-91034137?l=2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/91034137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/91034137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://2006.blogspot.com/2003_03_16_archive.html#91034137' title=''/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143876075873368521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5126612.post-91034050</id><published>2003-03-19T19:34:00.000-08:00</published><updated>2003-03-19T19:34:46.200-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>da série: possível, é!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt; Primeiro-ministro da Malásia diz a Lula como          &lt;br /&gt; desobedeceu ao FMI                                    &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt; ANDRÉ SOLIANI                                         &lt;br /&gt; DA SUCURSAL DE BRASÍLIA                               &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt; A pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o   &lt;br /&gt; primeiro-ministro da Malásia, Mahathir Mohamad,       &lt;br /&gt; contou ontem como seu governo conseguiu fazer o que o &lt;br /&gt; PT sempre sonhou antes de ganhar as eleições: deixar  &lt;br /&gt; de lado as recomendações do FMI (Fundo Monetário      &lt;br /&gt; Internacional) e, mesmo assim, sair da crise.         &lt;br /&gt; Mohamad, que faz uma visita protocolar ao país,       &lt;br /&gt; afirmou que "não sabia se a fórmula da Malásia era    &lt;br /&gt; mais apropriada para o Brasil", mas disse que Lula    &lt;br /&gt; ouviu atentamente suas explicações.                   &lt;br /&gt; Enquanto o Brasil seguia o manual da ortodoxia        &lt;br /&gt; econômica durante as diversas crises que enfrentou    &lt;br /&gt; nos últimos anos, Mohamad subverteu os ensinamentos   &lt;br /&gt; de Washington e do FMI.                               &lt;br /&gt; "O Brasil deve muito ao FMI; a Malásia se recusou a   &lt;br /&gt; pegar recursos da instituição", disse o               &lt;br /&gt; primeiro-ministro. O fato de poder descartar o        &lt;br /&gt; dinheiro do Fundo deu aos malaios liberdade para      &lt;br /&gt; implementar políticas heterodoxas.                    &lt;br /&gt; Logo após a crise especulativa contra a moeda         &lt;br /&gt; (ringgit) e a Bolsa de Valores da Malásia, no final   &lt;br /&gt; de 1997, Mohamad implementou o que ele chama de "um   &lt;br /&gt; controle seletivo de capitais". Controle de capitais  &lt;br /&gt; é palavra proibida no manual do FMI.                  &lt;br /&gt; Os investidores, por exemplo, podiam vender as ações  &lt;br /&gt; que tinham na Bolsa de Valores, mas o dinheiro        &lt;br /&gt; precisava ficar preso no país por um ano. Houve       &lt;br /&gt; também restrições nas movimentações bancárias, para   &lt;br /&gt; evitar especulações contra a moeda.                   &lt;br /&gt; Graças ao controle de capitais, a taxa de juros na    &lt;br /&gt; Malásia não precisou subir. Ao mesmo tempo, contando  &lt;br /&gt; com uma moderna indústria exportadora, a              &lt;br /&gt; desvalorização da moeda local permitiu saldos         &lt;br /&gt; comerciais recordes.                                  &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi1803200326.htm)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_____&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;da série: afinal, quem manda nessa bodega???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt; ANÁLISE                                               &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt; Revisão entra em choque com o PT                      &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt; GUSTAVO PATÚ                                          &lt;br /&gt; DA SUCURSAL DE BRASÍLIA                               &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt; Em apenas duas semanas de negociações em Brasília, a  &lt;br /&gt; equipe do FMI (Fundo Monetário Internacional) obteve  &lt;br /&gt; do governo compromissos que não são consensuais no PT &lt;br /&gt; nem nos demais partidos da base aliada -e que, em     &lt;br /&gt; tese, ainda serão objeto de "debate com a sociedade". &lt;br /&gt; Na última quinta-feira, por exemplo, deputados        &lt;br /&gt; governistas pediram ao ministro da Previdência,       &lt;br /&gt; Ricardo Berzoini, o adiamento da discussão do projeto &lt;br /&gt; que enquadra os benefícios dos futuros servidores     &lt;br /&gt; públicos no mesmo teto válido para a iniciativa       &lt;br /&gt; privada, o chamado PL-9. Berzoini respondeu que ainda &lt;br /&gt; não havia uma estratégia definida para a votação.     &lt;br /&gt; Pois o acordo com o FMI já dá como certa a aprovação  &lt;br /&gt; do projeto, alvo de oposição feroz do sindicalismo    &lt;br /&gt; mais próximo ao PT, neste primeiro semestre -e prevê  &lt;br /&gt; até o envio das propostas de regulamentação ao        &lt;br /&gt; Congresso antes do final de junho.                    &lt;br /&gt; Os termos do acordo também se chocam com os da        &lt;br /&gt; resolução aprovada no fim de semana passada pelo      &lt;br /&gt; Diretório Nacional do PT, pela qual "os aposentados e &lt;br /&gt; pensionistas do sistema universal básico [a ser       &lt;br /&gt; criado pela reforma da Previdência] deverão ser       &lt;br /&gt; isentos de qualquer contribuição".                    &lt;br /&gt; Segundo o documento assinado entre o governo e o FMI, &lt;br /&gt; a reforma do sistema de aposentadoria dos servidores  &lt;br /&gt; públicos seguirá os princípios da Carta de Brasília,  &lt;br /&gt; negociada no mês passado com os 27 governadores, que  &lt;br /&gt; prevê a taxação dos inativos.                         &lt;br /&gt; Reafirma-se ainda a disposição de privatizar os       &lt;br /&gt; quatro bancos estaduais federalizados (Santa          &lt;br /&gt; Catarina, Piauí, Maranhão e Ceará), que é motivo de   &lt;br /&gt; pressões contrárias de políticos petistas e aliados,  &lt;br /&gt; incluindo os governadores Luiz Henrique (PMDB-SC) e   &lt;br /&gt; Wellington Dias (PT-PI).                              &lt;br /&gt; Foram incluídas no acordo até diretrizes da política  &lt;br /&gt; social de Luiz Inácio Lula da Silva, coisa que o      &lt;br /&gt; ministro Antonio Palocci Filho (Fazenda) rejeitava    &lt;br /&gt; publicamente, argumentando que o tema não dizia       &lt;br /&gt; respeito ao FMI.                                      &lt;br /&gt; Ainda que sempre seja possível encontrar novas        &lt;br /&gt; interpretações para declarações de ministros e        &lt;br /&gt; resoluções partidárias, de forma a compatibilizá-las  &lt;br /&gt; com as promessas ao Fundo, o fato é que o acordo traz &lt;br /&gt; uma agenda legislativa mais definida que a            &lt;br /&gt; apresentada até agora pelo governo.                   &lt;br /&gt; O documento mostra o cuidado de acompanhar em         &lt;br /&gt; detalhes os passos do governo: todos os compromissos  &lt;br /&gt; listados devem ser cumpridos até junho, quando haverá &lt;br /&gt; nova revisão do texto -e, provavelmente, serão        &lt;br /&gt; fixadas novas etapas a serem seguidas nos meses       &lt;br /&gt; seguintes.                                            &lt;br /&gt; Fica evidente também como a equipe econômica          &lt;br /&gt; subestimou a dificuldade das negociações que teria    &lt;br /&gt; pela frente, ao anunciar, em 12 de fevereiro, dia da  &lt;br /&gt; chegada da missão do FMI a Brasília, a proposta de um &lt;br /&gt; acordo com um número mínimo de exigências.            &lt;br /&gt; Na justificativa oficial, repetida desde o governo    &lt;br /&gt; Fernando Henrique Cardoso, o acordo simplesmente      &lt;br /&gt; reproduz iniciativas que o país já se decidira a      &lt;br /&gt; seguir -Palocci inclui nessa conta até a decisão de   &lt;br /&gt; elevar a meta de superávit primário deste ano.        &lt;br /&gt; Para levar ao pé da letra essa tese, seria preciso    &lt;br /&gt; acreditar que as opiniões do governo, tanto o         &lt;br /&gt; anterior como o atual, coincidem com as do FMI. Ou    &lt;br /&gt; que o organismo esteja disposto a emprestar US$ 30    &lt;br /&gt; bilhões sem exigir recibo.                            &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi1803200327.htm)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_____&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;da série: tudo como dantes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt; PFL elogia revisão, mas diz que nem governo FHC cedeu &lt;br /&gt; tanto ao Fundo                                        &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt; DA SUCURSAL DE BRASÍLIA                               &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt; O líder do PFL, José Agripino (RN), elogiou os termos &lt;br /&gt; da revisão do acordo com o FMI (Fundo Monetário       &lt;br /&gt; Internacional), mas disse que não foi isso o que o PT &lt;br /&gt; prometeu na eleição.                                  &lt;br /&gt; ""Acho que essa é a receita que se impõe a um governo &lt;br /&gt; que elegeu como metas a contenção do déficit público, &lt;br /&gt; a contenção da inflação, uma política fiscal austera, &lt;br /&gt; como recomendam as economias modernas. Está tudo      &lt;br /&gt; certo, só não foi isso o que o PT prometeu. O PT      &lt;br /&gt; propunha ruptura. Não tenho lembrança de que o        &lt;br /&gt; governo Fernando Henrique Cardoso tenha sido tão      &lt;br /&gt; condescendente com o FMI ", disse Agripino.           &lt;br /&gt; Para o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), &lt;br /&gt; o governo Lula mais uma vez segue o receituário da    &lt;br /&gt; política econômica do governo tucano. ""Esse acerto   &lt;br /&gt; mostra que talvez eu tenha razão quando digo que eles &lt;br /&gt; trabalharão melhor quando pararem de falar em mudança &lt;br /&gt; [da política econômica" fictícia", disse.             &lt;br /&gt; O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) mostrou preocupação &lt;br /&gt; com o fato de o governo incluir no acordo             &lt;br /&gt; compromissos que envolvem aprovação de propostas      &lt;br /&gt; legislativas pelo Congresso.                          &lt;br /&gt; ""O governo brasileiro está fazendo uso do colchão    &lt;br /&gt; propiciado pelo acordo com o FMI, mas vemos que, ao   &lt;br /&gt; mesmo tempo, está efetuando compromissos do ponto de  &lt;br /&gt; vista daquilo que cabe ao Congresso definir, na sua   &lt;br /&gt; soberania. O governo pode encaminhar propostas ao     &lt;br /&gt; Congresso, mas não pode ser parte do acordo com o FMI &lt;br /&gt; que o Congresso venha a decidir de acordo com o que   &lt;br /&gt; quer o Fundo", disse Suplicy.                         &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt; Ala radical do PT                                     &lt;br /&gt; A chamada ala "radical" do PT criticaram os termos da &lt;br /&gt; revisão do acordo com o FMI. "Acho que o FMI acredita &lt;br /&gt; que o Brasil é seu office-boy", afirmou a deputada    &lt;br /&gt; Luciana Genro (PT-RS). Segundo ela, "é lamentável que &lt;br /&gt; o governo aceite esse tipo de tutela".                &lt;br /&gt; Outro expoente da ala mais à esquerda do partido, o   &lt;br /&gt; deputado João Batista Oliveira de Araújo (PA),        &lt;br /&gt; conhecido como Babá, disse que a transição entre o    &lt;br /&gt; modelo de FHC e a "mudança" que o governo se          &lt;br /&gt; comprometeu na campanha parece "não ter fim". "É      &lt;br /&gt; inconcebível o governo Lula se submeter a um acordo   &lt;br /&gt; como esse".                                           &lt;br /&gt; O tucano Alberto Goldman (SP) disse que o             &lt;br /&gt; "estabelecimento de prazos vai além dos limites       &lt;br /&gt; previstos em acordos desse tipo. É um exagero de      &lt;br /&gt; submissão. Daqui a pouco vão querer definir o prazo   &lt;br /&gt; de aprovação das matérias no Congresso".              &lt;br /&gt; (RANIER BRAGON E RAQUEL ULHÔA)                        &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi1803200323.htm)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_____&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;da série: quem manda nessa bodega II  ??? -  A missão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt; RECEITA ORTODOXA                                      &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt; Governo põe na nova versão do documento um cronograma &lt;br /&gt; de envio das propostas para o Congresso               &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt; Acordo com FMI fixa prazos para reformas              &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt; DA SUCURSAL DE BRASÍLIA                               &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt; A nova versão do acordo entre o Brasil e o FMI (Fundo &lt;br /&gt; Monetário Internacional) prevê que o governo Lula     &lt;br /&gt; deve enviar ao Congresso até junho suas principais    &lt;br /&gt; propostas: as reformas previdenciária e tributária.   &lt;br /&gt; Prevê ainda avançar nas negociações para mudanças na  &lt;br /&gt; Lei de Falências e a manutenção do esforço fiscal até &lt;br /&gt; 2006.                                                 &lt;br /&gt; Embora tenha sido incluído no acordo, o governo já    &lt;br /&gt; trabalhava com esse prazo para enviar as propostas ao &lt;br /&gt; Congresso. Oficialmente, o presidente Luiz Inácio     &lt;br /&gt; Lula da Silva fala em enviar a da Previdência até     &lt;br /&gt; maio e a tributária até junho.                        &lt;br /&gt; Apesar de apresentar menos itens que o texto da       &lt;br /&gt; primeira revisão, fechada no final do ano passado,    &lt;br /&gt; ainda no governo anterior, a nova versão do acordo    &lt;br /&gt; com o FMI mantém pontos que alguns ministros          &lt;br /&gt; gostariam de retirar. O principal deles diz respeito  &lt;br /&gt; às propostas das reformas previdenciária e            &lt;br /&gt; tributária.                                           &lt;br /&gt; No caso das mudanças da Lei de Falências, o           &lt;br /&gt; compromisso com o FMI é avançar nas negociações no    &lt;br /&gt; Congresso até maio e, com isso, tentar votar proposta &lt;br /&gt; que está em discussão na Casa. As mudanças devem      &lt;br /&gt; ampliar as garantias dos bancos para receber          &lt;br /&gt; empréstimos a empresas que falirem.                   &lt;br /&gt; O governo também sinalizou que os superávits          &lt;br /&gt; primários (receitas maiores que despesas, exceto      &lt;br /&gt; pagamento de juros) a serem fixados para 2004 a 2006  &lt;br /&gt; farão a dívida pública cair gradualmente. Com isso, o &lt;br /&gt; esforço fiscal iniciado no governo de Fernando        &lt;br /&gt; Henrique Cardoso deverá ser mantido, o que poderá     &lt;br /&gt; ajudar a tranquilizar o mercado financeiro.           &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt; Manter esforço                                        &lt;br /&gt; Opção adotada na gestão Fernando Henrique Cardoso, a  &lt;br /&gt; busca de superávits primários elevados foi criticada  &lt;br /&gt; pelos petistas quando eram oposição. Agora, depois de &lt;br /&gt; elevar a meta de superávit deste ano de 3,75% para    &lt;br /&gt; 4,25% do PIB (Produto Interno Bruto), o governo       &lt;br /&gt; indica que esse esforço será mantido nos próximos     &lt;br /&gt; anos, não necessariamente no mesmo patamar.           &lt;br /&gt; Além das reformas, está no acordo a regulamentação,   &lt;br /&gt; até junho, do projeto de lei complementar que cria    &lt;br /&gt; fundos de previdência para os novos servidores        &lt;br /&gt; públicos, o PL-9.                                     &lt;br /&gt; Em discussão no Congresso, o PL-9 ainda não é         &lt;br /&gt; consenso no governo, mas a inclusão da sua            &lt;br /&gt; regulamentação no acordo é considerada essencial pelo &lt;br /&gt; Ministério da Fazenda.                                &lt;br /&gt; "Não adianta aprovar e não regulamentar", disse o     &lt;br /&gt; secretário do Tesouro Nacional, Joaquim Levy. No      &lt;br /&gt; texto, o projeto é tratado como "prioritário".        &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt; Contradições                                          &lt;br /&gt; A proposta de reforma previdenciária acabou gerando   &lt;br /&gt; mal-estar entre a equipe do FMI que veio ao Brasil    &lt;br /&gt; fazer a revisão do acordo e o ministro Ricardo        &lt;br /&gt; Berzoini (Previdência). Alegando que o tema era um    &lt;br /&gt; assunto do governo com a sociedade, Berzoini se       &lt;br /&gt; recusou a receber os técnicos do Fundo para conversar &lt;br /&gt; sobre o assunto.                                      &lt;br /&gt; Após esse episódio, o ministro da Fazenda, Antonio    &lt;br /&gt; Palocci Filho, disse que não via problemas em colocar &lt;br /&gt; no acordo "algo que nós mesmos queremos fazer".       &lt;br /&gt; O ministro Guido Mantega (Planejamento) disse à       &lt;br /&gt; Folha, em fevereiro, que as reformas e as metas de    &lt;br /&gt; privatização não eram da "alçada do FMI" e que o      &lt;br /&gt; texto deveria ser "enxuto". "Cabe ao Fundo            &lt;br /&gt; circunscrever a situação das contas públicas. É isso  &lt;br /&gt; que interessa", afirmou ele na ocasião. Em setembro,  &lt;br /&gt; na primeira versão do acordo, os objetivos            &lt;br /&gt; estruturais eram 12 e agora são 5.                    &lt;br /&gt; Ontem, Levy explicou que o não-cumprimento dos        &lt;br /&gt; objetivos relacionados às reformas implicaria         &lt;br /&gt; mudanças nas futuras revisões, mas não impediria a    &lt;br /&gt; liberação de recursos. "Seria motivo para novas       &lt;br /&gt; reflexões e consultas", disse.                        &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi1803200322.htm)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_____&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;da série: Deus te ouça!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                           &lt;br /&gt; ROBERTO MANGABEIRA UNGER                                  &lt;br /&gt;                                                           &lt;br /&gt; Ensino já                                                 &lt;br /&gt;                                                           &lt;br /&gt;                                                           &lt;br /&gt; O país precisa tanto de controvérsia quanto de consenso.  &lt;br /&gt; Há tema, mais importante do que qualquer outro, a         &lt;br /&gt; respeito do qual podemos construir convergência fecunda:  &lt;br /&gt; a maneira de melhorar a qualidade do ensino público.      &lt;br /&gt; Nenhuma realização do governo de Fernando Henrique        &lt;br /&gt; Cardoso foi mais benéfica do que o aumento da             &lt;br /&gt; escolaridade; especialmente a difusão da escola média.    &lt;br /&gt; Foi esforço de que participaram governadores, prefeitos e &lt;br /&gt; educadores de todos os partidos. Consolida-se nos quadros &lt;br /&gt; dirigentes do país a convicção de que a tarefa            &lt;br /&gt; prioritária agora é dar salto qualitativo na educação.    &lt;br /&gt; Três conjuntos de iniciativas nos permitiriam fazer muito &lt;br /&gt; com pouco, obtendo resultados que logo começariam a       &lt;br /&gt; transformar a vida brasileira, ainda que demorassem toda  &lt;br /&gt; uma geração para surtir seus efeitos mais poderosos.      &lt;br /&gt; A primeira tarefa é assegurar o cumprimento de mínimos de &lt;br /&gt; investimento por aluno e de desempenho por escola,        &lt;br /&gt; primária ou secundária, em todo o Brasil. O meio para     &lt;br /&gt; fazê-lo é flexibilizar o federalismo, associando os       &lt;br /&gt; governos federal, estaduais e municipais em órgãos        &lt;br /&gt; colegiados incumbidos de definir os mínimos, de           &lt;br /&gt; supervisionar sua execução, de intervir corretivamente    &lt;br /&gt; quando deixassem de ser satisfeitos e de suplementar os   &lt;br /&gt; recursos financeiros e humanos dos Estados e dos          &lt;br /&gt; municípios mais pobres. É caminho que já começamos a      &lt;br /&gt; percorrer. O ponto decisivo é a negociação de pacto       &lt;br /&gt; federativo que distinga entre duas situações. Quando as   &lt;br /&gt; faltas se originarem na incompetência dos governos        &lt;br /&gt; locais, a solução será sequestrar, sob a vigilância dos   &lt;br /&gt; tribunais, a parte pertinente do Orçamento estadual ou    &lt;br /&gt; municipal e usá-la para fazer cumprir os mínimos. Quando  &lt;br /&gt; as faltas resultarem da pobreza das populações e dos      &lt;br /&gt; governos locais, a solução será redistribuir recursos dos &lt;br /&gt; Estados ou municípios mais ricos para os mais pobres.     &lt;br /&gt; Seria facilitada pela transformação de um IVA             &lt;br /&gt; federalizado, repartido entre os Estados, em fonte maior  &lt;br /&gt; da receita pública.                                       &lt;br /&gt; A segunda obra a realizar é mudar a natureza do ensino.   &lt;br /&gt; Deve ter por orientação o aprofundamento seletivo em      &lt;br /&gt; substituição ao enciclopedismo superficial, o cultivo de  &lt;br /&gt; capacidades analíticas no lugar da memorização de fatos e &lt;br /&gt; a cooperação construtiva na aprendizagem em vez da        &lt;br /&gt; mistura de autoritarismo com individualismo. Que o        &lt;br /&gt; governo federal ajude a formar professores capazes de     &lt;br /&gt; praticar essa reorientação pedagógica, fornecendo a eles  &lt;br /&gt; os materiais e os exemplos de que precisem e              &lt;br /&gt; condicionando seus ganhos salariais a avanços de          &lt;br /&gt; qualificação.                                             &lt;br /&gt; A terceira proposta é radicalizar a meritocracia por meio &lt;br /&gt; da educação. Temos de identificar, por critérios          &lt;br /&gt; objetivos, os alunos mais aplicados ou talentosos em      &lt;br /&gt; todos os níveis do ensino, desde os primeiros anos. E     &lt;br /&gt; passar a dotá-los de estímulos especiais e de bolsas      &lt;br /&gt; generosas, que suplementem um programa básico e universal &lt;br /&gt; de bolsa-escola. Serão -sobretudo os pobres e os negros-  &lt;br /&gt; herdeiros da República, em vez de serem herdeiros das     &lt;br /&gt; famílias ricas que não têm. Formarão contra-elite         &lt;br /&gt; republicana para competir com a elite de herdeiros que    &lt;br /&gt; ainda concentra em suas mãos riquezas e oportunidades.    &lt;br /&gt; Abrirão caminho para todos. Quebraremos, com isso, o      &lt;br /&gt; marasmo do nepotismo e do fatalismo. Daremos início à     &lt;br /&gt; escalada de energia e de ambição. O Brasil não será       &lt;br /&gt; apenas sacudido. Será inspirado.                          &lt;br /&gt;                                                           &lt;br /&gt;                                                           &lt;br /&gt; (                                                         &lt;br /&gt; http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz1803200307.htm &lt;br /&gt; )                                                         &lt;br /&gt;                                                           &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_____&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;da série: por que eu tenho a impressão que isso ia mesmo acontecer???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt; ELIANE CANTANHÊDE                                     &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt; A falta que ele faz                                   &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt; BRASÍLIA - No dia 14 de janeiro, o governo completava &lt;br /&gt; duas semanas e a coluna intitulada "Buraco Negro"     &lt;br /&gt; cobrava o óbvio: alguém tem de exercer a coordenação  &lt;br /&gt; dos programas e das ações do governo.                 &lt;br /&gt; No final, dizia: "Ou alguém se impõe pela própria     &lt;br /&gt; dinâmica como coordenador do ministério, ou Lula vai  &lt;br /&gt; ter de, logo ali adiante, providenciar um".           &lt;br /&gt; O "logo adiante" chegou. É evidente que ninguém se    &lt;br /&gt; impôs pela própria dinâmica, e a cúpula do governo    &lt;br /&gt; começa a descobrir que o óbvio é óbvio. Lula vai ter  &lt;br /&gt; de ceder e nomear um "gerentão" para o governo.       &lt;br /&gt; Em geral, como nos anos FHC, quem ocupava esse papel  &lt;br /&gt; era o chefe da Casa Civil. Mas, no atual governo, o   &lt;br /&gt; ministro José Dirceu anda ocupado demais articulando  &lt;br /&gt; o apoio do PMDB, segurando o ímpeto oposicionista do  &lt;br /&gt; PFL, neutralizando os próprios aliados -como PPS e    &lt;br /&gt; PDT.                                                  &lt;br /&gt; A saída seria usar o secretário-geral da Presidência, &lt;br /&gt; Luiz Dulci, mas ele também tem mais o que fazer.      &lt;br /&gt; Escreve discursos que, às vezes, o presidente         &lt;br /&gt; despreza e troca por improvisos mais eloquentes. E    &lt;br /&gt; faz articulações "com a sociedade" -com o irrequieto  &lt;br /&gt; MST, por exemplo.                                     &lt;br /&gt; Além de Dirceu e de Dulci, outro com autoridade para  &lt;br /&gt; falar com todos os demais ministros é Luiz Gushiken   &lt;br /&gt; (Comunicação Institucional). No máximo, porém, ele    &lt;br /&gt; apaga incêndios. Reclama de declarações conflitantes, &lt;br /&gt; disputa de espaço, essas coisas. Coordenação mesmo    &lt;br /&gt; que é bom e todo governo gosta, nada. Daí essa        &lt;br /&gt; sensação de amadorismo, de falta de rumo ou "de       &lt;br /&gt; projeto" como dizem PPS e CUT.                        &lt;br /&gt; Se o governo quiser fazer casas populares, ficará     &lt;br /&gt; engraçado: um ministro vai subir a parede, outro vai  &lt;br /&gt; colocar o telhado e um terceiro vai instalar a        &lt;br /&gt; cisterna. Depois da casa pronta -se há alguma chance  &lt;br /&gt; de que fique pronta- coloca-se uma placa na porta:    &lt;br /&gt; "Realização Fome Zero".                               &lt;br /&gt; Tá certo que José Graziano não revela uma vocação     &lt;br /&gt; executiva, mas ele é apenas a ponta mais visível      &lt;br /&gt; daquele óbvio que a gente falava ali em cima: falta   &lt;br /&gt; articulação, coordenação, comando. Aja, Lula!         &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz1803200305.htm)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_____&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;da série: Triste sina da burocracia brasileira de padrão ibérico. Com&lt;br /&gt;qualquer governo, em qualquer situação, ela teima em fazer de cada solução&lt;br /&gt;um problema. Com efeito líquido perverso: a atividade-meio mata de fome e&lt;br /&gt;de sede a atividade-fim.&lt;br /&gt;                                                                                     &lt;br /&gt; Come zero  - Joelmir Beting                                                         &lt;br /&gt;      Integrante do Conselho Nacional de Segurança Alimentar, o bispo dom Mauro      &lt;br /&gt;      Morelli detona as trapalhadas do governo Lula no parto de montanha do Fome     &lt;br /&gt;      Zero. O próprio partido do presidente botou mais água fria no caldo ralo ao    &lt;br /&gt;      inventar, no sábado, uma certa Secretaria Extraordinária para Acompanhamento   &lt;br /&gt;      do Programa Fome Zero. Secretaria do partido e não do governo.                 &lt;br /&gt;      Dom Mauro Morelli poupa o ministro José Graziano, convertido em boi de piranha &lt;br /&gt;      da ainda desajeitada burocracia palaciana: "O pobre ministro do combate à fome &lt;br /&gt;      foi empurrado pelos seus assessores mais diretos para o descaminho que o       &lt;br /&gt;      programa percorreu até aqui. Ele foi induzido a propor a criação de um         &lt;br /&gt;      ministério que não foi criado nem deveria ter sido. Deram-lhe a título de      &lt;br /&gt;      ministério apenas um gabinete, um balcão e um conselho sem a menor autonomia." &lt;br /&gt;      Para o prelado católico, que milita há dez anos na pregação do direito humano  &lt;br /&gt;      ao alimento (de resto, um direito animal), o Fome Zero nasceu torto e          &lt;br /&gt;      rarefeito - malgrado todo o capital político de projeto pessoal número um do   &lt;br /&gt;      presidente Luiz Inácio Lula da Silva.                                          &lt;br /&gt;      Bem, já que nos gabinetes ninguém sabe ainda como se faz a coisa certa, dom    &lt;br /&gt;      Mauro Morelli diz que se deve aproveitar desta lição de como se faz a coisa    &lt;br /&gt;      errada para recomeçar o Fome Zero do marco zero: "Sugiro que se retome a       &lt;br /&gt;      proposta original. Que o Conselho Nacional de Segurança Alimentar tenha        &lt;br /&gt;      autonomia para conduzir amplo diálogo que culmine numa conferência nacional de &lt;br /&gt;      segurança alimentar sustentável."                                              &lt;br /&gt;      Nessa conferência, segundo ele, é que seriam definidas metas e meios para um   &lt;br /&gt;      Fome Zero duradouro, com participação orquestrada do voluntariado brasileiro.  &lt;br /&gt;      Dom Mauro Morelli propõe uma Secretaria de Segurança Alimentar de fato,        &lt;br /&gt;      vacinada contra os estorvos de uma burocracia pegajosa, ciumenta e fofoqueira. &lt;br /&gt;      A proposta de dom Mauro Morelli, se levada ao pé da letra e ao pó da verba,    &lt;br /&gt;      remete a instauração do Fome Zero para o segundo semestre. Ocorre que o        &lt;br /&gt;      presidente Lula repete que o faminto não pode esperar. De fato, para quem      &lt;br /&gt;      passa fome, já em estado de desnutrição continuada, o futuro é hoje. Para as   &lt;br /&gt;      crianças, em especial, amanhã pode ser tarde demais.                           &lt;br /&gt;      Ora, se assim é, por que continuar fazendo da redenção Fome Zero, até prova em &lt;br /&gt;      contrário, um trapalhão Come Zero?                                             &lt;br /&gt;      O problema é que o governo Lula não conseguiu sequer definir o conteúdo, o     &lt;br /&gt;      formato e o recurso do Fome Zero - sobre o qual desfila plenos poderes. Isso   &lt;br /&gt;      ocorre exatamente quando o mesmo governo, instigado pelo partido, executa um   &lt;br /&gt;      bombardeio pra lá de Bagdá contra a "excessiva autonomia" das agências         &lt;br /&gt;      reguladoras - que na dialética petista estariam "terceirizando" a autoridade   &lt;br /&gt;      de governo no Brasil.                                                          &lt;br /&gt;                                                                                     &lt;br /&gt;      SECOS &amp; MOLHADOS                                                               &lt;br /&gt;      Tolerância zero - Única certeza: o presidente Lula não pensa em pagar tributo  &lt;br /&gt;      pessoal ao atual desgaste político da falta de apetite do Fome Zero. Ele       &lt;br /&gt;      dispensa explicações sobre as causas da "dissonância cognitiva" que faz borrar &lt;br /&gt;      seu cartão de visita para o Brasil e para o mundo.                             &lt;br /&gt;      Agilidade dez - Para agilizar o que ainda não leva jeito de ser agilizado, o   &lt;br /&gt;      governo reduz o gás da Secretaria de Segurança Alimentar, fragiliza ainda mais &lt;br /&gt;      o ministro José Graziano e escala frei Beto e Oded Grajew para refazer a       &lt;br /&gt;      feijoada do Fome Zero nos fogões da sociedade já ressabiada. O primeiro, com   &lt;br /&gt;      as organizações sociais. O segundo, com as entidades empresariais.             &lt;br /&gt;      Triste sina - No mais, a triste sina da burocracia brasileira de padrão        &lt;br /&gt;      ibérico. Com qualquer governo, em qualquer situação, ela teima em fazer de     &lt;br /&gt;      cada solução um problema. Com efeito líquido perverso: a atividade-meio mata   &lt;br /&gt;      de fome e de sede a atividade-fim.                                             &lt;br /&gt;                                                                                     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(http://www.estado.estadao.com.br/colunistas/joelmir.html)&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5126612-91034050?l=2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/91034050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/91034050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://2006.blogspot.com/2003_03_16_archive.html#91034050' title=''/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143876075873368521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5126612.post-91033940</id><published>2003-03-19T19:33:00.000-08:00</published><updated>2003-03-19T19:33:00.200-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>ALÉM DO FMI                                           &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt; A geração de saldos no comércio exterior e a          &lt;br /&gt; possibilidade de zerar o déficit em conta corrente do &lt;br /&gt; balanço de pagamentos brasileiro têm motivado um      &lt;br /&gt; ciclo de otimismo. Os "megassuperávits" dos anos 80   &lt;br /&gt; parecem hoje até pequenos comparados com o saldo de   &lt;br /&gt; US$ 20 bilhões que o comércio exterior possivelmente  &lt;br /&gt; produzirá neste ano. O ajuste externo chegaria a tal  &lt;br /&gt; ponto que o dinheiro colocado pelo FMI à disposição   &lt;br /&gt; do Brasil seria dispensável.                          &lt;br /&gt; Para os otimistas, o sucesso desse ajuste seria a     &lt;br /&gt; condição para que o país voltasse a crescer,          &lt;br /&gt; escapando aos rigores do Fundo e retomando planos de  &lt;br /&gt; desenvolvimento econômico e social. O governo Lula,   &lt;br /&gt; premiado por aprofundar a ortodoxia, teria capacidade &lt;br /&gt; técnica e legitimidade para se aventurar em           &lt;br /&gt; heterodoxias e colocar as estratégias de longo prazo  &lt;br /&gt; em ordem superior de prioridade, comparadas às        &lt;br /&gt; armadilhas de curto prazo que há pelo menos duas      &lt;br /&gt; décadas amarram o país.                               &lt;br /&gt; Infelizmente, por trás dessa fórmula há uma hipótese  &lt;br /&gt; arriscada. A fórmula em si é abstratamente correta:   &lt;br /&gt; os países que fazem o ajuste de suas contas externas  &lt;br /&gt; efetivamente reduzem sua dependência de crédito       &lt;br /&gt; externo, podendo até dispensar as restrições impostas &lt;br /&gt; pelo FMI.                                             &lt;br /&gt; A sua fragilidade, no entanto, está em considerar que &lt;br /&gt; esse ajuste externo seja virtuoso e sustentável. Ao   &lt;br /&gt; contrário, ele está fundado na contenção violenta da  &lt;br /&gt; atividade econômica por meio de taxas de juros        &lt;br /&gt; escorchantes e de um ajuste fiscal impiedoso.         &lt;br /&gt; O ajuste externo efetivamente virtuoso é o que tem    &lt;br /&gt; fundamento no aumento da competitividade da economia, &lt;br /&gt; ou seja, no aumento das exportações e na substituição &lt;br /&gt; de importações. Nesse campo, o governo Lula, como     &lt;br /&gt; ocorria sob o comando de Fernando Henrique Cardoso, é &lt;br /&gt; pródigo na retórica, mas, na prática, revela-se       &lt;br /&gt; inepto ou lento demais.                               &lt;br /&gt; Sem o ajuste virtuoso, pode-se até mesmo sair do FMI, &lt;br /&gt; mas não em condições de retomar o crescimento, pois a &lt;br /&gt; escassez de crédito externo e a falta de              &lt;br /&gt; competitividade são freios ineludíveis.               &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz1703200301.htm)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt; GOVERNO                                               &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt; Presidente vai pedir fim de disputas em reunião       &lt;br /&gt; ministerial de 4ª-feira                               &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt; Irritado com críticas, Lula cobra resultados de       &lt;br /&gt; equipe                                                &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt; ELIANE CANTANHÊDE                                     &lt;br /&gt; DIRETORA DA SUCURSAL DE BRASÍLIA                      &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt; O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai cobrar     &lt;br /&gt; mais resultados e melhor desempenho de seus ministros &lt;br /&gt; durante reunião ministerial convocada para a próxima  &lt;br /&gt; quarta-feira. Será durante todo o dia na Granja do    &lt;br /&gt; Torto, com possibilidade de jantar no Alvorada.       &lt;br /&gt; Lula está irritado com as crescentes críticas ao      &lt;br /&gt; desempenho do governo, especialmente da área social,  &lt;br /&gt; e resolveu também dar um "cala-boca" nos ministros    &lt;br /&gt; que ele acha que estão falando demais, apresentando   &lt;br /&gt; resultados de menos e disputando espaço abertamente.  &lt;br /&gt; Exemplos: José Graziano (Segurança Alimentar) e       &lt;br /&gt; Cristovam Buarque (Educação).                         &lt;br /&gt; Conforme a Folha apurou, Lula advertiu a ambos, em    &lt;br /&gt; conversas separadas, que é ele quem manda (há, há,    &lt;br /&gt; há*NC) no governo e nas políticas sociais: "Não há    &lt;br /&gt; programa do Graziano nem programa do Cristovam. Só há &lt;br /&gt; programa do Lula", disse, com todas as letras.        &lt;br /&gt; A pauta formal da reunião de quarta-feira é a         &lt;br /&gt; discussão do PPA (Plano Plurianual). Os ministros vão &lt;br /&gt; mostrar as adaptações que fizeram em suas pastas e    &lt;br /&gt; programas depois dos cortes de R$ 14 bilhões, R$ 5    &lt;br /&gt; bilhões só na área social, anunciados na última       &lt;br /&gt; reunião ministerial, em fevereiro.                    &lt;br /&gt; Em resposta à cobrança de resultados do presidente,   &lt;br /&gt; Jaques Wagner (Trabalho), por exemplo, dirá que sua   &lt;br /&gt; prioridade é lançar rapidamente o programa "Primeiro  &lt;br /&gt; Emprego", que pretende incluir 500 mil jovens no      &lt;br /&gt; mercado de trabalho.                                  &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt; "Desmarque"                                           &lt;br /&gt; Na sexta-feira passada, o presidente telefonou para o &lt;br /&gt; ministro Buarque, convocando-o para ir a São Paulo    &lt;br /&gt; com ele no dia seguinte. O titular da Pasta da        &lt;br /&gt; Educação alegou que tinha um encontro com dezenas de  &lt;br /&gt; reitores no Rio de Janeiro. O presidente não cedeu:   &lt;br /&gt; "Desmarque".                                          &lt;br /&gt; No sábado, Lula e seu ministro viajaram juntos para   &lt;br /&gt; São Paulo, onde se realizou a reunião do Diretório    &lt;br /&gt; Nacional do PT que, entre outras coisas, criticou o   &lt;br /&gt; Fome Zero e criou uma instância partidária para       &lt;br /&gt; "vigiar" a implantação desse programa, considerado a  &lt;br /&gt; menina dos olhos de Lula.                             &lt;br /&gt; Durante o vôo, Lula deu um "puxão de orelhas" em      &lt;br /&gt; Buarque, que vem pregando uma mudança drástica nos    &lt;br /&gt; investimentos sociais do governo: em vez do Fome      &lt;br /&gt; Zero, o ministro da Educação defende um aumento       &lt;br /&gt; imediato no valor do Bolsa-Escola, de R$ 30,00 para R &lt;br /&gt; $ 50,00 por família.                                  &lt;br /&gt; Buarque também estava de malas prontas para ir à      &lt;br /&gt; Europa, onde tinha marcado para a próxima             &lt;br /&gt; quinta-feira, em Madri, um encontro com Ronaldo, o    &lt;br /&gt; craque da Seleção Brasileira de Futebol que se dispôs &lt;br /&gt; a emprestar sua imagem para o Analfabetismo Zero -o   &lt;br /&gt; principal programa do Ministério da Educação. A       &lt;br /&gt; viagem foi adiada, por causa da reunião ministerial   &lt;br /&gt; na quarta-feira.                                      &lt;br /&gt; O primeiro alvo do presidente quando decidiu dar um   &lt;br /&gt; "cala-boca", entretanto, não foi Cristovam Buarque,   &lt;br /&gt; mas José Graziano, o responsável pelo Fome Zero e     &lt;br /&gt; atualmente sob forte pressão de fora e principalmente &lt;br /&gt; de dentro do governo.                                 &lt;br /&gt; O presidente acha que não só Graziano como seus       &lt;br /&gt; assessores diretos, especialmente Frei Betto estão    &lt;br /&gt; "falando demais" e, assim, expondo dificuldades do    &lt;br /&gt; programa e da própria equipe, que estaria "batendo    &lt;br /&gt; cabeça".                                              &lt;br /&gt; No sábado, enquanto Lula reclamava da área social     &lt;br /&gt; indo para São Paulo, a Folha circulava com um artigo  &lt;br /&gt; de Dom Mauro Morelli, bispo de Duque de Caxias (RJ) e &lt;br /&gt; integrante do Consea (Conselho de Segurança Alimentar &lt;br /&gt; e Nutricional) justamente criticando Frei Betto e sua &lt;br /&gt; participação no programa Fome Zero.                   &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt; Críticas no governo                                   &lt;br /&gt; Ao contrário do que Graziano pensa, as mais duras     &lt;br /&gt; críticas a seu desempenho não partem de fora, mas de  &lt;br /&gt; dentro do próprio governo, onde já há até quem fale   &lt;br /&gt; em candidatos para substituí-lo.                      &lt;br /&gt; Até o nome do empresário Abílio Diniz, do grupo Pão   &lt;br /&gt; de Açúcar, tem sido mencionado em altas esferas       &lt;br /&gt; petistas.                                             &lt;br /&gt; Lula já disse ao próprio Graziano e a outros          &lt;br /&gt; colaboradores próximos do governo que não pretende    &lt;br /&gt; tirar o atual ministro, o que não significa, de jeito &lt;br /&gt; nenhum, que o presidente esteja satisfeito com a      &lt;br /&gt; atual equipe.                                         &lt;br /&gt; Em resumo, a posição do presidente é esta: Graziano   &lt;br /&gt; fica, mas vai ter que mudar a condução do Fome Zero a &lt;br /&gt; curtíssimo prazo. Adicionando, inclusive, novos nomes &lt;br /&gt; com perfil menos acadêmico e mais operacional à sua   &lt;br /&gt; equipe de trabalho.                                   &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1703200302.htm)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt; ENCONTRO PETISTA                                      &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt; Defesa veemente de Palocci ocupa 10 de 27 itens da    &lt;br /&gt; resolução aprovada pelo Diretório Nacional do partido &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt; PT critica Fome Zero e pede governo "eficaz"          &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt; RUBENS VALENTE                                        &lt;br /&gt; RAFAEL CARIELLO                                       &lt;br /&gt; DA REPORTAGEM LOCAL                                   &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt; Ao mesmo tempo em que faz uma defesa veemente da      &lt;br /&gt; política econômica do ministro Antonio Palocci Filho  &lt;br /&gt; (Fazenda), a versão final da resolução aprovada ontem &lt;br /&gt; pelo Diretório Nacional do PT pede mais "velocidade e &lt;br /&gt; eficácia" nas ações de governo e faz críticas ao Fome &lt;br /&gt; Zero, programa social prioritário do presidente Luiz  &lt;br /&gt; Inácio Lula da Silva.                                 &lt;br /&gt; "O PT entende que, de fato, o programa [Fome Zero]    &lt;br /&gt; precisa definir melhor seu foco, seus instrumentos de &lt;br /&gt; implementação e os critérios de avaliação de          &lt;br /&gt; resultados", diz o documento, aprovado no encontro do &lt;br /&gt; qual participaram Lula e os ministros José Graziano   &lt;br /&gt; (Segurança Alimentar) e José Dirceu (Casa Civil),     &lt;br /&gt; entre outros.                                         &lt;br /&gt; A resolução, aprovada em São Paulo pela instância     &lt;br /&gt; máxima do PT, com 70,13% dos votantes (75, no total), &lt;br /&gt; servirá de referência para a atuação política e       &lt;br /&gt; parlamentar do partido e foi a primeira aprovada no   &lt;br /&gt; governo Lula.                                         &lt;br /&gt; A esquerda do partido pôde incluir emendas no texto   &lt;br /&gt; final, mas a maior parte dos trechos com críticas já  &lt;br /&gt; constava da primeira versão, redigida pela cúpula da  &lt;br /&gt; sigla.                                                &lt;br /&gt; A resolução faz críticas indiretas à condução das     &lt;br /&gt; ações de governo. "Concluída a tarefa de montagem de  &lt;br /&gt; governo, a sociedade espera agora uma ação            &lt;br /&gt; governamental com mais velocidade e eficácia, com     &lt;br /&gt; mais unidade e sentido de articulação nas ações       &lt;br /&gt; cotidianas e com mais definição quanto aos rumos      &lt;br /&gt; estratégicos que se pretende imprimir", diz a         &lt;br /&gt; resolução.                                            &lt;br /&gt; O PT exorta ao trabalho os ocupantes dos principais   &lt;br /&gt; cargos do governo: "Ministros, secretários e          &lt;br /&gt; integrantes dos outros escalões e diretores da        &lt;br /&gt; administração indireta não podem acomodar-se          &lt;br /&gt; burocraticamente nos cargos, precisam adotar atitudes &lt;br /&gt; pró-ativas em relação a projetos específicos e ao     &lt;br /&gt; projeto geral do governo".                            &lt;br /&gt; A resolução tem dez páginas, divididas em 27 itens.   &lt;br /&gt; Desses, 10 são dedicados à defesa irrestrita da       &lt;br /&gt; política econômica do governo. Sobre a alta dos       &lt;br /&gt; juros, por exemplo, o documento diz que ela é         &lt;br /&gt; "transitória, ao contrário do que vinha ocorrendo no  &lt;br /&gt; governo anterior". O texto a defende sob o argumento  &lt;br /&gt; de que serve para "evitar que fatores inerciais       &lt;br /&gt; consolidem esse elevado patamar inflacionário" e      &lt;br /&gt; propicie a sua redução.                               &lt;br /&gt; A elevação do superávit primário para 4,25% do PIB    &lt;br /&gt; (Produto Interno Bruto) é considerada pela resolução  &lt;br /&gt; "absolutamente necessária para mostrar que o Brasil   &lt;br /&gt; tem capacidade de honrar seus compromissos".          &lt;br /&gt; Além da economia, recebem referências elogiosas as    &lt;br /&gt; áreas da segurança pública ("o governo mostrou        &lt;br /&gt; iniciativa e agilidade com suas ações, principalmente &lt;br /&gt; no Espírito Santo e no Rio de Janeiro") e da política &lt;br /&gt; externa ("a atuação do governo na crise da Venezuela  &lt;br /&gt; e a iniciativa de propor a criação do "Grupo de       &lt;br /&gt; Amigos" foram um lance de ousadia").                  &lt;br /&gt; Também foi positiva a avaliação da composição         &lt;br /&gt; política do governo. Mas o documento diz que a base   &lt;br /&gt; governista deve ser ampliada: "Nesse sentido, é       &lt;br /&gt; preciso [..." ultimar as negociações com outros       &lt;br /&gt; setores partidários, principalmente com o PMDB".      &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt; Enquadramento                                         &lt;br /&gt; A cúpula do PT deu sinais de que poderá usar a        &lt;br /&gt; resolução para punir parlamentares petistas que       &lt;br /&gt; eventualmente votem contra projetos do governo no     &lt;br /&gt; Congresso Nacional. O presidente do partido, José     &lt;br /&gt; Genoino (SP), e o senador Aloizio Mercadante (SP)     &lt;br /&gt; lembraram a "tradição" do PT de "unidade da ação".    &lt;br /&gt; "As resoluções do partido valem para todos os         &lt;br /&gt; parlamentares e são obrigatórias para todos", disse   &lt;br /&gt; Genoino. "O PT faz o debate, a discussão, e todos no  &lt;br /&gt; partido têm plena liberdade para expor divergências.  &lt;br /&gt; Agora, o PT nunca abriu mão da unidade da ação."      &lt;br /&gt; Genoino minimizou as divergências: "Nós vamos         &lt;br /&gt; trabalhar com o convencimento [do parlamentar".       &lt;br /&gt; Ninguém sairá do PT".                                 &lt;br /&gt; Mercadante citou episódios em que parlamentares       &lt;br /&gt; petistas foram punidos por não seguirem orientações   &lt;br /&gt; da sigla. "No PT pode debater tudo, mas, depois que   &lt;br /&gt; decidiu, tem que acatar a decisão". O senador lançou  &lt;br /&gt; farpas aos petistas descontentes com os rumos do      &lt;br /&gt; governo Lula: "A Convergência Socialista teve atitude &lt;br /&gt; mais coerente: partiu para construir um partido       &lt;br /&gt; próprio [o PSTU"".                                    &lt;br /&gt; Centenas de militantes da corrente deixaram o PT no   &lt;br /&gt; início dos anos 90, após uma série de divergências    &lt;br /&gt; com a cúpula petista.                                 &lt;br /&gt; As tendências de esquerda, no entanto, não aceitam    &lt;br /&gt; que a resolução possa vir a ser usada para punições.  &lt;br /&gt; Segundo eles, as decisões dos encontros nacionais do  &lt;br /&gt; PT são superiores às resoluções do Diretório          &lt;br /&gt; Nacional. A do último encontro, em 2001, pregou a     &lt;br /&gt; "ruptura" com a política econômica do governo FHC     &lt;br /&gt; -afinal mantida pelo governo Lula.                    &lt;br /&gt; O deputado federal Chico Alencar (RJ), da esquerda do &lt;br /&gt; partido, disse que o próprio texto final da           &lt;br /&gt; resolução, que acolheu emendas da minoria, não        &lt;br /&gt; permitirá a punição: "A resolução ficou mais larga e  &lt;br /&gt; o enquadramento, menor".                              &lt;br /&gt; O comando petista, na mesma reunião que votou a       &lt;br /&gt; resolução, anunciou novos integrantes da Executiva    &lt;br /&gt; Nacional, que substituíram integrantes do governo,    &lt;br /&gt; segundo Genoino, para "manter a autonomia do          &lt;br /&gt; partido". A prefeita de São Paulo, Marta Suplicy é a  &lt;br /&gt; nova primeira-vice-presidente, e o deputado federal   &lt;br /&gt; Jorge Bittar (RJ), o secretário-geral.                &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1703200304.htm)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;da série: se faltasse só isso ou Até tu, Brutus II ???&lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt; Marinho concorda com CUT sobre "falta de projeto"     &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt; DA REPORTAGEM LOCAL                                   &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt; O sindicalista Luiz Marinho, presidente do Sindicato  &lt;br /&gt; dos Metalúrgicos do ABC, que é filiado à CUT, disse   &lt;br /&gt; ontem concordar com a afirmação contida em documento  &lt;br /&gt; da Central Única dos Trabalhadores de que o governo   &lt;br /&gt; ainda não tem "projeto claro" para estimular o debate &lt;br /&gt; sobre as reformas assumidas como prioritárias. A      &lt;br /&gt; declaração foi dada no hotel de São Paulo em que      &lt;br /&gt; acontecia a reunião do Diretório Nacional do PT.      &lt;br /&gt; Marinho fez questão de afirmar que a frase foi        &lt;br /&gt; "pinçada" do documento, mas, questionado, disse       &lt;br /&gt; concordar com seu "teor". O sindicalista deve ser     &lt;br /&gt; eleito presidente da CUT em junho, como resultado de  &lt;br /&gt; uma articulação em que se envolveu o governo federal, &lt;br /&gt; favorável ao seu nome.                                &lt;br /&gt; O documento que contém a frase é assinado pelo atual  &lt;br /&gt; presidente da central, João Felício, e outros 13      &lt;br /&gt; membros da direção executiva, conforme a Folha        &lt;br /&gt; noticiou anteontem. É uma das "teses" elaboradas como &lt;br /&gt; subsídio para o 8º Congresso Nacional da CUT, que     &lt;br /&gt; acontecerá entre 3 e 7 junho.                         &lt;br /&gt; "Até agora, podemos constatar a inexistência de um    &lt;br /&gt; projeto claro para estimular o debate público sobre   &lt;br /&gt; as diferentes reformas tidas como prioritárias", diz  &lt;br /&gt; o documento.                                          &lt;br /&gt; Marinho disse que a negociação do governo com o       &lt;br /&gt; funcionalismo sobre reposição salarial é um exemplo   &lt;br /&gt; de área em que o governo poderia ter um "plano mais   &lt;br /&gt; claro". "Não temos ainda nesse caso qual é o rumo que &lt;br /&gt; nós vamos seguir", disse ele.                         &lt;br /&gt; Sobre a política econômica -no documento da CUT é     &lt;br /&gt; dito que a elevação dos juros e o corte de gastos     &lt;br /&gt; sociais "encontram-se claramente em contradição com   &lt;br /&gt; as expectativas de mudança"-, o sindicalista disse    &lt;br /&gt; compreender "os esforços do governo para controlar a  &lt;br /&gt; inflação", mas afirmou que não enxergava a            &lt;br /&gt; necessidade do último aumento de juros.               &lt;br /&gt; "Espero que na próxima reunião do Copom (Comitê de    &lt;br /&gt; Política Monetária do BC) não venha novo aumento de   &lt;br /&gt; juros, seria um exagero", disse ele. (RC E RV)        &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt;(http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1703200306.htm)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5126612-91033940?l=2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/91033940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/91033940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://2006.blogspot.com/2003_03_16_archive.html#91033940' title=''/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143876075873368521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5126612.post-90804996</id><published>2003-03-16T07:13:00.000-08:00</published><updated>2003-03-16T07:13:47.610-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>"Lula não tem projeto claro", afirma CUT  - da série: GRANDE NOVIDADE!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DESGASTE PETISTA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Documento da central crítica despreparo do governo para debater reformas, mas elogia política externa do PT&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Lula não tem projeto claro", afirma CUT &lt;br /&gt;GUSTAVO PATÚ&lt;br /&gt;DA SUCURSAL DE BRASÍLIA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FRASES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Até agora, podemos constatar a inexistência de um projeto claro para estimular o debate público sobre as diferentes reformas tidas como prioritárias. Tal aspecto tem causado tensão e descompasso no debate entre governo, trabalhadores e outros setores da sociedade"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Evidenciam-se alguns limites entre o desejo de mudança, expresso na grande votação obtida por Lula em 27 de outubro [de 2002], e as políticas efetivamente adotadas"&lt;br /&gt;TRECHOS DE "A VITÓRIA DE LULA COMPLETA UM CICLO", DA CUT&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo Luiz Inácio Lula da Silva não conta com um projeto claro o bastante para balizar o debate em torno das reformas tidas como prioritárias, avalia um documento da CUT (Central Única dos Trabalhadores), ligada umbilicalmente ao PT.&lt;br /&gt;"Até agora, podemos constatar a inexistência de um projeto claro para estimular o debate público sobre as diferentes reformas tidas como prioritárias. Tal aspecto tem causado tensão e descompasso no debate entre governo, trabalhadores e outros setores da sociedade", diz o documento.&lt;br /&gt;O texto é assinado pelo presidente da central sindical, João Felício, e outros 13 membros da direção executiva. Trata-se da principal entre nove "teses" -no jargão sindicalista- elaboradas como subsídios para o 8º Congresso Nacional da CUT, que acontecerá entre 3 e 7 de junho e definirá as estratégias cutistas para os próximos anos.&lt;br /&gt;Intitulado "A vitória de Lula completa um ciclo", o documento celebra a chegada do PT ao governo como uma vitória dos trabalhadores, ataca a herança deixada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, elogia a política externa do novo governo e o diálogo aberto com o funcionalismo público. No plano interno e presente, o entusiasmo é muito menor.&lt;br /&gt;"Evidenciam-se alguns limites entre o desejo de mudança, expresso na grande votação obtida por Lula em 27 de outubro [de 2002", e as políticas efetivamente adotadas", diz o texto, que responsabiliza o legado de FHC e a tensão externa pelo caminho ortodoxo seguido na economia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juros e ajustes&lt;br /&gt;Para a CUT, medidas como a elevação dos juros e o corte de gastos sociais "encontram-se claramente em contradição com as expectativas de mudança na política econômica". A central afirma questionar a eficácia desses instrumentos no combate à crise.&lt;br /&gt;Não há uma crítica direta a nenhuma das reformas em particular, mas relembra a ação da CUT em defesa da Previdência pública -leia-se: contra a reforma previdenciária- e dos direitos trabalhistas, alvos potenciais de alterações ainda pouco detalhadas pelo governo.&lt;br /&gt;A indefinição em relação às reformas é o motivo de crítica principal: "Evidenciaram-se fragilidades e desencontros na apresentação de propostas por parte de diferentes setores do governo".&lt;br /&gt;A análise de conjuntura desenvolvida no documento termina em tom cauteloso. "Ainda é prematura uma análise em profundidade do significado e do papel do governo Lula na construção de outro modelo de desenvolvimento econômico e social."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agressividade&lt;br /&gt;O texto de Felício se equilibra entre demonstrações de independência e manifestações de apoio ao governo, o que traduz o dilema vivido hoje pela CUT: de um lado, a identificação de origem com Lula e o PT; de outro, as pressões das bases sindicais contra as mudanças na Previdência -que afetam principalmente os servidores públicos, cujo peso é decisivo na central- e na legislação trabalhista.&lt;br /&gt;Nas demais teses, todas de membros da direção executiva, são muitos os exemplos de trechos de agressividade muito maior.&lt;br /&gt;"Pelos indicativos do programa, pelas alianças realizadas com a direita, pela estratégia adotada durante a campanha eleitoral, o governo Lula é um governo de profundas contradições de classe", escrevem Jorge Luís Martins e Lujan Maria de Miranda Bacelar, sustentando que o governo é "ambíguo" e corre o risco de "sucumbir às políticas neoliberais".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esquerda&lt;br /&gt;Neiva Lazzarotto apóia as críticas da esquerda petista à política econômica em documento intitulado "Contra as reformas neoliberais, por mudanças de verdade". José Maria de Almeida, ex-candidato à Presidência pelo PSTU, cobra, como na campanha, rompimento com a Alca (Área de Livre Comércio das Américas) e com o FMI (Fundo Monetário Internacional).&lt;br /&gt;O congresso da CUT não escolherá uma tese -os documentos são apenas subsídios para o debate. A votação se dará em torno de propostas de estratégias, que estavam sendo concluídas ontem.&lt;br /&gt;(http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1503200306.htm)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CLÓVIS ROSSI &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Independência do BC, a lenda&lt;br /&gt;SÃO PAULO - O presidente do Banco Central se reunia com o presidente da República mais ou menos a cada seis meses. "Não raras vezes, o presidente lhe dirigia sugestões sutis, expressas de maneira cuidadosa, para que ele reduzisse a taxa de juros, de modo a estimular o crescimento da economia".&lt;br /&gt;De que país estamos falando: Brasil, Argentina, Guatemala? Não, estamos falando dos Estados Unidos e da lendária independência de seu banco central, o Federal Reserve.&lt;br /&gt;O trecho citado refere-se a Paul Volcker, então presidente do Fed, e a Ronald Reagan, então presidente dos EUA. Está no livro "Maestro", biografia do atual presidente do Fed, Alan Greenspan, escrita por outra lenda, o jornalista Bob Woodward, um dos dois repórteres do caso Watergate, que levou o presidente Richard Nixon à renúncia.&lt;br /&gt;Serve para provar que a independência do BC americano é, no mínimo, meia boca, ao contrário do que os fundamentalistas de mercado vivem querendo vender como modelo no Brasil.&lt;br /&gt;Se os mercadocratas não tivessem abolido o bom senso, a prova nem seria necessária. Quem depende de alguém para ser nomeado e/ou manter-se em um dado cargo faz o possível para agradar quem o nomeia.&lt;br /&gt;É da natureza humana, na China como na Tanzânia, nos Estados Unidos como no Brasil. Mesmo assim, só no Brasil pode prosperar a tolice de que uma eventual intervenção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas decisões do BC sobre juros significaria um enfraquecimento de Henrique Meirelles ou do ministro Antonio Palocci Filho ou de ambos.&lt;br /&gt;O contrário é que é verdadeiro: se Lula deixar o BC fazer alguma barbeiragem, enfraquecem-se ele e seus subordinados, cujo prestígio não é próprio, mas emprestado pelo presidente (ou alguém aí acha, seriamente, que Palocci seria ministro da Fazenda em qualquer governo que não o de Lula?).&lt;br /&gt;(http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz1503200304.htm)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Economistas acusam Lula de continuísmo &lt;br /&gt;DA REPORTAGEM LOCAL &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Conselho Federal de Economia divulgou um manifesto criticando a política econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no qual ressalta que o governo petista "continua a agir exatamente como o seu sucessor". O documento foi aprovado durante reunião da entidade, da qual participaram os 15 economistas que representam no Conselho a categoria.&lt;br /&gt;As críticas estão principalmente focadas na suposta rigidez da política monetária atual, o que, na visão dos economistas, estaria tendo um resultado dramático no nível de desemprego.&lt;br /&gt;"As políticas monetária e fiscal restritivas tomadas nas últimas semanas reproduzem a estratégia fracassada do governo anterior. Nesse sentido, o período de transição deve ser entendido como o início de mudanças e transformações graduais e significativas, e não de simples pretexto para o medo de ousar", diz o documento de apenas uma página, que foi enviado ao presidente Lula.&lt;br /&gt;Elaboraram o texto, no final do mês passado, o presidente da Conselho Federal de Economia, Carlos Roberto de Castro, os professores da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) João Paulo de Almeida Magalhães e Reinaldo Gonçalves e Luiz Alberto Machado, ex-presidente do Conselho Regional de Economia de São Paulo, entre outros.&lt;br /&gt;"A mensagem de desemprego tem pressa. A situação que percebemos é de um desconforto com a política econômica do governo", afirmou o economista Reinaldo Gonçalvez, que é do PT.&lt;br /&gt;O texto destaca ainda que os principais problemas econômicos atuais estão relacionados com "a ruptura do processo de desenvolvimento que já se prolonga há duas décadas" e chega a chamar de "conservadora" parte da equipe econômica do governo.&lt;br /&gt;Segundo o diagnóstico dos economistas, a situação social do país é considerada "preocupante", além de estar ameaçada "de escapar ao controle" do governo.&lt;br /&gt;Em 2001, após reuniões do Encontro de Economistas, os integrantes do Conselho divulgaram um documento crítico -Carta de Recife- em relação à condução da política econômica por parte do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.&lt;br /&gt;(http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1503200308.htm)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CURTO-CIRCUITO SOCIAL &lt;br /&gt;A queda de 11 pontos percentuais na aprovação do governo, medida pela pesquisa CNT/ Sensus, enfatiza a necessidade de uma mudança urgente na condução dos programas sociais, única compensação a uma política macroeconômica que não oferece, até onde a vista alcança, perspectiva de melhoria no nível de emprego e de renda dos brasileiros.&lt;br /&gt;Dois meses e meio depois da posse do ministério, pôr a culpa na burocracia e na lentidão da máquina tende a convencer cada vez menos. Também é inútil mencionar "problemas de comunicação", argumento de todos os governos em dificuldade. Se é verdade que há ministros que não resistem aos holofotes, mais grave é o fato de os gestores da área social não terem as respostas para perguntas pertinentes, como aconteceu na confusão de versões sobre as contas para doações ao Fome Zero.&lt;br /&gt;Não se discute aqui a complexidade que envolve a integração de programas de transferência de renda dispersos por vários ministérios nem a necessidade de tornar o Fome Zero mais amplo do que a distribuição de cestas básicas. Justamente por causa dessas dificuldades é que se torna imperativa uma gestão que faça os projetos avançarem, mesmo que eventuais falhas tenham que ser corrigidas no caminho.&lt;br /&gt;O governo, no entanto, parece não se ter dado conta disso. Na reunião da Câmara de Política Social, a ministra Benedita da Silva, encarregada da "articulação" dos projetos, expôs sua proposta durante três horas sem obter o consenso de seus colegas. Assim como José Graziano, da Segurança Alimentar, a ministra tem limitada experiência executiva, praticamente restrita a um mandato de nove meses à frente do Estado do Rio.&lt;br /&gt;A eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva suscitou muitas expectativas. Ele tem tido o cuidado de relativizá-las, mas uma das promessas que reiterou inúmeras vezes é a de proporcionar a todo brasileiro meios para fazer três refeições por dia. Um fracasso nessa área será lamentável e extremamente penoso para a sua popularidade.&lt;br /&gt;(http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz1503200301.htm)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5126612-90804996?l=2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90804996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90804996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://2006.blogspot.com/2003_03_16_archive.html#90804996' title=''/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143876075873368521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5126612.post-90803780</id><published>2003-03-16T06:32:00.000-08:00</published><updated>2003-03-16T06:32:17.466-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Chega mais, Armínio &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Samanta Sallum&lt;br /&gt;metropole@correioweb.com.br &lt;br /&gt;  Pode ser que ainda não exista plano B para economia brasileira como diz o governo recém-eleito, mas o fato é que o presidente Lula e seu ministro da Fazenda, Antônio Palocci, convidaram para jantar, esta semana, Armínio Fraga. Sim, ele mesmo: o ex-presidente do Banco Central, que, na prática, governou o Brasil no segundo mandato de FHC, quando foi chamado para consertar a trapalhada econômica gerada com a desvalorização do Real, em janeiro de 1999. &lt;br /&gt;(http://www2.correioweb.com.br/cw/EDICAO_20030316/col_mtp_160303.htm)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5126612-90803780?l=2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90803780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90803780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://2006.blogspot.com/2003_03_16_archive.html#90803780' title=''/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143876075873368521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5126612.post-90803638</id><published>2003-03-16T06:28:00.000-08:00</published><updated>2003-03-16T06:28:09.670-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>governo&lt;br /&gt;Lula faz mea culpa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em reunião do diretório nacional do PT, presidente admitiu fracassos na área social, só para tentar ganhar simpatia dos esquerdistas. Não funcionou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;Da Redação &lt;br /&gt;Com Agências &lt;br /&gt;Na busca do difícil consenso interno do PT, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acabou tendo de admitir os seus fracassos. ‘‘Estamos mal naquilo em que pensávamos ser melhores, que é a área social’’, reconheceu Lula, durante a reunião do Diretório Nacional do PT, ontem em um hotel de São Paulo. O presidente confessou ainda partilhar do incômodo da esquerda do partido com a política econômica. ‘‘Se o Palocci pudesse anunciar aqui que os juros vão baixar meio por cento, minha bursite iria melhorar na hora’’, brincou. O presidente sofre há anos com uma inflamação em seu ombro direito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  A confissão de seus fracassos e inquietudes era uma tática de Lula para obter boa vontade dos esquerdistas para a aprovação pelo diretório do partido das duas resoluções de apoio às medidas econômicas e às propostas de reforma. Não funcionou. As resoluções deverão ser aprovadas, mas apenas porque o grupo moderado tem hegemonia no PT. As dificuldades internas podem ser medidas pelo fato de a reunião ter durado cerca de oito horas. Até as 19h de ontem, ainda não tinha acabado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Na sala do hotel, a portas fechadas, a cúpula governista e a esquerda do partido passaram o dia brigando. Para uma platéia de 81 petistas, o presidente Lula cobrava fidelidade. ‘‘O PT é 100% governo. Não podemos mais ficar nessa de radical e moderado’’, pregava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coe o quê? &lt;br /&gt;O presidente do PT, José Genoino, chegou a inventar o esquisito verbo coesionar para pedir unidade ao PT. ‘‘Não vamos ser pautados por meia dúzia de parlamentares em relação às criticas ao nosso governo’’, pregou Genonio. Esquerdistas como o deputado João Batista Babá (PT-PA), que não faz parte do diretório, mas assistiu à reunião, torciam o nariz. ‘‘É impossível haver consenso na reunião. Eles querem forçar os deputados a seguir uma orientação que não foi debatida na base partidária’’, disse ao chegar ao encontro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  As resoluções propostas pelas cúpulas do governo e do partido visam forçar o partido a se comprometer com teses como a autonomia do Banco Central, e a criação de um sistema único de Previdência, que a esquerda do partido rejeitam. Formalmente, a proposição não fala em punição a nenhum integrante das chamadas alas radicais petistas que decida não seguir a orientação do governo. Mas, como o texto apóia a política econômica adotada por Palocci e defende genericamente as reformas previdenciária, trabalhista e política, o documento pode ser usado contra parlamentares que votarem em desacordo com as idéias ali expressas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  ‘‘Não podemos aprovar uma resolução partindo do princípio de que não será cumprida. Mas, uma vez aprovada pelo Diretório Nacional, a bancada tem de seguir as suas determinações’’, disse o presidente da Câmara dos Deputados, João Paulo Cunha (PT-SP). ‘‘O partido jamais vai cercear qualquer debate. Só não vamos vacilar no apoio ao governo Lula’’, emendou o presidente do PT, José Genoino. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Na reunião do diretório, os petistas desfiaram o rosário de mazelas desses primeiros dois meses de governo. Os tropeços do Fome Zero tomaram boa parte do tempo. Com o intuito de ajudar o governo, o diretório aprovou a criação de uma Secretaria Extraordinária para levantar junto à sociedade ações para o programa de combate à fome. A secretaria vai trabalhar em articulação com o Ministério da Segurança Alimentar e Combate à Fome, de José Graziano, mas sem vinculação com a pasta. O bombardeado ministro não escondeu o quanto a pequena intervenção do partido feriu a sua vaidade. ‘‘A idéia é do partido, perguntem ao partido’’, respondeu, quando abordado pelos jornalistas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  A reunião do diretório prosseguirá hoje, quando o partido elegerá novos nomes para ocupar o lugar dos integrantes da Executiva Nacional que agora estão no governo. O regimento interno do PT não permite essa ‘‘dupla’’ função. &lt;br /&gt;(http://www2.correioweb.com.br/cw/EDICAO_20030316/pri_ult_160303_249.htm)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5126612-90803638?l=2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90803638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90803638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://2006.blogspot.com/2003_03_16_archive.html#90803638' title=''/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143876075873368521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5126612.post-90802980</id><published>2003-03-16T06:02:00.000-08:00</published><updated>2003-03-16T06:02:28.546-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Um mal desnecessário - Joelmir Beting&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Até quando podemos tratar o Tesouro Nacional como se fosse o caixa automático da esquina?"&lt;br /&gt;Carlos Augusto Monicelli, consultor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa notícia: a dívida líquida do setor público vai cair de 56% para 35% do PIB. Quando? De 2003 para 2011. Ou seja: já no governo do sucessor de Lula, se reeleito este, em 2006. A projeção é do ministro Antônio Palocci. Ela foi passada, terça-feira, aos senadores da República. Até lá, a dívida seria resgatada e/ou rolada pagando juros reais de 8% ao ano. Até aqui, eles flutuam acima de 13%. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis a questão de fundo: no sistema financeiro nacional, o governo é o devedor e não o credor. Pior: o maior devedor. O curioso é que no serviço da dívida pública quem determina a taxa de juros é o devedor e não o credor. Este pressiona por juros no aclive, brandindo um tal de risco País de sua própria lavra. Ou larva. Aquele, sem opção, simplesmente cede e concede. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lógica bancária do credor vestido de investidor é bizarra, para dizer o menos. Quando se aumentam os juros e os ganhos para o credor/investidor, elevam-se os custos para o devedor e os riscos para a dívida. E riscos maiores justificam a exigência de juros igualmente maiores. Do que resulta um efeito bumerangue sinistro: não é mais o déficit público que explica a dívida pública (que financia o déficit público). Agora, é a dívida pública em expansão que realimenta um déficit público tornado rosca sem-fim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta altura do calendário, a dívida mobiliária do setor público avança por inércia para R$ 1 trilhão. Com os juros, ela coloca a execução orçamentária do governo no vermelho, dito déficit nominal harmonizado. Algo parecido com 3,50% do PIB. Sem os juros, as mesmas colunas de receita e despesa transbordam-se para o azul, vulgo superávit primário. Embicado para 4,25% do PIB, meta oficial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, a massa de juros transportada pelo serviço da dívida pública pesa o equivalente a 7,25% do PIB. Fardo maior que o da Previdência desconjuntada (4,9%). Ou se preferem: os juros da dívida pública, em 2003, se mantida a Selic nos atuais 26,50%, vão ficar do tamanho de 24 dotações anuais do Fome Zero, orçado abaixo de 0,3% do PIB. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo, se o Banco Central elevar a Selic na semana que vem - como aposta e já festeja o tal de "mercado" -, a autoridade monetária estará outra vez apelando para um mal desnecessário. Elevaria o peso e o risco da dívida sem amainar a febre do dólar e sem espancar a carestia nossa de cada dia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menos que combater inflação seja aumentar os custos financeiros da produção. A menos que combater a inflação seja castigar os preços livres bem comportados sem dar um chega pra lá nos preços públicos mal administrados. Os primeiros, em oito anos de governo FHC, subiram 79%. Os segundos, no mesmo período, nada menos de 228%. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menos que combater inflação seja arrochar o crédito bancário para produção, giro e consumo (oferta total abaixo de 26% do PIB). O que tem levado a banca nacional a ganhar cada vez mais sobre cada vez menos. Em 2002, a massa de lucros dos 50 maiores bancos cresceu 89,5%. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SECOS &amp; MOLHADOS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Efeito nero - Ano passado foi um horror - para a Roma incendiada do setor produtivo. Do alto das muralhas palacianas, o setor bancário, feito Nero, tocava a lira de nota em nota, ganhando os tubos e os cubos nas operações de tesouraria, nas elevações das tarifas sobre serviços e na dilatação dos "spreads" da intermediação financeira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Efeito midas - Na soma dos 50 maiores bancos, a rentabilidade sobre o patrimônio líquido, que vinha surfando a média anual já invejável de 22%, esgueirou-se para 26,4%. No parque produtivo não-financeiro, as empresas de 22 diferentes setores ruminaram retornos de +6% a -13%. Fonte: Austin Asis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Efeito drácula - Enquanto isso, nos terminais do varejo, o consumidor brasileiro continua sugado na jugular por um crediário sem nexo e sem alma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os juros amoitados na aritmética financeira nebulosa de lojas e financeiras, segundo a Anefac, oscilam de 117% a 325% ao ano. Bota-se a culpa na Selic e estamos todos devidamente escorchados e bovinamente resignados&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5126612-90802980?l=2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90802980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90802980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://2006.blogspot.com/2003_03_16_archive.html#90802980' title=''/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143876075873368521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5126612.post-90802627</id><published>2003-03-16T05:50:00.000-08:00</published><updated>2003-03-16T05:50:49.483-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A LUA-DE-MEL CHEGOU AO FIM                                                         &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt; Em 72 dias, o nível de satisfação da população com o governo caiu mais de 10       &lt;br /&gt; pontos percentuais. Os brasileiros começam a desconfiar que o presidente Lula e    &lt;br /&gt; sua equipe talvez não sejam capazes de produzir as mudanças que prometeram na      &lt;br /&gt; eleição                                                                            &lt;br /&gt; Rudolfo Lago                                                                       &lt;br /&gt; Da equipe do Correio                                                               &lt;br /&gt; Com agências                                                                       &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt; A paixão ainda resiste. Mas o casamento da população com o presidente Luiz Inácio  &lt;br /&gt; Lula da Silva começa a cair na rotina. Com apenas 72 dias de governo, a altíssima  &lt;br /&gt; popularidade inicial de Lula começa a cair. Na segunda rodada da pesquisa          &lt;br /&gt; CNT/Sensus depois da posse, o grau de satisfação da população com o novo governo   &lt;br /&gt; caiu mais de 10 pontos. Em janeiro, o governo Lula tinha 56,6% de ótimo e bom.     &lt;br /&gt; Agora, esse índice caiu para 45%. Aumentou significativamente o percentual         &lt;br /&gt; daqueles que julgam ser o governo regular, de 17,7% para 32,7%. E a quantidade de  &lt;br /&gt; pessoas que afirmam que Lula e sua equipe têm tido um desempenho ruim ou péssimo   &lt;br /&gt; subiu de 2,3% para 7,9%.                                                           &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt;  No governo, a pesquisa teve o efeito de um balde de água gelada. As avaliações   &lt;br /&gt; dos números feitas no Palácio do Planalto pelos assessores do presidente indicavam &lt;br /&gt; que a queda era resultado da impressão de que o governo, mais de dois meses        &lt;br /&gt; depois, ainda não foi capaz de produzir uma ação concreta de fato. Como se ainda   &lt;br /&gt; estivesse apenas arrumando o terreno para começar a governar, coisa que devia ter  &lt;br /&gt; acontecido na transição.                                                           &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt; Os números escancaram a sensação que já se sentia de que o governo patina nos seus &lt;br /&gt; primeiros dias. O líder do PT no Senado, Tião Viana (AC), admite os problemas.     &lt;br /&gt; ''As dificuldades são muitas, e elas justificam a cautela e as medidas econômicas  &lt;br /&gt; mais duras. Mas nós temos de ter paralelamente ações de impacto. Estão fazendo     &lt;br /&gt; falta ações que marquem a visibilidade do governo junto à população'', reconhece   &lt;br /&gt; Viana.                                                                             &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt;  Na busca pelas boas notícias pedidas por Viana, o governo reuniu no Palácio do   &lt;br /&gt; Planalto a Câmara de Políticas Sociais, um encontro dos ministros que têm          &lt;br /&gt; programas sociais, sob a coordenação da ministra de Promoção Social, Benedita da   &lt;br /&gt; Silva.                                                                             &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt; Muita conversa, mas nada de concreto. ''Essa é a percepção que parece angustiar a  &lt;br /&gt; população: muita reunião, mas pouca decisão concreta'', avalia o presidente da     &lt;br /&gt; Confederação Nacional dos Transportes (CNT) e vice-governador de Minas Gerais,     &lt;br /&gt; Clésio Andrade, que encomenda a pesquisa.                                          &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt;  A análise de Clésio sustenta-se nas perguntas da pesquisa que buscam medir o     &lt;br /&gt; grau de expectativa da população quanto à capacidade do governo de resolver os     &lt;br /&gt; principais problemas do país. Em janeiro, o grau de confiança demonstrado era      &lt;br /&gt; imenso. Agora, caiu sensivelmente. Na rodada anterior, 78,2% dos entrevistados     &lt;br /&gt; acreditavam que Lula diminuiria o desemprego, por exemplo. Esse percentual agora   &lt;br /&gt; caiu para 63,2%.                                                                   &lt;br /&gt; (http://www2.correioweb.com.br/cw/EDICAO_20030314/pri_pol_140303_178.htm)          &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt; AVISO IMPORTANTE                                                                   &lt;br /&gt; O líder do PT na Câmara, deputado Nelson Pellegrino (BA), considerou ''normal'' a  &lt;br /&gt; queda dos índices de popularidades de Lula. Segundo ele, é normal quem tem índice  &lt;br /&gt; muito alto perder um pouco. Mas ele considera que os números ainda revelam que o   &lt;br /&gt; presidente goza de grande popularidade. Pellegrino admite, no entanto, que a       &lt;br /&gt; pesquisa é um aviso importante. ''Uma pesquisa dessas tem que ser seguida de uma   &lt;br /&gt; reflexão'', observou.                                                              &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt;  Na oposição, os números não tiveram leitura tão condescendente. ''Os números são &lt;br /&gt; reveladores da incapacidade que o governo demonstra de, simplesmente, começar. Não &lt;br /&gt; comemoramos. A nós interessa que o governo dê certo. Se o governo tirar seus       &lt;br /&gt; projetos de reforma da clandestinidade e nos apresentar para que possamos          &lt;br /&gt; discuti-los, vamos ajudá-lo a subir a popularidade de novo'', comentou o líder do  &lt;br /&gt; PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM). ''O programa de geração de emprego não       &lt;br /&gt; existe, a inflação não está contida, o Programa de Combate à Fome não distribuiu   &lt;br /&gt; nenhum grão de comida. A queda vai continuar'', disparou o líder do PFL na Câmara, &lt;br /&gt; José Carlos Aleluia (BA).                                                          &lt;br /&gt; (http://www2.correioweb.com.br/cw/EDICAO_20030314/pri_pol_140303_178.htm)          &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt; Visão do Correio                                                                   &lt;br /&gt; Mudanças urgentes                                                                  &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt; Se a performance internacional do país vai razoavelmente bem, com os títulos da    &lt;br /&gt; dívida se valorizando e a classificação de risco subindo de negativa para neutra,  &lt;br /&gt; pouco importa para o cidadão. O que ele quer é emprego e poder aquisitivo forte e  &lt;br /&gt; preservado ? perspectivas subjetivas nos números externos, e internamente          &lt;br /&gt; empurradas para um horizonte cada vez mais distante. Enquanto os juros sobem, a    &lt;br /&gt; inflação assusta e a renda cai, o governo se embaraça na agenda política.          &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt;  Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito com enorme expectativa de mudança.          &lt;br /&gt; Contava-se que a força com que ele emergiu das urnas ? 61,27% dos votos válidos ?  &lt;br /&gt; lhe daria respaldo para acelerar o cumprimento das promessas de campanha. Na       &lt;br /&gt; seqüência, descobriu-se que nem o próprio partido, o PT, está totalmente fechado   &lt;br /&gt; com o presidente. A divisão interna complica a negociação com os demais partidos e &lt;br /&gt; cerceia a ação do governo.                                                         &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt;  Sem uma base de sustentação definida, as reformas de que o Brasil precisa para   &lt;br /&gt; atender suas imensas e justas reivindicações sociais vão sendo adiadas. Nessa      &lt;br /&gt; conjuntura, entende-se a queda do índice de satisfação do brasileiro com o país ?  &lt;br /&gt; de 71,5% em fevereiro para 66,5%, segundo pesquisa CNT/Sensus divulgada ontem.     &lt;br /&gt; Também se compreende a queda de 11,6 pontos percentuais nos que consideravam o     &lt;br /&gt; governo ótimo ou bom.                                                              &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt;  Tampouco é difícil captar por que caiu o número de pessoas que acreditavam que o &lt;br /&gt; governo melhoraria a vida delas de seis meses a um ano e aumentou, de 10,6% para   &lt;br /&gt; 17,6%, o contingente dos que agora acham que será preciso novo mandato para que a  &lt;br /&gt; expectativa se concretize. A leitura é simples: o governo está lento.              &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt;  Lula precisa da popularidade para agir. Colhidos os efeitos das medidas          &lt;br /&gt; emergenciais, com ampliação da meta de superávit primário, retenção de             &lt;br /&gt; investimentos (com contingenciamento do Orçamento) e aumento dos juros, o governo  &lt;br /&gt; não pôde, ainda, tomar o rumo prometido. Nem a meta de crescimento estabelecida    &lt;br /&gt; para este ano, de 2,8%, parece suscetível de ser alcançada. O Ipea (Instituto de   &lt;br /&gt; Pesquisa Econômica Aplicada) a prevê um ponto percentual abaixo, em 1,8%. O que    &lt;br /&gt; significa menos emprego, menos renda, mais insatisfação.                           &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt;  O presidente precisa, em primeiro lugar, de união nas bases. O jogo de sedução   &lt;br /&gt; exercitado com o PMDB não pode provocar mais desgaste entre os aliados. É hora de  &lt;br /&gt; conduzir a ação política com firmeza, não do modo vacilante como ocorreu no debate &lt;br /&gt; para instalação de investigações sobre a participação do senador Antônio Carlos    &lt;br /&gt; Magalhães (PFL) em escutas telefônicas ilegais na Bahia. Ontem, pefelistas,        &lt;br /&gt; peemedebistas e tucanos ajudaram a destravar a pauta de votações no Senado. De     &lt;br /&gt; certa forma, é uma porta que se abre ao diálogo.                                   &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt;  Cabe aos líderes governistas no Congresso traçar estratégia de convivência       &lt;br /&gt; produtiva com a oposição. As propostas de reformas previdenciária e tributária     &lt;br /&gt; devem ser apresentadas com urgência. A expectativa, criada pelo próprio governo, é &lt;br /&gt; de que sejam votadas este ano. Seria um bom alívio ? para o Estado e a sociedade.  &lt;br /&gt; (http://www2.correioweb.com.br/cw/EDICAO_20030314/pri_opi_140303_113.htm)          &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt; IGNORANTES E INJUSTIÇADOS                                                          &lt;br /&gt; Renato Ferraz                                                                      &lt;br /&gt; renatof@correioweb.com.br                                                          &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt; Um estudo feito pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário divulgado     &lt;br /&gt; esta semana mostra que cada brasileiro contribui com quase 35% do que ganha para   &lt;br /&gt; manter a máquina estatal. Isso inclui, além do saque mensal que a Receita Federal  &lt;br /&gt; faz nos salários, impostos e contribuições que incidem sobre produtos e serviços.  &lt;br /&gt; Quem recebe um salário mínimo só fica com R$ 136. Os mais abastados, que ganham    &lt;br /&gt; por volta dos R$ 10 mil, só embolsam R$ 5,8 mil ? ou 42% a menos do que            &lt;br /&gt; efetivamente recebeu. Por seu lado, cálculos mostram que 75% dos impostos saem do  &lt;br /&gt; bolso dos assalariados e do faturamento das indústrias. O capital financeiro e a   &lt;br /&gt; taxação de patrimônio participam apenas com os 25% restantes.                      &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt;  Isso é, convenhamos, uma maluquice total ? capaz de deixar irado qualquer        &lt;br /&gt; cidadão mais consciente. Mas como acabar com essas injustiças? O governo Luiz      &lt;br /&gt; Inácio Lula da Silva está, de fato, empenhado nisso? Ao se encontrar na            &lt;br /&gt; quarta-feira com os prefeitos que invadiram Brasília, o ministro da Fazenda,       &lt;br /&gt; Antonio Palloci, deu dois recados. No primeiro, disse que a reforma tributária     &lt;br /&gt; deve ter como foco o cidadão, não o Estado. No segundo, deixou implícito que a     &lt;br /&gt; União não aceitava perder ou transferir receitas para estados e municípios.        &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt;  Eis aí o problema. No fundo, as discussões sobre a reformulação do sistema       &lt;br /&gt; tributário brasileiro mais uma vez vão deixar de fora quem produz: o cidadão       &lt;br /&gt; assalariado, o empresário, o produtor rural. A frase de Palloci, politicamente     &lt;br /&gt; correta, foi sob medida para ter ressonância na mídia. E para deixar os prefeitos, &lt;br /&gt; como sempre ávidos por mais dinheiro, embaraçados.                                 &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt;  Embora as expressões já tenham se tornado jargões, é fundamental que se gaste    &lt;br /&gt; melhor. Que se reduzam as despesas. Hoje, a União gasta pelo menos 30% do PIB      &lt;br /&gt; apenas com itens fixos de despesa ? previdência, servidores e juros. É preciso     &lt;br /&gt; combater a sonegação e os desvios de recursos públicos. É preciso acabar com a     &lt;br /&gt; festa maluca dos subsídios e renúncias fiscais.                                    &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt;  É importante ressaltar, porém, que, na situação presente, não podemos sair por   &lt;br /&gt; aí simplesmente extinguindo impostos. A reforma tributária não deve ser vista      &lt;br /&gt; apenas como uma chance de pagarmos menos impostos. Ela pode, por exemplo, resultar &lt;br /&gt; numa diminuição do preço que pagamos por determinados produtos. Pode, também,      &lt;br /&gt; simplificar nossas vidas. Pagamos hoje uns 50 tributos. Duvido que vocês, caros    &lt;br /&gt; leitores, se lembrem dos nomes de pelo menos 10 deles. Em matéria tributária,      &lt;br /&gt; somos uns ignorantes. Nos Estados Unidos, quando alguém compra um sanduíche, sabe  &lt;br /&gt; quanto deixou no caixa da lanchonete para o governo. Aqui, não sabemos direito nem &lt;br /&gt; como nosso dinheiro é usado. Só sabemos que, além de pagar impostos, temos que     &lt;br /&gt; desembolsar o que sobra para pagar o seguro-saúde, a escola particular dos filhos, &lt;br /&gt; a previdência privada...                                                           &lt;br /&gt; (http://www2.correioweb.com.br/cw/EDICAO_20030314/pri_opi_140303_116.htm)          &lt;br /&gt;                                                                                                                         &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt; A LUA-DE-MEL CHEGOU AO FIM                                                         &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt; Em 72 dias, o nível de satisfação da população com o governo caiu mais de 10       &lt;br /&gt; pontos percentuais. Os brasileiros começam a desconfiar que o presidente Lula e    &lt;br /&gt; sua equipe talvez não sejam capazes de produzir as mudanças que prometeram na      &lt;br /&gt; eleição                                                                            &lt;br /&gt; Rudolfo Lago                                                                       &lt;br /&gt; Da equipe do Correio                                                               &lt;br /&gt; Com agências                                                                       &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt; A paixão ainda resiste. Mas o casamento da população com o presidente Luiz Inácio  &lt;br /&gt; Lula da Silva começa a cair na rotina. Com apenas 72 dias de governo, a altíssima  &lt;br /&gt; popularidade inicial de Lula começa a cair. Na segunda rodada da pesquisa          &lt;br /&gt; CNT/Sensus depois da posse, o grau de satisfação da população com o novo governo   &lt;br /&gt; caiu mais de 10 pontos. Em janeiro, o governo Lula tinha 56,6% de ótimo e bom.     &lt;br /&gt; Agora, esse índice caiu para 45%. Aumentou significativamente o percentual         &lt;br /&gt; daqueles que julgam ser o governo regular, de 17,7% para 32,7%. E a quantidade de  &lt;br /&gt; pessoas que afirmam que Lula e sua equipe têm tido um desempenho ruim ou péssimo   &lt;br /&gt; subiu de 2,3% para 7,9%.                                                           &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt;  No governo, a pesquisa teve o efeito de um balde de água gelada. As avaliações   &lt;br /&gt; dos números feitas no Palácio do Planalto pelos assessores do presidente indicavam &lt;br /&gt; que a queda era resultado da impressão de que o governo, mais de dois meses        &lt;br /&gt; depois, ainda não foi capaz de produzir uma ação concreta de fato. Como se ainda   &lt;br /&gt; estivesse apenas arrumando o terreno para começar a governar, coisa que devia ter  &lt;br /&gt; acontecido na transição.                                                           &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt; Os números escancaram a sensação que já se sentia de que o governo patina nos seus &lt;br /&gt; primeiros dias. O líder do PT no Senado, Tião Viana (AC), admite os problemas.     &lt;br /&gt; ''As dificuldades são muitas, e elas justificam a cautela e as medidas econômicas  &lt;br /&gt; mais duras. Mas nós temos de ter paralelamente ações de impacto. Estão fazendo     &lt;br /&gt; falta ações que marquem a visibilidade do governo junto à população'', reconhece   &lt;br /&gt; Viana.                                                                             &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt;  Na busca pelas boas notícias pedidas por Viana, o governo reuniu no Palácio do   &lt;br /&gt; Planalto a Câmara de Políticas Sociais, um encontro dos ministros que têm          &lt;br /&gt; programas sociais, sob a coordenação da ministra de Promoção Social, Benedita da   &lt;br /&gt; Silva.                                                                             &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt; Muita conversa, mas nada de concreto. ''Essa é a percepção que parece angustiar a  &lt;br /&gt; população: muita reunião, mas pouca decisão concreta'', avalia o presidente da     &lt;br /&gt; Confederação Nacional dos Transportes (CNT) e vice-governador de Minas Gerais,     &lt;br /&gt; Clésio Andrade, que encomenda a pesquisa.                                          &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt;  A análise de Clésio sustenta-se nas perguntas da pesquisa que buscam medir o     &lt;br /&gt; grau de expectativa da população quanto à capacidade do governo de resolver os     &lt;br /&gt; principais problemas do país. Em janeiro, o grau de confiança demonstrado era      &lt;br /&gt; imenso. Agora, caiu sensivelmente. Na rodada anterior, 78,2% dos entrevistados     &lt;br /&gt; acreditavam que Lula diminuiria o desemprego, por exemplo. Esse percentual agora   &lt;br /&gt; caiu para 63,2%.                                                                   &lt;br /&gt; (http://www2.correioweb.com.br/cw/EDICAO_20030314/pri_pol_140303_178.htm)          &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt; AVISO IMPORTANTE                                                                   &lt;br /&gt; O líder do PT na Câmara, deputado Nelson Pellegrino (BA), considerou ''normal'' a  &lt;br /&gt; queda dos índices de popularidades de Lula. Segundo ele, é normal quem tem índice  &lt;br /&gt; muito alto perder um pouco. Mas ele considera que os números ainda revelam que o   &lt;br /&gt; presidente goza de grande popularidade. Pellegrino admite, no entanto, que a       &lt;br /&gt; pesquisa é um aviso importante. ''Uma pesquisa dessas tem que ser seguida de uma   &lt;br /&gt; reflexão'', observou.                                                              &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt;  Na oposição, os números não tiveram leitura tão condescendente. ''Os números são &lt;br /&gt; reveladores da incapacidade que o governo demonstra de, simplesmente, começar. Não &lt;br /&gt; comemoramos. A nós interessa que o governo dê certo. Se o governo tirar seus       &lt;br /&gt; projetos de reforma da clandestinidade e nos apresentar para que possamos          &lt;br /&gt; discuti-los, vamos ajudá-lo a subir a popularidade de novo'', comentou o líder do  &lt;br /&gt; PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM). ''O programa de geração de emprego não       &lt;br /&gt; existe, a inflação não está contida, o Programa de Combate à Fome não distribuiu   &lt;br /&gt; nenhum grão de comida. A queda vai continuar'', disparou o líder do PFL na Câmara, &lt;br /&gt; José Carlos Aleluia (BA).                                                          &lt;br /&gt; (http://www2.correioweb.com.br/cw/EDICAO_20030314/pri_pol_140303_178.htm)          &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt; Visão do Correio                                                                   &lt;br /&gt; Mudanças urgentes                                                                  &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt; Se a performance internacional do país vai razoavelmente bem, com os títulos da    &lt;br /&gt; dívida se valorizando e a classificação de risco subindo de negativa para neutra,  &lt;br /&gt; pouco importa para o cidadão. O que ele quer é emprego e poder aquisitivo forte e  &lt;br /&gt; preservado ? perspectivas subjetivas nos números externos, e internamente          &lt;br /&gt; empurradas para um horizonte cada vez mais distante. Enquanto os juros sobem, a    &lt;br /&gt; inflação assusta e a renda cai, o governo se embaraça na agenda política.          &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt;  Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito com enorme expectativa de mudança.          &lt;br /&gt; Contava-se que a força com que ele emergiu das urnas ? 61,27% dos votos válidos ?  &lt;br /&gt; lhe daria respaldo para acelerar o cumprimento das promessas de campanha. Na       &lt;br /&gt; seqüência, descobriu-se que nem o próprio partido, o PT, está totalmente fechado   &lt;br /&gt; com o presidente. A divisão interna complica a negociação com os demais partidos e &lt;br /&gt; cerceia a ação do governo.                                                         &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt;  Sem uma base de sustentação definida, as reformas de que o Brasil precisa para   &lt;br /&gt; atender suas imensas e justas reivindicações sociais vão sendo adiadas. Nessa      &lt;br /&gt; conjuntura, entende-se a queda do índice de satisfação do brasileiro com o país ?  &lt;br /&gt; de 71,5% em fevereiro para 66,5%, segundo pesquisa CNT/Sensus divulgada ontem.     &lt;br /&gt; Também se compreende a queda de 11,6 pontos percentuais nos que consideravam o     &lt;br /&gt; governo ótimo ou bom.                                                              &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt;  Tampouco é difícil captar por que caiu o número de pessoas que acreditavam que o &lt;br /&gt; governo melhoraria a vida delas de seis meses a um ano e aumentou, de 10,6% para   &lt;br /&gt; 17,6%, o contingente dos que agora acham que será preciso novo mandato para que a  &lt;br /&gt; expectativa se concretize. A leitura é simples: o governo está lento.              &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt;  Lula precisa da popularidade para agir. Colhidos os efeitos das medidas          &lt;br /&gt; emergenciais, com ampliação da meta de superávit primário, retenção de             &lt;br /&gt; investimentos (com contingenciamento do Orçamento) e aumento dos juros, o governo  &lt;br /&gt; não pôde, ainda, tomar o rumo prometido. Nem a meta de crescimento estabelecida    &lt;br /&gt; para este ano, de 2,8%, parece suscetível de ser alcançada. O Ipea (Instituto de   &lt;br /&gt; Pesquisa Econômica Aplicada) a prevê um ponto percentual abaixo, em 1,8%. O que    &lt;br /&gt; significa menos emprego, menos renda, mais insatisfação.                           &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt;  O presidente precisa, em primeiro lugar, de união nas bases. O jogo de sedução   &lt;br /&gt; exercitado com o PMDB não pode provocar mais desgaste entre os aliados. É hora de  &lt;br /&gt; conduzir a ação política com firmeza, não do modo vacilante como ocorreu no debate &lt;br /&gt; para instalação de investigações sobre a participação do senador Antônio Carlos    &lt;br /&gt; Magalhães (PFL) em escutas telefônicas ilegais na Bahia. Ontem, pefelistas,        &lt;br /&gt; peemedebistas e tucanos ajudaram a destravar a pauta de votações no Senado. De     &lt;br /&gt; certa forma, é uma porta que se abre ao diálogo.                                   &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt;  Cabe aos líderes governistas no Congresso traçar estratégia de convivência       &lt;br /&gt; produtiva com a oposição. As propostas de reformas previdenciária e tributária     &lt;br /&gt; devem ser apresentadas com urgência. A expectativa, criada pelo próprio governo, é &lt;br /&gt; de que sejam votadas este ano. Seria um bom alívio ? para o Estado e a sociedade.  &lt;br /&gt; (http://www2.correioweb.com.br/cw/EDICAO_20030314/pri_opi_140303_113.htm)          &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt; IGNORANTES E INJUSTIÇADOS                                                          &lt;br /&gt; Renato Ferraz                                                                      &lt;br /&gt; renatof@correioweb.com.br                                                          &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt; Um estudo feito pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário divulgado     &lt;br /&gt; esta semana mostra que cada brasileiro contribui com quase 35% do que ganha para   &lt;br /&gt; manter a máquina estatal. Isso inclui, além do saque mensal que a Receita Federal  &lt;br /&gt; faz nos salários, impostos e contribuições que incidem sobre produtos e serviços.  &lt;br /&gt; Quem recebe um salário mínimo só fica com R$ 136. Os mais abastados, que ganham    &lt;br /&gt; por volta dos R$ 10 mil, só embolsam R$ 5,8 mil ? ou 42% a menos do que            &lt;br /&gt; efetivamente recebeu. Por seu lado, cálculos mostram que 75% dos impostos saem do  &lt;br /&gt; bolso dos assalariados e do faturamento das indústrias. O capital financeiro e a   &lt;br /&gt; taxação de patrimônio participam apenas com os 25% restantes.                      &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt;  Isso é, convenhamos, uma maluquice total ? capaz de deixar irado qualquer        &lt;br /&gt; cidadão mais consciente. Mas como acabar com essas injustiças? O governo Luiz      &lt;br /&gt; Inácio Lula da Silva está, de fato, empenhado nisso? Ao se encontrar na            &lt;br /&gt; quarta-feira com os prefeitos que invadiram Brasília, o ministro da Fazenda,       &lt;br /&gt; Antonio Palloci, deu dois recados. No primeiro, disse que a reforma tributária     &lt;br /&gt; deve ter como foco o cidadão, não o Estado. No segundo, deixou implícito que a     &lt;br /&gt; União não aceitava perder ou transferir receitas para estados e municípios.        &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt;  Eis aí o problema. No fundo, as discussões sobre a reformulação do sistema       &lt;br /&gt; tributário brasileiro mais uma vez vão deixar de fora quem produz: o cidadão       &lt;br /&gt; assalariado, o empresário, o produtor rural. A frase de Palloci, politicamente     &lt;br /&gt; correta, foi sob medida para ter ressonância na mídia. E para deixar os prefeitos, &lt;br /&gt; como sempre ávidos por mais dinheiro, embaraçados.                                 &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt;  Embora as expressões já tenham se tornado jargões, é fundamental que se gaste    &lt;br /&gt; melhor. Que se reduzam as despesas. Hoje, a União gasta pelo menos 30% do PIB      &lt;br /&gt; apenas com itens fixos de despesa ? previdência, servidores e juros. É preciso     &lt;br /&gt; combater a sonegação e os desvios de recursos públicos. É preciso acabar com a     &lt;br /&gt; festa maluca dos subsídios e renúncias fiscais.                                    &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;br /&gt;  É importante ressaltar, porém, que, na situação presente, não podemos sair por   &lt;br /&gt; aí simplesmente extinguindo impostos. A reforma tributária não deve ser vista      &lt;br /&gt; apenas como uma chance de pagarmos menos impostos. Ela pode, por exemplo, resultar &lt;br /&gt; numa diminuição do preço que pagamos por determinados produtos. Pode, também,      &lt;br /&gt; simplificar nossas vidas. Pagamos hoje uns 50 tributos. Duvido que vocês, caros    &lt;br /&gt; leitores, se lembrem dos nomes de pelo menos 10 deles. Em matéria tributária,      &lt;br /&gt; somos uns ignorantes. Nos Estados Unidos, quando alguém compra um sanduíche, sabe  &lt;br /&gt; quanto deixou no caixa da lanchonete para o governo. Aqui, não sabemos direito nem &lt;br /&gt; como nosso dinheiro é usado. Só sabemos que, além de pagar impostos, temos que     &lt;br /&gt; desembolsar o que sobra para pagar o seguro-saúde, a escola particular dos filhos, &lt;br /&gt; a previdência privada...                                                           &lt;br /&gt; (http://www2.correioweb.com.br/cw/EDICAO_20030314/pri_opi_140303_116.htm) &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5126612-90802627?l=2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90802627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90802627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://2006.blogspot.com/2003_03_16_archive.html#90802627' title=''/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143876075873368521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5126612.post-90802592</id><published>2003-03-16T05:49:00.000-08:00</published><updated>2003-03-16T05:49:35.983-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>CLÓVIS ROSSI                                          &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt; Entre Rhodes e Comparato                                         &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt; SÃO PAULO - Escrevi outro dia, neste espaço, que o    &lt;br /&gt; governo Luiz Inácio Lula da Silva estava conseguindo  &lt;br /&gt; deixar a esquerda perplexa e a direita deliciada.     &lt;br /&gt; Bom, passados mais alguns dias, a perplexidade da     &lt;br /&gt; esquerda vai se transformando em indignação e o       &lt;br /&gt; encantamento da direita vai se aproximando do         &lt;br /&gt; orgasmo.                                              &lt;br /&gt; É só conferir duas frases publicadas ontem a respeito &lt;br /&gt; do governo:                                           &lt;br /&gt; Frase 1, dita pelo jurista Fábio Konder Comparato,    &lt;br /&gt; historicamente identificado com causas e bandeiras    &lt;br /&gt; que o PT defendia:                                    &lt;br /&gt; "A Previdência está endividando a nação, então        &lt;br /&gt; precisamos não consertar as falhas da Previdência,    &lt;br /&gt; não reconhecer a todos esse direito sagrado, mas      &lt;br /&gt; simplesmente equilibrar as finanças públicas. Isso já &lt;br /&gt; não é mais pôr o carro adiante dos bois, é pôr o      &lt;br /&gt; banqueiro e o capital adiante das pessoas" (em        &lt;br /&gt; entrevista à revista "Caros Amigos").                 &lt;br /&gt; Frase número 2, do banqueiro William Rhodes,          &lt;br /&gt; todo-poderoso vice-presidente do Citibank:            &lt;br /&gt; "O Citibank e todos os mercados internacionais estão  &lt;br /&gt; muito impressionados com o trabalho do governo atual  &lt;br /&gt; na economia".                                         &lt;br /&gt; É bom acrescentar que os mercados estão "bem"         &lt;br /&gt; impressionados, não apenas impressionados.            &lt;br /&gt; Pois é. Está chegando a hora, inevitável, em que o    &lt;br /&gt; Lulinha paz e amor, que fez a campanha eleitoral e,   &lt;br /&gt; com esse jeitinho, ganhou a eleição, terá de escolher &lt;br /&gt; entre a paz e o amor dos Comparatos e a paz e o amor  &lt;br /&gt; dos Rhodes.                                           &lt;br /&gt; É ilusório supor que seja possível servir a dois      &lt;br /&gt; patrões ao mesmo tempo e indefinidamente.             &lt;br /&gt; Só espero que Lula não faça como Napoleão e pergunte  &lt;br /&gt; quantos talões de cheque tem Rhodes e quantos tem     &lt;br /&gt; Comparato. Há valores que não cabem em uma conta      &lt;br /&gt; bancária nem entram no cálculo do risco-país. Mas são &lt;br /&gt; os mais importantes.                                  &lt;br /&gt;(http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz1403200304.htm)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt; Piora expectativa sobre governo Lula                  &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt; IURI DANTAS                                           &lt;br /&gt; DA SUCURSAL DE BRASÍLIA                               &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt; O governo Luiz Inácio Lula da Silva começa a sofrer   &lt;br /&gt; os primeiros desgastes de imagem, segundo pesquisa    &lt;br /&gt; CNT/Sensus realizada de 8 a 10 deste mês. Quase um    &lt;br /&gt; terço dos entrevistados (27,2%) disse acreditar que   &lt;br /&gt; as promessas feitas por Lula durante a campanha não   &lt;br /&gt; serão cumpridas -em janeiro o índice foi de 18,5%.    &lt;br /&gt; O número dos que acreditam que as promessas serão     &lt;br /&gt; cumpridas oscilou negativamente, dentro da margem de  &lt;br /&gt; erro de três pontos percentuais, de 69,9%, em         &lt;br /&gt; janeiro, para 64,2% neste mês. De acordo com os dados &lt;br /&gt; da pesquisa, boa parte do eleitorado está se baseando &lt;br /&gt; em previsões pessimistas sobre a condução da política &lt;br /&gt; econômica pelo novo governo.                          &lt;br /&gt; Um exemplo: 34,4% dos entrevistados disseram          &lt;br /&gt; acreditar que no governo Lula a inflação vai          &lt;br /&gt; aumentar. Outros 21,2% apostam no crescimento do      &lt;br /&gt; desemprego e 42,6% responderam que a taxa de juros da &lt;br /&gt; economia não deve baixar. Em janeiro os índices       &lt;br /&gt; apurados foram de 16,1%, 10,3% e 25,8%,               &lt;br /&gt; respectivamente.                                      &lt;br /&gt; Para o presidente da CNT (Confederação Nacional dos   &lt;br /&gt; Transportes), Clésio Andrade, os números refletem um  &lt;br /&gt; "choque de realidade" em relação ao andamento do      &lt;br /&gt; governo. Andrade, vice-governador de Minas Gerais,    &lt;br /&gt; pertence ao oposicionista PFL.                        &lt;br /&gt; Mas, a exemplo do que aconteceu em vários momentos do &lt;br /&gt; governo Fernando Henrique Cardoso, a avaliação        &lt;br /&gt; pessoal do presidente da República se mantém          &lt;br /&gt; praticamente estável -e alta. Ela caiu um pouco, de   &lt;br /&gt; 83,6% em janeiro para 78,9%. Nesta faixa, a margem de &lt;br /&gt; erro é de dois pontos. Há, por outro lado, o          &lt;br /&gt; crescimento de 6,8% para 12,3% do grupo que desaprova &lt;br /&gt; o desempenho de Lula.                                 &lt;br /&gt; Duas características históricas do discurso petista   &lt;br /&gt; também aparecem em desgaste na pesquisa. Cresceu de   &lt;br /&gt; 13,9%, em janeiro, para 29,9%, em março, o percentual &lt;br /&gt; dos que crêem que a corrupção vai aumentar nos        &lt;br /&gt; próximos seis meses. Já a expectativa em relação a    &lt;br /&gt; saúde, educação, pobreza e violência piorou. Na       &lt;br /&gt; saúde, cresceu de 24,8% para 34,9% os que acreditam   &lt;br /&gt; que a situação ficará igual ou vai piorar nos         &lt;br /&gt; próximos seis meses. Na educação, o crescimento foi   &lt;br /&gt; de 23,3% para 31,1% e na pobreza, de 33,9% para       &lt;br /&gt; 49,8%.                                                &lt;br /&gt; As tentativas, até agora frustradas, de auxiliar o    &lt;br /&gt; governo do Rio de Janeiro no combate ao crime se      &lt;br /&gt; refletem na pesquisa: caiu de 50,8% para 34% o        &lt;br /&gt; percentual de entrevistados que acreditam em melhora  &lt;br /&gt; do cenário da violência nos próximos seis meses. Por  &lt;br /&gt; outro lado, aumentou de 44% para 63,2% os que         &lt;br /&gt; disseram que a situação continuará como está ou vai   &lt;br /&gt; piorar ainda mais.                                    &lt;br /&gt; O ISC (Índice de Satisfação do Cidadão), utilizado    &lt;br /&gt; como norte pela CNT para avaliar o humor da           &lt;br /&gt; sociedade, oscilou de 53,8% satisfeitos em janeiro    &lt;br /&gt; para 52,15%. A satisfação com o país teve queda       &lt;br /&gt; efetiva: de 71,5% para 66,5%.                         &lt;br /&gt; A CNT, em parceria com o instituto Sensus, ouviu      &lt;br /&gt; 2.000 pessoas de 195 municípios em 24 Estados nos     &lt;br /&gt; dias 8, 9 e 10. A margem de erro é de três pontos     &lt;br /&gt; percentuais para mais ou menos em percentuais de 30%  &lt;br /&gt; a 70%. Nos índices de 10% a 30% e 70% a 90% é de 2    &lt;br /&gt; pontos percentuais. Até 10% e acima dos 90% a margem  &lt;br /&gt; de erro é de 1 ponto percentual.                      &lt;br /&gt; Nelson Pellegrino, líder do PT na Câmara, disse que,  &lt;br /&gt; apesar de considerar altos os índices de popularidade &lt;br /&gt; de Lula, a pesquisa merece "reflexão". Para José      &lt;br /&gt; Carlos Aleluia, líder do PFL na Câmara, o estudo      &lt;br /&gt; demonstra "o encontro do governo com a realidade".    &lt;br /&gt;(http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1403200307.htm)&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5126612-90802592?l=2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90802592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90802592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://2006.blogspot.com/2003_03_16_archive.html#90802592' title=''/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143876075873368521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5126612.post-90802261</id><published>2003-03-16T05:36:00.000-08:00</published><updated>2003-03-16T05:36:59.560-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>GILBERTO DIMENSTEIN &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A culpa é do Lula &lt;br /&gt;O economista José Graziano transformou-se na principal vítima do desgaste provocado pela campanha da fome: apanha, de um lado, dos críticos do programa e, de outro, dentro do próprio governo, mais precisamente do Palácio do Planalto, onde se lamenta a falta de habilidades executivas do ministro. O próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva não esconde, entristecido, as críticas ao amigo e estimula, entre seus assessores mais próximos, a especulação sobre eventuais substitutos.&lt;br /&gt;Em meio aos rumores ocorridos na semana passada sobre a primeira fritura ministerial, Graziano era a explicação mais fácil -até por ser mais visível- para os problemas do Fome Zero, cuja consistência se assemelha à da desnutrição brasileira. A explicação é tão fácil quando injusta.&lt;br /&gt;Graziano é apenas uma peça de um programa que, desde o seu início, apresentou falhas estruturais, além de um óbvio e monumental apetite de marketing. O que está ocorrendo é uma formidável aula sobre as dificuldades de um investimento social.&lt;br /&gt;Lula preocupa-se sinceramente com a falta de comida na mesa dos brasileiros, a partir de sua experiência pessoal -e imagina, também sinceramente, que a combinação de sensibilidade com vontade política possa debelar com velocidade a fome num país com tantas terras férteis.&lt;br /&gt;Mas ele também se deixou sensibilizar pela busca de resultado de curto prazo. Não podia contar com o aumento de emprego e de salários. Fez, então, da fome uma grife: aí começam os erros.&lt;br /&gt;O presidente guindou a fome à condição de sua mais importante bandeira. Produziu-se barulho e, claro, expectativa de resultados rápidos. Como o sucesso do plano dependia, na visão dele, de sensibilidade e vontade, não haveria maiores problemas -uma armadilha do excesso de presunção combinado com a inexperiência administrativa. O Fome Zero seguiu um tom típico de um palanque eleitoral.&lt;br /&gt;Os técnicos do PT -inclusive Antonio Palocci Filho- envolvidos no processo de transição sugeriram que as ações de renda mínima se concentrassem em apenas um ministério para evitar a pulverização de programas. Esse ministério deveria aprimorar o cadastro para saber quem recebe o que em todo o país. O objetivo maior é que todo brasileiro que recebe qualquer complementação de renda do governo, em qualquer nível, tenha um só número de identificação.&lt;br /&gt;Lula preferiu, porém, indicar um ministro para cuidar apenas da fome, pulverizando ainda mais os programas de distribuição de renda. Resultado: Graziano assumiu um ministério -obrigado a apresentar os resultados mais visíveis e rapidamente- sem nenhuma estrutura. Some-se a isso que, antes do ministério, nunca tinha enfrentado, nem na área pública nem na área privada, um desafio nem remotamente parecido.&lt;br /&gt;Na lógica do marketing, já que o ministério da fome só pode combater a fome, criou-se um desgastante debate sobre como o beneficiário comprovaria ter comprado mesmo comida. Tal limitação gerou atritos com Zilda Arns, uma referência mundial no combate à desnutrição, e críticas do senador Eduardo Suplicy, um dos disseminadores, no Brasil, das políticas de renda mínima, avalizadas, reservadamente, pelo ministro da Educação, Cristovam Buarque, criador da bolsa-escola.&lt;br /&gt;Cristovam Buarque dizia, nos bastidores, o que disse publicamente na semana passada: se é para combater rapidamente a desnutrição, basta ampliar a bolsa-escola.&lt;br /&gt;Segundo ele, 70% dos recursos da bolsa vão para a compra de alimentos, com a vantagem de que a criança se mantém na escola. E, além disso, o programa já está estruturado. Raciocínio do ministro: o Brasil não tem falta de alimento, mas de renda.&lt;br /&gt;Melhorar ações existentes -e não reinventar a roda- seria a melhor solução técnica, mas dificultaria, pela ausência de um programa novo, a criação da grife social desejada para a administração Lula.&lt;br /&gt;A inabilidade administrativa de Graziano é, em essência, um detalhe menor num programa marcado pela inexperiência de Lula e pela tentação à pirotecnia dos governos recém-eleitos.&lt;br /&gt;PS - Prepare-se para mais um risco de erro. O governo quer lançar um programa para o primeiro emprego, mas nem ao menos se sabe e pouco se discute como fazer cumprir a lei que obriga as empresas a contratar jovens e a ensinar-lhes uma profissão.&lt;br /&gt;(http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1603200323.htm)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5126612-90802261?l=2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90802261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90802261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://2006.blogspot.com/2003_03_16_archive.html#90802261' title=''/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143876075873368521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5126612.post-90801925</id><published>2003-03-16T05:20:00.000-08:00</published><updated>2003-03-16T05:20:18.873-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>NO PLANALTO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lula chefia governo de idéias novas e boas&lt;br /&gt;JOSIAS DE SOUZA&lt;br /&gt;DIRETOR DA SUCURSAL DE BRASÍLIA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deu-se num restaurante de Brasília. Ex-auxiliar de FHC conjeturava com parlamentares tucanos sobre o petismo. "Acho que o governo Lula tem programas novos e bons." A mesa franziu o cenho. Explicou-se: "Os planos novos, como o Fome Zero, não são bons; e os planos bons, como a austeridade econômica, não são novos." Gargalharam.&lt;br /&gt;O tucanato, que andava amuado, diverte-se. Desfruta os seus dias de PT. Lula trouxe para Brasília a ânsia do novo. Fez crer que cada vez que a boca de um petista se abrisse sairia lá de dentro uma novidade inaudita. Saíram platitudes, trivialidades, matéria prima para piadas.&lt;br /&gt;Criados para abrigar velhos amigos, os novos ministérios ampliaram a usina de chistes. Tome-se o caso de Benedita da Silva (Promoção Social). Decidiu-se que coordenará programas sociais de outros ministérios. Ora, não cuida nem do que é dela.&lt;br /&gt;Benedita ganhou uma pasta oca. Para amenizar-lhe a insignificância, enxertou-se no organograma o CNAS (Conselho Nacional de Assistência Social). Lida com as instituições filantrópicas. Aquelas que, em troca de isenção de tributos, deveriam socorrer a plebe.&lt;br /&gt;Por artificial, o arranjo deu em desgoverno. A generosidade patrocinada pelo conselho de Benedita drena R$ 2,1 bilhões anuais dos cofres do colega Ricardo Berzoini (Previdência), de cuja estrutura o CNAS foi arrancado. Benedita finge que segura o volante da filantropia. Mas é Berzoini quem dita a direção.&lt;br /&gt;Instalou-se duplo comando numa área recoberta de lodo. É de justiça reconhecer que Berzoini pisa o lodaçal com aparente disposição para torná-lo mais limpo. Nos bastidores, tramou a troca da representação governista no CNAS -nove funcionários de diferentes ministérios.&lt;br /&gt;Mudaram-se todos, exceto um: Gilson Dayrell. Funcionário do Ministério do Trabalho, alia-se com frequência aos interesses das filantrópicas, sobretudo as vinculadas à Igreja Católica. Sobrevive no conselho graças a sacrossantas pressões acolhidas pelo ministro Jaques Wagner (Trabalho).&lt;br /&gt;Sob o calor dos holofotes, o CNAS viu-se compelido, em 2002, a se mexer. Cassou certas filantrópicas que, beneficiadas pela remissão fiscal, davam de ombros para a bugrada.&lt;br /&gt;Punições em último grau, sem possibilidade de recurso administrativo, já somam R$ 62 milhões por ano. A lista inclui alguns gigantes filantrópicos. Entre eles o Hospital Sírio Libanês (R$ 9,7 milhões anuais) e a Universidade Gama Filho (R$ 18,4 milhões).&lt;br /&gt;Contando os atrasados -a pena é retroativa-, chega-se a R$ 113 milhões. Corrigido, o débito vai a mais de R$ 200 milhões anuais. É o tamanho do prêmio que a Previdência vem concedendo à pseudofilantropia. O dimensionamento final do descalabro depende do vigor no manuseio do rodo.&lt;br /&gt;Trama-se uma derradeira rasteira no CNAS de Benedita. Deseja-se retirar do conselho o caráter executivo que tem hoje. A palavra final sobre a concessão de regalias fiscais às filantrópicas passaria a ser prerrogativa exclusiva do INSS de Berzoini. A tese é polêmica e depende de mudança na lei.&lt;br /&gt;Em ofício de 21 de fevereiro, a Controladoria Geral da União, órgão da Presidência, oferece munição para Berzoini. Diz ter confirmado em auditorias a ocorrência de "irregularidades" na área da filantropia. Endossa e recomenda a poda de poderes do CNAS. Confirmada a providência, Benedita fará história. Será a primeira ministra a enfrentar o desafio de gerir o nada, o vazio absoluto.&lt;br /&gt;(http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1603200327.htm)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5126612-90801925?l=2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90801925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90801925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://2006.blogspot.com/2003_03_16_archive.html#90801925' title=''/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143876075873368521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5126612.post-90801852</id><published>2003-03-16T05:17:00.000-08:00</published><updated>2003-03-16T05:17:32.466-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Filósofo e professor de Harvard diz que PT procura se livrar de suas bases tradicionais, escarnece da democracia e se confunde com PSDB&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Malan e Ruth são os deuses de Lula, diz Unger - http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1603200324.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FERNANDO DE BARROS E SILVA&lt;br /&gt;EDITOR DE BRASIL &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RAFAEL CARIELLO&lt;br /&gt;DA REPORTAGEM LOCAL &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PT trai seus eleitores ao radicalizar na aplicação de um receituário econômico "pseudo-ortodoxo" e busca deliberadamente se livrar de suas bases político-sociais tradicionais, iniciativa audaciosa em um governo caracterizado por cautela aparente, avalia Roberto Mangabeira Unger, 55.&lt;br /&gt;Filósofo e professor de Harvard diz que PT procura se livrar de suas bases tradicionais, escarnece da democracia e se confunde com PSDB&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Malan e Ruth são os deuses de Lula, diz Unger - http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1603200324.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FERNANDO DE BARROS E SILVA&lt;br /&gt;EDITOR DE BRASIL &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RAFAEL CARIELLO&lt;br /&gt;DA REPORTAGEM LOCAL &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PT trai seus eleitores ao radicalizar na aplicação de um receituário econômico "pseudo-ortodoxo" e busca deliberadamente se livrar de suas bases político-sociais tradicionais, iniciativa audaciosa em um governo caracterizado por cautela aparente, avalia Roberto Mangabeira Unger, 55.O filósofo e professor da faculdade de direito da Universidade Harvard, ex-mentor do candidato derrotado à Presidência Ciro Gomes (hoje ministro da Integração Nacional), Mangabeira diz que, ao se distanciar de suas bases, o PT termina por se confundir definitivamente com o PSDB no que chama de "partido único nacional": aquele que segue sem crítica o ideário dominante dos países centrais e trata de tentar "humanizar" a miséria decorrente com a distribuição de migalhas.&lt;br /&gt;As semelhanças do governo Luiz Inácio Lula da Silva com o do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, para Mangabeira, são totais: "É Malan e dona Ruth. São os dois deuses tutelares do governo atual", provoca.&lt;br /&gt;Como alternativa à atual política, ele propõe medidas que simultaneamente promovam valorização dos salários e democratização de oportunidades.&lt;br /&gt;Leia a seguir trechos da entrevista concedida à Folha por e-mail e telefone na última semana.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - O presidente Lula e o governo do PT traíram seus compromissos eleitorais?&lt;br /&gt;Roberto Mangabeira Unger - Para negar que estejam traindo os compromissos eleitorais, seria preciso aceitar uma de duas desculpas: que lá na letra pequeninha dos documentos em que ninguém prestou atenção estava prevenido tudo que está acontecendo agora ou que o governo está apenas fazendo a transição penosa e inevitável a partir do quadro ruinoso que encontrou. São ambas desculpas esfarrapadas. A primeira, porque toda a nação entende que Lula foi eleito para mudar o modelo econômico. A segunda, porque não se supera, ainda que gradativamente, uma orientação radicalizando as práticas que a definem. E é à radicalização das políticas de FHC que estamos assistindo num governo que tem como seus dois motes principais a confiança financeira para os endinheirados e as cestas de comida para os famintos.&lt;br /&gt;O pior de tudo isso é o escárnio da democracia. Que desmoralização mais pungente da ordem democrática do que essa de eleger um governo para mudar tudo e aparecerem no dia seguinte da posse os mesmos que pregavam a mudança, explicando, com sorrisos amarelos: não dá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - O que aconteceu?&lt;br /&gt;Mangabeira - Mais grave e desconcertante do que o oportunismo é a confusão. A confusão, ao contrário do oportunismo, é involuntária.&lt;br /&gt;O núcleo dirigente do PT assimilou a crítica do corporativismo. O vazio deixado pelo corporativismo, porém, foi surpreendentemente preenchido pela aceitação de um ideário pseudo-ortodoxo. Digo pseudo-ortodoxo porque essa combinação de primazia atribuída à confiança financeira com distribuição de comida aos famintos não tem nada a ver a ortodoxia econômica reconhecida como tal nas economias centrais nos últimos 50 anos. É a ortodoxia da década de 1920 nos Estados Unidos e na Europa.&lt;br /&gt;É estarrecedor. Ao afastar-se de sua base histórica no operariado e na pequena-burguesia organizados, o PT, por meio de seu governo, optou por uma aliança entre o grande capital -ou apenas o capital financeiro- e os miseráveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - Já há sinais de insatisfação mais forte com a proposta de autonomia do BC. O PT pode perder o apoio de suas bases tradicionais se insistir na ortodoxia?&lt;br /&gt;Mangabeira - Isso é verdade, mas é secundário. O mais grave é o efeito prejudicial de uma autonomia nesse momento. Em tese ela não é inerentemente nem útil nem prejudicial. Mas nesse momento significa só aumentar o poder de uma elite tecnocrata e financeira hostil a uma alternativa produtivista. Por isso seria um desastre. Que se inscreve na lógica atual do governo: homenagear os preconceitos do capital financeiro. Crêem que sucessivas doses de bajulação possam provocar uma chuvarada de dinheiro.&lt;br /&gt;Num governo caracterizado por tanta cautela aparente, há uma iniciativa audaciosa: livrar-se de forma até radical dessa base corporativa e tradicional do PT.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - Essa perda das bases pode acabar com o que havia de diferença entre o PT e o PSDB?&lt;br /&gt;Mangabeira - A distinção de uma força política se faz quer pela sua linha programática quanto pela sua base política. Esse exemplo mostra como o governo está se deixando assimilar sob ambos os aspectos. Vira mais uma vertente do partido único no país: que dança conforme a música do ideário dominante no mundo e tenta humanizar isso, dando comida para os famintos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - Nessas duas características ele se parece com o governo FHC?&lt;br /&gt;Mangabeira - Sim. É Malan e dona Ruth. São os dois deuses tutelares do governo atual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha -Qual seria o equívoco central da política econômica?&lt;br /&gt;Mangabeira - É reduzir a condução da política econômica a um jogo de confiança, especialmente de confiança dos mercados financeiros. Essa é a lógica central: se o governo demonstrar austeridade, o dinheiro volta e o juro baixa.&lt;br /&gt;Não há qualquer país, nessa fase da história contemporânea, em que as coisas tenham de fato acontecido de acordo com esse figurino. Mais precisamente, o equívoco é confundir uma necessidade -o realismo fiscal- com uma ilusão -que doses sucessivas de homenagem ao ideário e aos interesses do mercado financeiro nos devolverão ao crescimento. A manifestação -superficial mas reveladora- de tudo isso é o problema do juro.&lt;br /&gt;Sim, precisamos persistir no sacrifício fiscal: condição, entre outras, para ampliar a margem de manobra do governo. E evitar, a toda custa, a volta a qualquer populismo inflacionário.&lt;br /&gt;Mas não há por que aceitar a idéia de que a melhor maneira de fortalecer a economia real do país é estrangulá-la ainda mais. Enquanto o juro real for superior à taxa média de retorno dos negócios do Brasil, a atividade produtiva entre nós continuará a ser precária ou milagreira. Bom negócio mesmo, só banco. E mesmo banco só será bom negócio enquanto sobreviver a fantasia de que o Estado pode pagar sua dívida.&lt;br /&gt;Bom negócio mesmo no Brasil agora só o narcotráfico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - Mas essa política não está funcionando? O risco-Brasil não baixou? Agora, dizem, não seria só esperar um pouco mais para confirmar o controle da inflação e poder baixar o juro?&lt;br /&gt;Mangabeira - Os fatores que impedem a retomada de crescimento duradouro e includente nem sequer começaram a ser enfrentados. E nem podem ser se a preliminar continuar a ser: primeiro, temos de assegurar a confiança, fazendo tudo que o mercado financeiro quer.&lt;br /&gt;O C Bond pode melhorar. A inflação pode cair -se os trabalhadores continuarem acuados. Mas, insisto, esse caminho é o rumo da ruína. O máximo que permitirá é uma economia que cresce e pára, de acordo com os humores dos mercados internacionais. Os países que cresceram na história moderna foram aqueles, como os Estados Unidos, que formularam estratégias rebeldes. Não se consegue isso com bom comportamento. Não é de "fazer o dever de casa" que precisa o Brasil. É de idéia, de resistência, de engenho e de audácia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - A globalização não impõe constrangimentos a todos os países em desenvolvimento?&lt;br /&gt;Mangabeira - Não. O país que mais dinheiro estrangeiro recebe é a China comunista que, para o bem e o mal, faz tudo diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - E a saída?&lt;br /&gt;Mangabeira - A imprensa brasileira está cheia de afirmações de que não há alternativa, de que a suposta alternativa significa regresso ao populismo inflacionário e ao isolamento internacional. Falsidades repetidas praticamente sem contraditório. Falta de imaginação a serviço de falta de escrúpulo.&lt;br /&gt;O Brasil precisa voltar a trabalhar, a produzir. Para que isso aconteça, há uma sequência de iniciativas a observar. Logo nos primeiros meses, seis conjuntos de iniciativas devem convergir.&lt;br /&gt;Primeiro, e logo de chofre, um choque não de austeridade, mas de investimento para deslanchar o processo. Sobretudo, investimento privado. Abaixo o dogma a respeito das condições para potencializar a fé empreendedora. Há enorme disposição reprimida para investir. Precisamos apoiá-la por uma combinação de perdão fiscal, expansão agressiva de crédito pelos bancos públicos, e "venture capital" -investimento em novos empreendimentos- privado quando possível, público quando necessário. Tudo que for despesa pública de custeio, fora das prioridades sociais, tem de ser cortado até o osso em favor de despesa pública em investimento.&lt;br /&gt;E para financiar o investimento, a receita tem de aumentar, não diminuir, só que dentro de outro desenho tributário. Aumento das exportações, que afrouxe o constrangimento externo, só pode ocorrer e surtir efeito como parte integrante desse novo calor produtivo. Não é preliminar nem efeito especial.&lt;br /&gt;Segundo, remanejamento dos juros e dos prazos da dívida pública interna. Duas ilusões persistem a respeito das finanças públicas: que essa dívida está sendo paga e que a única alternativa a aceitar os termos atuais da administração da dívida é o calote. Desconhece-se o poder do Banco Central de ganhar a queda de braço com gente que não tem alternativa atraente ao negócio de emprestar dinheiro ao Estado. Há anos se diz que o juro não pode ser menor porque o mercado não deixa. A verdade chocante, reconhecida por financistas nacionais e estrangeiros, é que o juro não é menor porque o governo não quer, e não quer porque se deixou intimidar e colonizar mentalmente.&lt;br /&gt;Terceiro, medidas para proteger as reservas e, quando necessário e só pelo tempo necessário, apertar os controles sobre a saída do dinheiro brasileiro. É um recurso que precisa estar disponível para que o governo não possa ser chantageado na hora de a onça beber água.&lt;br /&gt;Quarto, uma drástica simplificação tributária, radicalizando a linha que o governo do PT acabou aceitando. O sacrifício tem de ser justificado por uma política de estímulo ao investimento e de valorização dos salários. Daí a importância de impostos mais igualizadores e justos do que imposto de renda, que incide sobre os salários da classe média. Tributos que alcancem os altos padrões de vida e a transmissão da riqueza por herança e doação.&lt;br /&gt;Quinto, reforma previdenciária que não se limite, como essa com que o governo acena, ao viés fiscalista, de cortar despesa, culpando os funcionários públicos pelas consequências do desvio pelo governo do dinheiro destinado a financiar suas aposentadorias. Reforma que construa os elementos de um regime público de capitalização. Reforma que imponha a toda a classe média a obrigação de investir na produção, via fundo previdenciário, parte do que ganha e que mobilize a poupança de longo prazo para o investimento de longo prazo. É condição para não depender da poupança estrangeira. É meio para o Brasil poder andar com as próprias pernas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - Mas de onde vem a inclusão social nesse modelo?&lt;br /&gt;Mangabeira - A fecundidade tanto econômica quanto social dessas medidas depende de sua combinação com duas outras iniciativas que lhe revelam a natureza íntima: valorização dos salários e democratização das oportunidades. Portanto, democracia econômica do lado da demanda e do lado da oferta.&lt;br /&gt;A política social mais importante num país como o nosso não é aquela que apenas atenua o sofrimento de alguns, embora seja justo atenuá-lo. É a que está implícita na democratização da economia. Política social no Brasil hoje é salário e oportunidade econômica e educativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - Mas como melhorar os salários sem que isso se traduza na volta da inflação?&lt;br /&gt;Mangabeira - Soluções diferentes para cada nível do nosso assalariado tão desigual.&lt;br /&gt;Na base mais pobre, desoneração completa da folha salarial, para ajudar a acabar com a informalidade, e subsídios fiscais ao emprego e à qualificação. No meio do assalariado, regras que protejam os trabalhadores temporários, e não sacrifiquem os interesses dos instáveis ou desempregados aos que gozam dos melhores empregos. E, na parte superior do assalariado, efetivação do princípio constitucional de participação dos trabalhadores nos lucros das empresas. Princípio que se deve estender, pouco a pouco, a toda a hierarquia salarial.&lt;br /&gt;Nada disso é aumento meramente nominal do salário. É mudança das condições que ajudam a definir o salário real. Sem isso, não há como consolidar bases para um mercado de consumo em massa no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - E a democratização de oportunidades?&lt;br /&gt;Mangabeira - Crescimento sustentável e socialmente includente depende de transformação fundamental: ampliar os meios de acesso ao ensino de qualidade, ao emprego e à tecnologia em favor dos trabalhadores. Há hoje no Brasil uma nova cultura de auto-ajuda e iniciativa. Faltam-lhe os instrumentos.&lt;br /&gt;É disso que precisamos. Não uma política industrial de resgatar e favorecer uma panelinha de grandes apaniguados. A construção de toda uma teia de fundos e centros de apoio, para dar equipamento e oportunidade à multidão de empreendedores. Temos onde começar: uma tradição de bancos públicos que agora precisam ser reinventados e descentralizados e organizações admiráveis embora desiguais como o Sebrae.&lt;br /&gt;O Brasil precisa também de grandes empresas capazes de atuar em escala mundial. Apoio aos graúdos, entretanto, só se filtrado por regras impessoais. E só se contrabalançado por práticas que aliem as entidades públicas de fomento à multidão de empreendedores emergentes. Se política industrial não for isso, é assalto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - E a moralização tão falada pelo PT, que lugar ocupa nesse projeto?&lt;br /&gt;Mangabeira - Há muito que o Brasil não tem um governo tão cheio de gente de boa-fé e com tão pouco bandido no primeiro escalão. Que pelo menos transformem essa honestidade em iniciativa, dando à sociedade condições de respirar e de fazer por si mesma as mudanças que o governo está confuso e temeroso demais para promover.&lt;br /&gt;Dois pontos são cruciais, porque fecham as fontes principais da corrupção. O primeiro ponto é o financiamento público das campanhas eleitorais. Não há investimento melhor que o povo brasileiro possa fazer: com relativamente poucos recursos, diminuiria radicalmente a influência do dinheiro sobre a política. É obra que teria de ser completada por meio de reforma partidária que caminhasse em direção ao sistema de listas fechadas.&lt;br /&gt;O segundo ponto é a privatização das falências. Tirar o governo do negócio ruinoso e corruptor de ser o garantidor implícito de todo grande negócio no Brasil. Empresário falido tem de ficar pobre, para que acabemos com esse reino dos espertalhões sobre os otários que é o nosso regime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - O sr. acredita que o PT possa se converter a esse projeto, abandonando a ortodoxia?&lt;br /&gt;Mangabeira - Não posso negar meu ceticismo a respeito da possibilidade de ocorrer essa conversão do governo do PT. Parecem de tal maneira atemorizados que terão dificuldade em dar os primeiros passos. Além de certo ponto, enfraquecimento da vontade e confusão das idéias se misturam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5126612-90801852?l=2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90801852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90801852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://2006.blogspot.com/2003_03_16_archive.html#90801852' title=''/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143876075873368521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5126612.post-90801778</id><published>2003-03-16T05:14:00.000-08:00</published><updated>2003-03-16T05:14:31.746-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>da série: e qual a novidade???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DESGASTE PETISTA - http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1603200320.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em reunião do Diretório Nacional do partido, presidente diz que, se a taxa de juros cair, até sua "bursite melhora"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Governo está mal na área social, admite Lula&lt;br /&gt;PLÍNIO FRAGA&lt;br /&gt;DA REPORTAGEM LOCAL &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em reunião do Diretório Nacional do PT, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu ontem que seu governo vai mal na área social e sinalizou com a possibilidade de redução da taxa de juros básica da economia.&lt;br /&gt;O [ministro Antonio] Palocci, que é médico, sabe que, se reduzir a taxa de juros em 0,5 ponto, até minha bursite melhora", afirmou Lula em pronunciamento aos 82 membros do diretório, segundo apurou a Folha. Nas duas reuniões do Copom (Conselho de Política Monetária) sob o governo Lula, os juros aumentaram 0,5 e 1 ponto, como resposta ao temor de aumento da inflação.&lt;br /&gt;O presidente, que passou a semana sendo pressionado a mudar o comando do programa Fome Zero, avaliou a atuação do governo no setor: "Estamos mal naquilo em que pensávamos ser melhores, que é área social", declarou.&lt;br /&gt;Na reunião, fechada aos jornalistas, Lula disse que uma das críticas que mais o incomodaram nestes 74 dias de governo foram as que diziam que seus atos repetem os do seu antecessor, o tucano Fernando Henrique Cardoso.&lt;br /&gt;Lula fez um apelo aos integrantes do partido, em especial aos chamados integrantes das alas radicais: "O PT precisa ser 100% governo". A declaração foi feita momentos antes da votação de três resoluções partidárias sobre a condução da política econômica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Derrota da esquerda&lt;br /&gt;A resolução do chamado campo majoritário petista foi aprovada por 54 de 77 votos (5 abstenções). O texto defende as ações de Palocci e classifica de "retrocesso" sugestões como o controle de preços para reduzir a inflação.&lt;br /&gt;As duas teses da ala radical, uma primeira defendida pelo deputado federal Babá (PA) e outra pela senadora Heloísa Helena (AL) e pelo ex-prefeito de Porto Alegre Raul Pont, foram rejeitadas -obtiveram 13 e 8 votos, respectivamente. Ambas criticavam a atual política econômica, classificada de "neoliberal".&lt;br /&gt;A esquerda petista conseguiu, porém, aprovar a realização de dois seminários para discutir a reforma da Previdência e a retomada do crescimento econômico. As datas dos eventos serão decididas pela Executiva do partido.&lt;br /&gt;Palocci justificou aos integrantes do diretório as medidas tomadas pela equipe econômica, repetindo que são conservadoras, mas necessárias para que futuramente o governo possa estimular o crescimento e a geração de empregos. Disse que são medidas de transição e se comprometeu a "mudar o modelo econômico" herdado da gestão tucana.&lt;br /&gt;Lula afirmou que pretende participar, sempre que possível, das reuniões do Diretório Nacional do PT, da qual é membro. Afirmou que o PT não pode ser uma correia de transmissão do governo, não pode ser um anexo do Palácio do Planalto, mas precisa apoiar sua administração.&lt;br /&gt;A proposição de apoio ao governo aprovada ontem pode ser usada contra parlamentares do partido que votarem contra propostas do Planalto.&lt;br /&gt;Formalmente, a proposição não fala em punição a nenhum integrante das chamadas alas radicais petistas que decida não seguir a orientação do governo. Mas, como o texto corrobora as diretrizes econômicas adotadas e defende as reformas que o governo pretende levar à votação no Congresso, pode ser usado contra parlamentares que votarem em desacordo com as idéias ali expressas.&lt;br /&gt;"Não podemos aprovar uma resolução partindo do princípio de que não será cumprida. Mas, uma vez aprovada pelo Diretório Nacional, a bancada tem de seguir as suas determinações", afirmou o presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP).&lt;br /&gt;O presidente do PT, José Genoino, abriu às 10h34 a reunião do diretório, que contou com a participação na mesa diretora de Lula, Palocci e dos ministros José Dirceu (Casa Civil) e Luiz Dulci (Secretaria Geral da Presidência).&lt;br /&gt;Genoino iniciou seu discurso, condenando a possibilidade de um ataque comandado pelos EUA ao Iraque. "Reafirmamos a posição do governo Lula em defesa da paz e contra a guerra."&lt;br /&gt;Em seguida, fez um apelo de coesão aos integrantes do diretório, em especial às alas radicais. "Nossa tarefa primordial é o sucesso do governo Lula, como foi no ano passado sua eleição. Somos um time. Temos de ter pluralidade, mas também coesão."&lt;br /&gt;Dirceu fez um relato da composição da base de apoio do governo Lula no Congresso, defendendo que seja ampla e inclua representantes do maior número possível de partidos.&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;Colaboraram RUBENS VALENTE e RAFAEL CARIELLO, da Reportagem Local&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5126612-90801778?l=2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90801778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90801778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://2006.blogspot.com/2003_03_16_archive.html#90801778' title=''/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143876075873368521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5126612.post-90801699</id><published>2003-03-16T05:10:00.000-08:00</published><updated>2003-03-16T05:10:41.326-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>da série: acredite ... se quiser&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DESGASTE PETISTA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preocupado com um desgaste do governo, Palácio do Planalto encomendou duas pesquisas a Duda Mendonça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inexperiência prejudicou PT, diz Genoino&lt;br /&gt;DA REPORTAGEM LOCAL &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A falta de conhecimento da máquina administrativa prejudicou o PT nestes dois meses e meio de governo, afirma o presidente nacional do partido, José Genoino.&lt;br /&gt;"Quando o [José" Sarney assumiu em 1985, tinha no governo um partido -o PFL- que conhecia a máquina do período do regime militar. O mesmo aconteceu com o [Fernando" Collor em 1990, com o Itamar Franco em 1992 e com o Fernando Henrique Cardoso em 1994. É natural que o PT tenha de se ajustar à máquina, que não conhecia até janeiro", afirma o presidente do PT.&lt;br /&gt;Genoino diz que, em outubro do ano passado, tinha expressão pública o argumento de que uma vitória eleitoral do PT tornaria o país ingovernável. "Mostramos o quanto a direita estava enganada neste começo de governo. O risco Brasil caiu. O dólar se estabilizou. Aumentamos a credibilidade externa do país", avalia.&lt;br /&gt;A continuidade da ortodoxia econômica do ex-ministro da Fazenda Pedro Malan na gestão de Antonio Palocci Filho, fortemente criticada dentro do PT, é rebatida por Genoino: "Estamos trocando o pneu com o carro em movimento. Não dá para parar. Mas é preciso lembrar que este é um governo de quatro anos. Na campanha, dissemos que iríamos fazer as mudanças sem rupturas. É o que estamos fazendo".&lt;br /&gt;O presidente do PT afirma que o governo tem de evitar o isolamento. "Não se pode governar na base do confronto constantemente. Está aí o exemplo do Rio Grande do Sul, onde governamos confrontando e terminamos isolados. O governo tem de agrupar", analisa o líder petista.&lt;br /&gt;As críticas de parlamentares da esquerda petista ao comportamento do governo não são levadas em conta por Genoino. "O PT tem 92 parlamentares. Não dá para ficar respondendo a três ou quatro. Por que esse pessoal não reclamou durante a campanha?", rebate o presidente da legenda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pesquisas qualitativas&lt;br /&gt;Preocupado com o desgaste do governo em período curto, o Palácio do Planalto já encomendou ao publicitário Duda Mendonça duas pesquisas qualitativas -aquelas em que são reunidos representantes de diversos grupos sociais para que expressem suas opiniões a respeito de um determinado tema.&lt;br /&gt;São usadas, no meio publicitário, para avaliar como mensagens ou produtos são percebidos ou consumidos. O resultado orientou as inserções comerciais que o PT levou à televisão neste mês.&lt;br /&gt;A pesquisa, segundo apurou a Folha entre petistas, indicou que haveria um descompasso entre a rapidez de resultados que a mídia cobra do governo e a expectativa dos próprios eleitores. Estes teriam se mostrado mais pacientes na espera por resultados imediatos, mas com alta expectativa de melhoria a longo prazo.&lt;br /&gt;Duda Mendonça analisou os resultados da qualitativa em reuniões com o secretário de Comunicação Estratégica, Luiz Gushiken, e depois com o próprio Lula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fome Zero&lt;br /&gt;Os pesquisados analisaram ainda o projeto Fome Zero, principal bandeira social do governo petista. A maioria aceitou a distribuição de alimentos prevista no projeto, mas a avaliou como uma política assistencialista.&lt;br /&gt;Essa falha seria suprida, segundo os ouvidos, se o governo promover mudanças estruturais na geração de emprego e distribuição de renda.&lt;br /&gt;Por isso, a campanha publicitária do Fome Zero, a ser lançada até o final do mês, mostrará facetas do programa pouco expostas até aqui, como o Primeiro Emprego (contratação de jovens por empresas da iniciativa privada) e aumento do valor dos benefícios do programa Bolsa-Escola.&lt;br /&gt;Lula aparece na pesquisa como detentor de alto grau de confiança entre o eleitorado. De acordo com a pesquisa qualitativa, o constante contato físico de Lula com a população é um dos fatores que dão confiança aos eleitores de que o presidente estaria "preocupado realmente" com eles.&lt;br /&gt;Desde que foi eleito, Lula tem mantido contato direto com a população, apesar das recomendações em contrário de sua equipe de segurança.&lt;br /&gt;Também mostrou-se dominante, na pesquisa, a análise de que Lula "herdou dificuldades, mas fará mudanças".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apoio a Lula&lt;br /&gt;Em outro levantamento, desta vez quantitativo, foi feito pela Brasmarket Análise e Investigação de Mercado para medir o grau de apoio a Lula.&lt;br /&gt;Ouvidas 2.637 pessoas, em todos os Estados no dia 27 de fevereiro, 85,4% disseram apoiar a forma como Lula conduz seu governo até o momento.&lt;br /&gt;Do total de entrevistados, 44,2% disseram que o governo Lula "tem seus acertos e seus erros, mas é cedo para julgar; 21,7% responderam que o presidente "tem acertado e feito o que é possível"; e 19,5% afirmaram que Lula "tem acertado mais do que errado e enfrenta dificuldades herdadas do governo anterior".&lt;br /&gt;A rejeição ao presidente foi de 14,6%. Entre os insatisfeitos, 7,4% responderam que o "governo tem errado mais do que acertado", e 7,2% disseram que "o governo Lula tem discurso novo, mas atitudes e medidas iguais às do governo anterior".&lt;br /&gt;(PLÍNIO FRAGA&lt;br /&gt;(http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1603200318.htm)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5126612-90801699?l=2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90801699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90801699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://2006.blogspot.com/2003_03_16_archive.html#90801699' title=''/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143876075873368521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5126612.post-90801644</id><published>2003-03-16T05:08:00.000-08:00</published><updated>2003-03-16T05:08:06.530-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Dificuldades na economia e lentidão nas reformas incomodam presidente &lt;br /&gt;KENNEDY ALENCAR&lt;br /&gt;DA SUCURSAL DE BRASÍLIA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Se todo dia fosse como hoje, seria ótimo ser presidente", disse Luiz Inácio Lula da Silva a um auxiliar, quando retornava a Brasília na última segunda-feira, após eventos em São Paulo, onde visitou uma porta de fábrica no ABC e deu palestra a empresários.&lt;br /&gt;O desabafo de Lula revela seu desconforto com o excesso de atividades de gabinete e com a morosidade para que as promessas de campanha virem políticas públicas. A pressão da cadeira presidencial é maior do que ele imaginava encontrar, disseram à Folha amigos, parlamentares e auxiliares que andaram conversando nos últimos dias com um presidente um pouco mais impaciente, mas ainda bem-humorado.&lt;br /&gt;Nas palavras de um auxiliar, Lula gosta do exercício do poder, o que facilitaria a compreensão e o enfrentamento dos problemas: "Ele gostou de ser presidente. Isso facilita. Quando a pessoa não gosta, fica difícil. Mas quando gosta, fica mais fácil. Além disso, o Lula é pró-ativo. Não fica vendo os problemas surgirem e deixando que cresçam".&lt;br /&gt;O grande obstáculo é que Lula está ciente de que o bordão "vontade política", tão repetido nos tempos de oposicionista, não bastará para tirar do papel o crescimento econômico e novas políticas sociais. Na quinta-feira, teve de lidar com uma crise no programa Fome Zero, num dia de rumores sobre a permanência no cargo do ministro da Segurança Alimentar, José Graziano.&lt;br /&gt;Em vez de rifar ou fritar o ministro, como desejam parte do PT e adversários de Graziano, Lula o chamou para uma conversa no início da noite, junto com outros dois participantes do Fome Zero, os assessores especiais Frei Betto e Oded Grajew. Reclamou que falavam demais e que deveriam ser mais discretos, mas reiterou apoio a Graziano e discutiu com os três medidas que serão anunciadas na próxima semana para tentar tirar seu principal programa social do noticiário negativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Insatisfação&lt;br /&gt;Segundo um ministro, Lula constatou o óbvio: o PT gasta tempo para aprender a ser governo e para dominar a máquina pública. Isso explica a diferença de desempenho na grande política, na qual o governo avalia que vai bem, e na rotina administrativa, na qual admite patinar.&lt;br /&gt;Declarações recentes de Lula desnudaram a insatisfação com a própria gestão. Na terça-feira, para uma platéia de 2.000 prefeitos, discursou: "Eu quero que vocês compreendam, porque são políticos e também tiveram o primeiro ano de mandato e sabem como é que encontraram a máquina pública deste país, que é humanamente impossível fazer as coisas com a pressa que a gente gostaria que acontecesse".&lt;br /&gt;No mesmo evento, depois de repetir que não jogaria a culpa pelas dificuldades que encontrou no antecessor, Fernando Henrique Cardoso, Lula alfinetou várias vezes o ex-presidente. Reclamou do Orçamento que recebeu para 2003 e disse que, ao deixar a Presidência, não iria "morar na Lua". FHC voltou recentemente de uma temporada em Paris.&lt;br /&gt;Aliás, viajar pelo Brasil será um dos remédios de Lula para enfrentar o excesso de reuniões e atividades em gabinetes fechados. Assim que chegou de São Paulo, pediu a Gilberto Carvalho, seu chefe de gabinete e espécie de ministro sem pasta, por ser conselheiro político e pessoal, que abrisse mais espaço em sua agenda para viagens. Imediatamente, foi confirmada a participação do presidente na abertura da Bienal do Livro do Rio de Janeiro, marcada para meados de maio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corações e mentes&lt;br /&gt;As dificuldades na economia, que levaram parte do PT e dos aliados a questionar a atuação do ministro da Fazenda, Antonio Palocci Filho, aborrecem Lula. Mas ele acha que não há alternativa no curto prazo e se dedicou a encontros com petistas para ganhar corações e mentes.&lt;br /&gt;Com fama de chorão, Lula chegou a se emocionar quando discutia com um amigo os obstáculos para cumprir a promessa de mudança social e econômica. "Até a barba ficou mais branca. E o rosto mais marcado nesses dois meses", notou uma antiga amiga do PT que esteve com ele.&lt;br /&gt;Na terça-feira, numa reunião reservada com prefeitos do PT, entre eles Marcelo Déda (Aracaju), fez questão de repetir que não pensa em alternativa à política econômica de Palocci. E falou duro: "Não existe Plano B. Vocês acham que eu ia colocar um ministro da Fazenda para ser derrubado? Se Palocci cair, caio junto".&lt;br /&gt;Neste final de semana, na reunião do Diretório Nacional do PT em São Paulo, Lula tomou como prioridade a defesa de Palocci. Não foi à toa que, depois de saber de um comentário elogioso sobre ele, Palocci repassou o crédito.&lt;br /&gt;O ministro da Fazenda soube que o senador Jorge Bornhausen, presidente do PFL, dissera o seguinte: "Palocci é um oásis num deserto". De pronto, Palocci afirmou: "O oásis é Lula".&lt;br /&gt;Coincidência ou não, Lula já começa a descolar sua imagem da do governo, exatamente o processo que aconteceu com FHC. O presidente é mais bem avaliado que sua administração, mostrou pesquisa Sensus nesta semana.&lt;br /&gt;)http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1603200319.htm)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5126612-90801644?l=2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90801644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90801644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://2006.blogspot.com/2003_03_16_archive.html#90801644' title=''/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143876075873368521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5126612.post-90801568</id><published>2003-03-16T05:04:00.000-08:00</published><updated>2003-03-16T05:04:54.043-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>DESGASTE PETISTA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com apenas 30% das principais vagas da administração preenchidas, presidente enfrenta crise gerencial no Fome Zero e apela à paciência para reagir à frustração&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Governo loteia cargos, patina na inexperiência e desgasta Lula&lt;br /&gt;Com 75 dias, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva conseguiu preencher apenas 30% dos cerca de 800 cargos do primeiro e segundo escalões. A dificuldade para lotear em torno de 5.000 cargos federais nos Estados entre petistas e afilhados de aliados políticos é uma das causas e um dos sintomas do emperramento da máquina administrativa no início do governo. Semelhante à partilha de cargos vista no governo José Sarney (1985-1990), quando o PMDB detinha a maioria das indicações, a montagem em curso do aparelho estatal mescla prática fisiológica e predomínio do PT -a quem estão reservadas 60% das nomeações. Vendo refletidos nas pesquisas de opinião os primeiros sinais de desgaste do exercício do poder, o governo argumenta que sabia pouco a respeito do transatlântico que assumiu em janeiro. Enquanto diz que está sendo obrigado a trocar o pneu com o carro andando e insiste na promessa de que fará mudanças sem rupturas, o governo se vê acuado pela acusação de que promove o continuísmo na área econômica e tem de enfrentar crises gerenciais. A principal delas, em torno do programa Fome Zero, levou Lula a agir para desarmar as pressões que se avolumaram pela demissão do ministro José Graziano, da Segurança Alimentar. Mais distante do contato direto com o público, Lula deixou de lado o tom efusivo das primeiras semanas no poder e passou a insistir na necessidade de se ter paciência a fim de contornar expectativas frustradas. Após retornar de uma visita a uma porta de fábrica no ABC paulista, na última segunda-feira, o presidente desabafou a um auxiliar: "Se todo dia fosse como hoje, seria ótimo ser presidente".&lt;br /&gt;(LUCIO VAZ, RAYMUNDO COSTA, OTÁVIO CABRAL, PLÍNIO FRAGA E KENNEDY ALENCAR)&lt;br /&gt;(http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1603200313.htm)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5126612-90801568?l=2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90801568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90801568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://2006.blogspot.com/2003_03_16_archive.html#90801568' title=''/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143876075873368521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5126612.post-90801491</id><published>2003-03-16T05:01:00.000-08:00</published><updated>2003-03-16T05:01:36.390-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>JANIO DE FREITAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lento apressadinho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os críticos "neobobos" de ontem seriam os críticos "apressadinhos" de hoje, não fossem as tantas defecções de neobobos arrependidos e convertidos em nostálgicos petistas-tucanos. Mas, na perturbação de conceitos que se invertem no governo, "apressadinhos" não tem o desejo de insulto, presente no neobobos, e tem a utilidade de expressar o quanto o governo está confuso consigo mesmo.&lt;br /&gt;Em um mesmo dia da semana, Luiz Inácio Lula da Silva discursou para empregados e, depois, para empregadores. Aos primeiros, mais uma vez disse que não tem pressa, não fará reformas "de modo atabalhoado". Aos segundos, disse que antecipará a remessa, para votação no Congresso, dos projetos de reforma: o da Previdência vai "antes de maio" e, "muito antes de junho", o de reforma tributária. Quem é apressadinho?&lt;br /&gt;"Antes de maio" significa que em uns 30 dias úteis, no máximo, o governo dirá ao Congresso a reforma da Previdência que deseja. Digamos que tal disposição é uma barbaridade, para não dizer que é uma leviandade. A ser feita de maneira séria, uma reforma previdenciária é tarefa muito complexa. Além disso, são dezenas de milhões de pessoas alcançadas pelas mudanças -cerca de 80 milhões, se envolvidos também, como conviria, os que têm ocupação informal. Ainda não há segurança, porém, nem sequer sobre os números reais da seguridade e o que significam, tantas são as contestações oferecidas por entidades e especialistas respeitáveis aos dados e argumentos convencionais.&lt;br /&gt;E, se não cometo inconveniência, onde fica, no apressado prazo do presidente Lula, a tão prometida discussão ampla, em âmbito nacional, com participação irrestrita, para produzir uma reforma justa contra as aposentadorias sempre chamadas, pelo candidato Lula, de indecentes e humilhantes? Há dois meses, a cada semana o governo alterna a decisão de votar ou não votar o projeto do governo passado sobre a Previdência de servidores públicos. Diante disso, não precisaria emitir outra demonstração de que até agora, a 30 dias úteis do limite inventado para apresentar o seu projeto geral, continua esvoaçando, aéreo e desorientado, em torno da reforma.&lt;br /&gt;E será preciso acreditar que, em reforma de Previdência, o único a fazer é alinhar todos por baixo, sem ao menos uma ideiazinha nova, original, para a elaboração do sistema? Só para dar um exemplo: ainda não encontrei no palavrório e no papelório governamental, apesar da insistência, nem indícios do estudo de uma fórmula que combinasse aumento escalonado das contribuições dos salários médios e altos, hoje mais do que ridículas, com outras medidas. É claro: o governo não quer onerar a contribuição proporcional feita pelas empresas. Mas, para aumentar o desconto nos salários melhores, não precisaria mudar, necessariamente, a parte paga pelas empresas.&lt;br /&gt;Tudo isso sugere que o governo satisfaz-se, na Previdência, com uma reforma tucano-pefelista, no gênero neoliberal cobrado pelo FMI: o que importa é o resultado das contas, não a maneira de obtê-lo e nem o seu custo para o povo em geral.&lt;br /&gt;O pouco que se ouviu sobre a também apressada reforma tributária vai no caminho da outra: arrumar o resultado das contas, sem considerar que o sentido de uma reforma tributária é organizar a economia, pela regulação criteriosa das relações entre sociedade, suas atividades econômicas e os governos federal, estadual e municipal.&lt;br /&gt;Mas, como informou o ministro Antonio Palocci aos prefeitos reunidos em Brasília, "o presidente não está nos dando muito tempo para o debate, não, ele quer enviar a proposta de reforma tributária com rapidez ao Congresso". Enquanto Lula, tendo pedido paciência aos prefeitos, perguntava aos empregados da Mercedes: "Por que vou fazer as coisas com pressa?"&lt;br /&gt;Parece que ninguém teve ocasião de responder que quem passou quase um ano prometendo criar 10 milhões de empregos em 4 anos, ou explorava aflições alheias, ou, no governo, não quereria perder nem um minuto.&lt;br /&gt;A oportunidade não deverá ocorrer também na reunião, neste fim de semana, do Diretório Nacional do PT, que tem, entre questões burocráticas, o propósito de aprovar (democraticamente, vê-se) uma resolução de aplauso ao governo e sua política econômica aplaudida, mais uma vez nessa semana, pelo FMI.&lt;br /&gt;Outra resposta foi dada, porém. Apareceu na pesquisa CNT/Sensus: em apenas mês e meio, caiu mais de 10% o número dos que confiam em que o governo Lula será bom.&lt;br /&gt;(http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1603200312.htm)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5126612-90801491?l=2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90801491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90801491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://2006.blogspot.com/2003_03_16_archive.html#90801491' title=''/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143876075873368521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5126612.post-90801301</id><published>2003-03-16T04:53:00.000-08:00</published><updated>2003-03-16T04:53:06.123-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>da série - eu disse isso um mês atrás&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CLÓVIS ROSSI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sem-projeto - http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz1603200303.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SÃO PAULO - Minha sensação em relação ao PT era a de que, se a gente passasse pela calçada (nem precisaria entrar) de qualquer diretório municipal, estadual ou nacional do partido, sairia com um pilha de folhetos, documentos, projetos e propostas contendo análises e soluções para todos os problemas do planeta.&lt;br /&gt;Tenho muitos guardados até hoje, pela simples e boa razão de que a maneira mais fácil de um colunista ganhar a vida é reproduzir o que dizem ou escrevem os candidatos e comparar com aquilo que fazem ou dizem depois de eleitos.&lt;br /&gt;Por isso, achava que o partido, logo no dia 2 de janeiro, passada a festa, dispararia projetos para tudo quanto é lado, apontaria soluções para todos os problemas que ele próprio cansara de analisar desde que nasceu, há 23 anos -e que, a bem da verdade, só fizeram agravar-se desde então.&lt;br /&gt;O máximo que poderia acontecer seria receber críticas por estar tentando fazer as coisas erradas ou por contrariar interesses poderosos.&lt;br /&gt;É bem provável que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva me inclua, se lesse o que sai neste espaço, entre os "apressadinhos" que criticou outro dia, em mais um dia em que pediu calma e paciência.&lt;br /&gt;Agora pode incluir na lista o seu próprio berço, o movimento sindical. Afinal, a CUT, a central sindical ligada ao PT, diz que "até agora, podemos constatar a inexistência de um projeto claro para estimular o debate público sobre as diferentes reformas tidas como prioritárias".&lt;br /&gt;Afirma ainda que esse vazio causa "tensão e descompasso". Nos e-mails que recebo de petistas da base ou de gente que, sem ser petista, desta vez votou em Lula com grande esperança, há mais do que isso. Há angústia, mal-estar, gosto amargo na boca.&lt;br /&gt;É claro que é cedo para julgar o governo pelas suas ações. Mas não é cedo para julgar o partido pela "inexistência de um projeto claro". Afinal, já são 23 anos de vida, o suficiente para saber o que queria fazer quando crescesse. Cresceu. Sabe?&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5126612-90801301?l=2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90801301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90801301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://2006.blogspot.com/2003_03_16_archive.html#90801301' title=''/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143876075873368521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5126612.post-90801241</id><published>2003-03-16T04:49:00.000-08:00</published><updated>2003-03-16T04:49:58.373-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>ELIANE CANTANHÊDE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lula: sinal amarelo - http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz1603200304.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BRASÍLIA - A era FHC foi marcada por uma declaração que ele, a bem da verdade, sempre negou e considerou lenda: "Esqueçam o que escrevi".&lt;br /&gt;A era Lula, tão no início, já tem também sua marca clara e cada vez mais disseminada pelo governo: "Esqueçam o que nós todos dissemos"&lt;br /&gt;Ao contrário de FHC, ninguém desmente. Basta ver o líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP), que adora dizer que só não foi ministro porque não quis. E ministro da Fazenda! Disse Mercadante, em bom e alto som, para uma ampla platéia e vários gravadores: "A oposição não ajudou a aprovar as reformas e errou. Se nosso discurso fosse bom, não teríamos perdido duas eleições".&lt;br /&gt;A "oposição", no caso, não é o PSDB, o PFL, José Aníbal ou Jorge Bornhausen. Era o PT, e um dos principais arautos dela era o próprio Mercadante, hoje em fase de mea culpa enquanto o seu governo repete e amplia os juros e os superávits primários altos de FHC, tropeça feio no Fome Zero, o principal programa social, e encampa as reformas tucanas como se petistas fossem. O aliado PPS e agora a CUT reclamam do que já é óbvio: a falta de um projeto.&lt;br /&gt;Bem, taí a explicação mais simples e direta para o resultado da última pesquisa CNT/Sensus sobre a popularidade do novo governo. Lula vai muito bem, obrigado, mas o governo já começa a sentir o peso de ser governo, de ter responsabilidades, de conviver com um país dificílimo e com problemas ancestrais.&lt;br /&gt;O índice de "ótimo" e "bom" caiu de 56,6% para 45%. É mais uma tendência do que realmente um dado pronto e acabado, mas a coisa anda ruim. Ou seja, é um sinal amarelo piscando.&lt;br /&gt;Se não há muito como mudar a economia, Lula deveria dar prioridade mil aos programas sociais. Até agora, há ministério e programa de mais para senso prático de menos.&lt;br /&gt;Para bloquear a tendência de queda das pesquisas, é justamente por aí que Lula deve começar. Aliás, já deveria ter começado há muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5126612-90801241?l=2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90801241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90801241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://2006.blogspot.com/2003_03_16_archive.html#90801241' title=''/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143876075873368521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5126612.post-90686127</id><published>2003-03-13T19:17:00.000-08:00</published><updated>2003-03-13T19:17:46.733-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>                                                           &lt;br /&gt; OTAVIO FRIAS FILHO -                                      &lt;br /&gt; http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz1303200307.htm &lt;br /&gt;                                                           &lt;br /&gt; Planos A, B, C...                                         &lt;br /&gt;                                                           &lt;br /&gt;                                                           &lt;br /&gt; O governo rejeita qualquer hipótese sobre um eventual     &lt;br /&gt; Plano B -alguma fórmula alternativa à que está sendo      &lt;br /&gt; adotada- e nem poderia ser diferente. Admiti-la, mesmo    &lt;br /&gt; que reservadamente, equivaleria a dar um tiro no próprio  &lt;br /&gt; pé. O governo acha que não lhe resta opção no curto prazo &lt;br /&gt; exceto manter, e radicalizar se for preciso, a política   &lt;br /&gt; herdada de FHC.                                           &lt;br /&gt; Para quem não é co-responsável pelo governo e tem a       &lt;br /&gt; obrigação de procurar não se iludir nem propalar ilusões, &lt;br /&gt; cabe recordar que não foi essa a mensagem passada ao      &lt;br /&gt; eleitorado na campanha. O cerne dessa mensagem era a      &lt;br /&gt; promessa de que havia, sim, um Plano B: não seria         &lt;br /&gt; implantado de súbito nem de forma irresponsável, mas      &lt;br /&gt; tampouco seria adiado ou esquecido.                       &lt;br /&gt; Em resumo, se eleito, Lula iniciaria mudanças que         &lt;br /&gt; permitiriam transitar para um modelo econômico menos      &lt;br /&gt; dependente de financiamento externo, no qual as taxas de  &lt;br /&gt; juros cairiam e o crescimento seria retomado. Toda        &lt;br /&gt; campanha eleitoral é demagógica, e a do ano passado,      &lt;br /&gt; então saudada como a mais densa e fecunda quanto ao       &lt;br /&gt; "debate" de propostas, não foi exceção.                   &lt;br /&gt; Valeu, como sempre, a máxima de que o importante é vencer &lt;br /&gt; a eleição; depois se vê como governar. Se existe          &lt;br /&gt; surpresa, ela decorre da evidência de que o partido mais  &lt;br /&gt; bem estruturado do país, depois da mais longa e           &lt;br /&gt; organizada transição de poder que já tivemos, não apenas  &lt;br /&gt; carecia de qualquer Plano B, como abraçou o Plano A, que  &lt;br /&gt; vinha combatendo havia anos, com fervor próprio de um     &lt;br /&gt; cristão-novo.                                             &lt;br /&gt; O governo ainda não completou o terceiro mês, mas até o   &lt;br /&gt; momento o quadro é inquietante. Na economia, mais do      &lt;br /&gt; mesmo -com o requinte da adoção da fraseologia surrada do &lt;br /&gt; governo anterior sobre a urgência das reformas            &lt;br /&gt; previdenciária e fiscal. Nas demais áreas, a sensação     &lt;br /&gt; crescente de uma gestão confusa, emperrada, com fraca     &lt;br /&gt; capacidade executiva.                                     &lt;br /&gt; Na tentativa de se legitimar perante as instâncias de     &lt;br /&gt; poder econômico -empresariado local, agências e           &lt;br /&gt; investidores externos-, o governo petista parece ter sido &lt;br /&gt; "colonizado" pelo financismo da administração tucana,     &lt;br /&gt; cujo emblema foram o ministro Malan e a sucessão de       &lt;br /&gt; siderados que andaram dirigindo o Banco Central. A        &lt;br /&gt; felicidade per capita entre banqueiros continua entre as  &lt;br /&gt; maiores do mundo.                                         &lt;br /&gt; Os indícios ainda não são alarmantes. Logo, porém, as     &lt;br /&gt; pesquisas de opinião estarão a registrar o desencanto     &lt;br /&gt; inevitável ante o abismo entre os contos de fadas         &lt;br /&gt; vendidos durante a eleição e o continuísmo sem disfarces  &lt;br /&gt; que vem sendo adotado. Lula será atingido naquilo que     &lt;br /&gt; mais lhe importa, a dependência que desenvolveu em        &lt;br /&gt; relação à imensa popularidade com que se (mal) acostumou. &lt;br /&gt; Somente então essa conversa sobre Plano B será para       &lt;br /&gt; valer. O mais provável é que, primeiro, o comando do      &lt;br /&gt; governo pense num choque de gestão: fazer as mesmas       &lt;br /&gt; coisas, sim, mas com mais competência gerencial. Serão    &lt;br /&gt; trocados alguns ministros (não os principais, ainda). Se  &lt;br /&gt; nada surtir efeito, virá o desespero em busca da pedra    &lt;br /&gt; filosofal do crescimento econômico, sabe-se lá por que    &lt;br /&gt; meios e a que preço.                                      &lt;br /&gt;                                                           &lt;br /&gt;                                                           &lt;br /&gt;                                                           &lt;br /&gt;                                                           &lt;br /&gt;                                                           &lt;br /&gt;                                                           &lt;br /&gt; CLÓVIS ROSSI -                                            &lt;br /&gt; http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz1303200304.htm &lt;br /&gt;                                                           &lt;br /&gt; E a "solucionática", companheiros?                        &lt;br /&gt;                                                           &lt;br /&gt;                                                           &lt;br /&gt; SÃO PAULO - Os brasileiros acabamos de ser informados de  &lt;br /&gt; que o PT passou praticamente toda a sua vida equivocado.  &lt;br /&gt; É a única conclusão possível a se tirar do mea culpa do   &lt;br /&gt; líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante, segundo   &lt;br /&gt; quem seu partido errou ao não ajudar a aprovar as         &lt;br /&gt; reformas propostas pelo governo Fernando Henrique         &lt;br /&gt; Cardoso.                                                  &lt;br /&gt; É importante deixar claro que tais reformas, com          &lt;br /&gt; diferenças apenas de matiz, estão na agenda tupiniquim    &lt;br /&gt; desde pelo menos o governo José Sarney. É igualmente      &lt;br /&gt; importante lembrar que o PT sempre se opôs a elas, não    &lt;br /&gt; apenas no governo FHC.                                    &lt;br /&gt; Tanto que o próprio Mercadante admite: "Se nosso discurso &lt;br /&gt; fosse tão bom, não teríamos perdido duas eleições"        &lt;br /&gt; (perderam três, na verdade).                              &lt;br /&gt; Se um partido confessa ter passado a maior parte da sua   &lt;br /&gt; vida enganado, como é que a gente pode acreditar que      &lt;br /&gt; agora, sim, esse partido descobriu a verdade, no muito    &lt;br /&gt; discutível pressuposto de que exista uma verdade única e  &lt;br /&gt; definitiva?                                               &lt;br /&gt; Não me venham, por favor, com a tolice de que as reformas &lt;br /&gt; -o novo bezerro de ouro- promoverão a felicidade nacional &lt;br /&gt; bruta e que, portanto, ao descobrir o valor delas, o PT   &lt;br /&gt; finalmente chegou à idade da razão.                       &lt;br /&gt; Só acredita nessa hipótese quem acha que as reformas são  &lt;br /&gt; o pote de ouro ao pé do arco-íris, o Santo Graal ou o     &lt;br /&gt; equivalente. Dois terços dos brasileiros não acreditam,   &lt;br /&gt; tanto que votaram em candidatos de oposição ao governo    &lt;br /&gt; que fez das reformas uma espécie de samba de uma nota só. &lt;br /&gt; Sem contar que boa parte do restante votou em um          &lt;br /&gt; candidato, José Serra, que não acreditava (e não          &lt;br /&gt; acredita) nas reformas como a pomada-maravilha, que       &lt;br /&gt; curará de Aids a pé-de-atleta.                            &lt;br /&gt; É sempre possível que todos esses brasileiros estejam     &lt;br /&gt; errados, como o PT agora diz que estava. Mas é igualmente &lt;br /&gt; possível que o PT apenas prove ser (ou ter sido) campeão  &lt;br /&gt; na hora de apontar a "problemática". Quando é preciso vir &lt;br /&gt; com a "solucionática", patina, tergiversa, pede calma dia &lt;br /&gt; sim, outro também, e faz mea culpa.                       &lt;br /&gt;                                                           &lt;br /&gt;                                                           &lt;br /&gt;                                                           &lt;br /&gt;                                                           &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                                          &lt;br /&gt;                                                                                                          &lt;br /&gt;                                                                                                          &lt;br /&gt;                                                                                                          &lt;br /&gt; Mangabeira Responde: Lula não está nem no governo nem no poder                                           &lt;br /&gt; 13/03/2003 - 12h44                                                                                       &lt;br /&gt;                                                                                                          &lt;br /&gt; http://noticias.uol.com.br/uolnews/tnm.htm?http:/noticias.uol.com.br/uolnews/entrevista/ult269u1057.jhtm &lt;br /&gt;                                                                                                          &lt;br /&gt; da Redação                                                                                               &lt;br /&gt; em São Paulo                                                                                             &lt;br /&gt;                                                                                                          &lt;br /&gt; O governo Lula da Silva não está nem no poder nem no governo. Assim, o filósofo Roberto Mangabeira       &lt;br /&gt; Unger, da Faculdade de Direito de Harvard, comenta recente declaração de frei Betto, assessor do         &lt;br /&gt; presidente, pela qual Lula estaria no governo, mas ainda não no poder. Para Mangabeira, o governo "não   &lt;br /&gt; tem projeto estratégico".                                                                                &lt;br /&gt;                                                                                                          &lt;br /&gt; Mangabeira diz que a ação do governo, até o momento, se resume em tomar medidas para reestabelecer a     &lt;br /&gt; confiança dos mercados e alimentar os famintos, mas que o programa Fome Zero é marcado por sua "inépcia  &lt;br /&gt; nas medidas emergenciais".                                                                               &lt;br /&gt;                                                                                                          &lt;br /&gt; Para Mangabeira, não há mistério para que o programa possa funcionar. Ele defende que há dois bolsões de &lt;br /&gt; miséria no Brasil, a zona rural e a periferia dos grandes centros urbanos. "Deve-se chegar lá (nesses    &lt;br /&gt; bolsões) com cheque, dinheiro vivo, sem condições de uso", diz. Mesmo assim, o filósofo acredita que     &lt;br /&gt; essas medidas emergenciais não desobrigam o governo de mudar a estrutura econômica do país, "que é o que &lt;br /&gt; foi prometido na campanha".                                                                              &lt;br /&gt;                                                                                                          &lt;br /&gt; Lula está fazendo tudo o que o mercado quer                                                              &lt;br /&gt;                                                                                                          &lt;br /&gt; Apesar da melhora dos indicadores da economia brasileira, como o dólar e o risco-Brasil, Mangabeira está &lt;br /&gt; pessimista com a política econômica do governo. "O mercado está melhor porque Lula faz tudo o que o      &lt;br /&gt; mercado quer. É a calmaria antes da tempestade. Mais cinco batalhas ganhas como essa e a gente perde a   &lt;br /&gt; guerra", comenta.                                                                                        &lt;br /&gt;                                                                                                          &lt;br /&gt; Para o professor, a atuação do governo compromete a estratégia de retomada do crescimento econômico do   &lt;br /&gt; Brasil e está "descolada das exigências da economia real".                                               &lt;br /&gt;                                                                                                          &lt;br /&gt; Mangabeira acredita que o presidente deveria "negociar com os empresários melhores condições de          &lt;br /&gt; investimentos no país, barganhar, sem romper contratos, a queda nas taxas de juros e o alongamento do    &lt;br /&gt; prazo da dívida, instalar algum controle de capitais, democratizar as condições de crédito e valorizar   &lt;br /&gt; os salários".                                                                                            &lt;br /&gt;                                                                                                          &lt;br /&gt; Governo investe contra o Estado de Direito ao investir contra reguladoras                                &lt;br /&gt;                                                                                                          &lt;br /&gt; Roberto Mangabeira Unger ainda critica a ação que o governo Lula ensaia para reduzir o poder das         &lt;br /&gt; agências reguladoras. Para ele, investir contra a independência das agências é investir contra o "Estado &lt;br /&gt; de Direito". "Agência tem que ser independente", diz.                                                    &lt;br /&gt;                                                                                                          &lt;br /&gt; "É a teologia da confusão. O governo precisa da mídia e do poder. O povo precisa de competência          &lt;br /&gt; transformadora", critica.                                                                                &lt;br /&gt;                                                                                                          &lt;br /&gt; Ele acredita que exista um "paradoxo" na situação. "O governo critica a terceirização do poder das       &lt;br /&gt; agências, mas terceiriza as políticas públicas para o mercado financeiro. Não há projeto estratégico, e  &lt;br /&gt; precisa ter já. O governo quer amealhar pesos para colocar no navio que está fazendo água", conclui.     &lt;br /&gt;                                                                                                          &lt;br /&gt;                                                                                                          &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                          &lt;br /&gt; Frei Betto não sabia sobre contas para doação            &lt;br /&gt; http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1303200317.htm &lt;br /&gt;                                                          &lt;br /&gt;                                                          &lt;br /&gt; DA REPORTAGEM LOCAL                                      &lt;br /&gt;                                                          &lt;br /&gt; Dois meses e meio após o início do governo, a equipe do  &lt;br /&gt; Fome Zero ainda não se entende sobre o programa. Até     &lt;br /&gt; anteontem, Frei Betto -assessor especial da Presidência  &lt;br /&gt; e coordenador do mutirão nacional de combate à fome-     &lt;br /&gt; desconhecia que o programa já dispunha de duas contas    &lt;br /&gt; correntes: uma no Banco do Brasil e outra na Caixa       &lt;br /&gt; Econômica Federal.                                       &lt;br /&gt; Frei Betto disse à imprensa que a burocracia estava      &lt;br /&gt; dificultando a abertura das contas e que elas seriam     &lt;br /&gt; abertas em abril. A conta da Caixa foi aberta em 27 de   &lt;br /&gt; janeiro, três dias antes do lançamento do programa. A do &lt;br /&gt; Banco do Brasil foi aberta em 3 de fevereiro.            &lt;br /&gt; No dia 24 de fevereiro, o presidente da Caixa, Jorge     &lt;br /&gt; Mattoso, já havia informado a criação da conta. Mas      &lt;br /&gt; disse que seu número não poderia ser divulgado até que   &lt;br /&gt; ele recebesse autorização da equipe do Mesa (Ministério  &lt;br /&gt; de Segurança Alimentar), de José Graziano.               &lt;br /&gt; Ontem, o Mesa informou que o número das contas não havia &lt;br /&gt; sido divulgado porque a equipe esperava confirmação do   &lt;br /&gt; início da operação da central de atendimento telefônico. &lt;br /&gt; As doações depositadas nas contas integrarão o Fundo de  &lt;br /&gt; Combate à Pobreza -para financiar as ações do Fome Zero. &lt;br /&gt; O número da conta da Caixa é agência 0647, conta 2003-3, &lt;br /&gt; titular: Operação 006. No Banco do Brasil: agência 1607  &lt;br /&gt; -1, conta 1002003-9, titular: Fome Zero. (GABRIELA       &lt;br /&gt; ATHIAS)                                                  &lt;br /&gt;                                                          &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                          &lt;br /&gt; PANORÂMICA                                               &lt;br /&gt;                                                          &lt;br /&gt; PT X PT -                                                &lt;br /&gt; http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1303200314.htm &lt;br /&gt;                                                          &lt;br /&gt; Lula age sob a ótica neoliberal, diz Comparato           &lt;br /&gt; Um dos principais intelectuais ligados ao PT, o advogado &lt;br /&gt; Fábio Konder Comparato fez duras críticas, em entrevista &lt;br /&gt; à revista "Caros Amigos" que circula hoje, à política    &lt;br /&gt; econômica e às propostas de reforma da Previdência.      &lt;br /&gt; "[Um] fato que me deixa muito perturbado é tratar        &lt;br /&gt; direitos fundamentais sob a ótica financeira do          &lt;br /&gt; capitalismo neoliberal [...]. O governo dos              &lt;br /&gt; trabalhadores ainda não entendeu que o direito à         &lt;br /&gt; previdência é um direito fundamental", afirma.           &lt;br /&gt; Para ele, o governo "usou a técnica do guarda-livros: "A &lt;br /&gt; previdência está endividando a nação, então precisamos   &lt;br /&gt; não consertar as falhas da previdência social, não       &lt;br /&gt; reconhecer a todos esse direito sagrado, mas             &lt;br /&gt; simplesmente equilibrar as finanças". Isso já não é mais &lt;br /&gt; pôr o carro adiante dos bois, é pôr o banqueiro e o      &lt;br /&gt; capital diante das pessoas humanas".                     &lt;br /&gt;                                                          &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                           &lt;br /&gt; ELIANE CANTANHÊDE  -                                      &lt;br /&gt; http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz1303200305.htm &lt;br /&gt;                                                           &lt;br /&gt; Fome e vontade de comer                                   &lt;br /&gt;                                                           &lt;br /&gt;                                                           &lt;br /&gt; BRASÍLIA - Os dias no governo do ministro José Graziano,  &lt;br /&gt; do Fome Zero, estão contados?                             &lt;br /&gt; Aparentemente, sim. Porque há petista discutindo até      &lt;br /&gt; nomes de substitutos. E -pasme!- o mais cotado não é de   &lt;br /&gt; nenhum deles. Quer dizer, de nenhum petista. Muito pelo   &lt;br /&gt; contrário. É o de Abílio Diniz.                           &lt;br /&gt; Poderoso da cadeia Pão de Açúcar, Diniz acaba de se       &lt;br /&gt; afastar da gerência direta dos negócios e está aí, cheio  &lt;br /&gt; de experiência para dar. Principalmente de distribuição   &lt;br /&gt; de alimentos, uma das chaves do Fome Zero.                &lt;br /&gt; A alternativa Graziano versus Diniz (ou alguém com o      &lt;br /&gt; perfil de Diniz) é exatamente a alternativa entre o       &lt;br /&gt; afetivo e o pragmático. Lembremos que Lula é muito        &lt;br /&gt; afetivo em essência, mas tem procurado ser pragmático     &lt;br /&gt; como presidente.                                          &lt;br /&gt; Graziano é um belo sujeito, velho petista, ligado a Lula, &lt;br /&gt; com perfil intelectual e cheio de boas idéias e boas      &lt;br /&gt; intenções. À sua imagem e semelhança, o Fome Zero -menina &lt;br /&gt; dos olhos de Lula- se transformou num amontoado de belos  &lt;br /&gt; projetos isolados que não configuram um todo.             &lt;br /&gt; Em defesa dele, são só 70 dias. Até agora, ninguém sabe   &lt;br /&gt; de conta para depósito, não há onde estocar, quem quiser  &lt;br /&gt; enviar pequenas quantias do exterior não tem como. O      &lt;br /&gt; símbolo da falta de praticidade: os R$ 50 mil da Gisele   &lt;br /&gt; Bündchen, tão badalados, nunca passaram de gorjeta não    &lt;br /&gt; depositada. Ou seja, de não-gorjeta.                      &lt;br /&gt; Ao contrário, Diniz é um homem sobretudo prático e de um  &lt;br /&gt; mundo hiperprático, capaz de desenhar rapidamente um      &lt;br /&gt; projeto sistematizado, com cronologia: com início, meio e &lt;br /&gt; fim, aproveitando recursos, cadastros e equipes           &lt;br /&gt; existentes. E, como homem do capital, é ótimo ímã para    &lt;br /&gt; atrair verbas para a empreitada.                          &lt;br /&gt; Agora, é saber se Lula topa mesmo a mudança e prever como &lt;br /&gt; reagiriam não só Heloísa Helena, Luciana Genro e Babá,    &lt;br /&gt; mas aquela boa parte de petistas que considera a cota     &lt;br /&gt; capitalista já esgotada com Meirelles, Furlan e Roberto   &lt;br /&gt; Rodrigues.                                                &lt;br /&gt; A questão, portanto, é entre coração e mente, entre       &lt;br /&gt; criador e criatura. Com a palavra, Lula.                  &lt;br /&gt;                                                           &lt;br /&gt;                                                           &lt;br /&gt;                                                           &lt;br /&gt;                                                           &lt;br /&gt;                                                           &lt;br /&gt;                                                           &lt;br /&gt;                                                           &lt;br /&gt;                                                           &lt;br /&gt;                                                           &lt;br /&gt; AGENDA PETISTA                                            &lt;br /&gt;                                                           &lt;br /&gt; Liberação de R$ 1,4 bilhão prometida a prefeitos virá do  &lt;br /&gt; FGTS                                                      &lt;br /&gt;                                                           &lt;br /&gt; Lula anuncia recurso que já estava previsto em dezembro   &lt;br /&gt;                                                           &lt;br /&gt;                                                           &lt;br /&gt; SÍLVIA MUGNATTO                                           &lt;br /&gt; DA SUCURSAL DE BRASÍLIA                                   &lt;br /&gt;                                                           &lt;br /&gt; A liberação de R$ 1,4 bilhão do FGTS (Fundo de Garantia   &lt;br /&gt; do Tempo de Serviço) para projetos de saneamento básico,  &lt;br /&gt; anunciada anteontem pelo presidente Luiz Inácio Lula da   &lt;br /&gt; Silva, foi decidida em 26 de dezembro de 2002 pelo        &lt;br /&gt; Conselho Curador do Fundo.                                &lt;br /&gt; No final do ano passado, o conselho aprovou a liberação   &lt;br /&gt; de R$ 4,5 bilhões neste ano, sendo que R$ 3,1 bilhões     &lt;br /&gt; estão destinados ao setor habitacional e o restante para  &lt;br /&gt; saneamento.                                               &lt;br /&gt; Lula prometeu, na 6ª Marcha a Brasília em Defesa dos      &lt;br /&gt; Municípios, em discurso a prefeitos de todo o país, uma   &lt;br /&gt; maior "fatia" dos recursos arrecadados pelo governo para  &lt;br /&gt; os municípios. Ele apelou para que os prefeitos           &lt;br /&gt; compreendam a situação herdada, que torna, segundo ele,   &lt;br /&gt; "humanamente impossível" promover com pressa as mudanças  &lt;br /&gt; prometidas.                                               &lt;br /&gt; No evento, de concreto, Lula anunciou o investimento de R &lt;br /&gt; $ 1,4 bilhão de recursos da Caixa Econômica Federal em    &lt;br /&gt; saneamento e infra-estrutura e a retomada de 1.674 obras  &lt;br /&gt; paralisadas, o que agradou ao público.                    &lt;br /&gt; Apesar da disposição do governo de emprestar o dinheiro,  &lt;br /&gt; a Folha apurou que a dificuldade para a liberação dos     &lt;br /&gt; recursos é o cumprimento da meta fiscal acertada com o    &lt;br /&gt; FMI (Fundo Monetário Internacional). No Ministério da     &lt;br /&gt; Fazenda, os técnicos estudam como poderá ser efetivada a  &lt;br /&gt; liberação.                                                &lt;br /&gt; Desde 2000, embora os orçamentos do FGTS sejam            &lt;br /&gt; bilionários, a contratação com recursos do Fundo atingiu  &lt;br /&gt; valores muito baixos porque o CMN (Conselho Monetário     &lt;br /&gt; Nacional) vem limitando o montante de empréstimos que     &lt;br /&gt; Estados e municípios podem buscar nos bancos. A           &lt;br /&gt; contratação do FGTS é feita pela Caixa Econômica Federal. &lt;br /&gt; Ao gastar o dinheiro dos empréstimos, governadores e      &lt;br /&gt; prefeitos reduzem seu superávit primário (receitas        &lt;br /&gt; maiores que despesas, exceto despesas com juros) porque   &lt;br /&gt; os investimentos realizados exigem novas despesas. Para   &lt;br /&gt; este ano, o governo espera que Estados e municípios       &lt;br /&gt; economizem R$ 17,6 bilhões dos R$ 68 bilhões acertados    &lt;br /&gt; com o FMI.                                                &lt;br /&gt; "O presidente certamente determinou à equipe econômica a  &lt;br /&gt; remoção dos obstáculos para a utilização desses recursos. &lt;br /&gt; É importante o superávit primário, mas os setores de      &lt;br /&gt; habitação e saneamento geram empregos e renda", disse o   &lt;br /&gt; secretário nacional de Saneamento Ambiental do Ministério &lt;br /&gt; das Cidades, Abelardo Oliveira Filho. Além da barreira    &lt;br /&gt; imposta pelo CMN, existem Estados e municípios que não    &lt;br /&gt; podem pedir emprestado porque estão acima dos limites de  &lt;br /&gt; endividamento impostos pelo Senado.                       &lt;br /&gt; Além de demonstrar que têm capacidade de endividamento,   &lt;br /&gt; esses governos também precisam cumprir a Lei de           &lt;br /&gt; Responsabilidade Fiscal (obedecer ao teto de gastos com   &lt;br /&gt; pessoal, por exemplo). Outro requisito é estar em dia com &lt;br /&gt; os pagamentos de tributos federais. No Banco Central já   &lt;br /&gt; existe uma fila de pedidos de empréstimos bancários no    &lt;br /&gt; valor de R$ 2,8 bilhões. No final do ano passado, o CMN   &lt;br /&gt; permitiu a contratação de mais R$ 200 milhões pelos       &lt;br /&gt; municípios, mas o novo limite já se esgotou.              &lt;br /&gt; Para privilegiar os projetos de saneamento, o CMN poderá  &lt;br /&gt; criar uma liberação específica para esse tipo de projeto. &lt;br /&gt; Para os Estados e municipais que estão no limite de       &lt;br /&gt; endividamento, Oliveira informou que estão sendo          &lt;br /&gt; estudadas alternativas como a criação de um fundo de aval &lt;br /&gt; que garanta o pagamento dos empréstimos.                  &lt;br /&gt;                                                           &lt;br /&gt;                                                           &lt;br /&gt;                                                           &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                          &lt;br /&gt; AGENDA PETISTA -                                         &lt;br /&gt; http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1303200309.htm &lt;br /&gt;                                                          &lt;br /&gt; Liberação de R$ 1,4 bilhão prometida a prefeitos virá do &lt;br /&gt; FGTS                                                     &lt;br /&gt;                                                          &lt;br /&gt; Lula anuncia recurso que já estava previsto em dezembro  &lt;br /&gt;                                                          &lt;br /&gt;                                                          &lt;br /&gt; SÍLVIA MUGNATTO                                          &lt;br /&gt; DA SUCURSAL DE BRASÍLIA                                  &lt;br /&gt;                                                          &lt;br /&gt; A liberação de R$ 1,4 bilhão do FGTS (Fundo de Garantia  &lt;br /&gt; do Tempo de Serviço) para projetos de saneamento básico, &lt;br /&gt; anunciada anteontem pelo presidente Luiz Inácio Lula da  &lt;br /&gt; Silva, foi decidida em 26 de dezembro de 2002 pelo       &lt;br /&gt; Conselho Curador do Fundo.                               &lt;br /&gt; No final do ano passado, o conselho aprovou a liberação  &lt;br /&gt; de R$ 4,5 bilhões neste ano, sendo que R$ 3,1 bilhões    &lt;br /&gt; estão destinados ao setor habitacional e o restante para &lt;br /&gt; saneamento.                                              &lt;br /&gt; Lula prometeu, na 6ª Marcha a Brasília em Defesa dos     &lt;br /&gt; Municípios, em discurso a prefeitos de todo o país, uma  &lt;br /&gt; maior "fatia" dos recursos arrecadados pelo governo para &lt;br /&gt; os municípios. Ele apelou para que os prefeitos          &lt;br /&gt; compreendam a situação herdada, que torna, segundo ele,  &lt;br /&gt; "humanamente impossível" promover com pressa as mudanças &lt;br /&gt; prometidas.                                              &lt;br /&gt; No evento, de concreto, Lula anunciou o investimento de  &lt;br /&gt; R$ 1,4 bilhão de recursos da Caixa Econômica Federal em  &lt;br /&gt; saneamento e infra-estrutura e a retomada de 1.674 obras &lt;br /&gt; paralisadas, o que agradou ao público.                   &lt;br /&gt; Apesar da disposição do governo de emprestar o dinheiro, &lt;br /&gt; a Folha apurou que a dificuldade para a liberação dos    &lt;br /&gt; recursos é o cumprimento da meta fiscal acertada com o   &lt;br /&gt; FMI (Fundo Monetário Internacional). No Ministério da    &lt;br /&gt; Fazenda, os técnicos estudam como poderá ser efetivada a &lt;br /&gt; liberação.                                               &lt;br /&gt; Desde 2000, embora os orçamentos do FGTS sejam           &lt;br /&gt; bilionários, a contratação com recursos do Fundo atingiu &lt;br /&gt; valores muito baixos porque o CMN (Conselho Monetário    &lt;br /&gt; Nacional) vem limitando o montante de empréstimos que    &lt;br /&gt; Estados e municípios podem buscar nos bancos. A          &lt;br /&gt; contratação do FGTS é feita pela Caixa Econômica         &lt;br /&gt; Federal.                                                 &lt;br /&gt; Ao gastar o dinheiro dos empréstimos, governadores e     &lt;br /&gt; prefeitos reduzem seu superávit primário (receitas       &lt;br /&gt; maiores que despesas, exceto despesas com juros) porque  &lt;br /&gt; os investimentos realizados exigem novas despesas. Para  &lt;br /&gt; este ano, o governo espera que Estados e municípios      &lt;br /&gt; economizem R$ 17,6 bilhões dos R$ 68 bilhões acertados   &lt;br /&gt; com o FMI.                                               &lt;br /&gt; "O presidente certamente determinou à equipe econômica a &lt;br /&gt; remoção dos obstáculos para a utilização desses          &lt;br /&gt; recursos. É importante o superávit primário, mas os      &lt;br /&gt; setores de habitação e saneamento geram empregos e       &lt;br /&gt; renda", disse o secretário nacional de Saneamento        &lt;br /&gt; Ambiental do Ministério das Cidades, Abelardo Oliveira   &lt;br /&gt; Filho. Além da barreira imposta pelo CMN, existem        &lt;br /&gt; Estados e municípios que não podem pedir emprestado      &lt;br /&gt; porque estão acima dos limites de endividamento impostos &lt;br /&gt; pelo Senado.                                             &lt;br /&gt; Além de demonstrar que têm capacidade de endividamento,  &lt;br /&gt; esses governos também precisam cumprir a Lei de          &lt;br /&gt; Responsabilidade Fiscal (obedecer ao teto de gastos com  &lt;br /&gt; pessoal, por exemplo). Outro requisito é estar em dia    &lt;br /&gt; com os pagamentos de tributos federais. No Banco Central &lt;br /&gt; já existe uma fila de pedidos de empréstimos bancários   &lt;br /&gt; no valor de R$ 2,8 bilhões. No final do ano passado, o   &lt;br /&gt; CMN permitiu a contratação de mais R$ 200 milhões pelos  &lt;br /&gt; municípios, mas o novo limite já se esgotou.             &lt;br /&gt; Para privilegiar os projetos de saneamento, o CMN poderá &lt;br /&gt; criar uma liberação específica para esse tipo de         &lt;br /&gt; projeto. Para os Estados e municipais que estão no       &lt;br /&gt; limite de endividamento, Oliveira informou que estão     &lt;br /&gt; sendo estudadas alternativas como a criação de um fundo  &lt;br /&gt; de aval que garanta o pagamento dos empréstimos.         &lt;br /&gt;                                                          &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                          &lt;br /&gt; AGENDA PETISTA -                                         &lt;br /&gt; http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1303200302.htm &lt;br /&gt;                                                          &lt;br /&gt; PFL e PSDB trancam pauta e adiam a eleição do Conselho   &lt;br /&gt; de Ética                                                 &lt;br /&gt;                                                          &lt;br /&gt; Oposição impõe duas derrotas ao governo Lula no          &lt;br /&gt; Congresso                                                &lt;br /&gt;                                                          &lt;br /&gt; DA SUCURSAL DE BRASÍLIA                                  &lt;br /&gt;                                                          &lt;br /&gt; Em ação coordenada, PFL, PSDB e o PMDB impuseram ontem   &lt;br /&gt; duas derrotas ao governo no Congresso. A principal foi   &lt;br /&gt; uma manobra articulada pelo PFL no Senado que bloqueou,  &lt;br /&gt; ao menos por mais um dia, o início da investigação sobre &lt;br /&gt; o suposto envolvimento do senador Antonio Carlos         &lt;br /&gt; Magalhães em espionagem política contra seus             &lt;br /&gt; adversários.                                             &lt;br /&gt; Na Câmara, PFL e PSDB também conseguiram adiar a votação &lt;br /&gt; da medida provisória 79, sobre futebol, o que manteve    &lt;br /&gt; obstruída a pauta de votação. Mas o principal movimento  &lt;br /&gt; político do dia se deu na sessão do Senado para votar a  &lt;br /&gt; MP 77, que trata da renegociação de dívidas de           &lt;br /&gt; agricultores.                                            &lt;br /&gt; Enquanto a MP 77 não for votada, o Senado não passa para &lt;br /&gt; o item seguinte da pauta, a eleição de nove novos        &lt;br /&gt; integrantes do Conselho de Ética, palco da investigação  &lt;br /&gt; das acusações que pesam contra ACM. Ao PFL interessa     &lt;br /&gt; ganhar tempo para tentar compor uma saída política para  &lt;br /&gt; o senador, mas o fato é que a renegociação de dívidas    &lt;br /&gt; agrícolas é sempre fator de polêmica no Congresso.       &lt;br /&gt; O PT quer limitar a renegociação das dívidas aos         &lt;br /&gt; pequenos agricultores; os congressistas gostariam de     &lt;br /&gt; ampliar o universo dos devedores. Juntaram-se a isso a   &lt;br /&gt; intenção do PFL de preservar ACM e a vontade do PSDB em  &lt;br /&gt; afinar sua parceria com os pefelistas.                   &lt;br /&gt; Mesmo com a aliança PSDB-PFL, o governo poderia votar e  &lt;br /&gt; aprovar a MP -e desobstruir a pauta- se contasse com o   &lt;br /&gt; apoio do PMDB. O partido está dividido em relação ao     &lt;br /&gt; processo contra ACM, mas quer participar do governo      &lt;br /&gt; ocupando um ou mais postos no ministério de Lula.        &lt;br /&gt; Para mostrar que seus 20 senadores são indispensáveis    &lt;br /&gt; para o governo ter maioria no Senado, decidiu fazer      &lt;br /&gt; corpo mole e apoiar o adiamento. Estava acertado         &lt;br /&gt; tacitamente com PFL e PSDB.                              &lt;br /&gt; Nos últimos dias, passou a dizer que apoiará as reformas &lt;br /&gt; de Lula, mas que prefere se manter independente. É outra &lt;br /&gt; forma de pressão por uma definição sobre a participação  &lt;br /&gt; no governo. "Posição independente" significa só que      &lt;br /&gt; deputados e senadores negociarão seus votos a cada       &lt;br /&gt; votação.                                                 &lt;br /&gt; O líder do PFL, José Agripino (RN), foi quem desencadeou &lt;br /&gt; a operação que manteve obstruída a pauta de votação do   &lt;br /&gt; Senado. Ele desconsiderou acordo feito entre os líderes  &lt;br /&gt; do governo, Aloizio Mercadante (PT-SP), e dos outros     &lt;br /&gt; partidos, e pediu adiamento da votação da medida         &lt;br /&gt; provisória que permite a repactuação das dívidas dos     &lt;br /&gt; pequenos agricultores do semi-árido nordestino.          &lt;br /&gt; A suspeita de que o PFL agiu para proteger ACM foi       &lt;br /&gt; verbalizada no plenário pelo líder do PT, Tião Viana     &lt;br /&gt; (AC), e provocou reação dos líderes do PSDB e PMDB, além &lt;br /&gt; de uma cizânia entre os tucanos. "Pode haver uma         &lt;br /&gt; insinuação perigosa sobre esse procedimento", afirmou    &lt;br /&gt; Viana, ao microfone. "Se nós deixarmos essa situação     &lt;br /&gt; nebulosa, vai haver uma relação indireta com a eleição   &lt;br /&gt; do Conselho de Ética", completou.                        &lt;br /&gt; O comportamento do senador Jonas Pinheiro (PFL-MT),      &lt;br /&gt; relator da medida provisória da dívida dos pequenos      &lt;br /&gt; agricultores, deixou clara a motivação política do líder &lt;br /&gt; do seu partido: leu seu relatório na íntegra, depois de  &lt;br /&gt; Agripino ter dito que o parecer não estava pronto e que  &lt;br /&gt; o relator precisaria de mais tempo para concluí-lo.      &lt;br /&gt; Esse, aliás, foi um dos argumentos usados por Agripino   &lt;br /&gt; para obter apoio dos líderes do PSDB, Arthur Virgílio    &lt;br /&gt; (AM), e do PMDB, Renan Calheiros (AL), para o adiamento. &lt;br /&gt; A votação da MP foi transferida para hoje.               &lt;br /&gt;                                                          &lt;br /&gt; Câmara                                                   &lt;br /&gt; Usando as ferramentas instrumentais que foram uma das    &lt;br /&gt; marcas registradas do PT nas últimas legislaturas,       &lt;br /&gt; pefelistas e tucanos na Câmara tentam deixar claro que,  &lt;br /&gt; apesar do discurso favorável às reformas, são oposição.  &lt;br /&gt; A MP 79, que trata de assuntos relativos ao futebol,     &lt;br /&gt; tranca a pauta desde anteontem. No final da manhã, o     &lt;br /&gt; governo anunciou que havia conseguido um acordo entre a  &lt;br /&gt; base aliada e a oposição para a votação à tarde, o que   &lt;br /&gt; livraria a pauta para as demais votações.                &lt;br /&gt; Durante a sessão plenária, porém, os líderes do PFL e do &lt;br /&gt; PSDB tentaram aprovar requerimento retirando a MP da     &lt;br /&gt; pauta sob o argumento de que ela precisaria ser melhor   &lt;br /&gt; discutida.                                               &lt;br /&gt; O requerimento foi à votação e a oposição perdeu por 279 &lt;br /&gt; votos a 105. Devido a isso, a liderança do PFL usou de   &lt;br /&gt; seu direito regimental de solicitar o adiamento, por uma &lt;br /&gt; sessão, da análise de MP. (RAQUEL ULHÔA, RAYMUNDO COSTA  &lt;br /&gt; E RANIER BRAGON)                                         &lt;br /&gt;                                                          &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                           &lt;br /&gt; AUTOCRÍTICA PETISTA                                       &lt;br /&gt; http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz1303200301.htm &lt;br /&gt;                                                           &lt;br /&gt;                                                           &lt;br /&gt; A autocrítica é uma prática recorrente na história        &lt;br /&gt; mundial da esquerda. Positiva em sua essência, ela nem    &lt;br /&gt; sempre se caracterizou pela sinceridade. Nem por isso     &lt;br /&gt; deve ser menosprezada a atitude de alguns dirigentes      &lt;br /&gt; petistas, no Congresso e no governo, que reconheceram ter &lt;br /&gt; errado ao não apoiar reformas propostas por Fernando      &lt;br /&gt; Henrique Cardoso e que agora o presidente Luiz Inácio     &lt;br /&gt; Lula da Silva se esforça por aprovar, a fim de remover    &lt;br /&gt; entraves ao crescimento da economia.                      &lt;br /&gt; Ao reconhecer o erro, entretanto, o alto escalão          &lt;br /&gt; governista dá margem a que se julgue que o PT agiu no     &lt;br /&gt; passado por oportunismo político, e não por convicção     &lt;br /&gt; sincera. O que se espera é que agora não deixe no ar a    &lt;br /&gt; mesma suspeita, e que seu objetivo seja maior do que      &lt;br /&gt; garantir a adesão do PSDB e do PFL a suas propostas. Uma  &lt;br /&gt; indicação mais concreta de que a mudança de posição       &lt;br /&gt; estaria consolidada poderá vir da reunião do Diretório    &lt;br /&gt; Nacional petista, no sábado, quando se espera que as      &lt;br /&gt; políticas do governo sejam referendadas.                  &lt;br /&gt; É verdade, como disse o líder no Senado, Aloizio          &lt;br /&gt; Mercadante, que os petistas, na época minoritários no     &lt;br /&gt; Congresso, não podem ser inteiramente responsabilizados   &lt;br /&gt; pelo fracasso das reformas da Previdência e tributária.   &lt;br /&gt; Neste último caso, é certo que faltou empenho do governo  &lt;br /&gt; passado, mas na questão previdenciária a agressividade da &lt;br /&gt; antiga bancada oposicionista contribuiu em muito para     &lt;br /&gt; tornar mais denso o clima negativo que impediu a          &lt;br /&gt; aprovação de mudanças nas regras de aposentadoria dos     &lt;br /&gt; servidores públicos.                                      &lt;br /&gt; O governo deve ainda à opinião pública um posicionamento  &lt;br /&gt; mais claro em relação aos juros. Durante muito tempo, os  &lt;br /&gt; petistas disseram que baixar a taxa básica dependia de    &lt;br /&gt; "vontade política". Agora, não basta colocar a culpa na   &lt;br /&gt; herança econômica que receberam, sob o risco de ficarem   &lt;br /&gt; expostos à acusação de que teriam praticado estelionato   &lt;br /&gt; eleitoral.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5126612-90686127?l=2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90686127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90686127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://2006.blogspot.com/2003_03_09_archive.html#90686127' title=''/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143876075873368521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5126612.post-90686004</id><published>2003-03-13T19:15:00.000-08:00</published><updated>2003-03-13T19:15:28.076-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>da série: está chegando a hora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gilberto Dimenstein: PT analisa demissão de Graziano 13/03/2003 &lt;br /&gt;http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/ult508u110.shtml&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse a vários de seus assessores estar incomodado com o desgaste sofrido pela Campanha Fome Zero, administrada pelo economista José Graziano. Ele se mostrou aberto à discussão de novos nomes ainda este mês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Lula, a campanha da fome é, simbolicamente, a marca social de seu governo, já que o crescimento econômico e aumento de emprego demoram algum tempo até aparecerem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria na eficiência (e na visibilidade) do combate à desnutrição que apareceria, para a opinião pública, o compromisso de reduzir a exclusão social. Lula acredita que o desgate do plano significa o desgate dele próprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lula e seu chefe de Gabinete Civil, José Dirceu, acreditam que o responsável pelo programa deve ter um perfil executivo, capaz de pensar como o alimento pode chegar rapidamente aos mais pobres -e, ao mesmo tempo, coordenar ações com os demais ministérios, o que exige uma liderança. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5126612-90686004?l=2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90686004'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90686004'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://2006.blogspot.com/2003_03_09_archive.html#90686004' title=''/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143876075873368521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5126612.post-90626849</id><published>2003-03-12T19:20:00.000-08:00</published><updated>2003-03-12T19:20:00.950-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>da série: já sobrou pra nós&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CARGA PESADA                                          &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt; Conta leva em consideração tributos pagos pelo        &lt;br /&gt; empregado e pelos empregadores; só Dinamarca supera   &lt;br /&gt; Brasil                                                &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt; Impostos sobre salários chegam a 41,7%                &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt; FÁTIMA FERNANDES                                      &lt;br /&gt; DA REPORTAGEM LOCAL                                   &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt; A carga tributária que incide sobre os salários dos   &lt;br /&gt; trabalhadores brasileiros -de 41,7%- é a segunda      &lt;br /&gt; maior de um ranking de 26 países. Só perde para a da  &lt;br /&gt; Dinamarca, de 43,1%.                                  &lt;br /&gt; Essa conta leva em consideração os tributos pagos     &lt;br /&gt; pelo empregado (Imposto de Renda e INSS) e pelo       &lt;br /&gt; empregador (INSS, FGTS, sistema S, salário educação   &lt;br /&gt; etc.).                                                &lt;br /&gt; Isso foi o que constatou o Instituto Brasileiro de    &lt;br /&gt; Planejamento Tributário (IBPT) na segunda fase de um  &lt;br /&gt; estudo que faz a radiografia da tributação no Brasil. &lt;br /&gt; No mês passado, o instituto divulgou que o Brasil     &lt;br /&gt; ultrapassou a Suíça na arrecadação de impostos, com   &lt;br /&gt; participação de 36,45% sobre o PIB (Produto Interno   &lt;br /&gt; Bruto). Na Suíça, esse percentual foi 34,5% em 2000.  &lt;br /&gt; Além de alta, a carga tributária brasileira não pára  &lt;br /&gt; de crescer, informa o IBPT. Em 2000, os tributos      &lt;br /&gt; incidentes sobre os salários correspondiam a 40,89%   &lt;br /&gt; -percentual menor, portanto, do que os 41,7% de 2002. &lt;br /&gt; "Isso é um absurdo. De cada R$ 1.000 do salário do    &lt;br /&gt; trabalhador, o governo fica com R$ 41,70", afirma     &lt;br /&gt; Gilberto Luiz do Amaral, coordenador do estudo. Na    &lt;br /&gt; Bélgica e na Alemanha, esse percentual é de cerca de  &lt;br /&gt; 41%. Na Finlândia e na Polônia, de 31%. Na Argentina, &lt;br /&gt; de 25,7%. No México, de 9,1%.                         &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt; Injustiça no consumo                                  &lt;br /&gt; A injustiça tributária, segundo o estudo, também foi  &lt;br /&gt; constatada por faixa salarial. Quem ganha até dois    &lt;br /&gt; salários mínimos (até R$ 400) paga em média 24,25% de &lt;br /&gt; tributos sobre o que consome. Esse percentual vai     &lt;br /&gt; diminuindo à medida que o salário sobe. Quem ganha    &lt;br /&gt; acima de 50 salários mínimos (mais de R$ 10 mil) paga &lt;br /&gt; 17,11%. Os impostos aqui considerados são ICMS, IPI,  &lt;br /&gt; ISS, PIS e CPMF sobre os produtos.                    &lt;br /&gt; No estudo do IBPT, o consumidor brasileiro chega a    &lt;br /&gt; pagar até 87,91% de imposto em alguns itens -é o caso &lt;br /&gt; do fumo. Nos produtos de higiene pessoal, a carga     &lt;br /&gt; tributária é de 59,57%. No vestuário, de 30,75%. Na   &lt;br /&gt; alimentação e na habitação, de 21%.                   &lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt; Alimentação                                           &lt;br /&gt; O percentual de 21,75% de tributos sobre a            &lt;br /&gt; alimentação, diz Amaral, é o mais alto do mundo. Nos  &lt;br /&gt; produtos da cesta básica, a média entre os países     &lt;br /&gt; pesquisados é de 8%. No Brasil, é de 18%.             &lt;br /&gt; "Esse quadro é assombroso. Classes de menor poder     &lt;br /&gt; aquisitivo pagam imposto de países de Primeiro Mundo. &lt;br /&gt; Já os mais ricos pagam imposto de paraíso fiscal."    &lt;br /&gt; O IBPT constatou que os tributos sobre bens e         &lt;br /&gt; serviços representam 48,32% da arrecadação tributária &lt;br /&gt; brasileira, que foi de R$ 476,5 bilhões no ano        &lt;br /&gt; passado. Os tributos sobre os salários representaram  &lt;br /&gt; 27,42%; capital e demais rendas, 16,48%; patrimônio,  &lt;br /&gt; 3,41% e comércio exterior, 1,67%.                     &lt;br /&gt; A tributação sobre bens, serviços e salários          &lt;br /&gt; corresponde a 75,7% de toda a arrecadação fiscal      &lt;br /&gt; brasileira. Isso quer dizer, segundo Amaral, que a    &lt;br /&gt; renda e o consumo estão comprometidos. "Isso explica  &lt;br /&gt; a concentração de renda no país. O pior é que essa    &lt;br /&gt; injustiça tributária só piora no Brasil."             &lt;br /&gt; Se a carga tributária incidente sobre os salários     &lt;br /&gt; caísse de 41,7% para 30% e sobre o faturamento das    &lt;br /&gt; empresas caísse dos atuais 33,05% para 25%, pelo      &lt;br /&gt; menos 10 milhões de trabalhadores sairiam da          &lt;br /&gt; informalidade.                                        &lt;br /&gt; Para fazer a radiografia da tributação no país, o     &lt;br /&gt; IBPT utilizou dados da Receita, da Caixa Econômica    &lt;br /&gt; Federal, do Confaz, de associações de municípios e do &lt;br /&gt; IBGE.                                                 &lt;br /&gt;                                                      &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5126612-90626849?l=2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90626849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90626849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://2006.blogspot.com/2003_03_09_archive.html#90626849' title=''/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143876075873368521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5126612.post-90626656</id><published>2003-03-12T19:16:00.000-08:00</published><updated>2003-03-12T19:16:32.746-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>da série: o tempo é o senhor da razão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AGENDA PETISTA                                           &lt;br /&gt;                                                          &lt;br /&gt; http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1203200308.htm &lt;br /&gt;                                                          &lt;br /&gt; Mercadante elogia "grande contribuição" do governo       &lt;br /&gt; anterior                                                 &lt;br /&gt;                                                          &lt;br /&gt; PT reconhece ter errado ao não apoiar reformas de FHC    &lt;br /&gt;                                                          &lt;br /&gt;                                                          &lt;br /&gt; GUSTAVO PATÚ                                             &lt;br /&gt; SÍLVIA MUGNATTO                                          &lt;br /&gt; DA SUCURSAL DE BRASÍLIA                                  &lt;br /&gt;                                                          &lt;br /&gt;                                                          &lt;br /&gt; O governo assumiu ontem o que considerou erros do PT nos &lt;br /&gt; tempos de oposição e elogiou propostas da gestão         &lt;br /&gt; anterior, de Fernando Henrique Cardoso, numa estratégia  &lt;br /&gt; para consolidar o apoio do PSDB e do PFL às reformas     &lt;br /&gt; previdenciária e tributária.                             &lt;br /&gt; Quem desenvolveu o novo discurso com maior eloquência    &lt;br /&gt; foi o líder do governo no Congresso, senador Aloizio     &lt;br /&gt; Mercadante (PT-SP), durante sessão da Comissão de        &lt;br /&gt; Assuntos Econômicos convocada para ouvir os ministros    &lt;br /&gt; Antonio Palocci Filho (Fazenda) e Guido Mantega          &lt;br /&gt; (Planejamento).                                          &lt;br /&gt; "A oposição [na época de FHC] não ajudou a aprovar as    &lt;br /&gt; reformas -e errou", disse Mercadante, mesmo ressalvando  &lt;br /&gt; que, minoritários no Congresso, os partidos              &lt;br /&gt; oposicionistas de então não podem ser responsabilizados  &lt;br /&gt; pelo fracasso das reformas.                              &lt;br /&gt; A intervenção de Mercadante teve o objetivo de           &lt;br /&gt; interromper uma polêmica que se iniciava entre os dois   &lt;br /&gt; ministros presentes e o líder do PSDB no Senado, Arthur  &lt;br /&gt; Virgílio (AM). Os dois lados trocavam acusações por      &lt;br /&gt; causa da crise econômica.                                &lt;br /&gt; Seguia-se um roteiro que se repete desde a vitória de    &lt;br /&gt; Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais:    &lt;br /&gt; tucanos e pefelistas apontam que o PT foi contra a       &lt;br /&gt; política econômica e as reformas, em especial a da       &lt;br /&gt; Previdência; os petistas relembram o crescimento da      &lt;br /&gt; dívida pública e a falta de empenho de FHC na aprovação  &lt;br /&gt; da reforma tributária.                                   &lt;br /&gt; "Em vez de ficar buscando responsabilidades, temos de    &lt;br /&gt; discutir o que tem de ser feito", disse Mercadante, que  &lt;br /&gt; assumiu sem meias palavras a revisão do pensamento do    &lt;br /&gt; PT. "Se nosso discurso fosse tão bom, não teríamos       &lt;br /&gt; perdido duas eleições." E foi além, ao dizer que         &lt;br /&gt; "seguramente o governo anterior deu uma grande           &lt;br /&gt; contribuição à agenda do país", referindo-se às reformas &lt;br /&gt; propostas.                                               &lt;br /&gt; A estratégia é clara: busca-se esvaziar a única tecla    &lt;br /&gt; que a oposição a Lula achou para bater até o momento.    &lt;br /&gt; Como PSDB e PFL não podem se opor às reformas que        &lt;br /&gt; defenderam no passado, apontam as incoerências dos       &lt;br /&gt; petistas.                                                &lt;br /&gt; Palocci, muito cobrado pelos senadores, também fez a sua &lt;br /&gt; autocrítica explícita. "Tenho tranquilidade em assumir   &lt;br /&gt; meus erros. Não fico ressaltando isso para não tirar     &lt;br /&gt; assunto da oposição", disse. Mantega foi um pouco mais   &lt;br /&gt; relutante: "Admito e me redimo dos meus erros assim que  &lt;br /&gt; for necessário".                                         &lt;br /&gt; Apesar de tucanos e pefelistas insistirem nas críticas,  &lt;br /&gt; a atitude governista surtiu efeitos -houve elogios aos   &lt;br /&gt; ministros e promessas de apoio às reformas.              &lt;br /&gt; "Não estou aqui para discutir os erros do passado; o que &lt;br /&gt; nós temos de evitar são os erros do presente e do        &lt;br /&gt; futuro", disse Romero Jucá (PSDB-RR), praticamente       &lt;br /&gt; repetindo Mercadante.                                    &lt;br /&gt; O presidente do PFL, Jorge Bornhausen (SC), se disse     &lt;br /&gt; favorável à proposta de reforma tributária, mencionando  &lt;br /&gt; apenas a preocupação -que seu partido elegeu como        &lt;br /&gt; plataforma no Congresso- "com o contribuinte". Palocci   &lt;br /&gt; concordou. A pedido de Mercadante, o ministro expôs, com &lt;br /&gt; mais detalhes, o projeto do governo para alterar o       &lt;br /&gt; sistema nacional de impostos, cujos pontos principais    &lt;br /&gt; foram negociados em reunião com os 27 governadores.      &lt;br /&gt; Pretende-se reduzir a carga tributária sobre os mais     &lt;br /&gt; pobres; unificar a legislação do ICMS, principal imposto &lt;br /&gt; estadual; reduzir os tributos que incidem em várias      &lt;br /&gt; etapas do processo produtivo; e eliminar, de forma       &lt;br /&gt; gradual, a contribuição previdenciária sobre a folha de  &lt;br /&gt; salários.                                                &lt;br /&gt;                                                         &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5126612-90626656?l=2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90626656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90626656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://2006.blogspot.com/2003_03_09_archive.html#90626656' title=''/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143876075873368521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5126612.post-90563421</id><published>2003-03-11T19:28:00.001-08:00</published><updated>2003-03-11T19:28:59.496-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>JANIO DE FREITAS                                         &lt;br /&gt; http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1103200310.htm &lt;br /&gt;                                                          &lt;br /&gt; O corte do corte                                         &lt;br /&gt;                                                          &lt;br /&gt;                                                          &lt;br /&gt; O duo Antonio Palocci e Guido Mantega reapresenta-se     &lt;br /&gt; hoje para uma exibição que se promete mais difícil do    &lt;br /&gt; que a anterior, dada a maior exigência, e mesmo certa    &lt;br /&gt; intransigência, da nova platéia.                         &lt;br /&gt; Os senadores da Comissão de Assuntos Econômicos têm      &lt;br /&gt; condições de exigir mais e de polemizar, o que faltou    &lt;br /&gt; aos repórteres, como de hábito, na entrevista coletiva   &lt;br /&gt; em que os dois ministros informaram o corte de R$ 14     &lt;br /&gt; bilhões nos gastos do governo em 2003. Mas, se a platéia &lt;br /&gt; de repórteres saiu insatisfeita, muito pior foi a reação &lt;br /&gt; que Palocci e Mantega encontraram, a portas fechadas,    &lt;br /&gt; nos seus ouvintes mais íntimos.                          &lt;br /&gt; Ao apresentarem, no âmbito do governo, a proposta de     &lt;br /&gt; mais cortes no Orçamento já denunciado por sua           &lt;br /&gt; exiguidade, Mantega e Palocci asseguraram a Lula da      &lt;br /&gt; Silva, José Dirceu, Luiz Dulci e Luiz Gushiken,          &lt;br /&gt; reunidos, que a retirada de verbas incidiria sobre       &lt;br /&gt; investimentos, sem atingir as verbas com destinação      &lt;br /&gt; social. Isso mesmo foi dito com insistência aos          &lt;br /&gt; repórteres. Palocci, mais político, fazia tal afirmação  &lt;br /&gt; quase em silêncio, com rapidez, e despachava o assunto   &lt;br /&gt; para Mantega. Tenso, mas fiel à sua condição de          &lt;br /&gt; tecnocrata, Mantega não poupou afirmações de que os      &lt;br /&gt; cortes preservavam as verbas sociais.                    &lt;br /&gt; Como complemento à exposição e às muitas respostas dos   &lt;br /&gt; dois ministros, foi distribuído aos repórteres um        &lt;br /&gt; documento com a necessária explicitação dos cortes.      &lt;br /&gt; Graças à relação fornecida, já à noite, pela TV, era     &lt;br /&gt; noticiada constatação de que o governo Lula estava       &lt;br /&gt; cortando também verbas sociais. Na manhã seguinte, o     &lt;br /&gt; presidente e os demais participantes da reunião sobre    &lt;br /&gt; cortes ficavam sabendo, pelas manchetes de alguns        &lt;br /&gt; jornais, que as já escassas verbas sociais estavam       &lt;br /&gt; mutiladas em R$ 5 bilhões. Mais de um terço do corte     &lt;br /&gt; total de R$ 14 bilhões.                                  &lt;br /&gt; Nada transbordou, como se Lula e todos os demais         &lt;br /&gt; estivessem cientes e de acordo com os cortes todos. A    &lt;br /&gt; portas fechadas, porém, a reação foi em alta             &lt;br /&gt; temperatura, alimentada, sobretudo, pelo absurdo corte   &lt;br /&gt; de R$ 30 milhões no carro-chefe do governo, o Fome Zero. &lt;br /&gt; Consequência prática: com mais vagar e mais discussão    &lt;br /&gt; interna, os cortes sociais serão revistos.               &lt;br /&gt;                                                          &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                           &lt;br /&gt; CARLOS HEITOR CONY  -                                     &lt;br /&gt; http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz1103200306.htm &lt;br /&gt;                                                           &lt;br /&gt; Oportunidade perdida                                      &lt;br /&gt;                                                           &lt;br /&gt;                                                           &lt;br /&gt; RIO DE JANEIRO - Ignoro quem inventou a expressão "chover &lt;br /&gt; no molhado", mas volta e meia me surpreendo chovendo no   &lt;br /&gt; que foi molhado por outros. Aprendi nos bancos escolares, &lt;br /&gt; entre outras coisas inúteis (Agripina, mãe de Calígula,   &lt;br /&gt; morreu no ano 33 de nossa era), que "chover" é verbo      &lt;br /&gt; impessoal, mesmo assim, eventualmente, não temo nem tremo &lt;br /&gt; ao confessar que chovo.                                   &lt;br /&gt; Chovendo, pois, no molhadíssimo terreno da reforma        &lt;br /&gt; agrária, registro as últimas ocupações do MST em diversos &lt;br /&gt; Estados da federação. É por aí que o governo Lula será    &lt;br /&gt; julgado historicamente. Não pelo Fome Zero, que é uma     &lt;br /&gt; embromação bem-intencionada, um mutirão piedoso feito por &lt;br /&gt; pios personagens de nossa paisagem, como Betinho no       &lt;br /&gt; passado e agora o Frei Betto.                             &lt;br /&gt; Chovo no molhado repetindo mais uma vez que o problema da &lt;br /&gt; fome só será resolvido com o aumento da produção e do     &lt;br /&gt; consumo, que ambos os desafios só serão enfrentados se    &lt;br /&gt; concretizarmos uma reforma agrária que transcenda aos     &lt;br /&gt; assentamentos de terra e, obliquamente, diminua o fosso   &lt;br /&gt; na renda nacional.                                        &lt;br /&gt; Aprendi isso muito antes de existir um partido chamado PT &lt;br /&gt; e folguei quando ele começou a lutar não apenas por       &lt;br /&gt; salários e condições de trabalho mas por uma reforma      &lt;br /&gt; agrária que, entre os subprodutos na política do campo,   &lt;br /&gt; poderia colocar mais dinheiro no bolso do povo e, dessa   &lt;br /&gt; forma, aumentar o consumo.                                &lt;br /&gt; Eis que o PT assume o poder e descobre tardiamente a      &lt;br /&gt; pólvora: governo é uma instituição, e não um movimento.   &lt;br /&gt; Repete governos anteriores que se fecharam à sociedade    &lt;br /&gt; como um todo e optaram pelo leito comum onde o Brasil     &lt;br /&gt; permanece deitado eternamente, embora em nosso hino       &lt;br /&gt; nacional esse leito seja considerado esplêndido.          &lt;br /&gt; Lula poderia passar à história como um Zapata             &lt;br /&gt; bem-sucedido, um Antônio Conselheiro sem misticismo, mas  &lt;br /&gt; comprometido com a sua terra. A oportunidade de uma       &lt;br /&gt; verdadeira revolução está sendo desperdiçada. Ou até      &lt;br /&gt; mesmo perdida.                                            &lt;br /&gt;                                                           &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                          &lt;br /&gt; Tucanos vão questionar incoerências de Palocci           &lt;br /&gt; http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1103200307.htm &lt;br /&gt;                                                          &lt;br /&gt;                                                          &lt;br /&gt; DA SUCURSAL DE BRASÍLIA                                  &lt;br /&gt;                                                          &lt;br /&gt; Pela primeira vez no governo Luiz Inácio Lula da Silva,  &lt;br /&gt; os ministros da Fazenda, Antonio Palocci, e do           &lt;br /&gt; Planejamento, Guido Mantega, irão hoje à CAE (Comissão   &lt;br /&gt; de Assuntos Econômicos) do Senado dar explicações sobre  &lt;br /&gt; a política econômica.                                    &lt;br /&gt; Senadores tucanos prepararam questionamentos para tentar &lt;br /&gt; mostrar incoerências na condução da política econômica.  &lt;br /&gt; Eles planejam um questionamento firme que mostre         &lt;br /&gt; incoerências entre o comportamento do PT como oposição   &lt;br /&gt; ao governo Fernando Henrique Cardoso e o de agora.       &lt;br /&gt; "Vai ser um momento importante. A relação vai ser        &lt;br /&gt; cordial, mas vamos buscar uma posição esclarecedora",    &lt;br /&gt; afirmou Romero Jucá (PSDB-RR). Sua principal pergunta    &lt;br /&gt; será sobre taxa de juros. "No governo FHC, o PT dizia    &lt;br /&gt; que a taxa de juros era uma decisão política de governo, &lt;br /&gt; que bastava a vontade do presidente para baixá-la.       &lt;br /&gt; Queremos saber se o entendimento mudou", disse Jucá.     &lt;br /&gt; O presidente da CAE, Ramez Tebet (PMDB-MS), afirmou que  &lt;br /&gt; as principais perguntas deverão ser em torno de juros,   &lt;br /&gt; consequências para o Brasil de uma guerra contra o       &lt;br /&gt; Iraque e a existência ou não de um "plano B" à atual     &lt;br /&gt; política econômica.                                      &lt;br /&gt; Palocci e Mantega não passarão pelo embaraço de serem    &lt;br /&gt; questionados por Heloísa Helena (PT-AL), integrante da   &lt;br /&gt; ala radical do partido, que critica a atual política     &lt;br /&gt; econômica. "Eu não irei à CAE para não ser repetitiva",  &lt;br /&gt; disse.                                                   &lt;br /&gt;                                                          &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                          &lt;br /&gt; Professores universitários ameaçam greve                 &lt;br /&gt; http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1103200309.htm &lt;br /&gt;                                                          &lt;br /&gt;                                                          &lt;br /&gt; DA AGÊNCIA FOLHA                                         &lt;br /&gt;                                                          &lt;br /&gt; Os professores universitários podem entrar em greve nos  &lt;br /&gt; próximos dias em protesto contra a reforma da            &lt;br /&gt; Previdência.                                             &lt;br /&gt; Os 380 delegados do Andes (Sindicato Nacional dos        &lt;br /&gt; Docentes das Instituições de Ensino Superior), que estão &lt;br /&gt; participando de congresso em Teresina, votam hoje à      &lt;br /&gt; noite um indicativo de greve no caso de o governo        &lt;br /&gt; colocar em votação o PL-9 -projeto de lei enviado pelo   &lt;br /&gt; então presidente Fernando Henrique Cardoso, parado desde &lt;br /&gt; 2000 no Congresso. Segundo a entidade, a Andes tem 80    &lt;br /&gt; mil sindicalizados.                                      &lt;br /&gt; O PL-9, que propõe a criação de um sistema único de      &lt;br /&gt; contribuição para novos funcionários públicos, enfrentou &lt;br /&gt; resistências por parte do PT no governo passado.         &lt;br /&gt; O vice-presidente do Andes, José Domingues Godoi Filho,  &lt;br /&gt; disse que o indicativo de greve deve ser aprovado na     &lt;br /&gt; plenária por unanimidade, pelos "ânimos" já observados   &lt;br /&gt; nas discussões. "No final do último período legislativo, &lt;br /&gt; o governo anterior não conseguiu aprovar o PL-9 pela     &lt;br /&gt; atuação dos partidos que hoje compõem a base governista. &lt;br /&gt; Agora o governo assume e quer colocar o projeto em       &lt;br /&gt; votação. É assustador."                                  &lt;br /&gt; O sindicalista nega que exista déficit na Previdência.   &lt;br /&gt; "Os números que temos demonstram que não tem rombo       &lt;br /&gt; nenhum na Previdência, que chegou a ser superavitária.   &lt;br /&gt; Há necessidade de se discutir abertamente isso que é     &lt;br /&gt; chamado de rombo. Qual é a base de cálculo utilizada?"   &lt;br /&gt; (AK)                                                     &lt;br /&gt;                                                          &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5126612-90563421?l=2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90563421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90563421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://2006.blogspot.com/2003_03_09_archive.html#90563421' title=''/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143876075873368521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5126612.post-90563381</id><published>2003-03-11T19:28:00.000-08:00</published><updated>2003-03-11T19:28:24.670-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O rumo e o prumo - Joelmir Beting                                                   &lt;br /&gt;                                                                                     &lt;br /&gt;                                                                                     &lt;br /&gt;                           "Agora é Lula! E agora, Lula?"                            &lt;br /&gt;                                                                                     &lt;br /&gt;                                                                                     &lt;br /&gt;                      Pára-choque de betoneira de Barueri (SP)                       &lt;br /&gt;                                                                                     &lt;br /&gt;                                                                                     &lt;br /&gt;                                                                                     &lt;br /&gt;      O presidente Lula repete o filósofo Gramsci: o diagnóstico pode ser            &lt;br /&gt;      pessimista, mas o enfrentamento tem de ser otimista. Ou como Bismarck aduziria &lt;br /&gt;      em aparte: o pessimismo jamais ganhou uma única batalha. Tobin fecharia o      &lt;br /&gt;      cerco: se o otimismo não funciona e nada melhora, muito cuidado - o pessimismo &lt;br /&gt;      funciona e tudo piora.                                                         &lt;br /&gt;    Pelo sim, pelo não, o ministro Antônio Palocci renova as promessas do batismo de &lt;br /&gt;    fogo: a política econômica é essa que aí está e há que perseverar na execução    &lt;br /&gt;    dela. E mais: não há no forno a lenha da Granja do Torto nenhum Plano B para a   &lt;br /&gt;    superação dos obstáculos. Ou para a exumação da "herança maldita" dos governos   &lt;br /&gt;    anteriores. Ou como suspiraria o poeta Quintana: o passado não conhece seu       &lt;br /&gt;    lugar; o passado está sempre no presente.                                        &lt;br /&gt;    O problema é que o câmbio resiste e a inflação persiste. A meta gregoriana do    &lt;br /&gt;    IPCA ainda pode ser remontada para um eixo de 9,5%, com teto de 11%. Para o      &lt;br /&gt;    mercado financeiro, auscultado na semana passada pelo Banco Central, o acumulado &lt;br /&gt;    de 2003 leva jeito de cravar 12,3% no IPCA, no rodapé de um IGPM de 15,8%.       &lt;br /&gt;    Há sinais de arrefecimento na cruzada nacional contra a reinflação do real.      &lt;br /&gt;    Parece já estar acordado entre os agentes econômicos que o câmbio já teria       &lt;br /&gt;    resvalado para uma "banda de mercado" com bitola de R$ 3,50 a R$ 3,65 por dólar. &lt;br /&gt;    Ou seja: câmbio ainda no alto, mas não mais em alta. Renivelamento pelo          &lt;br /&gt;    "overshooting" de 52% no ano passado - o ano que ainda não terminou. Há um       &lt;br /&gt;    repasse (pass trough) residual ainda por fazer em diversas cadeias de formação   &lt;br /&gt;    de preços.                                                                       &lt;br /&gt;    Tanto assim que a equipe econômica não pretende abrir mão do único xarope que    &lt;br /&gt;    lhe restou na farmacopéia monetarista aviada por FHC: o arrocho no crédito, com  &lt;br /&gt;    redução da oferta e elevação dos juros. Sob o diapasão da poderosa Selic,        &lt;br /&gt;    madrasta do Brasil.                                                              &lt;br /&gt;    Uma velha política monetária absolutamente coerente no equívoco. Tratar o atual  &lt;br /&gt;    surto de inflação de custos (cambiais e tarifários) com esse purgante manipulado &lt;br /&gt;    para casos típicos de inflação de demanda é fazer do atual arrocho monetário um  &lt;br /&gt;    mal desnecessário.                                                               &lt;br /&gt;    Ou se preferem: autêntico remédio duro que, até por overdose, se converte em     &lt;br /&gt;    veneno puro. Juros no alto e em alta realimentam os custos financeiros dos       &lt;br /&gt;    investimento produtivos, do giro dos negócios e das prestações de consumo em     &lt;br /&gt;    banco ou em loja. Sob certa medida, uma seqüela estagflacionista: a economia     &lt;br /&gt;    patina e a carestia não declina.                                                 &lt;br /&gt;    Pois, enquanto os economistas da escola monetarista sustentam que não existe     &lt;br /&gt;    esse negócio de inflação de custos e/ou inflação de demanda (o dragão é          &lt;br /&gt;    camaleônico) e que o corretivo monetário é para multiuso, os integrantes da      &lt;br /&gt;    equipe econômica avisam que os juros só vão recuar quando o Congresso aprovar a  &lt;br /&gt;    reforma previdenciária, a reforma trabalhista, a reforma tributária, a reforma   &lt;br /&gt;    financeira, a reforma agrária...                                                 &lt;br /&gt;      SECOS &amp; MOLHADOS                                                               &lt;br /&gt;      Patinando - As projeções do mercado financeiro amarram as pontas e as contas:  &lt;br /&gt;      um IPCA de 12,3% ou um IGPM de 15,8% para toda a travessia de 2003 guarda      &lt;br /&gt;      relação com a manutenção da Selic aí pela faixa de 25% e do dólar pela banda   &lt;br /&gt;      de R$ 3,60. Com PIB raquítico de 2%, ainda abaixo da mediana de 2,2% da Era    &lt;br /&gt;      FHC.                                                                           &lt;br /&gt;      Reprisando - Que não se perca de vista o reator do IPCA de dois dígitos: a     &lt;br /&gt;      escalada dos preços administrados pelo próprio governo. Exatamente os preços   &lt;br /&gt;      ou tarifas que transitam fora do alcance das bazucas trêmulas da política      &lt;br /&gt;      monetária anoréxica.                                                           &lt;br /&gt;      Pró-memória - Atendendo a pedidos, a coluna reproduz o placar geral da         &lt;br /&gt;      inflação ponta a ponta na Era FHC (1995-2002): para um IPCA cheio de 100,7%,   &lt;br /&gt;      os preços que dão banana ao mercado subiram, na média do megabloco, 228,3%.    &lt;br /&gt;      Com destaque para transporte coletivo (217,3%), gasolina (261,7%),             &lt;br /&gt;      eletricidade (262,1%), telefonia fixa (509,7%) e gás de botijão (563,1%).      &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5126612-90563381?l=2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90563381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90563381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://2006.blogspot.com/2003_03_09_archive.html#90563381' title=''/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143876075873368521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5126612.post-90563339</id><published>2003-03-11T19:27:00.000-08:00</published><updated>2003-03-11T19:27:44.543-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O dilema do século - Joelmir Beting -                                               &lt;br /&gt; http://www.estado.estadao.com.br/colunistas/joelmir.html                            &lt;br /&gt;                                                                                     &lt;br /&gt;      Estudiosos das chamadas "ciências da vida", agora ostensivamente colocadas a   &lt;br /&gt;      serviço da futura bioeconomia, sustentam que o processo já se tornou           &lt;br /&gt;      absolutamente irreversível: é saltar para o barco do futuro que passa ou ficar &lt;br /&gt;      ilhado no rochedo do passado ou do atraso.                                     &lt;br /&gt;      A questão é mais que melindrosa. Por intrometer-se nos códigos divinos da      &lt;br /&gt;      vida, a bioeconomia pede passagem na quase velocidade da luz. Partejada pela   &lt;br /&gt;      biotecnologia, a bioeconomia do século 21 não deixa de ser mero subproduto da  &lt;br /&gt;      infoeconomia do século 20. Somente a computação em seu estágio atual ousaria   &lt;br /&gt;      encarar o desafio, por exemplo, de decifrar progressivamente o genoma humano,  &lt;br /&gt;      feito de 3,2 bilhões de diferentes sinais de leitura por célula.               &lt;br /&gt;      Vai daí que, enquanto pesquisadores e tecnólogos da bioeconomia desfraldam     &lt;br /&gt;      orgulhosos a devassa do DNA de uma bactéria, de um linguado, de uma laranja,   &lt;br /&gt;      de um macaco ou de um homem - para dominá-lo e modificá-lo -, filósofos e      &lt;br /&gt;      juristas apalpam o terreno minado da bioética, na esperança de monitorar o     &lt;br /&gt;      processo.                                                                      &lt;br /&gt;      Até porque os políticos e legisladores da vez não mergulharam de cabeça nessa  &lt;br /&gt;      magna questão.                                                                 &lt;br /&gt;      É da própria sina da civilização. A tecnologia é aética por natureza. A        &lt;br /&gt;      economia é aética por necessidade. A política é aética por conveniência. Ou    &lt;br /&gt;      como já escrevia Bertrand Russel: do aço sai o bisturi que salva ou o punhal   &lt;br /&gt;      que mata. Logo, culpar o avanço tecnológico erradio e nômade, isoladamente,    &lt;br /&gt;      por todos os males do mundo é exatamente como exigir a prisão do fabricante de &lt;br /&gt;      talheres em cada assassinato a faca.                                           &lt;br /&gt;      Essa turbulência intelectual tem a ver com as quatro perguntas de Immanuel     &lt;br /&gt;      Kant, formuladas em 1781, segundo o biólogo alemão Hubert Markl, presidente do &lt;br /&gt;      Instituto Max Planck: "Qualquer tentativa de resposta às perguntas de Kant tem &lt;br /&gt;      nas ciências biológicas, em seu presente estágio, não só seu ponto de partida  &lt;br /&gt;      como também seu ponto de chegada."                                             &lt;br /&gt;      Não é de estranhar, portanto, que o governo Lula, a exemplo do governo FHC,    &lt;br /&gt;      ainda não tenha posição firmada sobre o que saber, o que fazer, o que esperar  &lt;br /&gt;      e o que evitar na escalada dos alimentos transgênicos - começando pela soja    &lt;br /&gt;      transgênica, que já cobre 63 milhões de hectares nos Estados Unidos, Canadá e  &lt;br /&gt;      Argentina.                                                                     &lt;br /&gt;      Não sei quem foi o autor do inventário, mas dizem que já temos 11% da atual    &lt;br /&gt;      área plantada (nova safra recorde de soja) servida por sementes geneticamente  &lt;br /&gt;      modificadas, ainda não oficialmente autorizadas e devidamente contrabandeadas  &lt;br /&gt;      da Argentina, com rebarbas, claro, do Paraguai.                                &lt;br /&gt;      Reunido quinta-feira com o gabinete de guerra constituído para esmerilhar essa &lt;br /&gt;      abrasiva matéria, o presidente Lula guardou o martelo na gaveta. Até segunda   &lt;br /&gt;      ordem, fica proibido o cultivo da soja transgênica. Mas o governo estuda uma   &lt;br /&gt;      fórmula jurídica para fazer escoar no mercado interno a soja transgênica já em &lt;br /&gt;      maturação. Para o mercado externo, não.                                        &lt;br /&gt;                                                                                     &lt;br /&gt;      SECOS &amp; MOLHADOS                                                               &lt;br /&gt;      Meio a meio - O mundo está dividido. Metade acha que vale a pena arriscar na   &lt;br /&gt;      trilha dos alimentos transgênicos, agora que a bioeconomia já começa a namorar &lt;br /&gt;      uma primeira geração de alimentos nutracêuticos (combinação de propriedades    &lt;br /&gt;      nutricionais com propriedades farmacológicas). A comida vai virar remédio.     &lt;br /&gt;      Em cadeia - A outra metade entende que há riscos sobre o que saber e o que     &lt;br /&gt;      fazer para o meio ambiente, para a saúde humana e para a saúde animal (o       &lt;br /&gt;      farelo de soja engorda o frango, o porco, a vaca e o boi, proteínas nobres da  &lt;br /&gt;      nutrição humana).                                                              &lt;br /&gt;      Business - Único consenso é o da economia rural: lavouras transgênicas         &lt;br /&gt;      consomem menos agrotóxicos e já comprovaram ganhos de produtividade de até     &lt;br /&gt;      30%. Afinal, qual foi a grande orquestração ambientalista contra a utilização  &lt;br /&gt;      massiva e até abusiva dos defensivos químicos, vulgo agrotóxicos, em lavouras, &lt;br /&gt;      pastagens, florestas, pomares, verduras, legumes? Com sobras para os peixes?   &lt;br /&gt;      Nenhuma.                                                                       &lt;br /&gt;                                                                                    &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5126612-90563339?l=2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90563339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90563339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://2006.blogspot.com/2003_03_09_archive.html#90563339' title=''/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143876075873368521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5126612.post-90563281</id><published>2003-03-11T19:26:00.000-08:00</published><updated>2003-03-11T19:26:51.826-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>da série: pra não dizer que não falei de flores           &lt;br /&gt;                                                           &lt;br /&gt; TENDÊNCIAS/DEBATES -                                      &lt;br /&gt; http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz1003200309.htm &lt;br /&gt;                                                           &lt;br /&gt; A classe média vai ao paraíso                             &lt;br /&gt;                                                           &lt;br /&gt;                                                           &lt;br /&gt; JOSÉ ARISTODEMO PINOTTI                                   &lt;br /&gt;                                                           &lt;br /&gt;                                                           &lt;br /&gt; A ANS (Agência Nacional de Saúde), identificando o        &lt;br /&gt; crescente número de planos de saúde inadimplentes e       &lt;br /&gt; usuários mal atendidos, propõe a cobrança de mais 1% ao   &lt;br /&gt; ano de uma mensalidade para a criação do Fundo Garantidor &lt;br /&gt; de Beneficiários de Planos de Saúde, o FGBPS. É pouco     &lt;br /&gt; para o usuário, engorda o caixa da ANS mas não resolve,   &lt;br /&gt; só prolonga a agonia de todos. A questão é mais profunda. &lt;br /&gt; Vale a pena transcrever trechos de artigos que publiquei  &lt;br /&gt; nesta mesma página em 1996 e 97, quando se discutia, no   &lt;br /&gt; Congresso Nacional, a regulamentação dos planos de saúde, &lt;br /&gt; para mostrar como erros ocorridos há cinco anos           &lt;br /&gt; -evitáveis naquele então- são responsáveis por tragédias  &lt;br /&gt; de hoje. Para salientar também como se portou o governo   &lt;br /&gt; anterior, quando se tratava de escolher entre proteger    &lt;br /&gt; interesses econômicos ou a saúde da classe média          &lt;br /&gt; brasileira, e, principalmente, para corrigir esse grave   &lt;br /&gt; problema sem repetir desmandos anteriores:                &lt;br /&gt; "Dessa vez [a regulamentação dos planos] está jogando a   &lt;br /&gt; classe média brasileira, como seres descartáveis, para    &lt;br /&gt; fora do sistema público de saúde, oferecendo essa "rica   &lt;br /&gt; massa pobre" para ser explorada pela venda maciça de um   &lt;br /&gt; produto enganoso numa área sagrada e de responsabilidade  &lt;br /&gt; do governo, que é a saúde (...) Não foi por outras razões &lt;br /&gt; que a sociedade civil brasileira, representada por        &lt;br /&gt; entidades como o Conselho Nacional de Saúde, o Conselho   &lt;br /&gt; Federal de Medicina, a Associação Médica Brasileira, o    &lt;br /&gt; Sindicato dos Médicos, o Conselho Nacional de Secretários &lt;br /&gt; de Saúde, o Procon, o Idec, além de presidentes de        &lt;br /&gt; inúmeras entidades de usuários, repudiou publicamente o   &lt;br /&gt; projeto".                                                 &lt;br /&gt; Mesmo assim, o regulamento defendido pelo governo e sua   &lt;br /&gt; base parlamentar foi aprovado e ocorreu a migração dos    &lt;br /&gt; usuários do SUS (Sistema Único de Saúde), pertencentes à  &lt;br /&gt; classe média e parte do proletariado, aos planos de       &lt;br /&gt; saúde, seguindo a cartilha privatizante do FMI e tirando  &lt;br /&gt; das costas do Estado a responsabilidade sobre os          &lt;br /&gt; pacientes que ainda tinham capacidade de reclamar.        &lt;br /&gt;                                                           &lt;br /&gt;                                                           &lt;br /&gt;                                                           &lt;br /&gt;                                                           &lt;br /&gt; Não podemos ignorar os 40 milhões de brasileiros que      &lt;br /&gt; dependem dos planos [de saúde] e recebem atendimento      &lt;br /&gt; precário                                                  &lt;br /&gt;                                                           &lt;br /&gt;                                                           &lt;br /&gt;                                                           &lt;br /&gt;                                                           &lt;br /&gt;                                                           &lt;br /&gt; Esse mesmo governo, após a regulamentação dos planos,     &lt;br /&gt; começou a apertá-los com exigências crescentes, o que os  &lt;br /&gt; está levando à inadimplência. Novamente é o usuário o que &lt;br /&gt; mais sofre. São prejudicados também médicos e demais      &lt;br /&gt; profissionais, pelas baixas tabelas de pagamento,         &lt;br /&gt; salários e ruins condições de trabalho. Os hospitais      &lt;br /&gt; prestadores estão à beira da falência.                    &lt;br /&gt; Isso tudo muda substancialmente a situação da saúde e a   &lt;br /&gt; sua solução nos dias de hoje. Não podemos ignorar os 40   &lt;br /&gt; milhões de brasileiros que dependem dos planos e recebem  &lt;br /&gt; atendimento falho, especialmente os que pagam             &lt;br /&gt; mensalidades mais baratas. Devemos levar em conta também  &lt;br /&gt; o aumento do desemprego e, portanto, a inadimplência dos  &lt;br /&gt; usuários.                                                 &lt;br /&gt; Várias empresas que mantinham planos coletivos deixaram   &lt;br /&gt; de dar cobertura de assistência médica aos seus           &lt;br /&gt; empregados, agravando a situação. O SUS, que pelos        &lt;br /&gt; precários financiamento e gestão está com enorme demanda  &lt;br /&gt; reprimida, deverá tê-la agravada com esse refluxo de      &lt;br /&gt; pacientes. É o caminho do caos e não será com a ANS,      &lt;br /&gt; órgão esdrúxulo, nem com fontes adicionais do tipo FGBPS  &lt;br /&gt; -chamado por Elio Gaspari de "Foste Garfado Bonito pela   &lt;br /&gt; Burocracia da Saúde"- que se resolverá a questão.         &lt;br /&gt; Não há outra saída, é preciso reorganizar o sistema       &lt;br /&gt; público de saúde e abrigar aí os usuários de planos       &lt;br /&gt; artificialmente baratos e enganosos. Isso é possível. É   &lt;br /&gt; apenas uma complicada e seríssima questão de gestão,      &lt;br /&gt; criatividade e reestruturação da nossa política de saúde. &lt;br /&gt; A presença de parte da classe média no sistema público    &lt;br /&gt; não só é necessária para ela, que não pode arcar com      &lt;br /&gt; planos caros, como o é para aprimorar o próprio sistema,  &lt;br /&gt; pois este estamento conhece seus direitos e exige um      &lt;br /&gt; atendimento digno, exercendo o controle social que é a    &lt;br /&gt; alma da democracia.                                       &lt;br /&gt; Saúde não é coisa barata nem simples e não é possível     &lt;br /&gt; fazer milagres. Precisamos de uma política com princípios &lt;br /&gt; universais e prática nacional, não apenas reagindo aos    &lt;br /&gt; fatos de forma emergencial, mas com programação           &lt;br /&gt; estrutural que se antecipe a eles para garantir a ética e &lt;br /&gt; a eficiência do sistema privado e a organização e o       &lt;br /&gt; aprimoramento do sistema público, que é pré-pago pelos    &lt;br /&gt; impostos.                                                 &lt;br /&gt;                                                           &lt;br /&gt; José Aristodemo Pinotti, 68, deputado federal pelo        &lt;br /&gt; PMDB-SP, é professor titular de ginecologia da Faculdade  &lt;br /&gt; de Medicina da USP. Foi secretário da Educação (1986-87)  &lt;br /&gt; e da Saúde (1987-91) do Estado de São Paulo, secretário   &lt;br /&gt; da saúde do município de São Paulo (2000) e reitor da     &lt;br /&gt; Unicamp (1982-1986). &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5126612-90563281?l=2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90563281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90563281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://2006.blogspot.com/2003_03_09_archive.html#90563281' title=''/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143876075873368521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5126612.post-90401207</id><published>2003-03-09T06:37:00.000-08:00</published><updated>2003-03-09T06:37:03.403-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>da série: vai sobrar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AGENDA PETISTA - http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0803200307.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Objetivo é contornar questões sem consenso e apressar o envio de projeto ao Congresso, o que pode ocorrer em maio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Governo estuda "fatiar" reforma tributária &lt;br /&gt;DA SUCURSAL DE BRASÍLIA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo Luiz Inácio Lula da Silva estuda encaminhar sua proposta de reforma tributária em mais de uma etapa, como forma de contornar questões ainda sem consenso e apressar o envio de um projeto ao Congresso.&lt;br /&gt;Segundo essa estratégia, o primeiro passo é mudar a Constituição introduzindo princípios genéricos de aceitação mais fácil, como os definidos na reunião de Lula com os 27 governadores no mês passado. Questões polêmicas -que dificultaram tentativas de reforma nos últimos anos- podem ficar para depois.&lt;br /&gt;"Não quero fazer a reforma dos sonhos, quero fazer a reforma necessária", disse o deputado Virgílio Guimarães (PT-MG), relator da comissão especial criada pela Câmara para analisar o tema.&lt;br /&gt;Guimarães participou ontem de uma reunião no Palácio do Planalto sobre a reforma tributária, comandada por Lula e os ministros José Dirceu (Casa Civil) e Antonio Palocci Filho (Fazenda). Também estavam os líderes do governo na Câmara, Aldo Rebelo (PC do B-SP), e no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP).&lt;br /&gt;Segundo Mercadante, já há uma proposta quase concluída em torno de princípios consensuais no governo federal e entre os governadores: uma legislação única para o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), principal fonte de receita dos Estados; contribuição patronal para a Previdência incidindo sobre o faturamento das empresas, em vez de sobre a folha de pagamento; redução da carga dos tributos cumulativos -cobrados em cada etapa do processo produtivo.&lt;br /&gt;O senador disse que Lula quer fazer neste mês nova reunião com governadores, alterando o cronograma atual, que prevê o encontro no final de abril. Segundo ele, um projeto pode ser enviado ao Congresso em maio ou até antes.&lt;br /&gt;Apesar do avanço nas negociações para a reforma é no detalhamento das mudanças desejadas que residem os maiores obstáculos políticos -e isso, pelo que se depreende das declarações dos petistas, tende a ficar para depois.&lt;br /&gt;Um exemplo está nas mudanças propostas para o ICMS. Os governadores concordam em substituir as 27 legislações hoje existentes por uma regra única, mas há divergências em torno da forma de cobrança do imposto, se na produção ou no consumo do bem.&lt;br /&gt;Um dos principais interlocutores do governo nas negociações com os Estados confirma que falta consenso na discussão mais importante relativa ao ICMS. Trata-se de Albérico Mascarenhas, da Bahia, coordenador do Confaz, conselho que reúne os secretários estaduais da Fazenda.&lt;br /&gt;Segundo ele, o governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) deixou claro que não pode perder receita com as mudanças no imposto -como "exporta" bens para outros Estados, São Paulo sairá perdendo se a tributação passar da origem para o destino da mercadoria. Para Mercadante, a decisão sobre a cobrança do ICMS caberá aos governadores, mas qualquer mudança passará por um período de transição de pelo menos cinco anos. (GUSTAVO PATÚ, RAQUEL ULHÔA e SÍLVIA MUGNATTO)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5126612-90401207?l=2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90401207'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90401207'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://2006.blogspot.com/2003_03_09_archive.html#90401207' title=''/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143876075873368521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5126612.post-90400658</id><published>2003-03-09T06:15:00.001-08:00</published><updated>2003-03-09T06:15:55.343-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>da série: e qual a novidade disso???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NO PLANALTO - http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0903200320.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juros à casa-grande e bananas à senzala &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOSIAS DE SOUZA&lt;br /&gt;DIRETOR DA SUCURSAL DE BRASÍLIA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há anos o Brasil escorrega em direção ao abismo. Para a minoria bem-posta, o país das profundezas é um inferno adiado. Para a maioria malnascida, o precipício chegou faz tempo.&lt;br /&gt;A bugrada assa na grelha. Sente o calor de um Estado quebrado e ingovernável. Na fila do SUS, o sistema público de saúde, a atmosfera é insuportável.&lt;br /&gt;Em junho do ano passado, quando o sonho de continuidade tucana ainda pulsava no comitê eleitoral de Serra, FHC concedeu um reajuste de 196% nas consultas do SUS. Congelado havia seis anos, o valor do atendimento médico do pobre foi a R$ 7,55 -o equivalente a 3,5 kg de banana prata.&lt;br /&gt;Ao trombetear a gentileza, Brasília sonegou uma informação à plebe: o aumento premiaria só a rede privada de hospitais. Nos estabelecimentos públicos, o encontro do miserável com o médico continuaria valendo R$ 2,55 -1 kg de banana.&lt;br /&gt;O afago aos hospitais particulares custará R$ 163 milhões ao orçamento anual do Ministério da Saúde. Eleito, Lula mandou orçar a extensão do reajuste de consultas à rede pública. Custaria R$ 490 milhões por ano. O plano foi à gaveta. Na escrituração restritiva de Palan (mistura de Palocci com Malan) não há sobras nem para bananas.&lt;br /&gt;Responsáveis por 70% das consultas médicas da ralé, os hospitais públicos recebiam mais dinheiro do governo do que os privados. Em junho, mês em que o reajuste meia-sola de FHC foi anunciado, a rede estatal amealhou repasses de R$ 15 milhões, contra R$ 8 milhões entregues aos particulares, que respondem por escassos 30% dos atendimentos do SUS.&lt;br /&gt;Em agosto de 2002, a coisa se inverteu: foram R$ 16,6 milhões para os hospitais privados e R$ 15,2 milhões para os públicos. Os números apontam para um futuro rude. Em queda livre, o sistema estatal de saúde está na bica de tatear o fundo do despenhadeiro.&lt;br /&gt;Em lugares como Brasília, a penúria juntou-se à inépcia. Deu-se o caos. Sob Joaquim Roriz, a saúde na capital ultrapassou o fundo do abismo. Há falta generalizada de medicamentos. O pobre, quando resiste à fila da consulta, não sobrevive à espera pelo remédio. Morre de corredor.&lt;br /&gt;É o caso de Andréia Cristiana de Urany. Padecia uma fibrose cística. Tratava-se no Hospital de Base. Faltou-lhe o remédio. Morreu em outubro de 2002. Junto com a cova, abriu-se um inquérito policial.&lt;br /&gt;Ainda em outubro, Júlio César Brasil Ferreira perdeu a mãe no mesmo hospital. Guerreava com um câncer. Feneceu à falta de medicamentos quimioterápicos.&lt;br /&gt;Também às voltas com um câncer, Valdirene de Jesus Rocha Matos foi buscar na Justiça o remédio que o hospital lhe sonegava. Obteve sentença favorável em 10 de outubro de 2002. E nada do medicamento. Virou estatística. Juntou-se aos mortos.&lt;br /&gt;Graças ao Ministério Público, descobriu-se desvio de R$ 117 milhões do orçamento da saúde brasiliense. Parte do dinheiro foi enterrado em obras. Ajudou, por exemplo, a erigir uma ponte ligando o abastado Lago Sul às cercanias do Palácio do Planalto.&lt;br /&gt;Em 12 de fevereiro de 2003, a Secretaria de Saúde de Brasília mantinha R$ 34,4 milhões numa aplicação financeira do Banco do Brasil. Sob Lula, segue o paradoxo. O Estado sonega bananas à senzala do SUS. Mas continua oferecendo o conforto dos juros à casa-grande dos fundos DI.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5126612-90400658?l=2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90400658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90400658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://2006.blogspot.com/2003_03_09_archive.html#90400658' title=''/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143876075873368521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5126612.post-90400632</id><published>2003-03-09T06:15:00.000-08:00</published><updated>2003-03-09T06:15:10.843-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>AJUSTE PETISTA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guinada na política econômica deverá ser feita com Palocci&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Plano B" é inexorável, mas ninguém sabe quando virá &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CLÓVIS ROSSI&lt;br /&gt;COLUNISTA DA FOLHA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A adoção pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva de um plano B (uma nova política econômica) é inexorável, mas ninguém, no próprio Palácio do Planalto, é capaz de apostar com segurança no prazo em que se dará a mudança.&lt;br /&gt;Aliás, "plano B" é expressão que não existe no dicionário do Planalto, pela simples e boa razão de que é equiparada a "ministro B", ou seja, à substituição do titular da Fazenda e chefe da equipe econômica, Antonio Palocci Filho.&lt;br /&gt;Não é disso que se trata. Pelo que a Folha ouviu na sede do governo, Lula não perdeu um único grama da enorme confiança que deposita em Palocci.&lt;br /&gt;Prova, se dela houvesse necessidade: é o próprio Palocci quem se incumbe de conversas com economistas de diferentes correntes (de Delfim Netto a Maria da Conceição Tavares, antes furiosos adversários) para sentir o ambiente e ouvir sugestões.&lt;br /&gt;Salvo, portanto, alguma mudança formidável de ambiente, Palocci seria o encarregado de tocar adiante um eventual "plano B" ou como se queira chamar a guinada na política econômica.&lt;br /&gt;Não se duvida é de que haverá uma guinada. "Evidentemente, ele [Lula" não acha que essa política é definitiva", ouviu a Folha em um gabinete o mais próximo possível do presidencial. O que não há são definições mais concretas sobre os contornos de qualquer guinada, embora se suponha que ela não vá ser radical.&lt;br /&gt;O ponto de inflexão, em princípio, será dado pela questão dos juros. Lula não esconde sua contrariedade com o fato de ter sido obrigado a engolir dois aumentos da taxa de juros em apenas dois meses de gestão.&lt;br /&gt;Até de público, chegou a desabafar, em reunião no dia 27 passado com a bancada de deputados do Rio: "Acordo e tenho de conviver com o desconforto de ver o meu governo aumentar os juros. Logo eu, que combati a política de juros altos", disse o presidente, segundo relato do deputado petista Chico Alencar à Folha.&lt;br /&gt;De três diferentes assessores próximos do presidente, a Folha ouviu avaliações mais ou menos coincidentes sobre a disposição de Lula de não mais referendar altas de juros, se vierem a ser cogitadas pelo Banco Central.&lt;br /&gt;A mais radical diz que o presidente não aceitará mais aumentar os juros. A mais branda afirma que a "tendência" é a de não aceitar (na terceira versão, "tendência" é substituída por "vontade política", sempre de não subir mais os juros).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Risco Brasil&lt;br /&gt;É possível, no entanto, que esse eventual momento de ruptura possa ser adiado, até na opinião do senador Aloizio Mercadante (SP), líder do governo no Congresso e a mais tradicional voz econômica do PT.&lt;br /&gt;Mercadante festeja a queda no índice de risco Brasil (que mede o quanto um país tem de pagar de juros acima da taxa do Tesouro norte-americano para obter recursos externos), entre outros indicadores, como o aumento no valor dos títulos brasileiros.&lt;br /&gt;"O desempenho do Brasil foi o melhor entre os países em desenvolvimento", contabiliza.&lt;br /&gt;Consequência, sempre segundo Mercadante: "Passada a bolha inflacionária e a incerteza sobre a guerra, estão dadas as condições para o Brasil voltar a crescer".&lt;br /&gt;Pelo menos em matéria de queda dos juros, um plano B também pode ser no mínimo adiado se prevalecer a opinião de Otaviano Canuto, assessor internacional da Fazenda, que aposta na microeconomia, e não na macro, para reduzir o juro.&lt;br /&gt;Mais exatamente numa nova Lei de Falências, que aumentaria as garantias para o emprestador de forma a permitir que ele cobre menos pelo dinheiro, já que estará mais seguro de que vai recebê-lo de volta.&lt;br /&gt;E na redução da chamada cunha fiscal, que é o se cobra de impostos nos empréstimos, igualmente encarecendo o dinheiro.&lt;br /&gt;O problema é que também, nessa área, o governo do PT negocia com os setores envolvidos, o que atrasa a implementação de projetos. "Se fosse pelo desejo até infantil do economista, o projeto estaria na praça já no dia 1º de janeiro de 2003. Mas o ritmo de conversa com a sociedade é mais lento", conforma-se Canuto.&lt;br /&gt;Mesmo com essas avaliações otimistas, permanece a necessidade de um plano B. "Nós temos o compromisso de mudar o modelo de desenvolvimento", reafirma até o otimista Mercadante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A meta é 5%&lt;br /&gt;Além desse compromisso, há o fato de que nem otimistas de ofício, como o ministro Palocci, exultam tanto.&lt;br /&gt;O ministro trabalha com a hipótese de que a inflação (transformada no "grande problema", sempre na avaliação de Palocci) só sentirá os efeitos da dupla elevação dos juros no governo Lula dentro de quatro a seis meses.&lt;br /&gt;Logo, é forçoso deduzir que, nesse período, não haverá espaço para redução dos juros e, em consequência, tampouco haverá espaço para um crescimento econômico minimamente decente.&lt;br /&gt;Crescimento, de resto, é o único conceito cravado a fogo em qualquer plano B que venha a ser definido pelo governo.&lt;br /&gt;Quanto de crescimento? "É fundamental assegurar as condições econômicas para um crescimento em média de 5% ao ano", responde o folheto "Mais e Melhores Empregos 2002", um dos componentes do programa de governo do candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva.&lt;br /&gt;É razoável supor que Palocci tivesse essa meta na cabeça quando disse à Folha que sentia "desespero" só de imaginar que teria de seguir permanentemente a política macroeconômica de seu antecessor, Pedro Malan.&lt;br /&gt;É comum ouvir, no governo, a avaliação de que o plano A, a política seguida até aqui, é uma imposição do que o chefe da Casa Civil, José Dirceu, já chamou de "herança maldita" legada por Fernando Henrique Cardoso.&lt;br /&gt;Com esse tipo de condicionamento, não há economista, de esquerda ou de direita, ortodoxo ou heterodoxo, que aposte em crescimento sequer próximo da meta colocada preto no branco no programa petista.&lt;br /&gt;O problema é que as políticas que permitiriam eventualmente a Palocci sair do desespero ainda estão "em fase de preparação", como o próprio ministro admite.&lt;br /&gt;As que não estão em fase de preparação começaram mal a batalha pela opinião pública. Exemplo: a reforma da Previdência, julgada essencial, neste como no anterior governo, para sinalizar um equilíbrio estrutural das contas públicas.&lt;br /&gt;"A reforma da Previdência precisa ter sentido social, mas é também uma questão de déficit público", ouviu a Folha em outro influente gabinete palaciano.&lt;br /&gt;Mas, nesse mesmo gabinete, reconhece-se que, pelo menos no início da discussão, o governo deu a impressão de que o eixo da reforma passava exclusivamente pelas contas públicas.&lt;br /&gt;Consequência: azedou as relações com o funcionalismo, em especial, a ponto de até um partido aliado, o PDT, estar usando seu horário gratuito para insinuar, veladamente, que o governo do PT causa tanto medo ao funcionalismo como o de FHC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lentidão da máquina&lt;br /&gt;Tudo somado, o Palácio do Planalto vive uma fase de "reflexão permanente para criar condições para a redução dos juros e a retomada do crescimento", como declara Tarso Genro, outro habitante da sede do governo, como secretário-executivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social.&lt;br /&gt;As condições que a cúpula do PT/governo examina não são triviais. Incluem a criação de uma base social estável, um "enlace forte" entre os setores formal e informal da economia, a sinalização, inclusive externa, de que há uma nova política internacional e fazer as reformas, "que são as que FHC não fez, mas de outra forma", sempre de acordo com as avaliações ouvidas no Palácio.&lt;br /&gt;Tudo somado, a avaliação no núcleo central do governo Lula é a de que a "costura política está muito bem" (ou seja, a formação de um suporte parlamentar suficiente para aprovar até emendas constitucionais).&lt;br /&gt;Mas, na área gerencial-administrativa, "há problemas", que, no entanto, os interlocutores preferem não especificar, por lealdade aos companheiros de governo, sejam ou não do próprio PT.&lt;br /&gt;O que realmente inquieta Lula, além dos juros, é a dificuldade em fazer a máquina do governo reagir na velocidade desejada (queixa, aliás, que se ouve desde que Sarney era presidente).&lt;br /&gt;Exemplo: logo após a posse, o presidente visitou Brasília Teimosa, uma área de palafitas em Pernambuco. "Queria soluções rápidas ou, pelo menos, que fossem apontados os caminhos", conta um assessor. Descobriu, no entanto, que todo o processo, inclusive o de mapeamento da área, é muito mais lento.&lt;br /&gt;Outro exemplo: Lula viu na televisão programa sobre o "lixão" de Belém do Pará. Reagiu de imediato para os circunstantes: "Não podemos permitir que continue havendo gente se alimentando de lixões", afirmou.&lt;br /&gt;Pelo menos nesse caso, houve uma reação imediata: o ministro da Segurança Alimentar, José Graziano da Silva, ficou até 22h da quinta-feira discutindo com Carlos Lessa, presidente do BNDES, como arrumar dinheiro para resolver o problema.&lt;br /&gt;É um problema, mas bem mais simples do que baixar os juros e fazer a política macroeconômica guinar para o rumo do crescimento, o verdadeiro desafio de Lula e do PT.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5126612-90400632?l=2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90400632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90400632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://2006.blogspot.com/2003_03_09_archive.html#90400632' title=''/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143876075873368521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5126612.post-90400605</id><published>2003-03-09T06:13:00.000-08:00</published><updated>2003-03-09T06:13:58.373-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>VÔO DE GALINHA - http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0903200301.htm&lt;br /&gt;A recente melhora nos indicadores de risco, em especial o novo humor nos mercados financeiros em relação ao Brasil, é mais uma bolha especulativa.&lt;br /&gt;O governo Lula também nisso repete a coreografia do governo FHC. Apressa-se a comemorar uma suposta melhoria estrutural na economia, apresentando-a como resultado do acerto da política econômica.&lt;br /&gt;Esses períodos de alívio conjuntural foram certa vez batizados pelo economista Luiz Carlos Mendonça de Barros de "vôos de galinha". A economia parece que vai decolar, mas não tem como sustentar-se.&lt;br /&gt;O contexto internacional piorou muito, os riscos de alta da inflação no Brasil continuam presentes, há gargalos estruturais na capacidade produtiva e grandes empresas em setores estratégicos, como eletricidade, estão inadimplentes.&lt;br /&gt;Nada garante uma retomada do crescimento no curto ou no médio prazo. O principal instrumento da política econômica, o regime de metas inflacionárias, está sob suspeita.&lt;br /&gt;Mas o humor dos mercados melhorou. Aumentou a procura por ativos de países percebidos pela comunidade financeira internacional como arriscados. Houve uma valorização de papéis da dívida brasileira.&lt;br /&gt;O risco-país chegou a pouco mais de 1.100 pontos na semana passada e o dólar voltou ao patamar de R$ 3,50. Alguns bancos voltaram a captar recursos no exterior. E o saldo da balança comercial brasileira, principal fonte de divisas para o país, vem crescendo. Pode aumentar ainda mais se o cenário na Argentina melhorar.&lt;br /&gt;A questão crucial é saber se está em curso uma real melhora nas perspectivas da economia brasileira ou se, como já se viu tantas vezes desde a crise asiática, trata-se apenas de um respiro, um momento em que ganha força nos mercados financeiros a hipótese de que "o pior já passou".&lt;br /&gt;Mais que interpretações psicológicas para o comportamento dos investidores, no entanto, a melhoria observada parece refletir principalmente o aumento na diferença entre juros internos e externos.&lt;br /&gt;Num momento em que o Brasil gera saldos comerciais e faz um forte aperto fiscal, o investidor e os bancos ficam relativamente mais dispostos a apostar em operações de curto prazo cujos ganhos resultam da diferença entre taxas de juros.&lt;br /&gt;Daí a crer que a política econômica brasileira inspire uma confiança no longo prazo ou que o país esteja pronto para retomar o crescimento há uma grande distância.&lt;br /&gt;A lógica financeira mais uma vez submeteu o Estado brasileiro a uma ciranda de curto prazo cujos ganhos são insustentáveis no longo prazo. Há um limite para subir os juros, cortar gastos e aumentar impostos. Enquanto esse limite parece contornável, a gincana prossegue.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5126612-90400605?l=2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90400605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90400605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://2006.blogspot.com/2003_03_09_archive.html#90400605' title=''/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143876075873368521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5126612.post-90366392</id><published>2003-03-08T11:50:00.000-08:00</published><updated>2003-03-08T11:50:38.856-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>da série: a$ volta$ que o mundo dá&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GOVERNO - &lt;br /&gt;http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0703200305.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Médica sanitarista receberá salário de R$ 4.850&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mulher de Palocci é nomeada para assessoria da presidência da &lt;br /&gt;Funasa&lt;br /&gt;EVANDRO SPINELLI&lt;br /&gt;DA FOLHA RIBEIRÃO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A médica Margareth Rose Silva Palocci, 45, mulher do ministro &lt;br /&gt;da Fazenda, Antonio Palocci Filho, 42, foi nomeada assessora &lt;br /&gt;da presidência da Funasa (Fundação Nacional de Saúde), em &lt;br /&gt;Brasília, com salário de R$ 4.850.&lt;br /&gt;Ela é médica sanitarista da Prefeitura de Ribeirão Preto &lt;br /&gt;desde novembro do ano passado, com salário de R$ 1.120,27. Em &lt;br /&gt;março de 2002, foi aprovada em primeiro lugar no concurso &lt;br /&gt;para o cargo.&lt;br /&gt;Por ser funcionária de carreira da prefeitura, teve de pedir &lt;br /&gt;licença para exercer o cargo em Brasília. A autorização foi &lt;br /&gt;publicada no "Diário Oficial" do município da última sexta-&lt;br /&gt;feira.&lt;br /&gt;A Folha procurou Margareth na sede da Funasa, mas recebeu a &lt;br /&gt;informação de que apenas a assessoria de imprensa do órgão &lt;br /&gt;falaria sobre o caso. Por meio de uma nota, a assessoria &lt;br /&gt;informou que a Comissão de Ética Pública da Presidência da &lt;br /&gt;República emitiu um parecer favorável à nomeação.&lt;br /&gt;Em seu parecer, a comissão diz ter concluído "pela &lt;br /&gt;inexistência de óbices de natureza ética" para a contratação &lt;br /&gt;da médica. A Folha procurou também Palocci, por meio de sua &lt;br /&gt;assessoria de imprensa, que se limitou a enviar cópia do &lt;br /&gt;parecer da comissão.&lt;br /&gt;A legislação federal proíbe a nomeação de parentes de até &lt;br /&gt;terceiro grau para cargos de subordinação direta. Ou seja, &lt;br /&gt;Margareth não poderia ser assessora de Palocci no gabinete. &lt;br /&gt;Como foi nomeada para a Funasa, não há subordinação direta ao &lt;br /&gt;marido. Não há, portanto, ilegalidade.&lt;br /&gt;Palocci e o PT sempre combateram publicamente o nepotismo. Em &lt;br /&gt;2000, o ministro distribuiu uma cartilha aos prefeitos &lt;br /&gt;petistas e recomendou que eles nunca contratassem parentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;da série: até tu, Brutus?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAMPO MINADO - &lt;br /&gt;http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0703200311.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Stedile, líder do movimento, diz que invasões são "normais" e &lt;br /&gt;ligadas ao modo como Lula trataria questões sociais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falta "agilidade" ao governo Lula, diz MST &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDUARDO SCOLESE&lt;br /&gt;DA AGÊNCIA FOLHA &lt;br /&gt;JOSÉ MASCHIO&lt;br /&gt;DA AGÊNCIA FOLHA, EM LONDRINA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As invasões a propriedades rurais e a sedes do Incra &lt;br /&gt;(Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) nos &lt;br /&gt;últimos dias estão diretamente ligadas à falta de "agilidade" &lt;br /&gt;do governo Luiz Inácio Lula da Silva no enfrentamento dos &lt;br /&gt;problemas sociais do país, de acordo com o economista João &lt;br /&gt;Pedro Stedile, membro da direção nacional do MST (Movimento &lt;br /&gt;dos Trabalhadores Rurais Sem Terra).&lt;br /&gt;"Os episódios são naturais, normais", disse Stedile ontem, em &lt;br /&gt;entrevista à Agência Folha.&lt;br /&gt;Segundo ele, que no último mês havia dito que o governo &lt;br /&gt;federal precisava "andar mais rápido" em relação à reforma &lt;br /&gt;agrária, um agravante para o atual quadro no campo foi o &lt;br /&gt;clima de indefinição que predominou nos últimos seis meses &lt;br /&gt;nas 29 superintendências regionais do Incra em todo o país.&lt;br /&gt;"A rigor, desde outubro [do ano passado], ninguém decide mais &lt;br /&gt;nada nos Incras. Antes, pelas eleições, e depois, pela demora &lt;br /&gt;dos novos [superintendentes] em tomar posse."&lt;br /&gt;Somente na última semana os responsáveis pelos órgãos nos &lt;br /&gt;Estados começaram a ter suas nomeações divulgadas no "Diário &lt;br /&gt;Oficial da União". O anúncio dos nomes havia sido feito em &lt;br /&gt;meados do mês passado.&lt;br /&gt;Stedile afirmou que, por falta de assuntos políticos durante &lt;br /&gt;o Carnaval, a imprensa tem exagerado na repercussão das &lt;br /&gt;invasões.&lt;br /&gt;"Os episódios [invasões] que aconteceram são naturais, &lt;br /&gt;normais, não fazem parte de nenhuma nova campanha. Cada qual &lt;br /&gt;teve sua razão específica. Sempre houve e continuará havendo &lt;br /&gt;ocupações enquanto existirem grandes propriedades &lt;br /&gt;improdutivas de um lado e milhões de sem-terra de outro."&lt;br /&gt;Sobre as invasões às sedes do Incra em Cuiabá e Goiânia, &lt;br /&gt;Stedile afirmou: "Também são parte normal, em situações em &lt;br /&gt;que o governo não está tendo agilidade suficiente para tratar &lt;br /&gt;a gravidade que os problemas sociais exigem".&lt;br /&gt;Durante o Carnaval, trabalhadores rurais ligados ao MST &lt;br /&gt;invadiram áreas em São Paulo, no Paraná e em Santa Catarina, &lt;br /&gt;além das sedes mato-grossense e goiana do Incra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agenda petista&lt;br /&gt;Coordenador nacional do MST, João Paulo Rodrigues declarou &lt;br /&gt;ontem que a reforma agrária deve ser priorizada pelo governo &lt;br /&gt;federal ao lado das mudanças que estão sendo propostas no &lt;br /&gt;sistema tributário e na Previdência.&lt;br /&gt;"Não é fazer somente as reformas tributária e da Previdência &lt;br /&gt;que vai resolver o problema da concentração de terra no &lt;br /&gt;Brasil. [O governo] tem de cuidar também da reforma agrária e &lt;br /&gt;da questão da fome. Por isso acho que a reforma agrária não &lt;br /&gt;esteja em segundo plano."&lt;br /&gt;Segundo ele, as atuais reivindicações dos sem-terra fazem &lt;br /&gt;parte das propostas de campanha de Lula. "O que nós estamos &lt;br /&gt;levando para a sociedade é um debate que foi proposto pelo &lt;br /&gt;próprio Lula. Nós não estamos pedindo nada mais do que o &lt;br /&gt;presidente Lula prometeu para o povo brasileiro, que é &lt;br /&gt;assentar as famílias acampadas e fazer reforma agrária", &lt;br /&gt;disse o coordenador do MST.&lt;br /&gt;De acordo com João Paulo, a palavra "trégua" nunca foi citada &lt;br /&gt;pelos integrantes do governo federal em reuniões com os &lt;br /&gt;movimentos sociais, e as ações do MST não irão prejudicar uma &lt;br /&gt;eventual proposta a longo prazo do governo petista em relação &lt;br /&gt;à reforma agrária.&lt;br /&gt;"Não há nada de anormal no que os movimentos de sem terra &lt;br /&gt;sempre fizeram. Não acho que nossas ações venham a prejudicar &lt;br /&gt;um plano de reforma agrária a longo prazo. As ocupações &lt;br /&gt;somente vão terminar com o fim dos latifúndios no país. É &lt;br /&gt;tolerância zero contra o latifúndio."&lt;br /&gt;De acordo com João Paulo, o governo federal está passando por &lt;br /&gt;um período de "estruturação e conhecimento de terreno" para &lt;br /&gt;depois atender às reivindicações dos sem-terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;da série: nada como uma reunião para protelar uma ação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CLÓVIS ROSSI - &lt;br /&gt;http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0703200304.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita reflexão, pouca ação &lt;br /&gt;SÃO PAULO - Por mais birra que eu tenha de formulações &lt;br /&gt;teóricas para responder a problemas concretos, sou obrigado a &lt;br /&gt;reconhecer que Tarso Genro, falando mais como petista do que &lt;br /&gt;como secretário-executivo do Conselho de Desenvolvimento &lt;br /&gt;Econômico e Social, tem razão em pelo menos um ponto.&lt;br /&gt;Trata-se da resposta ao crescente desconforto de muito &lt;br /&gt;petista de carteirinha e de coração com uma política &lt;br /&gt;econômica absolutamente igual à do governo anterior, que era &lt;br /&gt;tão criticada pelo PT.&lt;br /&gt;Tarso lembra que a esquerda não tem no seu acervo uma &lt;br /&gt;experiência anterior de transição de um modelo para outro que &lt;br /&gt;não fosse de ruptura radical.&lt;br /&gt;O que estaria em curso, na visão de Tarso, que suponho seja a &lt;br /&gt;do governo em geral, "é um processo de acumulação para &lt;br /&gt;produzir uma transição ordenada do modelo neoliberal para &lt;br /&gt;outro modelo".&lt;br /&gt;No fundo, o que o comando do PT teme é dar razão à profecia &lt;br /&gt;de seus opositores, segundo a qual o partido não conseguiria &lt;br /&gt;fazer a transição sem produzir anarquia econômica.&lt;br /&gt;Até agora não houve anarquia, mas tampouco houve transição.&lt;br /&gt;Quando ela começa? Essa resposta ninguém vai arrancar dos &lt;br /&gt;petistas nem sob tortura.&lt;br /&gt;O que, sim, dá para adiantar -porque confirmado por mais de &lt;br /&gt;uma fonte palaciana-, é que o presidente Luiz Inácio Lula da &lt;br /&gt;Silva não quer mais concordar com aumentos de juros. Se e &lt;br /&gt;quando chegar o momento de dizer não nesse capítulo, aí, sim, &lt;br /&gt;estará começando a transição para um plano B, que ninguém &lt;br /&gt;ainda apresentou ao presidente.&lt;br /&gt;"Não há nenhuma comissão de plano B", ironiza Tarso. &lt;br /&gt;Completa: "O que há é uma reflexão permanente para criar &lt;br /&gt;condições para reduzir os juros e estimular o crescimento da &lt;br /&gt;economia".&lt;br /&gt;Então tá. Mas é preciso saber quando a "reflexão" deixa de &lt;br /&gt;ser permanente e vira ação.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5126612-90366392?l=2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90366392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90366392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://2006.blogspot.com/2003_03_02_archive.html#90366392' title=''/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143876075873368521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5126612.post-90274672</id><published>2003-03-06T18:14:00.000-08:00</published><updated>2003-03-06T18:14:18.390-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Feliz ano novo - Joelmir Beting                                                     &lt;br /&gt;                                                                                     &lt;br /&gt;Começa nesta Quarta-Feira de Cinzas e de ressaca, já em plena Quaresma, o ano  &lt;br /&gt;novo do Brasil. O próprio governo Lula, igualmente novo, avisou que precisaria &lt;br /&gt;de pelo menos dois meses para esquentar as cadeiras e as turbinas e desenhar   &lt;br /&gt;seu plano de vôo para a travessia de 2003. Ano do vai ou racha ou rebenta a    &lt;br /&gt;faixa.                                                                         &lt;br /&gt;As atividades econômicas em geral sempre funcionaram a meia bomba até a        &lt;br /&gt;passagem do carnaval. Em janeiro e fevereiro, férias de verão, administra-se o &lt;br /&gt;provisório e a protelação. Fábricas, lojas e serviços em geral limitam-se a    &lt;br /&gt;farejar iniciativas de mercado para o "depois do carnaval". Exceção, claro,    &lt;br /&gt;dos negócios plugados direta ou indiretamente nas compulsivas demandas do      &lt;br /&gt;lazer e da folia.                                                              &lt;br /&gt;Para os investimentos em publicidade comercial, com sobras para a propaganda   &lt;br /&gt;institucional, está estabelecido, desde os anos 50, um acordo tácito entre     &lt;br /&gt;anunciantes, agências e veículos de comunicação: as campanhas anuais são       &lt;br /&gt;colocadas em marcha só a partir de março, ano novo do Brasil.                  &lt;br /&gt;Pelo cheiro da brilhantina, a temporada 2003 talvez não saia das estreitas     &lt;br /&gt;bitolas de 2002 - o ano que ainda não terminou. E não por culpa do blefe       &lt;br /&gt;político da guerra bushista lá fora. É por obra e desgraça de nossa guerra sem &lt;br /&gt;quartel e sem trégua contra a inflação indexada, contra o desvio de rota do    &lt;br /&gt;câmbio ofídico, contra o trote de caranguejo das reformas institucionais,      &lt;br /&gt;contra os efeitos perversos de uma política monetária equivocada.              &lt;br /&gt;Mas já que hoje é dia de ano novo, isolemos sinais positivos destilados pelo   &lt;br /&gt;noticiário econômico da semana passada, vigília do carnaval da distensão       &lt;br /&gt;nacional. De fora para dentro, a percepção de que "o pior já passou" expressa  &lt;br /&gt;na revalorização do nosso estressado C-Bond e no declínio piedoso do           &lt;br /&gt;famigerado risco país.                                                         &lt;br /&gt;Sem mistério. O déficit externo em conta corrente já está abaixo de 1,5% do    &lt;br /&gt;PIB e o superávit primário interno, o das contas fiscais, acaba de cravar 7%   &lt;br /&gt;do PIB nesta decolagem do governo Lula. Lembram-se do pavor do tal de          &lt;br /&gt;"mercado" com um Lula lá implodindo o ajuste externo e o aperto interno?       &lt;br /&gt;Pois essa manipulação importada, que a coluna sempre tratou como "pânico       &lt;br /&gt;sacana", tende a continuar dando as cartas nesta Quaresma.                     &lt;br /&gt;De que maneira? Mantendo no câmbio orquestrado a anterior "precificação" do    &lt;br /&gt;Medo Lula acima de R$ 3,50. Cotação que amoita um prêmio de risco da ordem de  &lt;br /&gt;52,8%, arbitrado em causa própria pelos chacais da moeda na sinistrose de      &lt;br /&gt;2002.                                                                          &lt;br /&gt;Pelo sim, pelo não, salvo Bush em contrário, a banca internacional restabelece &lt;br /&gt;linhas de crédito para o Brasil em plena recarga da "aversão ao risco" da      &lt;br /&gt;guerra alheia. Nossas empresas já estão rolando 100% dos papagaios vincendos   &lt;br /&gt;nos dois lados do Atlântico Norte.                                             &lt;br /&gt;Pelos flancos da economia real, ainda no aguardo dos primeiros contratos e     &lt;br /&gt;pedidos deste ano novo do Brasil, o destaque vai para o PIB verde de           &lt;br /&gt;esperança: a nova safra brasileira de grãos, nesta primeira colheita do        &lt;br /&gt;governo Lula, acaba de ser reestimada pelo IBGE em 107,4 milhões de toneladas. &lt;br /&gt;Um recorde. Um décimo maior que a da última colheita de FHC.                   &lt;br /&gt;                                                                                     &lt;br /&gt;SECOS &amp; MOLHADOS                                                               &lt;br /&gt;Tartaruga - O organismo econômico brasileiro está vocacionado, historicamente, &lt;br /&gt;  para um crescimento anual de 7%. Nos oito anos do governo FHC, real a bordo, a &lt;br /&gt;  expansão anual média não passou de 2,3%. Aqui para 2003, cenaristas do sistema &lt;br /&gt;  financeiro juram por todos os juros que o PIB não passará de 2%. Ano passado,  &lt;br /&gt;  nada além de 1,5%.                                                             &lt;br /&gt;Para fora - O principal aditivo do PIB verde-amarelo de anemia é agora o setor &lt;br /&gt;  exportador. Por enquanto, mais placebo que aditivo. Os embarques para o mundo  &lt;br /&gt;  crescem abaixo de 8% ao ano. Certo, o comércio mundial contenta-se com 5% ou   &lt;br /&gt;  mesmo com 3%. Mas nossa base de torque ainda é ridícula: estamos exportando    &lt;br /&gt;  menos de 8% do PIB. Bem abaixo da média de 19% do planeta dos emergentes,      &lt;br /&gt;  tigrada à frente.                                                              &lt;br /&gt;Enjaulados - Com garrote tributário e arrocho monetário por enquanto           &lt;br /&gt;  irreversíveis, sem paralelo no mesmo planeta dos emergentes, jamais voltaremos &lt;br /&gt;  a crescer 7% ao ano. Nem com reza brava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;da série: eternamente colonia&lt;br /&gt;                                                                                     &lt;br /&gt;Ainda não decolou - Joelmir Beting                                                  &lt;br /&gt;                                                                                     &lt;br /&gt;Há cinco anos, março de 1997, a Bolsa de Valores de São Paulo movimentava, em    &lt;br /&gt;média, negócios de US$ 1 bilhão por dia, dólar então na paridade forjada de R$   &lt;br /&gt;1,05. O valor de mercado das empresas cotadas em bolsa transitava ao redor de US &lt;br /&gt;$ 340 bilhões.                                                                   &lt;br /&gt;Nesta Quaresma de 2003, dólar estacionado acima de R$ 3,50, o movimento diário   &lt;br /&gt;da Bovespa mal passa de US$ 150 milhões e o valor de mercado das empresas        &lt;br /&gt;negociadas está abaixo de US$ 100 bilhões. Ou exatos US$ 99 bilhões na travessia &lt;br /&gt;de fevereiro, segundo estimativas da consultoria Economática.                    &lt;br /&gt;A desvalorização cambial de 240%, em cinco anos, não explica tudo. Em real,      &lt;br /&gt;deflacionado pelo IGPM, o mercado brasileiro perdeu metade de sua densidade no   &lt;br /&gt;mesmo período. Em valores nominais, o Ibovespa subiu, ponta a ponta, apenas 9%.  &lt;br /&gt;Em dólar, despencou 68%.                                                         &lt;br /&gt;A evaporação do mercado brasileiro, de resto espancado por tributos oblíquos sem &lt;br /&gt;paralelo lá fora, foi de tal ordem que das 285 empresas que totalizavam 99% do   &lt;br /&gt;valor de mercado em março de 1997, um pelotão de 51 desertou da Bovespa sem      &lt;br /&gt;deixar saudade. E duas dezenas das que resistiram, as maiores, preferiram        &lt;br /&gt;colocar o pé direito na canoa chipada de Wall Street.                            &lt;br /&gt;Vai daí que o mercado de ações, DNA do capitalismo social, desfila em versão     &lt;br /&gt;brasileira um nanismo endêmico de doer o coração.                                &lt;br /&gt;Nem mesmo a existência viscosa de empréstimos bancários curtos e caros consegue  &lt;br /&gt;deslocar o financiamento do sistema produtivo do crédito para o capital. Ou do   &lt;br /&gt;credor para o sócio. O que levou Roberto Campos, ainda nos anos 80, a redefinir  &lt;br /&gt;o Brasil como um estranho no ninho: "Não somos um país capitalista. Ainda somos  &lt;br /&gt;um país capinanceiro."                                                           &lt;br /&gt;Com direito a disparates em cadeia. Nos últimos nove meses, temporada de juros   &lt;br /&gt;no alto e em alta, na ponta da aplicação do crédito, os investidores em renda    &lt;br /&gt;fixa, na base da captação do recurso, não estão conseguindo sequer empatar com a &lt;br /&gt;variação do IGPM. Não por acaso, o retorno sobre o patrimônio tem sido de 24,5%  &lt;br /&gt;nos bancos e de -13 a +6% nas fábricas, nas lojas e nos serviços.                &lt;br /&gt;Pelo sim, pelo não, o presidente da Bovespa, Raymundo Magliano Filho, deita o pé &lt;br /&gt;na estrada para fazer a catequese do investimento em ações e fundos de ações em  &lt;br /&gt;locais de trabalho, em trios elétricos e em palanques de praia.                  &lt;br /&gt;Esta semana, ele desfila em duas páginas da Veja a catequese do ABC do mercado   &lt;br /&gt;dentro de fábricas do ABC. A idéia é antiga: popularizar a opção do investimento &lt;br /&gt;em ações, no vácuo das recentes investidas de rebarbas do FGTS em títulos da     &lt;br /&gt;Vale e da Petrobrás.                                                             &lt;br /&gt;O programa de popularização do mercado de ações, usinado pela Bovespa, já passou &lt;br /&gt;pelo sinal verde do governo Lula. O presidente está de olho nele desde as        &lt;br /&gt;jornadas de transição. Falta quebrar a indiferença do Congresso. Raymundo        &lt;br /&gt;Magliano já conversou, lá mesmo em Brasília, com 487 deputados e 63 senadores.   &lt;br /&gt;A referência é a de sempre: apenas 2% das famílias brasileiras têm pé-de-meia em &lt;br /&gt;carteiras próprias e/ou coletivas de ações. Nos Estados Unidos, para variar,     &lt;br /&gt;52%.                                                                             &lt;br /&gt;                                                                                     &lt;br /&gt;SECOS &amp; MOLHADOS                                                               &lt;br /&gt;Virou vice - Em cinco anos, o Brasil perdeu a liderança física da economia da  &lt;br /&gt;  América Latina. No PIB, caímos para vice, comendo a poeira do México. Na       &lt;br /&gt;  Bolsa, o valor de mercado aqui está agora 15% abaixo do valor de mercado no    &lt;br /&gt;  México. O efeito câmbio explica muito, mas não explica tudo. No PIB, vamos de  &lt;br /&gt;  1,5% ao ano.                                                                   &lt;br /&gt;Virou coca - Em valor de mercado, o Brasil dos pregões, cotado a US$ 99        &lt;br /&gt;  bilhões, ficou do exato tamanho da Coca-Cola. Ou menor que a Merck dos         &lt;br /&gt;  remédios, cotada na semana passada a US$ 117 bilhões. Se serve de consolo ou   &lt;br /&gt;  de fofoca, em bolsa o Brasil vale dois Chile e quatro e meia Argentina...      &lt;br /&gt;Virou pauta - Em tempo. A popularização do mercado de ações, a partir de       &lt;br /&gt;  penada na legislação do FGTS, virou projeto de lei e já tem como relator o     &lt;br /&gt;  senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). O projeto enquadra o uso do FGTS e         &lt;br /&gt;  introduz na aplicação de risco em bolsa a garantia de um retorno mínimo de TR  &lt;br /&gt;  mais 3% ao ano. Ou seja: a rentabilidade máxima do dinheiro congelado no       &lt;br /&gt;  próprio FGTS.                                                                  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CLÓVIS ROSSI - http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0603200304.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Bolsa e a vida&lt;br /&gt;SÃO PAULO - Érica Fraga, repórter desta Folha com uma notável capacidade&lt;br /&gt;para escrever sobre economia de forma que os mortais comuns possamos&lt;br /&gt;entender, enveredou ontem pela Argentina.&lt;br /&gt;Mostrou, entre outras coisas, que "a Bolsa de Buenos Aires é a que mais&lt;br /&gt;subiu em dólares no mundo no ano e nos últimos 12 meses".&lt;br /&gt;Não, não quer dizer que a crise tenha acabado, que a moratória (decretada&lt;br /&gt;há mais de ano) tenha resolvido todos os problemas etc. O ponto não é esse.&lt;br /&gt;Mas seria desinformação ou má-fé atribuir a crise argentina à moratória. Ao&lt;br /&gt;contrário, a moratória é que foi consequência da crise.&lt;br /&gt;Ao ser decretada, por absoluta impossibilidade de pagamento, a moratória&lt;br /&gt;transformou-se em parte da solução, não em parte do problema, ao contrário&lt;br /&gt;do que apregoa o ensurdecedor coro neoliberal que ainda assola o planeta.&lt;br /&gt;A crise argentina foi causada primeiro pelo câmbio fixo, ao qual se juntou&lt;br /&gt;depois o tal "corralito" (retenção de depósitos e ativos financeiros) mais&lt;br /&gt;as sequelas da inevitável desvalorização do peso.&lt;br /&gt;É fácil entender a crise: se o Brasil paga até hoje o preço de ter adotado&lt;br /&gt;câmbio semifixo durante quatro anos, imagine o quanto não paga a Argentina,&lt;br /&gt;que ficou com o câmbio totalmente fixo durante dez anos.&lt;br /&gt;É claro que moratória, controle de câmbio e outros radicalismos do gênero&lt;br /&gt;não devem ser adotados alegremente -por bravata, ideologia ou o que quer&lt;br /&gt;que seja. Mas, se outras prioridades estiverem sendo afetadas, também não&lt;br /&gt;devem ser excomungados.&lt;br /&gt;Foi o que fez a Argentina depois de ir ao fundo do poço. Começa lentamente&lt;br /&gt;a sair dele.&lt;br /&gt;Fica claro, pois, que é tolice da mesma família adotar radicalismos por&lt;br /&gt;radicalismo, assim como o seria rejeitá-los por ideologia ou por temor&lt;br /&gt;reverencial ao mercado. A Bolsa de Buenos Aires que o diga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ELIANE CANTANHÊDE  -&lt;br /&gt;http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0603200305.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o plano A?&lt;br /&gt;BRASÍLIA - Quando todo o mundo começa a cobrar um plano B do governo Lula,&lt;br /&gt;com mais ou com menos desenvoltura, vem o presidente justamente de um&lt;br /&gt;partido aliado botar o dedo na ferida. Como é possível falar em plano B&lt;br /&gt;quando tudo indica que o que está faltando ainda é o próprio plano A?&lt;br /&gt;Em documento de 14 páginas endereçado aos 21 deputados e três senadores do&lt;br /&gt;PPS, o deputado Roberto Freire reclama que o PT passou esses anos todos tão&lt;br /&gt;preocupado e ocupado em fazer oposição e em disputar o poder que se&lt;br /&gt;esqueceu de um detalhe: produzir um projeto estratégico. Sem esse projeto&lt;br /&gt;não há programa executivo de governo.&lt;br /&gt;Freire não disse, mas o mais complicado é que Lula está sob dois focos de&lt;br /&gt;pressão cada vez mais cerrados. Um é pragmático, do mercado, para manter&lt;br /&gt;tudo como está. O outro é político, difuso e crescente sobretudo no&lt;br /&gt;Congresso, ansioso por mudanças já.&lt;br /&gt;Na versão política, causa incômodo, até espanto, um governo de esquerda&lt;br /&gt;assumir e repetir exatamente a política econômica recessiva, de superávits&lt;br /&gt;altos e juros estratosféricos, que tanto criticou no "malanismo". E o&lt;br /&gt;compromisso com o crescimento? E a promessa de empregos?&lt;br /&gt;Na versão pragmática, o risco é exatamente o oposto: é Lula não resistir à&lt;br /&gt;pressão política, ao discurso fácil, à cobrança da esquerda e resolver&lt;br /&gt;virar a mesa. E a inflação? E os indicadores macroeconômicos? E os&lt;br /&gt;investimentos?&lt;br /&gt;Enquanto o cerco aperta e Palocci resiste bravamente, as perguntas vão se&lt;br /&gt;multiplicando, extrapolando as fronteiras da oposição (PSDB e PFL) e dos&lt;br /&gt;radicais petistas (Heloísa Helena e cia.) e chegando aos aliados (à frente&lt;br /&gt;o PDT e agora o PPS de Freire, ambos com ministros bem instalados no&lt;br /&gt;governo que criticam). Muito pior: e à Fiesp, aos sindicatos...&lt;br /&gt;Mas a verdade é que os críticos reclamam, mas também não apresentam nenhum&lt;br /&gt;plano B. O problema do governo parece outro, de origem. Como diz Roberto&lt;br /&gt;Freire, a ausência do próprio plano A. É aí que FHC e Malan entram. E não&lt;br /&gt;saem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SINAIS - http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0503200301.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há cada vez mais sinais de que as dificuldades da política econômica diante&lt;br /&gt;da inflação e a batalha pela confiança causam desconforto ao presidente&lt;br /&gt;Lula.&lt;br /&gt;Primeiro, o presidente teria atacado as agências setoriais, que impedem o&lt;br /&gt;controle estatal das tarifas em serviços de infra-estrutura privatizados.&lt;br /&gt;Foi a crítica ao país "terceirizado".&lt;br /&gt;Pouco tempo depois, ainda segundo relatos indiretos, o presidente Lula&lt;br /&gt;teria resistido a um aumento ainda maior das taxas de juros na reunião mais&lt;br /&gt;recente do Copom.&lt;br /&gt;Escaramuças de menor calibre já ocorrem em torno da reorganização do Estado&lt;br /&gt;para desenhar e implementar políticas sociais e setoriais.&lt;br /&gt;Para os críticos de oposição, o governo não tem projeto e aumenta o risco&lt;br /&gt;de retorno a práticas clientelistas. Seriam exemplos o risco de conversão&lt;br /&gt;do BNDES em "hospital" de empresas falidas e a criação de um modelo&lt;br /&gt;inspirado na experiência das "câmaras setoriais".&lt;br /&gt;No Banco Central, há duas fontes de instabilidade. De um lado, a frustração&lt;br /&gt;de metas inflacionárias após sucessivas elevações de juros produz um&lt;br /&gt;desgaste do modelo. Quanto maiores as dúvidas sobre a sustentabilidade do&lt;br /&gt;regime de metas, maior será a fuga de capitais rumo a refúgios como o&lt;br /&gt;dólar, pressionando ainda mais a inflação. É um círculo vicioso que coloca&lt;br /&gt;riscos crescentes para as políticas do BC.&lt;br /&gt;Também no Banco Central permanece uma sombra de indefinição política e&lt;br /&gt;institucional, seja pelo futuro incerto da atual diretoria, seja pela&lt;br /&gt;probabilidade, aparentemente menor, de que o projeto de autonomia seja&lt;br /&gt;aprovado rapidamente.&lt;br /&gt;A leitura otimista desses sinais sugere que o governo Lula pode estar aos&lt;br /&gt;poucos se abrindo para uma nova proposta de política econômica.&lt;br /&gt;O pior cenário, no entanto, é o que traduz esses sinais numa tendência&lt;br /&gt;crescente à inconsistência do modelo num ambiente inflacionário e de&lt;br /&gt;restrições cada vez mais fortes ao crescimento econômico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5126612-90274672?l=2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90274672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90274672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://2006.blogspot.com/2003_03_02_archive.html#90274672' title=''/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143876075873368521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5126612.post-90119028</id><published>2003-03-04T08:35:00.000-08:00</published><updated>2003-03-04T08:35:40.013-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Diga não ao fogão - Joelmir Beting - http://www.estado.estadao.com.br/colunistas/joelmir/2003/02/joelmir030228.html&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De janeiro de 1995 a dezembro de 2002, oito anos corridos do governo FHC, a inflação medida pelo IPCA, índice das metas oficiais, acumulou ponta a ponta elevação de exatos 100,7%. Muito ou pouco? Pouco para a cultura inflacionista da Botocúndia (que se contentou com 84% ao mês no último suspiro do governo Sarney). Muito para um rarefeito programa de estabilização, ainda distante da estabilidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O importante é dar uma espiada na autópsia desse índice já arquivado. Nas vísceras dele, os tumores não removidos da (re)indexação de contratos e tarifas monitorados pelos três níveis de governo. Ou seja: os preços praticados livremente pelo mercado, sob o chicote da concorrência e da substituição, acumularam naquele mesmo período remarcações ponta a ponta abaixo de 70%. Já os chamados preços administrados, com peso ao redor de 30 na estrutura do IPCA, simplesmente deram uma banana nanica e um abacaxi pérola aos esforços coletivos pela estabilização do real. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falam os números indecentes: em oito anos, para aquele IPCA de 100,7%, os preços regulados por contrato e/ou por imperícia subiram nada menos de 228,3%. Entre outros, a gasolina nossa de cada dia cravou 261,7%. O transporte coletivo nas sete maiores metrópoles deixou-se remarcar em 274,8%. A conta da força e da luz a domicílio emplacou 262,1%. Com apagão de contrapeso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que dizer da telefonia fixa? As linhas instaladas duplicaram no período de 19 milhões para 38 milhões, mas as tarifas totalizaram reajustes contratuais de 509,7%. Mas o campeão da inflação por decreto acabou sendo, caprichosamente, o único item de consumo presente simultaneamente em 97% dos lares brasileiros: o gás de botijão. Remarcação acumulada (até aqui não explicada e muito menos justificada) de 500,69%, do Plano Real até o mês passado, segundo a Fipe. Por enquanto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois tome o governo Lula, a bordo dessa "herança maldita", acionando uma divisão estritamente técnica, o Banco Central, para um apelo político a todos os brasileiros: "Digam não à inflação!" Está na ata do Copom, divulgada quarta-feira, para explicar e justificar o novo arrocho monetário no rodapé do novo ciclone inflacionário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vez de o presidente Lula aparecer em rede nacional de rádio e televisão, às 20 horas, para legitimar em dois minutos um "pacto social contra a inflação", a cruzada palaciana apelou para um dispositivo inodoro e insípido de exortação acaciana: "O Copom avalia que, além dos efeitos diretos da política monetária (...), são importantes as reações da sociedade contra a inflação, para propiciar um recuo mais significativo da variação dos preços." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro: arrocho no crédito e juros no alto e em alta não produzem "efeitos diretos". A menos que se admita como adequado combater inflação típica de custos com elevação dos encargos financeiros da produção e do consumo. Segundo: o reator da reinflação do IPCA, agora na bitola gregoriana de dois dígitos, está nos preços de governo e não nos preços de mercado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem é que vai dizer não ao gás de fogão? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SECOS &amp; MOLHADOS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas frentes - Não bastaria desencantar os preços administrados - pelo desacato de contratos de concessão. Seria igualmente preciso arrancar as unhas da mão-de-gato da dolarização. Seja a dolarização natural de preços privados, seja a dolarização espúria de preços públicos. Caso da "lógica de mercado" da estatal Petrobrás. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No desmanche - Na dolarização dos preços privados, nada tem o governo a fazer no bloco dos importados. Os consumidores já estão há três anos travando o repasse de um bocado de "ajustes cambiais" em tabelas de fábrica e em vitrines de loja. Há mercados literalmente em escombros, com retração de demanda da ordem de 10 para 1. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que não? - Duro de deglutir tem sido a dolarização sem remorso de festejados produtos de exportação. Em especial aço, papel, açúcar e óleo de soja. Em países atentos, sob certas condições, há taxação sobre exportação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De caráter emergencial ou regulatório - vulgo confisco cambial. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5126612-90119028?l=2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90119028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90119028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://2006.blogspot.com/2003_03_02_archive.html#90119028' title=''/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143876075873368521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5126612.post-90118595</id><published>2003-03-04T08:26:00.000-08:00</published><updated>2003-03-04T08:26:28.436-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>VINICIUS TORRES FREIRE - http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0303200304.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decepções&lt;br /&gt;SÃO PAULO - Aparecem sinais de que Lula da Silva está atônito diante das amarras das instituições e do desastre financeiro deixados por FHC. A decepção também pipoca em uma e outra pesquisa de opinião pública que circula no mercado e, diz o rumor, também no governo.&lt;br /&gt;A frustração brota da impotência diante dos juros, e em torno disso gravita o debate nacional. Mas juros e/ou preços estão altos porque não temos crédito em dólar. O resto é derivado ou tecnicalidade.&lt;br /&gt;Num país de economia e poder ínfimos, não se pode fazer muito para atrair crédito. O que se pode fazer são reformas radicais, muito além do que FHC propunha e da pílula FHC dourada que o PT propõe.&lt;br /&gt;No meio do caminho está uma classe média alta infensa à mudança de status, que se acredita vítima, e não beneficiária, do sistema. Está a falta de um partido popular que dê voz aos miseráveis, partido que não é o PT, que nem social-democrata ora é capaz de ser. Havia o MST, que não passou de movimento de reivindicações tacanhas e de caráter revolucionário retrógrado e autoritário.&lt;br /&gt;Políticos corruptos e bancos viram bodes expiatórios. Bancos decerto são parte do problema, mas não embutem solução. O debate político é louco e burro, restrito a embates do "mercado" com "radicais do PT", ambos restolhos caricatos de equívocos econômicos. A revolta popular se transmuda em crime apenas.&lt;br /&gt;Não está em discussão nenhuma redistribuição radical de fundos públicos. Não há força ou idéias para reorientar o destino do investimento privado. A administração cotidiana ora é incapaz de imaginar alternativa para fazer ao menos parte do país andar enquanto permanece a asfixia financeira aguda.&lt;br /&gt;Assim, espera-se, se vier, novo ciclo de entrada de capital externo, sempre o motor descontínuo do país, ciclos aproveitados com mais ou menos competência pelos governos e com crassa inépcia, para não dizer pior, por FHC. De resto, o país está travado por falta de consensos mínimos ou de força social capaz de aumentar a temperatura política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5126612-90118595?l=2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90118595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90118595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://2006.blogspot.com/2003_03_02_archive.html#90118595' title=''/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143876075873368521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5126612.post-90118472</id><published>2003-03-04T08:24:00.000-08:00</published><updated>2003-03-04T08:24:00.856-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O ESTADO DO PT - http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0203200302.htm&lt;br /&gt;Se o pouco tempo no governo torna injustas algumas das críticas ao presidente Lula, é preciso reconhecer que, dentro e fora do PT, vem crescendo a frustração com a ausência de uma política alternativa.&lt;br /&gt;As propostas do PT sempre apontaram para outra política econômica e também para uma nova dinâmica no cenário político brasileiro.&lt;br /&gt;Pior: como o presidente Lula e seus ministros têm sido incapazes de apontar para mudanças substantivas, ganha força a hipótese de que talvez esse modelo nem sequer tenha sido formulado pela sua equipe.&lt;br /&gt;Não basta querer o consenso sobre reformas, é preciso colocar sobre a mesa uma proposta. O governo Lula tem fugido a essa responsabilidade.&lt;br /&gt;A idéia de uma transição em si é oportuna, mas em tese nada impede que o governo coloque também às claras qual é o seu projeto de longo prazo para o Brasil.&lt;br /&gt;Sem isso, a transição parece um fim em si mesmo, cuja única face visível é o continuísmo das políticas econômicas e das práticas políticas que sempre foram criticadas pelo PT.&lt;br /&gt;Ao menos em parte essa transição em meio a um vazio de estratégias se deve a dificuldades práticas.&lt;br /&gt;Depois de quase duas décadas de reformas liberais, o mero reordenamento da máquina do governo federal no sentido do desenvolvimento econômico é um desafio formidável.&lt;br /&gt;No entanto o governo Lula poderia ao menos ser mais transparente e consequente se saísse do atual estado de mera reiteração do modelo econômico do governo anterior.&lt;br /&gt;Se as mudanças serão microeconômicas, então que o seu sentido venha a debate, ainda que não exista o Estado ideal para a sua implementação.&lt;br /&gt;É o que se esperava, contra ou a favor, de um governo petista, seja pela sua tradição de críticas ao modelo neoliberal vigente, seja porque objetivamente a política de arrocho fiscal e monetário tem sido incapaz de conter a crise inflacionária.&lt;br /&gt;O continuísmo econômico está associado ao continuísmo de práticas políticas clientelistas. A ampliação da base parlamentar condicionada pela troca de cargos por apoio, sem que se explicitem as propostas e projetos em jogo, é temerária.&lt;br /&gt;Os negaceios peemedebistas e o loteamento de ministérios e demais escalões tornam ainda mais difícil não apenas o surgimento de um Estado consistente com a agenda histórica do PT mas a mobilização do governo para uma estratégia coesa em torno de políticas de longo prazo.&lt;br /&gt;O combate à fome parece hoje principalmente uma operação de marketing político distante no tempo. Mas a política econômica e o Estado que a executa continuam envoltos na incerteza, enquanto o país caminha para a recessão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NO PLANALTO - http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0203200320.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Governo impõe mordaça ao funcionalismo &lt;br /&gt;JOSIAS DE SOUZA&lt;br /&gt;DIRETOR DA SUCURSAL DE BRASÍLIA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No passado recente, a junção do PT com a máquina de xerox interrompeu a carreira de vários segredos nas repartições públicas de Brasília. Infiltrado na engrenagem do Estado, o petismo abiscoitou dados sigilosos de sucessivas administrações, de Sarney a FHC.&lt;br /&gt;Receando provar do próprio veneno, o governo do ex-PT adotou a política da língua presa. Submetidos a uma espécie de centralismo informativo, os funcionários públicos são "aconselhados" a evitar contatos com jornalistas. Justo, muito justo, justíssimo.&lt;br /&gt;Sob Lula, Brasília vive uma fase de oba-oba. Que não pode ser conspurcada pela desenvoltura de jornalistas fuçadores. Ir muito fundo na investigação de qualquer tema é um desserviço à causa da unanimidade.&lt;br /&gt;O repórter que pergunta demais é um chato que deve ser contido. Pelo menos até entender que o ambiente de oba-oba não comporta a velha dicotomia entre certo e errado. Agora só há o conveniente e o inconveniente. E a crítica não convém.&lt;br /&gt;A situação de Lula reclama compreensão. É dura a vida de um presidente que luta para salvar a biografia ao mesmo tempo em que cuida da unidade do PMDB, que quer um ou dois ministérios, não uma boa reputação. Não é fácil dividir uma cena que se pretendia renovadora com atores antiquados como José Sarney.&lt;br /&gt;A hora é mesmo de ajudar o governo. Vai aqui, a propósito, uma sugestão: a censura deveria ser estendida ao primeiro escalão.&lt;br /&gt;O que se depreende das declarações oficiais é que presidente e ministros não têm nada a dizer. Repetem idéias e conceitos de governos anteriores, sobretudo da gestão FHC.&lt;br /&gt;A estratégia da língua presa pode estimular a suspeita de que a administração petista se autoconsidera impublicável. Mas não se deve enxergar na medida um viés antidemocrático.&lt;br /&gt;Está preservado o direito de qualquer um de concordar inteiramente com o governo.&lt;br /&gt;Iniciada na Presidência, a política da língua sitiada escala a Esplanada. É o que demonstra o documento reproduzido nesta página. Na SDE (Secretaria de Direito Econômico), órgão que pende do organograma da pasta da Justiça, os funcionários já não podem dizer um "olá" aos jornalistas sem pedir autorização aos superiores. Justo, muito justo, justíssimo.&lt;br /&gt;A SDE está na bica de analisar a fusão Varig-TAM. O negócio tende a impor ao consumidor passagens mais caras e serviços mais vulgares. Mas a transação é costurada sob os auspício$ do bom e velho BNDES. De modo que o questionamento não convém.&lt;br /&gt;No Planalto, a gestão do cercadinho da informação foi confiada ao general Jorge Armando Félix, chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional). O correio eletrônico dos funcionários vem sendo bombardeado com orientações sobre o que convém: evitar jornalistas, trancar portas e gavetas etc, etc, etc...&lt;br /&gt;Informou-se em nota: "Eventuais indiscrições e inconfidências podem prejudicar os órgãos detentores do conhecimento, as autoridades responsáveis, o governo e o país".&lt;br /&gt;O mais provável é que o esforço se revele inócuo. Em pouco tempo, o ex-PT vai descobrir que os funcionários "impatrióticos" são tantos que não há número suficiente de militares para controlá-los. Sempre restará a alternativa de levar as línguas rebeldes ao paredão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5126612-90118472?l=2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90118472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90118472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://2006.blogspot.com/2003_03_02_archive.html#90118472' title=''/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143876075873368521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5126612.post-90118397</id><published>2003-03-04T08:22:00.000-08:00</published><updated>2003-03-04T08:22:38.310-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Elio Gaspari - http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0203200319.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mico vai para o assalariado do setor formal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou ao PFL uma cópia de um estudo no qual estima-se que a inflação de 2003 fique entre 12% e 18%. Número para tirar sono de qualquer ekipekonômica.&lt;br /&gt;A inflação está se comportando como o mico dos anúncios dos tubos Tigre. Ela pula do ombro de um para o ombro de outro até que se acomoda no assalariado do setor formal.&lt;br /&gt;A ekipekonômica tucano-petista acreditou que uma estabilização do dólar provocaria um recuo da inflação. Essa expectativa subestimou o grau de indexação da economia. O mico pulou do ombro dos senhorios, dos concessionários de serviços públicos, da turma que mama nos juros (todos protegidos pela indexação). Quem trabalha fora do setor formal procurou se proteger aumentando seus preços. O mico foi para cima do assalariado do setor formal, e o supermico ficou com os servidores públicos.&lt;br /&gt;Coisa tão amarga que até Lula já reclamou do seu salário. Sua receita líquida diminuiu.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5126612-90118397?l=2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90118397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90118397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://2006.blogspot.com/2003_03_02_archive.html#90118397' title=''/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143876075873368521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5126612.post-90118329</id><published>2003-03-04T08:21:00.000-08:00</published><updated>2003-03-04T08:21:18.170-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>AJUSTE PETISTA - http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0203200318.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem alternativa por ora, presidente aposta nas reformas e demonstra insatisfação com funcionamento do governo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lula é pressionado a ter "plano B" econômico &lt;br /&gt;KENNEDY ALENCAR&lt;br /&gt;DA SUCURSAL DE BRASÍLIA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos 15 dias, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sofreu pressão nos bastidores do governo para pensar num "plano B" para a economia. Ele, por ora, descartou a hipótese e, avaliando que não há alternativa viável no momento, deu mostras de que manterá a política do ministro Antonio Palocci, da Fazenda.&lt;br /&gt;Lula crê que seu mandato será salvo pela política, implementando as reformas previdenciária e tributária. A partir daí, até a reeleição estaria bem encaminhada.&lt;br /&gt;A Folha conversou com interlocutores e auxiliares de Lula para saber o que próprio presidente pensa sobre seus dois meses de poder. Lula está insatisfeito com o andamento gerencial de alguns ministérios e programas sociais.&lt;br /&gt;Daí o diagnóstico de que cabe principalmente a ele, fazendo política, aprovar as reformas previdenciária e tributária para garantir o sucesso de seu mandato. No eventual segundo governo, mais experiente, viriam transformações sociais pregadas historicamente pelo PT.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gerenciamento e reformas&lt;br /&gt;Inoperância no Ministério do Planejamento, crise no Fome Zero, falta de foco dos ministros Benedita da Silva (Assistência e Promoção Social) e Olívio Dutra (Cidades), excesso de atribuições e estilo centralizador do ministro José Dirceu (Casa Civil) são problemas que levaram Lula a concluir que o governo vai mal na rotina administrativa. O PT aprende a ser governo a duras penas, tem repetido o presidente.&lt;br /&gt;O sucesso da reunião com os governadores e a resposta rápida à crise de segurança no Rio evidenciaram que é na grande política que o governo vai bem. Pesquisas internas mostram que a imagem de Lula é a de um presidente preocupado e disposto a resolver os problemas da população.&lt;br /&gt;Essa imagem dá a Lula um cacife político que, se bem usado, conseguirá aprovar duas reformas complicadas, mas fundamentais para despertar expectativas positivas na comunidade financeira internacional e eliminar entraves que emperram o crescimento econômico do Brasil.&lt;br /&gt;Os dois parágrafos anteriores são, quase literalmente, o diagnóstico de uma reunião reservada de Lula com a cúpula do governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palocci na mira&lt;br /&gt;Pela primeira vez, o ministro da Fazenda, Antonio Palocci Filho, não recebeu críticas apenas do expoentes da ala radical do PT. Gente graúda demonstrou, reservadamente, dúvidas em relação ao sucesso da receita econômica do ministro da Fazenda.&lt;br /&gt;A lista de críticos inclui o presidente do BNDES, Carlos Lessa, o líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP), o ministro Guido Mantega (Planejamento), o ministro Ciro Gomes (Integração Nacional), o governador Roberto Requião (PMDB-PR) e a economista Maria da Conceição Tavares. Crítica do "malanismo" de Palocci, Maria da Conceição falou longamente com Lula por mais de uma vez nas últimas semanas. O presidente a escuta.&lt;br /&gt;O ministro da Fazenda, porém, tem dois grandes trunfos:&lt;br /&gt;1) Consulta Lula sobre toda decisão dura. Um exemplo foi antecipar para o presidente, antes da última reunião do Conselho de Política Monetária, o segundo aumento de juros do ano;&lt;br /&gt;2) Palocci tem o apoio firme dos outros dois ministros que, com ele, formam a cúpula da cúpula do governo, José Dirceu e Luiz Gushiken (Comunicação de Governo e Gestão Estratégica). Dissipou-se a tensão que havia entre José Dirceu e Palocci na transição de governo.&lt;br /&gt;Gushiken é um antigo amigo de Palocci e o curinga de Lula. Participa de todas as reuniões importantes, da política à economia, do Fome Zero ao pacote de segurança para o Rio.&lt;br /&gt;Apesar dos trunfos de Palocci, Lula tem um processo de tomada de decisão que estimula a busca permanente de novas opiniões.&lt;br /&gt;Aí mora o perigo para o ministro da Fazenda, afirma um auxiliar de Lula, referindo-se à conversa com a economista Maria da Conceição Tavares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mercadante e Ciro&lt;br /&gt;Dias atrás, por exemplo, Mercadante disse que não foi ministro da Fazenda porque não quis. A declaração foi interpretada no governo como um recado para Palocci de que Lula tinha e tem alternativa para o seu posto.&lt;br /&gt;A versão de Mercadante é parcialmente verdadeira. Se quisesse a Fazenda, Lula não teria como dizer não. Argumento: Mercadante deu a cara econômica do PT durante anos. Seria injusto e politicamente complicado rifá-lo.&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, Lula deixou claro, por intermédio de interlocutores, que preferia que ele não pedisse o posto. A rigor, Lula não o queria na Fazenda. O presidente acha que Mercadante deve esperar a vez de ser ministro.&lt;br /&gt;Mercadante, aliás, é o candidato de Lessa, Requião e cia. ao lugar de Palocci. Numa conversa com Lula, Requião chegou a dizer que o PT vive a "Síndrome de Estocolmo". "Estão apaixonados por seus algozes", brincou Requião, ao falar que a política econômica de Palocci repetia Malan e que precisava ser mudada.&lt;br /&gt;Ciro Gomes, por exemplo, anda quieto, suportando corte de gastos e evitando o estilo verborrágico e arestoso da eleição.&lt;br /&gt;No entanto, o ministro da Integração Nacional soltou a um amigo uma inconfidência: acha suicida a linha econômica de Antonio Palocci Filho.&lt;br /&gt;Avaliação: o Brasil não controla todos os fatores que afetam esse modelo de extrema vulnerabilidade externa. Logo, radicalizar o modelo, como faz o ministro Palocci na esperança de conquistar a confiança do mercado e revertê-lo, seria ilusão.&lt;br /&gt;Numa crise, crêem aliados de Ciro, ele poderia assumir a Fazenda. Gente próxima a Luiz Inácio Lula da Silva diz o contrário: muito difícil isso ocorrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5126612-90118329?l=2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90118329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90118329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://2006.blogspot.com/2003_03_02_archive.html#90118329' title=''/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143876075873368521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5126612.post-90118277</id><published>2003-03-04T08:20:00.000-08:00</published><updated>2003-03-04T08:20:18.250-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O câmbio nos tempos do real - http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0203200308.htm&lt;br /&gt;ROBERTO GIANNETTI DA FONSECA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma frase, dita pelo ex-ministro Mário Henrique Simonsen nos anos 70, que ainda ecoa com frequência na minha memória: "Inflação alta castiga, mas câmbio desajustado mata!".&lt;br /&gt;A experiência recente tem dado provas cabais de que esta afirmação é absolutamente verídica. Basta olhar para o que aconteceu nos últimos anos na Argentina para entender a que ponto uma equivocada política cambial pode afundar a economia de um país que tinha e tem todas condições e fundamentos básicos para ser uma grande nação.&lt;br /&gt;Aqui no Brasil, a prolongada sobrevalorização cambial que prevaleceu de junho de 1994 a janeiro de 1999 quase nos leva também a um destino trágico, o que só não ocorreu porque o mercado impôs a mudança da política cambial no momento em que esgotavam-se as alternativas de sustentação das contas externas. Mas o estrago que foi produzido nas contas públicas dos governos federal e estaduais ao longo do período, como também na estrutura do setor exportador brasileiro, custou-nos muitas dezenas de bilhões de dólares.&lt;br /&gt;Alguns, que ainda teimam em enxergar a realidade histórica, dirão que esse foi o preço necessário para conquistar a estabilidade monetária introduzida em 1994 pelo Plano Real; mas o que se argumenta é que, com um pouco mais de bom senso e ousadia, poderíamos ter reduzido substancialmente esse preço sem ter posto em risco a estabilidade. Mas isso são águas passadas.&lt;br /&gt;O fato é que a introdução do câmbio flutuante em 1999 trouxe uma outra dinâmica para a economia brasileira, tornando-a muito mais confiável e competitiva na ótica de investidores e financiadores internacionais. Em pouco tempo os fatos decorrentes vieram contradizer os analistas apocalípticos que anunciavam o fim da estabilidade e o colapso do Plano Real logo após a mudança do regime cambial. A introdução simultânea e bem-sucedida do regime de metas de inflação veio consolidar essa nova fase no Banco Central, que se inaugurou com a posse de Armínio Fraga.&lt;br /&gt;A partir de 2000 a inflação recuou para patamares moderados, as exportações deram um salto de 16% sobre os níveis do ano anterior e a economia começou a crescer ao redor de 4,3% ao ano. Tudo parecia que ia bem, até que, a partir de maio de 2001, vieram a crise energética no Brasil, os atentados de 11 de setembro, as fraudes contábeis nas grandes corporações americanas e a onda de aversão a risco que ainda perdura no mercado financeiro internacional.&lt;br /&gt;Nesse contrafluxo de sucessivos eventos negativos, era preciso agir com a máxima cautela, a fim de prever as consequências num futuro próximo. E a questão cambial tornou-se novamente uma variável crítica diante da nova conjuntura internacional e da ainda frágil situação de nossas reservas externas.&lt;br /&gt;Naquele momento era preciso planejar com astúcia e habilidade a atuação do Banco Central no manejo do câmbio, procurando evitar na origem as previsíveis ações especulativas que os operadores financeiros iriam procurar realizar aproveitando-se do nervosismo na fase pré-eleitoral. Pois é no ambiente de alta volatilidade cambial que as mesas de câmbio e de tesouraria dos bancos sempre obtiveram polpudos lucros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;A meu ver, tem faltado recentemente ao Banco Central uma gestão mais perspicaz e habilidosa do câmbio&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante do iminente risco de desvalorização adicional do real, as empresas com obrigações em moeda forte passaram a demandar crescentes volumes de hedge cambial, o que, como numa profecia auto-realizável , acabou acelerando a queda do real no mercado de câmbio. Debateu-se então se, para defender o real e satisfazer a demanda de hedge pelo mercado, deveria o BC atuar diretamente no mercado de derivativos ou, alternativamente, emitir títulos da dívida pública interna denominados em dólares. Sem argumentos convincentes, a diretoria do Banco Central à época decidiu pela emissão maciça de títulos em dólares, chegando a dolarizar cerca de 40% de nossa gigantesca dívida interna.&lt;br /&gt;Pois bem, não bastasse isso, ainda se estabeleceu para parte desses títulos o período de vencimento entre setembro e outubro de 2002, ou seja, em pleno pleno período eleitoral, quando era previsível que o ambiente especulativo estaria fervendo. E, para completar, avisou-se ao mercado, num espírito de ingênua transparência, que tais títulos não seriam rolados, mas liquidados no vencimento. Foi o convite que faltava para que os insaciáveis operadores de plantão puxassem a Ptax (a taxa de câmbio média do dia anterior ao vencimento dos títulos) às alturas.&lt;br /&gt;A meu ver, tem faltado recentemente ao Banco Central uma gestão mais perspicaz e habilidosa do câmbio, não no sentido de intervir de forma perversa, determinando cotações irrealistas, como as que criticamos severamente nos tempos da sobrevalorização cambial, durante o primeiro mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso. Mas sim desmontando as posições especulativas que recorrentemente o mercado vem impondo, gerando nestes últimos meses uma clara subvalorização do real, como também uma volatilidade cambial que tem sido o sonho dos operadores de mesas de câmbio.&lt;br /&gt;Sem querer ser pretensioso, corro o risco de afirmar que a solução para impedir essa especulação cambial é muito simples e já foi aplicada pelo próprio BC no início dos anos 90, quando, pela primeira vez na história recente, a flutuação cambial foi introduzida na economia brasileira. Trata-se, em primeiro lugar, de tornar sigilosa a posição líquida que o Banco Central deseja operar a cada dia. Afinal, jogador de truco que se preze não mostra suas cartas para o adversário. Até porque o direito de blefe deve ser recíproco, e quem não blefa no jogo cambial dificilmente ganha.&lt;br /&gt;Pois bem, para manter o sigilo, somente o presidente e o diretor responsável, a cada manhã, deveriam decidir quanto estaria disponível em reservas para a mesa de câmbio do BC operar no mercado. Seriam criadas duas mesas de câmbio, que, incomunicáveis entre si, receberiam ordens simultâneas de compra e de venda de dólares em valores múltiplas vezes superiores ao valor líquido acordado para o dia. O mercado, sem saber a posição do Banco Central e confuso com as simultâneas ordens de compra e venda, dificilmente conseguiria arbitrar a taxa como vem fazendo.&lt;br /&gt;Se é para mudar que o governo Lula foi eleito, fica minha sugestão para a gestão cambial, vinda de quem assiste com tristeza ao BC levando goleada. Basta de volatilidade excessiva e de especulação permanente. O câmbio deve ser flutuante, mas nem tanto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;Roberto Giannetti da Fonseca, 53, economista e empresário, é coordenador do Conselho de Comércio Exterior do Estado de São Paulo. Foi secretário-executivo da Camex (2000-2002).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5126612-90118277?l=2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90118277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90118277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://2006.blogspot.com/2003_03_02_archive.html#90118277' title=''/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143876075873368521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5126612.post-90118238</id><published>2003-03-04T08:19:00.000-08:00</published><updated>2003-03-04T08:19:36.623-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>CLÓVIS ROSSI  - http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0103200304.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procura-se plano B &lt;br /&gt;SÃO PAULO - Quem acha que tem um plano econômico alternativo e viável pode enviá-lo com certa urgência para pr@planalto.gov.br.&lt;br /&gt;É o endereço eletrônico de Luiz Inácio Lula da Silva, que anda bastante incomodado com essa coisa de ter de aumentar juros, aumentar o superávit primário -enfim, arrochar a economia.&lt;br /&gt;A Folha ouviu, no Palácio do Planalto, que o presidente tende a não mais aceitar nem novo aumento de juros nem outra elevação do superávit fiscal (este, de todo modo, não será mesmo necessário).&lt;br /&gt;A busca de um, digamos, plano B significa que o ministro Antonio Palocci Filho e seu programa, cópia do de Pedro Malan, esteja sendo rifado? Não, responde o deputado Delfim Netto (PPB-SP).&lt;br /&gt;"Lula demonstra absoluta confiança no esquema que o Palocci montou", diz Delfim. Você vai perguntar, com toda a razão: o que o Delfim está fazendo num texto que fala do governo do PT?&lt;br /&gt;Delfim é um discreto, mas constante, interlocutor da equipe econômica. Foi ele, por exemplo, quem apresentou os estudos (de resto citados na coluna semanal que ocupa na Folha) para demonstrar que a alta de juros, em qualquer circunstância, tem, sim, efeito contra a inflação.&lt;br /&gt;Mesmo que não confiasse no "esquema Palocci", Lula não tem um plano B à mão.&lt;br /&gt;O problema é que o próprio Delfim calcula que "a inflação vá continuar subindo até junho, cada vez menos, mas subindo". Bom, aí virão pressões para continuar aumentando os juros, o que colidirá com a disposição de Lula de não aceitar.&lt;br /&gt;Nessas circunstâncias, um plano B tende a se tornar mais urgente dentro de três ou quatro meses.&lt;br /&gt;O ministro Palocci aposta que, desaparecido o problema Iraque, cesse a pressão sobre o câmbio e, por extensão, sobre a inflação.&lt;br /&gt;Nessa hipótese, o vigente plano A ganha sobrevida. Apostas?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5126612-90118238?l=2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90118238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90118238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://2006.blogspot.com/2003_03_02_archive.html#90118238' title=''/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143876075873368521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5126612.post-90118054</id><published>2003-03-04T08:15:00.000-08:00</published><updated>2003-03-04T08:15:54.840-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>da série: dividindo responsabilidades&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CRESCIMENTO PÍFIO&lt;br /&gt;Segundo o IBGE, a economia brasileira desacelerou a partir do primeiro trimestre de 2001 e está praticamente estagnada. A taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) foi de apenas 1,5% em 2002. Resultado ligeiramente acima do do ano anterior (1,4%). Como a estimativa de crescimento populacional para o período é de 1,3%, o PIB per capita expandiu-se mero 0,2%.&lt;br /&gt;A pequena expansão foi liderada pelo setor agropecuário e pela indústria extrativa mineral, que aproveitam a desvalorização da moeda nacional para ampliar as exportações. Realmente, as exportações foram o único componente da demanda que apresentou crescimento relevante, 7,7%. O consumo das famílias, os gastos em investimento e as importações tiveram quedas expressivas.&lt;br /&gt;Com a divulgação desses dados, pode-se começar a avaliação do período governado por FHC. Os resultados não são promissores. A economia brasileira apresentou uma expansão média anual de 2,3% entre 1995 e 2002. Já o PIB per capita teve crescimento médio de 0,9% no período. Se forem considerados apenas os anos após a desvalorização cambial e a adoção do câmbio flutuante, os resultados são mais desfavoráveis. A taxa de crescimento média ficou em 1,63%; e a do PIB per capita, em 0,3%. Portanto foi pior do que a chamada "década perdida". Entre 1981 e 1990, a economia cresceu 1,66%.&lt;br /&gt;Esses dados parecem demonstrar que a estratégia de aprofundamento da inserção comercial e financeira do país nos mercados globais malogrou. A fuga dos investidores estrangeiros, diante de um aumento da aversão ao risco, impôs forte ajuste nas contas externas. A economia teve de ser contida, e a moeda desvalorizada para gerar saldos comerciais.&lt;br /&gt;É preciso articular outra estratégia, na qual as agências públicas de financiamento estimulem os investimentos nos setores exportadores (alguns operando próximos da capacidade produtiva) e na substituição de importações. Essa política precisa ser deslanchada rapidamente, para reduzir a dependência externa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONGRESSO - http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc2802200302.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o quinto reajuste que os parlamentares se dão nos últimos três meses&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deputados aumentam sua verba de gabinete em 35% &lt;br /&gt;RANIER BRAGON&lt;br /&gt;DA SUCURSAL DE BRASÍLIA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados aprovou na manhã de ontem um reajuste de 35,65% na verba de gabinete dos 513 deputados, decisão que eleva em R$ 61 milhões o gasto anual para este fim. A decisão vai de encontro ao aperto orçamentário promovido pelo governo federal.&lt;br /&gt;A partir de agora, cada deputado terá direito a R$ 9.200 a mais por mês -totalizando R$ 35 mil por gabinete- para contratar e pagar salário de assessores, que podem chegar até a 20 (antes do reajuste, o limite era de 18).&lt;br /&gt;Este é o quinto aumento que os deputados concedem a si próprios nos últimos três meses. Em janeiro, eles reajustaram os salários em 53,6%, passando para R$ 12,7 mil, e a verba de representação (para montagem de escritórios nos Estados) em 71,4%, passando de R$ 7.000 para R$ 12 mil. Também houve aumento do dinheiro para passagens aéreas dos parlamentares (40%) e para gastos de correio e telefone (10,5%).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reunião&lt;br /&gt;A reunião que definiu o aumento de ontem ocorreu na casa do presidente da Câmara, João Paulo Cunha (SP), que pertence ao PT, partido que sempre criticou ações deste tipo. A Folha apurou que João Paulo propôs um aumento para R$ 30 mil agora e para R$ 35 mil no ano que vem, mas foi voto vencido.&lt;br /&gt;A maioria dos outros sete integrantes da Mesa -só não estava presente o primeiro vice-presidente, Inocêncio Oliveira (PFL-PE)- afirmou que o aumento escalonado levaria a Casa a passar, em vez de um, por dois desgastes. Alguns disseram acreditar que a proximidade do Carnaval, quando o cenário político em Brasília se esvazia, amenizará a repercussão negativa da medida.&lt;br /&gt;Uma consulta ao Ministério do Planejamento revela que o orçamento repassado pela União à Câmara -que não sofre contingenciamento- cresceu quase o dobro da inflação medida entre 1995 e 2003.&lt;br /&gt;Neste período, o repasse saltou de R$ 675 milhões para R$ 1,9 bilhão, aumento de 187%. Já o IPC-A do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) -índice oficial do governo para medir a inflação- variou 105%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Unanimidade"&lt;br /&gt;Em entrevista, João Paulo disse que a decisão "pode não ser a melhor", mas seria "necessária" porque, segundo ele, o assunto é "quase uma unanimidade" entre os parlamentares.&lt;br /&gt;"Nós temos que reconhecer que estamos vivendo um momento difícil, o país passa por um momento de dificuldade, mas a Câmara precisava tomar uma medida, nem sempre as medidas são fáceis e tranquilas, às vezes são difíceis", afirmou.&lt;br /&gt;O presidente da Câmara evitou comentar as divergências na definição do tamanho do reajuste. "Evidentemente assumo, como presidente da Casa, a responsabilidade pelo ato que vou assinar", disse o deputado petista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Constrangimento&lt;br /&gt;O fato é que o assunto causou constrangimento entre os deputados federais, que se dividiam em evitar as entrevistas ou criticar a medida.&lt;br /&gt;"Não entendo deste assunto", disse, por exemplo, o deputado José Carlos Aleluia, líder do PFL na Casa. Inocêncio e Luiz Piauhylino (PSDB-PE), ambos membros da Mesa, não quiseram falar sobre o assunto.&lt;br /&gt;O deputado Fernando Gabeira (RJ), do mesmo PT de João Paulo, deu o tom do pensamento dos críticos: "Estamos entrando na contramão da história. Podemos correr o risco de ficar como os políticos da Argentina, que nem podiam sair às ruas porque eram vaiados e hostilizados".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CLÓVIS ROSSI - http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz2802200304.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aposta no que fracassou &lt;br /&gt;SÃO PAULO - Lembra-se da expressão "década perdida", criada para designar os anos 80, a partir dos quais estancou o crescimento da economia brasileira, que vinha sendo o maior do mundo?&lt;br /&gt;Sabe quanto, na média anual, cresceu a economia na "década perdida"? De acordo com os dados do Ipea (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas), cresceu 1,66%.&lt;br /&gt;Sabe quanto o Brasil cresceu na meia década que vai de 1998 a 2002, ou seja, no período que, grosso modo, corresponde ao segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso? Menos que na "década perdida": 1,63%, de acordo com os dados oficiais.&lt;br /&gt;Qual foi, em linhas gerais, a política econômica aplicada durante essa "meia década perdida"? Dólar flutuante (e hipervalorizado na maior parte do tempo a partir do colapso do real em janeiro de 1999). Superávits fiscais (que não haviam sido a regra no primeiro período FHC). Metas de inflação. Juros sistematicamente elevados -entre os maiores do mundo, ao menos em termos nominais.&lt;br /&gt;É só somar um mais dois e chegar à implacável conclusão de que esse tipo de política ou é um baita fracasso ou, para colocar a coisa de forma piedosa, é incapaz de produzir crescimento econômico (e, recentemente, até de evitar o galope da inflação).&lt;br /&gt;É desnecessário dizer que baixo (ou nenhum) crescimento econômico é pai e mãe de desemprego elevado, de queda na renda do assalariado etc., números que também vieram a público nos dias recentes.&lt;br /&gt;Bom, a esta altura, todo mundo está esfregando as mãos de satisfação, porque o eleitorado, em outubro, preferiu escolher a mudança. Pena que a mudança não esteja visível.&lt;br /&gt;Dólar flutuante, superávits fiscais ainda mais elevados, juros ainda mais salgados, metas de inflação cada vez mais relaxadas. Essa é a mudança? Ou é mais do mesmo?&lt;br /&gt;Por que devo acreditar que o que não deu certo entre 1998 e 2002 dará certo agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5126612-90118054?l=2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90118054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90118054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://2006.blogspot.com/2003_03_02_archive.html#90118054' title=''/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143876075873368521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5126612.post-90116518</id><published>2003-03-04T07:45:00.001-08:00</published><updated>2003-03-04T07:45:41.043-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Trabalho no limbo - Joelmir Beting&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.estado.estadao.com.br/colunistas/joelmir/2003/02/joelmir030222.ht&lt;br /&gt;ml&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Certo dia, perguntaram a Enzo Ferrari se ele se considerava mais&lt;br /&gt;importante&lt;br /&gt;      que Henry Ford ou que Karl Benz na história do automóvel.&lt;br /&gt;    Ferrari não se perturbou: "Eu sou o inventor de uma paixão de quatro&lt;br /&gt;rodas.&lt;br /&gt;      Benz, ajudado por Daimler, inventou o automóvel. Ford inventou a&lt;br /&gt;indústria&lt;br /&gt;      automobilística. Ou mais que isso: Ford inventou a fábrica."&lt;br /&gt;    Eu acrescentaria: Ford não se contentou em inventar a produção seriada,&lt;br /&gt;em&lt;br /&gt;    massa. Cuidou, até por causa disso, de inventar o mercado de massa.&lt;br /&gt;Baixando a&lt;br /&gt;    lei da consagração do capitalismo no século 20. Artigo 1.º: quem faz o&lt;br /&gt;emprego&lt;br /&gt;    do trabalhador é o consumidor, que é o próprio trabalhador. Artigo 2.º:&lt;br /&gt;cada&lt;br /&gt;    empresa tem o mercado que merece - dependendo do salário que paga.&lt;br /&gt;    Essas reflexões rebrotam nas marolas de um fenômeno recorrente nas duras&lt;br /&gt;lides&lt;br /&gt;    do capitalismo opulento: o da transferência de boa tranche dos ganhos de&lt;br /&gt;    produtividade do fator trabalho (quando tecnicamente assistido e&lt;br /&gt;instrumentado)&lt;br /&gt;    para a remuneração dos trabalhadores. Com sobras para os consumidores -&lt;br /&gt;    contemplados por produtos e serviços cada vez melhores a custos e preços&lt;br /&gt;cada&lt;br /&gt;    vez menores.&lt;br /&gt;    Essa pragmática filosofia fordiana, sob certos aspectos mais importante&lt;br /&gt;que a&lt;br /&gt;    portentosa doutrina keynesiana, teve sua última e estrepitosa&lt;br /&gt;manifestação na&lt;br /&gt;    segunda metade da década passada. Lá mesmo nos Estados Unidos. A&lt;br /&gt;produtividade&lt;br /&gt;    americana, elástico já então puxado, cresceu sustentadamente nas&lt;br /&gt;engenharias de&lt;br /&gt;    gestão, de projeto, de processo, de produção, de produto e de relações&lt;br /&gt;de&lt;br /&gt;    mercado.&lt;br /&gt;    Deram-se, com ela, dois efeitos ainda não devidamente sopesados pela&lt;br /&gt;análise&lt;br /&gt;    econômica estabelecida: 1) a recarga da produtividade do sistema&lt;br /&gt;produtivo não&lt;br /&gt;    produziu desemprego no conjunto da economia, na justa medida em que&lt;br /&gt;ampliou&lt;br /&gt;    mercados e serviços movidos a trabalho humano; 2) a transferência de&lt;br /&gt;extratos&lt;br /&gt;    dela para trabalhadores e consumidores, sobre expandir a renda e o&lt;br /&gt;consumo, não&lt;br /&gt;    reatiçou a carestia.&lt;br /&gt;    Cá por estas bandas, ainda não temos medidores confiáveis para as curvas&lt;br /&gt;de&lt;br /&gt;    produtividade do setor produtivo como um todo. A radiografia mais&lt;br /&gt;próxima da&lt;br /&gt;    realidade é de alcance setorial: o da Confederação Nacional da Indústria&lt;br /&gt;para as&lt;br /&gt;    fábricas do Brasil.&lt;br /&gt;    No indicador, a CNI decodifica a produtividade do fator mão-de-obra,&lt;br /&gt;    isoladamente. Na década passada, tempo de modernização industrial a&lt;br /&gt;toque de&lt;br /&gt;    caixa, pegando no tranco ou no tapa, o índice 100, plantado em 1992,&lt;br /&gt;escalou 126&lt;br /&gt;    em 1994, cravou 148 em 1997 e não deixou por menos de 168 em 2000. Ano&lt;br /&gt;passado,&lt;br /&gt;    contentou-se com 170, avanço de apenas 1,7% sobre 2001.&lt;br /&gt;    Diferentemente do que ocorreu recentemente nos Estados Unidos, o aumento&lt;br /&gt;da&lt;br /&gt;    eficiência do trabalho por unidade de produto não segurou o emprego nem&lt;br /&gt;    vitaminou o salário. Vai daí que o mercado interno acabou chorando na&lt;br /&gt;rampa da&lt;br /&gt;    compressão do emprego e da renda, com PIB tísico de 2,2% ao ano no&lt;br /&gt;período.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      SECOS &amp; MOLHADOS&lt;br /&gt;      Sem reator - Ano passado, segundo o IBGE, a indústria cresceu 1,5%,&lt;br /&gt;mas o&lt;br /&gt;      emprego industrial encolheu 0,9% e a folha salarial recuou 2,4%.&lt;br /&gt;Conta-se com&lt;br /&gt;      algo semelhante nesta travessia do primeiro ano da Era Lula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Sem alívio - O consumo de ponta deve continuar literalmente erodido&lt;br /&gt;por&lt;br /&gt;      impostos ocultos e por juros obscenos. Nada de alívio no garrote&lt;br /&gt;tributário e&lt;br /&gt;      nenhuma trégua no arrocho monetário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Sem atalho - Sondagens cruzadas revelam que, de 1995 a 2002, a criação&lt;br /&gt;de&lt;br /&gt;      novos empregos cresceu 2,1% ao ano. Abaixo da expansão média de 2,2%&lt;br /&gt;para o&lt;br /&gt;      PIB e de 2,3% para a População Economicamente Ativa (PEA).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Sem entrada - Na expansão da PEA, o alarme laranja: na faixa de 14 a&lt;br /&gt;18 anos,&lt;br /&gt;      a do primeiro emprego, a exclusão de mercado já passa de 50%. No&lt;br /&gt;conjunto da&lt;br /&gt;      força nacional de trabalho, a desocupação vai de 10% (IBGE) a 20%&lt;br /&gt;(Dieese).&lt;br /&gt;      Incluídos o emprego precário e o trabalho informal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5126612-90116518?l=2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90116518'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90116518'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://2006.blogspot.com/2003_03_02_archive.html#90116518' title=''/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143876075873368521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5126612.post-90116495</id><published>2003-03-04T07:45:00.000-08:00</published><updated>2003-03-04T07:45:15.763-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>ROBERTO MANGABEIRA UNGER&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Como quebrar o Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Imposta em nome da prudência, a política econômica&lt;br /&gt; atual arruína, desnecessariamente, o país. Por isso é&lt;br /&gt; vital compreender os equívocos sobre os quais ela&lt;br /&gt; repousa. E nada mais importante, no desfazimento&lt;br /&gt; desses equívocos, do que distinguir o indispensável&lt;br /&gt; realismo fiscal do recurso intolerável a uma recessão&lt;br /&gt; deliberadamente agravada.&lt;br /&gt; O governo eleva os juros e corta o crédito, quando os&lt;br /&gt; salários já estão arrochados, porque diz que precisa&lt;br /&gt; combater a inflação. Mas de onde vem a pressão&lt;br /&gt; inflacionária? Da desvalorização cambial e do&lt;br /&gt; endividamento do Estado. Os títulos públicos, com os&lt;br /&gt; benefícios e os usos que ostentam no Brasil,&lt;br /&gt; funcionam como moeda indexada. Já que o governo se vê&lt;br /&gt; obrigado a adiar o pagamento da maior parte do que&lt;br /&gt; deve, esse superdinheiro se avoluma, realimentando,&lt;br /&gt; com força crescente, a inflação. E cada aumento dos&lt;br /&gt; juros piora a dinâmica da dívida pública.&lt;br /&gt; Antes da volta da inflação, o Brasil já enfrentava o&lt;br /&gt; espectro, ainda mais urgente, de crise de balanço de&lt;br /&gt; pagamentos. Essa crise foi, e continua a ser, contida&lt;br /&gt; por desvalorização do câmbio, recessão interna&lt;br /&gt; (aviltamento dos salários e restrição do crédito) e&lt;br /&gt; consequente melhora da balança comercial. A solução,&lt;br /&gt; porém, ajudou a fazer ressurgir a inflação ao mesmo&lt;br /&gt; tempo em que empobreceu o país. Em vez de produzirmos&lt;br /&gt; mais, ligando potência exportadora a aprofundamento&lt;br /&gt; do mercado interno, simplesmente ampliamos a parcela&lt;br /&gt; do produto nacional, estagnado, que transferimos para&lt;br /&gt; fora.&lt;br /&gt; Adianta, para barrar a inflação de agora, ficar&lt;br /&gt; aumentando juros e cortando crédito? Só se se for&lt;br /&gt; radicalizar na política recessiva. A aposta do&lt;br /&gt; governo é que não será preciso radicalizar: se o&lt;br /&gt; governo oferecer aos mercados financeiros, em nome da&lt;br /&gt; confiança, nossos braços, não terá de oferecer nossas&lt;br /&gt; pernas. Começará a chover dinheiro de novo. A&lt;br /&gt; confiança permitirá baixar os juros. Os juros mais&lt;br /&gt; baixos possibilitarão o crescimento. O crescimento&lt;br /&gt; nos deixará cuidar do social. Tudo muito insensato.&lt;br /&gt; Tudo repetidamente desmentido pelo que tem acontecido&lt;br /&gt; no mundo em volta. Vão querer as pernas também.&lt;br /&gt; A insensatez ficará patente à medida que os&lt;br /&gt; trabalhadores insistirem, como devem, por justiça e&lt;br /&gt; para o bem do Brasil, na reposição de seus salários.&lt;br /&gt; Não há como aceitá-la dentro da lógica da política&lt;br /&gt; vigente.&lt;br /&gt; A reorientação deve começar pelo reconhecimento de&lt;br /&gt; cinco verdades. A primeira verdade é que nenhum país,&lt;br /&gt; nas condições atuais, enriquece com o dinheiro dos&lt;br /&gt; outros. A poupança estrangeira pode apenas&lt;br /&gt; suplementar nossos esforços. A segunda verdade é que&lt;br /&gt; a confiança financeira conta, porém menos do que as&lt;br /&gt; condições objetivas para recuperar a economia real.&lt;br /&gt; Educar e produzir é o que importa; o dinheiro que&lt;br /&gt; corra atrás da produção. A terceira verdade é que a&lt;br /&gt; valorização dos salários e a democratização de&lt;br /&gt; oportunidades - para aprender, trabalhar e produzir -&lt;br /&gt; são decisivas para que se retome o crescimento.&lt;br /&gt; Representam os vínculos mais fortes entre o econômico&lt;br /&gt; e o social. A quarta verdade é que, para poder atuar&lt;br /&gt; de acordo com as três verdades anteriores, é preciso&lt;br /&gt; estar pronto para impor, quando necessário, controles&lt;br /&gt; mais rigorosos sobre a saída de capital brasileiro. E&lt;br /&gt; para quedas-de-braço sobre juros e prazos com os&lt;br /&gt; credores do Estado até onde o respeito aos contratos&lt;br /&gt; permitir. Não é o fim do mundo; fim do mundo é nos&lt;br /&gt; resignarmos à mistura venenosa da estagnação com a&lt;br /&gt; injustiça. A quinta verdade é que o instinto de&lt;br /&gt; sobrevivência sempre acaba por prevalecer sobre o&lt;br /&gt; sentimento de intimidação. Em algum momento, o&lt;br /&gt; autoflagelamento perderá o charme e o poder. Tomara&lt;br /&gt; que seja antes de quebrar o Brasil.&lt;br /&gt; Roberto Mangabeira Unger: &lt;br /&gt; www.law.harvard.edu/unger&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CLÓVIS ROSSI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um país feudal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SÃO PAULO - A leitora Maria Inês Caetano Ferreira matou a charada do que é&lt;br /&gt;o Brasil, na carta publicada no sábado, em que tratava do caso dos grampos&lt;br /&gt;na Bahia, ao dizer que o modelo de "relação social (está) mais para o&lt;br /&gt;século 19 do que para o 21".&lt;br /&gt;É verdade que Maria Inês delimitou a sua observação ao tratamento da&lt;br /&gt;mulher, no caso o da amante do senador Antonio Carlos Magalhães, que, de&lt;br /&gt;fato, a serem verdadeiras as informações até aqui divulgadas, foi tratada&lt;br /&gt;como posse do amo.&lt;br /&gt;Mas a leitora poderia perfeitamente ter estendido a observação a todos os&lt;br /&gt;campos das relações sociais e políticas no Brasil (e não só na Bahia).&lt;br /&gt;O país ainda vive, desgraçadamente, um estágio virtualmente feudal, em que&lt;br /&gt;seres humanos e o próprio Estado são tratados como propriedade privada do&lt;br /&gt;dono da sesmaria.&lt;br /&gt;Ninguém podia ignorar que o padrão de comportamento de coronéis como ACM é&lt;br /&gt;o que está descrito no noticiário recente.&lt;br /&gt;Não obstante, esse tipo de senhor feudal mereceu, sempre, o respeito dos&lt;br /&gt;mandatários, fossem eles os supostamente austeros generais do período&lt;br /&gt;militar, fosse o supostamente moderno governo de Fernando Henrique Cardoso.&lt;br /&gt;Única exceção, é justo ressalvar: o período Itamar Franco.&lt;br /&gt;Mesmo o PT, o partido que em tese teria tudo para romper o molde dessas&lt;br /&gt;relações "mais para século 19 que 21", comportou-se mansamente. É verdade&lt;br /&gt;que José Dirceu, o chefe da Casa Civil, saiu domingo ao ataque.&lt;br /&gt;Mas como o leitor acha que teria sido o comportamento petista se o episódio&lt;br /&gt;tivesse vindo a público há, digamos, um ano e o suspeito fosse FHC ou&lt;br /&gt;alguém próximo dele?&lt;br /&gt;Aliás, como se teriam comportado membros da brigada carlista na mídia nessa&lt;br /&gt;hipótese e como se comportam agora?&lt;br /&gt;Está explicado, Maria Inês, porque o Brasil não chegou nem sequer ao século&lt;br /&gt;20 e nem dá muita esperança de que esteja perto de fazê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz2502200304.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lógica do arrocho - Joelmir Beting&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.estado.estadao.com.br/colunistas/joelmir/2003/02/joelmir030223.ht&lt;br /&gt;ml#&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; "A História diz que os governos nunca aprendem.Só os governantes - quando&lt;br /&gt;deixam o&lt;br /&gt;                                      governo."&lt;br /&gt;                     (Milton Friedman, Prêmio Nobel de Economia)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Afinal, a quem interessa juros no alto e em alta? Ao setor público&lt;br /&gt;      descapitalizado e endividado, com papagaios de R$ 636 bilhões&lt;br /&gt;empinados no tal&lt;br /&gt;      de "mercado"? Não. Sem contar o desgaste político precoce de um&lt;br /&gt;governo de&lt;br /&gt;      perfil salvacionista que se deixa enredar com pajelanças monetaristas&lt;br /&gt;de&lt;br /&gt;      matriz acadêmica, pero anacrônica.&lt;br /&gt;    A popularidade interna e a credibilidade externa do governo Lula fazem&lt;br /&gt;um&lt;br /&gt;    capital político tão precioso quanto volátil. A recarga do arrocho&lt;br /&gt;monetário&lt;br /&gt;    made in Copom do Bacen aumenta a aflição dos aflitos - os 175 milhões de&lt;br /&gt;    brasileiros direta ou indiretamente abalroados por ela. Entre os quais,&lt;br /&gt;os 53&lt;br /&gt;    milhões de eleitores que colocaram todas as fichas de uma vida melhor no&lt;br /&gt;    mudancismo petista.&lt;br /&gt;    Ocorre que, se esse novo torniquete nas cervicais de um mercado interno&lt;br /&gt;já&lt;br /&gt;    patogenicamente arrochado tem massa crítica para erodir a popularidade&lt;br /&gt;interna,&lt;br /&gt;    nada tem de predador para a credibilidade externa. Por uma simples e&lt;br /&gt;triste&lt;br /&gt;    razão: a avaliação lá fora no novo Brasil de Lula, a que interessa ao&lt;br /&gt;Banco&lt;br /&gt;    Central ou à Granja do Torto, não é a da mídia ou a da opinião pública.&lt;br /&gt;É a da&lt;br /&gt;    banca internacional enrustida. Que tem como auditor ou avalista das&lt;br /&gt;coisas do&lt;br /&gt;    Brasil a ortodoxia doutrinária do FMI &amp; Cia.&lt;br /&gt;    Banca internacional e respectiva versão nacional. Os bancos brasileiros&lt;br /&gt;    aprenderam a ganhar dinheiro, muito dinheiro, com inflação, com&lt;br /&gt;deflação, com&lt;br /&gt;    indexação, com desindexação, com expansão, com recessão, com crédito&lt;br /&gt;curto, com&lt;br /&gt;    crédito solto, com Sarney, com Collor, com Itamar, com FHC, com Lula&lt;br /&gt;lá... tanto&lt;br /&gt;    faz.&lt;br /&gt;    A lógica bancária made in Brasil capinanceiro é meridiana: se não dá&lt;br /&gt;para ganhar&lt;br /&gt;    menos sobre cada vez mais, que se fature mais sobre cada vez menos.&lt;br /&gt;Ganha-se com&lt;br /&gt;    sobras na unidade do crédito o que se deixa de ganhar no volume do&lt;br /&gt;próprio. E o&lt;br /&gt;    calote? Se o risco é 10, cobra-se do mutuário honesto e pontual um&lt;br /&gt;prêmio 12, um&lt;br /&gt;    prêmio 15, um prêmio 18. Ou seja: também o calote dá dinheiro.&lt;br /&gt;    Que o diga o "spread" bancário aí pela média de 37% nas pessoas&lt;br /&gt;jurídicas e de&lt;br /&gt;    53% nas pessoas físicas (ou cívicas). Grosso modo, "spread" é a&lt;br /&gt;distância que&lt;br /&gt;    separa o que o banco paga ao poupador numa ponta e o que cobra do&lt;br /&gt;tomador na&lt;br /&gt;    outra. Sem contar o repasse a custo quase zero dos depósitos à vista não&lt;br /&gt;    remunerados. Ou melhor: do que sobra desses ativos pós recolhimento&lt;br /&gt;compulsório&lt;br /&gt;    agora levantado para 60% e exigibilidades afins de mais 8%.&lt;br /&gt;    Ora, mesmo operando com menos de um quinto dos recursos totais no&lt;br /&gt;financiamento&lt;br /&gt;    da produção e do consumo, os bancos brasileiros acabam de desfilar&lt;br /&gt;balanços&lt;br /&gt;    anuais com retorno médio de 24,5% sobre o patrimônio. As maiores e&lt;br /&gt;melhores&lt;br /&gt;    empresas do setor produtivo contentaram-se com 5,6%.&lt;br /&gt;    Está na cara, pois, que não interessa ao sistema financeiro, assim&lt;br /&gt;vitorioso,&lt;br /&gt;    qualquer mudança nas regras desse jogo bruto. A tal ponto que os&lt;br /&gt;analistas a&lt;br /&gt;    serviço desses mesmos bancos, aqui dentro e lá fora, estão aplaudindo,&lt;br /&gt;desde&lt;br /&gt;    quarta-feira, a segunda pisada petista nos tubos de oxigênio da economia&lt;br /&gt;    brasileira.&lt;br /&gt;    Eles festejam o novo lance de "austeridade monetária corajosa e&lt;br /&gt;responsável" do&lt;br /&gt;    governo Lula e suspiram fundo: "Nem FHC teria ousado tanto. Muito menos,&lt;br /&gt;um&lt;br /&gt;    governo Serra..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      SECOS &amp; MOLHADOS&lt;br /&gt;      No ventre - Se é para recolocar o IPCA na jaula de um dígito anual,&lt;br /&gt;que se&lt;br /&gt;      contenha a reindexação contratual das tarifas administradas pelo&lt;br /&gt;próprio&lt;br /&gt;      governo. Incluídos os preços abusivamente dolarizados da energia e do&lt;br /&gt;      petróleo-é-nosso. Ambos, com efeito multiplicador na formação de&lt;br /&gt;custos e&lt;br /&gt;      preços de toda a economia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Carrefour - Não é o arrocho monetário equivocado que pode segurar a&lt;br /&gt;inflação&lt;br /&gt;      pelos chifres. É o efeito Carrefour vs. Pão de Açúcar: choques de&lt;br /&gt;competição&lt;br /&gt;      (e modernização) nos terminais de consumo. Onde foi rechaçado, nos&lt;br /&gt;últimos 12&lt;br /&gt;      meses, o repasse de um IPA de 38,6% para um IPC de 13,8%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Sinistrose - Reverter a recarga do IPCA também exige reversão da&lt;br /&gt;sinistrose&lt;br /&gt;      nacional agora ampliada pelo novo sufoco financeiro da produção e do&lt;br /&gt;consumo.&lt;br /&gt;      As empresas preferem ganhar menos sobre cada vez mais e não, ao&lt;br /&gt;contrário dos&lt;br /&gt;      bancos, mais sobre cada vez menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5126612-90116495?l=2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90116495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90116495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://2006.blogspot.com/2003_03_02_archive.html#90116495' title=''/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143876075873368521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5126612.post-90116389</id><published>2003-03-04T07:43:00.000-08:00</published><updated>2003-03-04T07:43:11.856-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O &lt;br /&gt;programa FOME ZERO foi lançado no comecinho do governo, há &lt;br /&gt;uns 40 dias. Só ontem começou pra valer. Nesses 40 dias as &lt;br /&gt;pessoas comeram o quê? Grama? Terra? Se elas tinham o que &lt;br /&gt;comer, não tem sentido o programa. Se não tinham, morreram de &lt;br /&gt;fome. Por que demorou tanto? Por que não se estruturou tudo &lt;br /&gt;isso que foi feito em janeiro e fevereiro em novembro e &lt;br /&gt;dezembro passados? Não tem alguém por aí que vive dizendo &lt;br /&gt;que "quem tem fome tem pressa?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5126612-90116389?l=2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90116389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90116389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://2006.blogspot.com/2003_03_02_archive.html#90116389' title=''/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143876075873368521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5126612.post-90116333</id><published>2003-03-04T07:42:00.000-08:00</published><updated>2003-03-04T07:42:02.543-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>o ilustríssimo senhor presidente do Banco Central do Brasil ou é ingênuo, ou bobo ou está agindo de má-fé. Num país com a tal de "memória inflacionária" como o nosso, o que ele pensa que vai acontecer após a declaração de que a inflação esse ano vai ficar maior do que o previsto? &lt;br /&gt;a. Todos vão baixar os preços, visando desmenti-lo para desmoralizar ainda mais o já desmoralizado governo Lula;&lt;br /&gt;b. Nada, ninguém liga para o que o presidente do Banco Central fala;&lt;br /&gt;c. Banco Central? Mas quem manda no dinheiro do Brasil não é o tal de "mercado"?&lt;br /&gt;d. Os preços vão subir, porque todo mundo vai querer se proteger da inflação que virá, o que só vai confirmar a bobagem dita pelo "ilustríssimo", fazendo com que ele parece o "Oráculo de Delfos".&lt;br /&gt;Não se diz que a inflação vai ficar maior que o previsto - isso, aqui no Brasil, equivale a dizer "SUBAM OS PREÇOS!!!". Aliás, quem tem feito supermercado nos últimos dias nem precisava ler isso - já está sentindo no bolso. Deus nos ajude!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5126612-90116333?l=2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90116333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90116333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://2006.blogspot.com/2003_03_02_archive.html#90116333' title=''/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143876075873368521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5126612.post-90116285</id><published>2003-03-04T07:40:00.000-08:00</published><updated>2003-03-04T07:40:55.090-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Dizer que o tempo é pouco(2 meses) é uma falácia - o PT ganhou a eleição 5 meses &lt;br /&gt;atrás e está há doze anos (no mínimo) criticando os governos &lt;br /&gt;eleitos com uma arrogância de quem, se estivesse lá, saberia &lt;br /&gt;exatamente o que fazer. Como pudemos constatar, não sabe, nem &lt;br /&gt;tem a menor idéia do que fazer. O discurso do PT (que ainda &lt;br /&gt;hoje de manhã pude confirmar numa entrevista do José Dirceu &lt;br /&gt;no Bom Dia, Brasil!) se baseia em 3 pontos: criticar o &lt;br /&gt;governo anterior, falar de reformas e que sem elas o país &lt;br /&gt;quebra, e falar sobre como retirar direitos - esse papo é &lt;br /&gt;exatamente o mesmo do governo FHC, com excessão, talvez, do &lt;br /&gt;primeiro ponto. Não mudou nada. A mesma conversa, a mesma &lt;br /&gt;lenga-lenga, a mesma incapacidade. Um governo que ficou tanto &lt;br /&gt;tempo falando mal de quem estava no poder deveria ter &lt;br /&gt;assumido com projetos prontos, idéias novas, confirmar a &lt;br /&gt;esperança que todos tinham e transformá-la em fatos &lt;br /&gt;concretos. Pura decepção. Essa história de "discutir com a &lt;br /&gt;sociedade" me parece o tal do "Livre Arbítrio" - um ótimo &lt;br /&gt;jeito de eximir de responsabilidades alguém que é totalmente &lt;br /&gt;incapaz de resolvê-las. Outro dia ainda o Lula estava &lt;br /&gt;reclamando oas jornalistas que não tinha mais tempo de tomar &lt;br /&gt;sol e de almoçar com a "patroa" no Alvorada. Tadinho...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5126612-90116285?l=2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90116285'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90116285'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://2006.blogspot.com/2003_03_02_archive.html#90116285' title=''/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143876075873368521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5126612.post-90116171</id><published>2003-03-04T07:38:00.000-08:00</published><updated>2003-03-04T07:38:32.390-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>JANIO DE FREITAS - http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc2302200304.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade que falta &lt;br /&gt;A explicação que Luiz Inácio Lula da Silva vem repetindo, para contestar que a política econômica do seu governo seja a continuidade da praticada pelo governo anterior, não tem fundamento e, de certo modo, até serve como confirmação do que pretende negar.&lt;br /&gt;Dizer que a Carta ao Povo Brasileiro, lançada como peça da campanha eleitoral, fazia referência a um período de transição, é dizer uma verdade, mas exatamente a verdade que falta à política econômica do governo. Transição é o fim da permanência, é mudança de lugar, de forma ou de modo, é não estar mais na situação anterior sem chegar ainda à nova.&lt;br /&gt;Desde a escolha do presidente do Banco Central até o recente e segundo aumento de juros, tudo o que foi feito ou dito em política econômica reproduziu, sem mudança alguma de concepção e de método, as práticas e os argumentos da política econômica do governo anterior. Ou seja, ainda não houve nem sequer o início de ação que sugira mudança, ou, nos termos adotados para a Carta, início de transição da política econômica ortodoxa e pró-"mercado" para alguma outra.&lt;br /&gt;É evidente que Lula, os que executam a política econômica e o PT conhecem muito bem a relação indispensável entre transição e movimento de mudança, mesmo que só incipiente. Tanto que, na Carta, falaram em começar pelo período de transição e, na TV, Lula prometia que "a mudança de política econômica é tarefa para o primeiro dia" de seu governo. Transição e mudança eram conceitos devidamente associados.&lt;br /&gt;Tal como a Carta, a promessa ficou impressa. Também indissociáveis, para que uma não se preste a distorções e escapismos contrários à outra - e à autenticidade dos fatos e das palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5126612-90116171?l=2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90116171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90116171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://2006.blogspot.com/2003_03_02_archive.html#90116171' title=''/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143876075873368521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5126612.post-90116142</id><published>2003-03-04T07:37:00.000-08:00</published><updated>2003-03-04T07:37:58.153-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>De Friedman a Freud - Joelmir Beting&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      De Lula ao mercado: "Pare de me dizer a toda hora o que devo ou não&lt;br /&gt;devo&lt;br /&gt;      fazer. Afinal, quem foi escolhido pelo povo para governar este país?&lt;br /&gt;Eu ou&lt;br /&gt;      você?" Do mercado a Lula: "Você, presidente. Mas quem dita as regras&lt;br /&gt;sou eu!"&lt;br /&gt;      Esse "diálogo cruel" é simulado pelo economista Rubem de Freitas&lt;br /&gt;Novaes, em&lt;br /&gt;      artigo para o jornal Valor (17/2/2003), para ilustrar o cativeiro&lt;br /&gt;intelectual&lt;br /&gt;      (e operacional) em que se meteu, não é de hoje, a política monetária&lt;br /&gt;com aval&lt;br /&gt;      palaciano. Ou, agora, com aval palocciano.&lt;br /&gt;      Sim, continuamos todos reféns da Selic, taxa básica de juros. Seria&lt;br /&gt;ela o&lt;br /&gt;      verdadeiro presidente do Brasil? Tal como no governo FHC, a política&lt;br /&gt;monetária&lt;br /&gt;      sopesada e executada por um Banco Central ainda não independente faz&lt;br /&gt;com que&lt;br /&gt;      também o presidente Lula exerça o melancólico papel de rainha da&lt;br /&gt;Inglaterra:&lt;br /&gt;      reina, mas não governa.&lt;br /&gt;      Não é para menos. Segundo a cartilha monetarista made in Chicago,&lt;br /&gt;seguida ao&lt;br /&gt;      pé da letra aqui em Botocúndia, a Selic desfruta de tamanha capacidade&lt;br /&gt;de&lt;br /&gt;      intervenção na vida da gente que basta uma alteração periódica da&lt;br /&gt;taxa, à&lt;br /&gt;      direita da vírgula, para expandir ou encolher o consumo, a produção e&lt;br /&gt;o&lt;br /&gt;      emprego.&lt;br /&gt;      E mais: no mesmo torque, e por seu poder de indução de todos os&lt;br /&gt;mercados de&lt;br /&gt;      bens e serviços em geral, uma ligeira penada da Selic, à direita da&lt;br /&gt;vírgula, é&lt;br /&gt;      capaz de segurar a inflação pelos chifres, trancafiando o dragão na&lt;br /&gt;jaula da&lt;br /&gt;      recessão preventiva e/ou punitiva.&lt;br /&gt;      E tome nos jornais de hoje a recorrente chamada da nova reunião do&lt;br /&gt;Copom,&lt;br /&gt;      comitê do Banco Central encarregado de mexer (ou não) na Selic:&lt;br /&gt;"Analistas&lt;br /&gt;      financeiros esperam que a Selic suba hoje, na reunião do Copom, em até&lt;br /&gt;2&lt;br /&gt;      pontos porcentuais. Para eles, esse ainda é o remédio infalível para&lt;br /&gt;conter a&lt;br /&gt;      alta da inflação."&lt;br /&gt;      Bem, estou de picuá estourado de tanto contestar, nesta coluna, esse&lt;br /&gt;rasgo de&lt;br /&gt;      monetarice enrustida, com sua granítica "coerência no equívoco", diria&lt;br /&gt;Roberto&lt;br /&gt;      Campos. Se recessão derrubasse inflação, a Argentina estaria em&lt;br /&gt;deflação desde&lt;br /&gt;      1999. Ano passado, o PIB regrediu 14% e o IPC explodiu 43%.&lt;br /&gt;      Friedman explica? Nem Freud.&lt;br /&gt;      Mas já que eles não desistem do lado de lá, eu insisto no lado de cá.&lt;br /&gt;A Selic&lt;br /&gt;      monitora os preços administrados pelo governo? Não. Ela interfere nos&lt;br /&gt;preços&lt;br /&gt;      dolarizados pelo mercado, incluídas as estatais Petrobrás e&lt;br /&gt;Eletrobrás? Não. A&lt;br /&gt;      Selic alcança os 93% do consumo agregado banidos do crédito em banco e&lt;br /&gt;em&lt;br /&gt;      loja? Não.&lt;br /&gt;      Pois os preços administrados e os preços dolarizados, de mãos dadas,&lt;br /&gt;respondem&lt;br /&gt;      por dois terços dos núcleos do IGP-M e do IPCA acumulados nos últimos&lt;br /&gt;12&lt;br /&gt;      meses.&lt;br /&gt;      E vamos nós. Amplia-se a overdose do arrocho monetário em nome da&lt;br /&gt;"reversão&lt;br /&gt;      das expectativas inflacionárias" no mesmo dia em que o governo&lt;br /&gt;autoriza&lt;br /&gt;      reajustes de 18% a 42% nas tarifas de energia, insumo básico da&lt;br /&gt;economia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      SECOS &amp; MOLHADOS&lt;br /&gt;      Onde pega - Se crédito curto e caro supostamente segura a inflação, o&lt;br /&gt;tranco&lt;br /&gt;      não está na Selic no alto e em alta, mas nos empréstimos de balcão.&lt;br /&gt;Com&lt;br /&gt;      "spreads" opacos de 54,3% nos bancos e de até 83% nas lojas. Fonte:&lt;br /&gt;Procon.&lt;br /&gt;      Usurabrás - Pois os consumidores desinformados continuam espancados&lt;br /&gt;por juros&lt;br /&gt;      anualizados de 88,4% no crédito pessoal em banco, de 117,3% no&lt;br /&gt;crediário em&lt;br /&gt;      loja, de 221% no cheque especial, de 234% no cartão de crédito e de&lt;br /&gt;até 325%&lt;br /&gt;      nas financeiras... Fonte: Bacen.&lt;br /&gt;      Exclusão - O novo governo TPS (Tudo Pelo Social) ainda não foi avisado&lt;br /&gt;do&lt;br /&gt;      detalhe: as despesas financeiras já devoram 32% do orçamento das&lt;br /&gt;famílias&lt;br /&gt;      brasileiras de baixa renda hipotecadas em banco ou em loja. Fonte:&lt;br /&gt;Anefac.&lt;br /&gt;      Festança - Essa dissonância cognitiva da política monetária, endossada&lt;br /&gt;pelos&lt;br /&gt;      analistas e até pelos empresários, serve apenas para encher as burras&lt;br /&gt;dos&lt;br /&gt;      bancos. Em 2002, lucraram 24,5% do patrimônio líquido. As grandes&lt;br /&gt;empresas do&lt;br /&gt;      setor produtivo, 5,6%. Fonte: Austin Asis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GILBERTO DIMENSTEIN - http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2302200313.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cidadãos provisórios e impostos definitivos &lt;br /&gt;A baixa qualidade do ensino público é um consenso, mas ainda não se tocou nos R$ 2,1 bilhões -recursos que seriam suficientes quase para duplicar o valor da bolsa-escola ou o orçamento do Fome Zero- destinados a conectar as escolas à internet.&lt;br /&gt;O ministro das Comunicações, Miro Teixeira, informou a esta coluna, na semana passada, que há questões jurídicas pendentes e, nas entrelinhas, levantou a suspeita de que as leis para a utilização dos tais R$ 2,1 bilhões favoreçam as poderosas empresas. Boa parte desse dinheiro foi até agora esterilizada para fazer caixa para o governo enfrentar suas dívidas.&lt;br /&gt;Em nome da guerra contra a exclusão digital, os brasileiros pagaram adiantado por um programa que entrou nos discursos oficiais, mas não saiu do papel. Esse impasse, provocado por um impasse no Congresso, não é uma exceção quando se trata da distância entre o imposto e o serviço prestado pelo governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste mês, foi divulgado o recorde da carga de impostos no Brasil, que atingiu 36% do PIB (Produto Interno Bruto). Entre tributos diretos e indiretos, um indivíduo trabalha quase quatro meses por ano apenas para o governo. A classe média, além de pagar os tributos, ainda arca, por falta de opção, com os custos da educação, da saúde e, muitas vezes, da segurança.&lt;br /&gt;Foram comemorados, na semana passada, os dez anos de existência da CPMF, cujo "p" da sigla significa "provisório". Poderiam, pelo menos, ser elegantes e tirar da sigla essa palavrinha que soa a deboche com o bolso alheio. O presidente Lula já mandou dizer que essa temporariedade ainda vai continuar por tempo indeterminado. Ou seja, talvez definitivamente. Assessores de Lula gostariam de aumentar ainda mais os impostos das classes média e alta -e alguns deles defendem essa idéia.&lt;br /&gt;É mais fácil, como todos sabemos, aumentar impostos do que cortar despesas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao colocar no topo da agenda nacional a reforma da Previdência, Lula prestou um enorme serviço à pedagogia do contribuinte. O cidadão está vendo, como nunca viu, quanto sai de seu bolso para manter um sistema falido de privilégios, capaz de comprometer a saúde financeira do país -e, de quebra, está percebendo também a irresponsabilidade do PT, que, até há bem pouco tempo, por motivos eleitoreiros, atacou as mudanças.&lt;br /&gt;Ironicamente, os incendiários vestiram agora o uniforme de bombeiros. Em conversas reservadas, assessores de Lula lamentam-se hoje do que deveriam ter feito ontem. Não se deve criticar o pai que impõe limites aos filhos apesar de ter "aprontado" nos seus bons tempos de adolescência. Errado está o pai que continua agindo como adolescente, aceitando qualquer coisa dos filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paga-se a conta dos desastres oficiais não só com impostos mas também com cortes de investimento e, pior, com instabilidade econômica. Se não estivesse em jogo a credibilidade do poder público, a sua capacidade de pagar suas dívidas, possivelmente haveria mais fluxo de investimento e menos pressão sobre a taxa de juros, obstáculo para a geração de empregos. Juros altos e crescimento econômico não combinam.&lt;br /&gt;Um documento elaborado pela Prefeitura de São Paulo tira a frieza do debate sobre a taxa de juros, elevada mais uma vez na semana passada. Para cada ponto a mais na taxa, perdem-se 40 mil empregos apenas na cidade; multiplique várias vezes essa perda pelo Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pedagogia do contribuinte, reforçada por Lula, deve-se também ao fato óbvio de que o PT tem de apresentar uma marca social para não frustrar a opinião pública. Isso significa que, em tese, tem de racionalizar as despesas. Se os governantes levarem a sério o que anunciaram na sexta passada, os brasileiros ficarão ainda mais irritados com o destino dos impostos. Lançaram o Sistema Nacional de Avaliação de Políticas e Programas Sociais, com a missão de detectar desperdícios e propor a sinergia das ações contra a miséria -algo que, aliás, o Fome Zero ainda não conseguiu fazer.&lt;br /&gt;Há especialistas que garantem, otimistas, que pelo menos um terço de todos os programas sociais se perde desnecessariamente na burocracia devido à corrupção, à baixa qualificação e motivação dos funcionários, à superposição de projetos, à falta de foco e à descontinuidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se isso não bastasse, os governos federal, estadual e municipal estão conseguindo arrancar as escassas verbas sociais das empresas, destinadas, em tese, a experiências comunitárias que mostrem eficiência e baixo custo. Pela força governamental, os argumentos são, muitas vezes, irresistíveis. É o melhor caminho para desmoralizar o chamado terceiro setor, um laboratório de inovações em que imperam a agilidade, a motivação do pessoal e a dedicação voluntária, que deve ser complementar ao poder público, não uma extensão orçamentária.&lt;br /&gt;Nesse laboratório, com apenas uma gota de água, sertão às vezes consegue virar mar. Já o setor público não raro transforma o mar em sertão, como ocorreu com os R$ 2,1 bilhões que serviriam para inundar, como prometeram, as escolas de computadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS - Proposta feita reservadamente pelo ministro da Educação, Cristovam Buarque, para melhorar o combate à fome e a bolsa-escola: o cartão de alimentação, segundo ele, deveria exigir como contrapartida, para quem não é beneficiário da bolsa-escola, a frequência escolar. A portas fechadas, o ministro admite que já houve avanços no plano de combate à fome, mas, em essência, é um retrocesso em relação aos programas já existentes e lançados pelo próprio PT. Nas suas estatísticas, quase todo o dinheiro da bolsa-escola é usado para comprar comida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5126612-90116142?l=2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90116142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90116142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://2006.blogspot.com/2003_03_02_archive.html#90116142' title=''/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143876075873368521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5126612.post-90116071</id><published>2003-03-04T07:36:00.000-08:00</published><updated>2003-03-04T07:36:29.936-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Quarta-feira, 19/02/2003 - 23h44m -&lt;br /&gt; http://globonews.globo.com/GloboNews/article/0,6993,A490269-476,00.html&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Reforma tributária: governo estuda acabar com deduções do IR e criar&lt;br /&gt;alíquota de&lt;br /&gt; 35%&lt;br /&gt; Cristiane Jungblut e Vivian Oswald - O Globo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; BRASÍLIA - O eixo da reforma tributária que o presidente Luiz Inácio Lula&lt;br /&gt;da&lt;br /&gt; Silva vai apresentar aos governadores amanhã e sábado pode provocar muita&lt;br /&gt; polêmica, principalmente na classe média. Um das opções é acabar com&lt;br /&gt;algumas ou&lt;br /&gt; com todas as deduções na declaração do Imposto de Renda da pessoa física,&lt;br /&gt;além de&lt;br /&gt; criar uma terceira alíquota, de 35%, para os salários mais altos. Cálculos&lt;br /&gt; preliminares mostram que sem as deduções o governo poderia recolher entre&lt;br /&gt;R$ 5&lt;br /&gt; bilhões e R$ 7 bilhões a mais por ano, o que minimizaria a reação de&lt;br /&gt;governadores&lt;br /&gt; e prefeitos, beneficiados com um repasse maior, mas puniria&lt;br /&gt;significativamente a&lt;br /&gt; classe média.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Uma alíquota superior a 35% não está sendo analisada. Segundo integrantes&lt;br /&gt;da&lt;br /&gt; equipe econômica, isso não seria eficaz porque a alíquota não incidiria&lt;br /&gt;sobre uma&lt;br /&gt; parcela significativa dos assalariados. Entre 1995 e 1996, havia três&lt;br /&gt;alíquotas:&lt;br /&gt; 15%, 26,6% e 35%, esta sobre rendimentos mensais superiores a R$ 14.303. A&lt;br /&gt; manutenção da CPMF também será defendida. A única alternativa seria a&lt;br /&gt;criação de&lt;br /&gt; um outro imposto que a substituísse, sem perda de arrecadação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; ? Nenhum imposto jamais vai conseguir compensar os R$ 20 bilhões anuais da&lt;br /&gt;CPMF,&lt;br /&gt; caso ela acabe ? disse esse integrante do governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; No que diz respeito à CPMF, o governo vai propor várias opções aos&lt;br /&gt;governadores,&lt;br /&gt; mas todas garantindo o atual volume de arrecadação do tributo. Uma opção é&lt;br /&gt; reduzir a alíquota de 0,38% para 0,04%, com a criação de fontes&lt;br /&gt;alternativas de&lt;br /&gt; receita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; As deduções vêm sendo um ponto bastante polêmico de discussão nos últimos&lt;br /&gt;anos.&lt;br /&gt; Elas e a tabela do IR ficaram seis anos sem correção até o ano passado,&lt;br /&gt;quando o&lt;br /&gt; Congresso aprovou um reajuste de 17,5%. Esse ano, ao entregar a declaração&lt;br /&gt;do IR&lt;br /&gt; 2003 (ano-base 2002), os contribuintes ainda poderão abater R$ 1.272 com&lt;br /&gt; dependentes, R$ 1.998 com instrução e R$ 9.400 do desconto-padrão (para&lt;br /&gt;quem faz&lt;br /&gt; a declaração simplificada).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O governo também pretende propor a criação de um tributo para taxar os&lt;br /&gt;produtos&lt;br /&gt; importados, para que tenham paridade de impostos com os nacionais. Nesse&lt;br /&gt;caso, a&lt;br /&gt; idéia não é tanto arrecadar, mas garantir um ambiente saudável de&lt;br /&gt;concorrência&lt;br /&gt; para os produtos brasileiros, que pagam tributos que não incidem sobre os&lt;br /&gt; estrangeiros. A medida teria um efeito sobre a economia, com a geração de&lt;br /&gt; empregos e estímulo à produção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O ministro da Fazenda, Antônio Palocci, também quer substituir o ICMS pelo&lt;br /&gt; Imposto sobre Valor Agregado (IVA) com uma legislação nacional. Atualmente,&lt;br /&gt;o&lt;br /&gt; ICMS, um dos tributos que mais arrecadam, chegando a mais de R$ 100 bilhões&lt;br /&gt;por&lt;br /&gt; ano, tem 27 legislações (uma para cada estado e o Distrito Federal) e 44&lt;br /&gt; alíquotas. Tramita no Congresso um projeto que prevê a reforma da estrutura&lt;br /&gt;do&lt;br /&gt; ICMS, enviado pelo governo anterior. A proposta não avançou porque muitos&lt;br /&gt; governadores não quiseram abrir mão dos benefícios fiscais diferentes que&lt;br /&gt; concedem a empresas para não perder arrecadação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Lula vai propor amanhã aos governadores a criação de um fundo de&lt;br /&gt;compensação para&lt;br /&gt; minimizar as perdas que os estados poderão ter com a reforma tributária. O&lt;br /&gt;fundo,&lt;br /&gt; segundo o presidente, seria ainda uma forma de ganhar o apoio para a&lt;br /&gt;reforma&lt;br /&gt; tributária, já que os governadores resistem a mudanças por temerem perda de&lt;br /&gt; receita. Mas Lula enfrentará reivindicações de governadores do próprio PT.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Austeridade Equivocada - Joelmir Beting&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Primeiro ponto: se recessão derrubasse inflação, Collor, o demolidor,&lt;br /&gt;teria&lt;br /&gt;      acabado com a fera. Segundo: se recessão derrubasse inflação,&lt;br /&gt;estaríamos a um&lt;br /&gt;      passo da inflação zero desde o apagão de 2001. Terceiro: se recessão&lt;br /&gt;      derrubasse inflação, os argentinos estariam em baita deflação desde&lt;br /&gt;1999.&lt;br /&gt;    Ou se preferem: se expansão provocasse inflação, a China e a tigrada&lt;br /&gt;asiática&lt;br /&gt;    estariam com inflação anual de três dígitos desde meados da década de&lt;br /&gt;80. E o&lt;br /&gt;    que dizer dos Estados Unidos de Clinton na exuberância de 1995/1999? Na&lt;br /&gt;média&lt;br /&gt;    anual, o PIB cresceu perto de 5% e o IPC não passou de 2,5%. Pois, bem&lt;br /&gt;ao&lt;br /&gt;    contrário, no último triênio do governo Carter, 1978/1980, o IPC ficou&lt;br /&gt;acima de&lt;br /&gt;    12% e o PIB regrediu 4,2%.&lt;br /&gt;    E o que dizer do Brasil 2000? Lembram-se? Enquanto o PIB escalava do&lt;br /&gt;crescimento&lt;br /&gt;    zero para 4,4% no ano, o IPCA gregoriano simplesmente retrocedia de 9%&lt;br /&gt;para 6%.&lt;br /&gt;    A papagaiada monetarista da inflação de demanda colocou o bico no toco e&lt;br /&gt;nem se&lt;br /&gt;    animou em buscar explicação para o "espantoso paradoxo".&lt;br /&gt;    A coisa começou em outubro de 1999, já consolidado o ajuste cambial de&lt;br /&gt;mercado.&lt;br /&gt;    Na surdina, como convém a expedientes do gênero, o Banco Central de&lt;br /&gt;Fraga &amp;&lt;br /&gt;    Malan soltou cautelosamente as amarras dos empréstimos bancários para&lt;br /&gt;produção,&lt;br /&gt;    giro e consumo. Em dois trimestres, expansão de 32% na oferta e redução&lt;br /&gt;de 23%&lt;br /&gt;    no custo final dela. Sem farra de crédito.&lt;br /&gt;    E deu no que deu para o governo Lula relembrar agora na cama ainda&lt;br /&gt;quente da Era&lt;br /&gt;    FHC: bastou essa garoa bancária na horta da economia sem capital (o&lt;br /&gt;compulsório&lt;br /&gt;    dos bancos resvalou de 75% para 40%) para alavancar o consumo e a&lt;br /&gt;produção sem&lt;br /&gt;    reverter o viés da estabilização. No primeiro trimestre de 2001, os&lt;br /&gt;agentes&lt;br /&gt;    econômicos faziam fé em PIB de 5,5% com IPCA de 3,5%.&lt;br /&gt;    Até março, o setor industrial exibia expansão de 7,2% ao ano.&lt;br /&gt;    E não menos relevante: essa retomada, por nossa própria conta e risco,&lt;br /&gt;ocorreu&lt;br /&gt;    caprichosamente na contramão do estouro da megabolha de Wall Street, do&lt;br /&gt;pouso&lt;br /&gt;    forçado da águia americana, da desaceleração global, do colapso&lt;br /&gt;argentino...&lt;br /&gt;    Bem, só não deu para encarar a sabotagem emocional do apagão trapalhão&lt;br /&gt;de&lt;br /&gt;    abril/maio/junho. Com capas de revista e manchetes de jornal fazendo as&lt;br /&gt;    trombetas do Juízo Final: "Brasil arrasado", "É o caos", "Desemprego em&lt;br /&gt;massa",&lt;br /&gt;    "Dólar explode", "Real ferido de morte".&lt;br /&gt;    Na época desse grotesco erro coletivo de avaliação do nosso "choque de&lt;br /&gt;    eficiência energética" (que não era uma tragédia, mas uma solução na&lt;br /&gt;pátria do&lt;br /&gt;    desperdício de energia), vingou a "dura lex" de Tobin: "Basta a&lt;br /&gt;expectativa de&lt;br /&gt;    crise para provocar a crise - que sanciona a expectativa."&lt;br /&gt;    E lá se foi para o ralo da sinistrose nacional a já tardia retomada do&lt;br /&gt;    crescimento econômico com estabilidade monetária. Berrou-se tanto sobre&lt;br /&gt;um&lt;br /&gt;    "choque de oferta" na inflação que o câmbio saiu dos trilhos e os juros&lt;br /&gt;voltaram&lt;br /&gt;    às nuvens. Só faltava um Bin Laden quatro meses à frente... Então, não&lt;br /&gt;faltou&lt;br /&gt;    mais nada. Até hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      SECOS &amp; MOLHADOS&lt;br /&gt;      Overdose - E tome o Copom do Bacen de Lula reapertando o arrocho&lt;br /&gt;monetário no&lt;br /&gt;      tripé já arrochado do consumo, da produção e do emprego. A panacéia&lt;br /&gt;recorrente&lt;br /&gt;      chamada Selic vai para 26,5% e o compulsório criogênico sobe de 45%&lt;br /&gt;para 60%.&lt;br /&gt;      Ou para 68%, computadas novas "exigibilidades" na alocação dos ativos&lt;br /&gt;      bancários.&lt;br /&gt;      Pajelança - Crédito curto e caro não arrefece inflação de custos.&lt;br /&gt;Desde quando&lt;br /&gt;      aumentar os custos financeiros da produção e do consumo é amainar a&lt;br /&gt;febre da&lt;br /&gt;      inflação? Corre-se o risco de empurrar a economia para o pior dos&lt;br /&gt;mundos: o da&lt;br /&gt;      estagflação. Relação patogênica de economia em baixa com carestia em&lt;br /&gt;alta.&lt;br /&gt;      Pela culatra - Juros no alto e em alta também encarecem a rolagem da&lt;br /&gt;dívida&lt;br /&gt;      pública que financia o déficit público. E, fechando a roda, deprimem a&lt;br /&gt;      realização dos negócios e trabalhos privados e mutilam a arrecadação&lt;br /&gt;de&lt;br /&gt;      encargos e tributos que financiam os cofres públicos. Risco Brasil é&lt;br /&gt;apelido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5126612-90116071?l=2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90116071'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90116071'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://2006.blogspot.com/2003_03_02_archive.html#90116071' title=''/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143876075873368521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5126612.post-90116000</id><published>2003-03-04T07:35:00.000-08:00</published><updated>2003-03-04T07:35:08.043-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>LUÍS NASSIF -&lt;br /&gt;http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi2002200327.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A armadilha dos juros&lt;br /&gt;Não adianta achar que o mercado vai se tranquilizar por muito&lt;br /&gt;tempo com essa alta das taxas de juros Selic, decretada ontem&lt;br /&gt;pelo Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central).&lt;br /&gt;Daqui a alguns dias as contas serão sobre o impacto na dívida&lt;br /&gt;interna, e o nervosismo estará de volta.&lt;br /&gt;O tal do mercado reflete as expectativas do capital&lt;br /&gt;especulativo. Essas expectativas se transmitem para o capital&lt;br /&gt;produtivo na forma do risco-país, que baliza os cálculos das&lt;br /&gt;taxas de retorno dos investimentos no médio prazo. Não&lt;br /&gt;interessa nem a um capital nem a outro a volatilidade do&lt;br /&gt;câmbio.&lt;br /&gt;Nos anos 90, o tal do mercado impôs a ideologia do câmbio&lt;br /&gt;fixo, do "currency board" e da dolarização. Exigiu política&lt;br /&gt;agressiva de juros de curto prazo e apreciação cambial, com&lt;br /&gt;frustração do crescimento. O capital especulativo entrou, se&lt;br /&gt;esbaldou, virou consumo e passivo público. O capital&lt;br /&gt;produtivo parou quando percebeu que o mercado interno não&lt;br /&gt;cresceria. Atendeu-se o dia-a-dia, abortou-se o crescimento e&lt;br /&gt;criou-se uma situação potencialmente explosiva de passivo&lt;br /&gt;interno e externo.&lt;br /&gt;O "mercado" não insiste mais no controle de câmbio, a&lt;br /&gt;realidade o obrigou a aceitar o câmbio flutuante. Mas a&lt;br /&gt;garantia de tranquilidade passou a ser o Banco Central&lt;br /&gt;independente e a política de fixação dos juros de acordo com&lt;br /&gt;(1) as "metas inflacionárias" e (2) com o chamado "risco&lt;br /&gt;Brasil", que ajuda na formação das taxas de longo prazo da&lt;br /&gt;economia.&lt;br /&gt;Venha-se para o mundo real, agora.&lt;br /&gt;1) A economia brasileira é basicamente fechada. Tem-se um&lt;br /&gt;mercado cambial que (ainda) depende basicamente de fluxos&lt;br /&gt;financeiros. Qualquer aumento ou redução dos fluxos tem&lt;br /&gt;efeito imediato sobre o nível do câmbio e, consequentemente,&lt;br /&gt;sobre o nível de preços da economia. Um dos mais relevantes&lt;br /&gt;economistas brasileiros dos últimos 20 anos, Yoshiaki Nakano,&lt;br /&gt;tem escrito que a política de "metas inflacionárias" foi&lt;br /&gt;implantada no país antes de estarem asseguradas as condições&lt;br /&gt;necessárias para seu sucesso: uma situação externa menos&lt;br /&gt;vulnerável.&lt;br /&gt;2) Conforme vem demonstrando competentemente o analista Paulo&lt;br /&gt;Tenani, do Citrigroup, o "risco Brasil" guarda pouquíssima&lt;br /&gt;correlação com os fundamentos da economia. De fator interno&lt;br /&gt;relevante para a sua fixação, tem-se a relação dívida/PIB&lt;br /&gt;(que é afetada negativamente pelos juros altos) e o superávit&lt;br /&gt;primário. O que pesa mesmo é a taxa de juros internacional, a&lt;br /&gt;percepção de risco em relação aos emergentes.&lt;br /&gt;A cada choque interno ou externo (eleições, guerra, crise de&lt;br /&gt;governança corporativa, faniquitos de Bush Júnior), o dólar&lt;br /&gt;sobe, pressiona os preços internos, o risco Brasil aumenta e&lt;br /&gt;o BC aumenta os juros. O efeito imediato da elevação dos&lt;br /&gt;juros é derrubar mais ainda a atividade econômica (com&lt;br /&gt;resultados discutíveis sobre a formação de preços) e aumentar&lt;br /&gt;a proporção dívida/PIB. Simplesmente para aguardar o próximo&lt;br /&gt;choque interno ou externo. Ou se acha que depois do Iraque&lt;br /&gt;entraremos em uma paz suíça?&lt;br /&gt;Por isso mesmo, em vez de buscar comprovações científicas de&lt;br /&gt;que alta da taxa real de juros derruba crescimento do PIB,&lt;br /&gt;fariam melhor nossos doutos economistas em buscar saídas para&lt;br /&gt;o impasse. Mais do que nunca, o país precisa de competência&lt;br /&gt;técnica e imaginação criadora da parte dos economistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;da série: e nem fui eu quem escrevi isso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TENDÊNCIAS/DEBATES -&lt;br /&gt;http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz2002200310.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palocci caminha para o isolamento&lt;br /&gt;LINDBERG FARIAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As declarações e as ameaças de punição feitas pelos&lt;br /&gt;principais dirigentes do PT não tiveram só a intenção de&lt;br /&gt;intimidar e frear o nascente debate sobre os rumos da&lt;br /&gt;política econômica do governo. Houve uma ação articulada&lt;br /&gt;para "minimizar e desqualificar" a polêmica, atribuindo o&lt;br /&gt;questionamento à um punhado de parlamentares radicalóides,&lt;br /&gt;que querem transformar o governo Lula numa aventura jacobina.&lt;br /&gt;Não somos "vozes isoladas", como disse o presidente do PT,&lt;br /&gt;José Genoino. Melhor do que ninguém, Genoino sabe que as&lt;br /&gt;críticas ao rumo da política econômica proposta por Palocci&lt;br /&gt;não são apenas dos 30 deputados da esquerda do PT. Há muitos&lt;br /&gt;parlamentares do campo moderado e cada vez mais gente de&lt;br /&gt;dentro do governo que não escondem o desconforto e a&lt;br /&gt;desconfiança com o caminho adotado. É claro que os cortes de&lt;br /&gt;verba do ministérios agravaram esse clima. Mas não é só.&lt;br /&gt;A militância partidária e os movimentos sociais trocaram o&lt;br /&gt;riso fácil que tinham no rosto desde a vitória por um ar de&lt;br /&gt;dúvida e preocupação. Cada vez mais, renomados intelectuais,&lt;br /&gt;jornalistas e economistas levantam questionamentos. Paul&lt;br /&gt;Singer, que não pode ser acusado de integrar a esquerda&lt;br /&gt;radical do PT, declarou ser a política econômica do ministro&lt;br /&gt;Palocci "exatamente a mesma" do governo anterior.&lt;br /&gt;Não, não somos vozes isoladas. É o ministro Palocci quem&lt;br /&gt;caminha para o isolamento por patrocinar uma política radical&lt;br /&gt;na aplicação do receituário monetarista do FMI. Não é verdade&lt;br /&gt;que esse modelo tenha sido apresentado na eleição. O PT, de&lt;br /&gt;fato, fez uma grande inflexão política e programática na&lt;br /&gt;eleição passada, mas não tão grande quanto deseja o ministro.&lt;br /&gt;Foi abandonada a antiga proposta de um governo democrático e&lt;br /&gt;popular, que teria hegemonia da classe trabalhadora. Em&lt;br /&gt;troca, assumiu-se um discurso desenvolvimentista e de&lt;br /&gt;alianças com o capital industrial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Parlamentares do campo moderado e gente de dentro do governo&lt;br /&gt;não escondem o desconforto com o caminho adotado"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na campanha, Lula enfatizava a necessidade de baixar os juros&lt;br /&gt;e apostar no crescimento e na geração de empregos. Havia a&lt;br /&gt;clara intenção de transferir a hegemonia do sistema&lt;br /&gt;financeiro para setores da burguesia ligados à produção.&lt;br /&gt;Hoje, as iniciativas do governo vão no sentido oposto. Há&lt;br /&gt;continuidade e aprofundamento da lógica neoliberal que&lt;br /&gt;presidiu a gestão FHC e que consolidou a ditadura do sistema&lt;br /&gt;financeiro.&lt;br /&gt;No PT, virou moda comparar a condução do governo a um&lt;br /&gt;transatlântico que não pode fazer uma curva muito radical,&lt;br /&gt;sob pena de colocar a vida dos passageiros em risco. Não&lt;br /&gt;estamos propondo isso. Nós só queremos que o transatlântico&lt;br /&gt;faça os primeiros e cuidadosos movimentos de mudança de rota.&lt;br /&gt;O problema é que isso não tem acontecido -ao contrário, o&lt;br /&gt;governo acelera para o mesmo rumo anterior. Até agora não há&lt;br /&gt;transição alguma. É o que pedimos: uma verdadeira transição.&lt;br /&gt;Quem pensa que vamos atuar apenas demarcando campo com&lt;br /&gt;bandeiras anticapitalistas de agitação está enganado.&lt;br /&gt;Queremos interferir no debate real que está sendo travado&lt;br /&gt;dentro desse governo. O desafio é construir uma grande&lt;br /&gt;aliança que ultrapasse os limites da esquerda do PT. Vamos&lt;br /&gt;nos juntar com todos que discordam dos rumos da política&lt;br /&gt;econômica de Palocci e que querem construir os primeiros&lt;br /&gt;passos para o desembarque do neoliberalismo. Não aceitamos a&lt;br /&gt;tese de que "não há outro caminho". Somos marxistas, mas&lt;br /&gt;vamos usar os exemplos históricos das experiências&lt;br /&gt;keynesianas para mostrar que há opções à lógica neoliberal no&lt;br /&gt;atual estado de correlação de forças.&lt;br /&gt;Fazemos esse duro debate porque queremos desesperadamente que&lt;br /&gt;o governo Lula dê certo. Uma derrota do governo seria um&lt;br /&gt;desastre para a esquerda e abriria caminho para a volta da&lt;br /&gt;direita. Para que dê certo, o rumo tem de ser mudado, e o&lt;br /&gt;caminho do desenvolvimento econômico, retomado.&lt;br /&gt;A via Palocci é a mesma de FHC e já deu mostra de seu&lt;br /&gt;fracasso. Malan e Palocci usam, inclusive, os mesmos&lt;br /&gt;argumentos. Dizem que, para trilhar um caminho&lt;br /&gt;desenvolvimentista, é preciso reduzir a relação dívida&lt;br /&gt;pública/PIB e oferecem como receita principal o aumento do&lt;br /&gt;superávit primário, ou seja, corte em investimentos e gastos&lt;br /&gt;sociais. Só do ministério de Ciro Gomes, cuja previsão de&lt;br /&gt;gastos era de mais de R$ 2 bilhões, cortaram mais de 90% da&lt;br /&gt;verba: sobraram R$ 188,6 milhões. Se Ciro não estivesse em&lt;br /&gt;fase de "paz e amor", apagaria as luzes e entregaria as&lt;br /&gt;chaves. Na Saúde, o corte foi de 1,6 bilhão. Olívio Dutra,&lt;br /&gt;que tinha projetos para reurbanizar as favelas, teve seu&lt;br /&gt;orçamento cortado em 85,19% -restaram R$ 326 milhões. Até o&lt;br /&gt;salário mínimo de R$ 240 está ameaçado. Isso trará desgastes&lt;br /&gt;a Lula.&lt;br /&gt;Todo o Brasil acreditava que o governo Lula seria sinônimo de&lt;br /&gt;uma política de ampliação de recursos destinados à infra-&lt;br /&gt;estrutura e investimentos sociais. O pior é que os cortes&lt;br /&gt;orçamentários promovidos para alcançar superátivs primários&lt;br /&gt;de 4,25% trazem desgaste e não resolvem o problema econômico.&lt;br /&gt;O superávit primário é apenas um dos mecanismos para regular&lt;br /&gt;o tamanho da dívida e não é o mais importante. Destina-se&lt;br /&gt;apenas a arrecadar dinheiro para o pagamento de juros. O&lt;br /&gt;problema é que a dívida cresce quando os juros e a cotação do&lt;br /&gt;dólar sobem. Hoje, cada elevação em 1% nas taxas de juros faz&lt;br /&gt;a dívida crescer em mais R$ 8 bilhões, exigindo novos cortes&lt;br /&gt;dos gastos públicos.&lt;br /&gt;Caso se intensifique a instabilidade internacional e, em&lt;br /&gt;razão dela, se eleve a cotação do dólar, digamos em 3%, a&lt;br /&gt;dívida crescerá mais de R$ 10 bilhões. E, aí, o que&lt;br /&gt;recomendarão? Mais cortes nos gastos públicos. Até quando?&lt;br /&gt;Foi por isso que, apesar de superávit primário sempre&lt;br /&gt;crescente, a relação da dívida mobiliária/PIB, segundo dados&lt;br /&gt;do BC, que era de 30% em 1994, subiu para 56% em setembro de&lt;br /&gt;2002. E FHC ainda usou o dinheiro das privatizações para&lt;br /&gt;tentar conter a dívida.&lt;br /&gt;Vamos seguir em frente. Não estamos isolados. É Palocci quem&lt;br /&gt;caminha para o isolamento. Quem viver verá. Cresce o coro dos&lt;br /&gt;que defendem um plano B. É aí que se sustenta a nossa&lt;br /&gt;confiança de que a esperança ainda tem chances de driblar e&lt;br /&gt;vencer o medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lindberg Farias, 33, é deputado federal pelo PT-RJ. Foi&lt;br /&gt;presidente da UNE (1992-93).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;da série: falando em censura...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SILÊNCIO NO PODER -&lt;br /&gt;http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc2002200322.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presidência faz operação para evitar vazamento de informações&lt;br /&gt;sigilosas do governo por servidores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FÁBIO ZANINI&lt;br /&gt;DA SUCURSAL DE BRASÍLIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Presidência da República iniciou uma operação com o&lt;br /&gt;objetivo de evitar o vazamento de informações de governo por&lt;br /&gt;funcionários do Palácio do Planalto.&lt;br /&gt;Sob o comando do general Jorge Félix, titular do GSI&lt;br /&gt;(Gabinete de Segurança Institucional), a ofensiva também&lt;br /&gt;pretende monitorar mais de perto o dia-a-dia do Palácio e&lt;br /&gt;reforçar a segurança.&lt;br /&gt;Na semana que vem, o GSI enviará e-mails aos servidores, além&lt;br /&gt;de realizar pequenas palestras por setor, alertando para a&lt;br /&gt;necessidade de ter cuidado na hora de divulgar informações&lt;br /&gt;para a imprensa ou mesmo ao comentá-las com pessoas&lt;br /&gt;conhecidas.&lt;br /&gt;A orientação do general Félix aos funcionários do Planalto é&lt;br /&gt;não dar nenhum tipo de informação sem que haja autorização&lt;br /&gt;expressa do superior imediato.&lt;br /&gt;O governo nega que seja uma versão palaciana da Lei da&lt;br /&gt;Mordaça. Prefere o termo "campanha de conscientização" (-como&lt;br /&gt;diria o Zé Simão, utilizarao o dicionário de tucanês-). Ao&lt;br /&gt;todo, trabalham cerca de 1.500 pessoas no Planalto. "O&lt;br /&gt;Gabinete de Segurança Institucional estará iniciando, na&lt;br /&gt;próxima semana, uma campanha para sensibilizar todos os&lt;br /&gt;funcionários do Palácio do Planalto quanto à importância da&lt;br /&gt;segurança da informação. Nessa campanha, os servidores&lt;br /&gt;estarão sendo estimulados a adotar um comportamento pró-ativo&lt;br /&gt;e preventivo no que diz respeito ao tratamento e ao manuseio&lt;br /&gt;de informações veiculadas no ambiente de trabalho", disse a&lt;br /&gt;assessoria do GSI em comunicado.&lt;br /&gt;Em um segundo momento, a "campanha" poderá ser estendida a&lt;br /&gt;toda a Esplanada.&lt;br /&gt;O governo afirma que a idéia não é vigiar os funcionários ou&lt;br /&gt;puni-los, mas evitar que informações ainda não confirmadas&lt;br /&gt;sejam divulgadas como tal. O GSI também afirma que a&lt;br /&gt;precaução não tem nenhum tipo de relação com o recente grampo&lt;br /&gt;em telefones da Bahia.&lt;br /&gt;No capítulo segurança, outras medidas estão sendo adotadas.&lt;br /&gt;Desde anteontem, a entrada de visitantes no prédio está mais&lt;br /&gt;controlada. Agora, é necessário passar por detector de metais&lt;br /&gt;na entrada e na saída do prédio principal e dos anexos -&lt;br /&gt;antes, a exigência ocorria apenas na entrada. Objetos como&lt;br /&gt;bolsas e maletas também precisam ser inspecionados na entrada&lt;br /&gt;e na saída.&lt;br /&gt;A Presidência está providenciando ainda a instalação do que&lt;br /&gt;denomina "Sistema Integrado de Segurança", que seria&lt;br /&gt;um "sistema inteligente capaz de registrar todos os&lt;br /&gt;movimentos na parte interna e externa do Palácio",&lt;br /&gt;provavelmente com a instalação de circuito interno de TV no&lt;br /&gt;prédio.&lt;br /&gt;A assessoria do GSI afirma que o reforço da segurança não é&lt;br /&gt;resultado de nenhuma ocorrência específica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra rir (enquanto não cobram imposto sobre isso também)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOSÉ SIMÃO -&lt;br /&gt;http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2002200303.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Glub! Glub! Datena lança Cidade Submersa!&lt;br /&gt;Buemba! Buemba! Macaco Simão Urgente! O braço armado da&lt;br /&gt;gandaia nacional. Direto da República da Língua Plesa!&lt;br /&gt;Últimas Notícias! Taxas do cheque especial são as mais altas&lt;br /&gt;do século. Então já virou cheque ESPACIAL. E&lt;br /&gt;essa: "Estrogênio afeta o senso de direção das mulheres". Por&lt;br /&gt;isso que a minha prima toda noite erra de porta e entra no&lt;br /&gt;vizinho. E vendo a Luma e a Lucianta Gimenez nas escolas de&lt;br /&gt;samba, chego à conclusão que a única coisa que cresce no&lt;br /&gt;Brasil é PEITO! Rarará!&lt;br /&gt;Socorro! A Globo pegou mais uma vítima pro Padrão Maga&lt;br /&gt;Patalógica de Qualidade: Carla Vilhena! Trio Maga Patalógica:&lt;br /&gt;Fátima Bernardes, Ana Paula Padrão e Carla Vilhena. E um&lt;br /&gt;leitor me mandou perguntar se o Chico Pinheiro cortou o&lt;br /&gt;cabelo no Salão dos Cinco Irmãos: quatro seguram e um corta.&lt;br /&gt;Rarará! É mole? É mole, mas sobe!&lt;br /&gt;E as chuvas em Sampa?! Troquei a malhação pela natação! Agora&lt;br /&gt;só vou trabalhar de banana boat. De jet-ski! Carro só serve&lt;br /&gt;pra aparecer com a capota boiando no "Cidade Alerta". Ops,&lt;br /&gt;Cidade Submersa. Por isso que o Datena vai lançar o Aqualink!&lt;br /&gt;E vão trocar o IPVA pelo IPB, Imposto Sobre Bote, IPBB,&lt;br /&gt;Imposto Sobre Banana Boat!&lt;br /&gt;Big Mac x Quibe de Bigode. Diz que os americanos ainda não&lt;br /&gt;atacaram o Iraque porque as vinhetas da CNN ainda não ficaram&lt;br /&gt;prontas. E o Bush entrou numa fria. Tão negociando com a&lt;br /&gt;Turquia pra invadir o Iraque. Negociar com turco é pior que&lt;br /&gt;arma química! A Turquia pede 15 bilhões de dólares, os&lt;br /&gt;Estados Unidos dizem que dão 7 bi e não se fala mais nisso.&lt;br /&gt;Ou seja, sai mais barato invadir a Turquia antes de invadir o&lt;br /&gt;Iraque!&lt;br /&gt;Tormento Econômico! E os juros? Agora você entra numa loja,&lt;br /&gt;compra um monte de juros e leva uma televisão de brinde. E os&lt;br /&gt;juros estão tão altos que olha a promoção no shopping: "TV&lt;br /&gt;29! Oitocentos reais ou seis de oitocentos". Por isso que o&lt;br /&gt;Cabral gritou "Terra à vista!". Se fosse a prazo ele não&lt;br /&gt;teria conseguido descobrir o Brasil! E aquele deputado Babá&lt;br /&gt;não parece o Pedro de Lara?&lt;br /&gt;E a penúltima derradeira do Bestiário Tucanês. No programa da&lt;br /&gt;Astrid apareceu uma mulher fazendo propaganda de clínica&lt;br /&gt;estética: "Ótima pra eliminar avental adiposo". O quê?&lt;br /&gt;Avental adiposo? Tucanaram a pança! No interior de SP a gente&lt;br /&gt;vê a placa: Centro Estético Automotivo. Tucanaram o lava-&lt;br /&gt;rápido!&lt;br /&gt;Cartilha do Lula. Mais um verbete pro óbvio lulante. Karma:&lt;br /&gt;expressão mineira pro Itamar ficar quieto! Rarará! Nóis&lt;br /&gt;sofre, mas nóis goza. Hoje só amanhã. Que eu vou pingar o meu&lt;br /&gt;colírio alucinógeno. No pingolim. Pra ver se bate no teto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;da série: e nem fui eu quem escrevi isso II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CLÓVIS ROSSI -&lt;br /&gt;http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz2002200304.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Governo de manual&lt;br /&gt;LOS ANGELES- Essa história do aumento dos juros, o segundo em&lt;br /&gt;50 dias de governo Lula, parece provocação. Ou então um&lt;br /&gt;brinde aos comentaristas, porque o comentário já vem pronto:&lt;br /&gt;o medo venceu a esperança, de novo.&lt;br /&gt;No mês passado, quando do primeiro aumento de juros da gestão&lt;br /&gt;Lula, Luiz Fernando Furlan, ministro do Desenvolvimento,&lt;br /&gt;Indústria e Comércio Exterior, ainda encantado com o governo&lt;br /&gt;de que faz parte, escapou pela aritmética elementar de&lt;br /&gt;qualquer comentário mais ácido: o aumento, então de meio&lt;br /&gt;ponto percentual, corresponderia a apenas 2% (sobre 25%, o&lt;br /&gt;nível da época).&lt;br /&gt;E agora? Em 50 dias, Lula já aumentou os juros em 6%.&lt;br /&gt;Essa brincadeira aritmética é até irrelevante, porque o&lt;br /&gt;fundamental é que a grande maioria das pessoas sabe que, do&lt;br /&gt;ponto de vista de combate à inflação, aumentar os juros meio&lt;br /&gt;ponto, um ponto, um ponto e meio e não aumentar é a mesma&lt;br /&gt;coisa.&lt;br /&gt;O objetivo da elevação, conforme os manuais, é reduzir o&lt;br /&gt;consumo e, por extensão, conter a inflação. Ora, com o&lt;br /&gt;patamar de juros dos últimos anos, só louco (ou desesperado)&lt;br /&gt;pega dinheiro -seja a 25%, 26%, 28%.&lt;br /&gt;Reagir burocraticamente, seguindo livro-texto de&lt;br /&gt;primeiranista de economia, é tudo o que não se esperava de um&lt;br /&gt;governo do PT.&lt;br /&gt;Pior: não há, até agora, o mais remoto sinal de que as coisas&lt;br /&gt;vão mudar mais adiante, mesmo que se aceite a discutível e&lt;br /&gt;conformista tese de que nada pode ser feito de saída.&lt;br /&gt;Dizem os gurus petistas que a culpa da elevação dos juros é&lt;br /&gt;da guerra e da herança do governo anterior. Se é assim, nada&lt;br /&gt;mudará. A herança está dada. A guerra independe completamente&lt;br /&gt;de qualquer ação, omissão, gesto, iniciativa ou palavra do&lt;br /&gt;governo brasileiro.&lt;br /&gt;Será que um partido que se preparou tanto para governar, que&lt;br /&gt;fez dossiês sobre praticamente todos os temas da realidade&lt;br /&gt;tupiniquim, não tem ao menos uma idéia que não seja seguir&lt;br /&gt;cegamente o manual?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5126612-90116000?l=2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90116000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90116000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://2006.blogspot.com/2003_03_02_archive.html#90116000' title=''/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143876075873368521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5126612.post-90115875</id><published>2003-03-04T07:32:00.000-08:00</published><updated>2003-03-04T07:32:51.123-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>da série: De novo, não! -&lt;br /&gt;http://www2.correioweb.com.br/cw/EDICAO_20030221/print.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Renato Ferraz&lt;br /&gt;renatof@correioweb.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até participar do último debate antes das eleições do ano passado, o então&lt;br /&gt;candidato Luiz Inácio Lula da Silva não sabia o que era a Cide, a tal da&lt;br /&gt;Contribuição sobre Intervenção no Domínio Econômico. Provavelmente, outros&lt;br /&gt;150 milhões de brasileiros também não sabiam. Bem, Lula não só descobriu o&lt;br /&gt;que é como vai fazer com ela o mesmo que Fernando Henrique Cardoso fazia:&lt;br /&gt;usá-la para aumentar o superávit primário, a conta que resulta entre a&lt;br /&gt;arrecadação e os gastos do país ( exceto o pagamento dos juros).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  A Cide é um imposto aplicado no preço final dos combustíveis e foi&lt;br /&gt;criada, basicamente, para financiar os investimentos no setor de&lt;br /&gt;transportes. No entanto, mesmo com Lula lá, tudo leva a crer que mais uma&lt;br /&gt;vez haverá desvio de finalidade para a aplicação desses recursos. A CPMF,&lt;br /&gt;por exemplo, o mais famoso imposto criado sob a singela denominação de&lt;br /&gt;contribuição, teve verba desviada até para comprar marmelada. Além de ser&lt;br /&gt;uma contribuição, nasceu para s er provisória e iria, pelo que os&lt;br /&gt;burocratas e políticas pregaram exaustivamente à época para a opinião&lt;br /&gt;pública, financiar o combalido sistema de saúde pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  O governo Lula ainda não cometeu a estupidez de comprar marmelada com a&lt;br /&gt;dinheirama que sai dos tributos-contribuições. Mas, como a conta do Tesouro&lt;br /&gt;não fecha nunca, a prática continua. O deputado Luciano Zica, do PT&lt;br /&gt;paulista, defende que a dinheirama da Cide sirva de pêndulo para regular o&lt;br /&gt;preço da gasolina. Se a cotação do dólar e o preço do barril subirem, por&lt;br /&gt;exemplo, o governo dá uma canetada, baixa a alíquota da Cide e não estimula&lt;br /&gt;a inflação. Se sobrar algum trocado, aí pode-se pensar em investimentos. O&lt;br /&gt;fato é que, tal como ocorreu com a CPMF, dificilmente a totalidade desses&lt;br /&gt;recursos irá para a área de transporte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Essas contribuições foram inventadas com objetivos claros. Deveriam&lt;br /&gt;servir para melhorar as péssimas condições das rodovias, acabar com as&lt;br /&gt;filas nos postos de saúde, reduzir o índice de analfabetismo. Claro que, em&lt;br /&gt;alguns casos ? como cobrir parte do rombo da Previdência ?, o novo governo&lt;br /&gt;não tem muito como fugir. Mas é injustificável que essas artimanhas&lt;br /&gt;orçamentárias retirem, como ocorreu no ano passado, quase R$ 25 bilhões de&lt;br /&gt;investimentos (principalmente na área social) para cobrir o déficit do&lt;br /&gt;Tesouro. Nem mesmo o Fundo de Combate à Pobreza escapou de ter dinheiro&lt;br /&gt;desviado para esse fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Os brasileiros entendem a necessidade de o governo fechar suas contas.&lt;br /&gt;Reconhecem que o Brasil precisa de crédito lá fora. E dão votos de&lt;br /&gt;esperança aos novos comandantes da política econômica. Mas não admitem que&lt;br /&gt;lhes peçam, novamente, algo do tipo ''esqueçam o que falei''. Está chegando&lt;br /&gt;a hora de o novo governo mostrar que é diferente dos anteriores. Achávamos&lt;br /&gt;que apenas o discurso se assemelhava. Mas a prática, mesmo que o&lt;br /&gt;pragmatismo nos faça evocar o pouco tempo de gestão, também começou a ser&lt;br /&gt;semelhante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;da série: prepare o seu bolso 2 - a missão!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palocci quer limitar deduções do IR -&lt;br /&gt;http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc2102200307.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SÍLVIA MUGNATTO&lt;br /&gt;DA SUCURSAL DE BRASÍLIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Ministério da Fazenda está fazendo simulações para limitar as atuais&lt;br /&gt;deduções com saúde, educação e dependentes da tabela do Imposto de Renda&lt;br /&gt;das pessoas físicas. Também existem estudos para acabar com essas deduções.&lt;br /&gt;O ministro da Fazenda, Antonio Palocci Filho, ainda pediu informações sobre&lt;br /&gt;a viabilidade de implementação do Imposto sobre Grandes Fortunas.&lt;br /&gt;A Folha apurou que o fim das três deduções, que beneficiam principalmente a&lt;br /&gt;classe média, renderia cerca de R$ 7 bilhões por ano. Permaneceriam apenas&lt;br /&gt;as deduções com as previdências oficial e privada, as relativas ao&lt;br /&gt;livro-caixa dos autônomos, pensão judicial e o desconto de 20% para quem&lt;br /&gt;declara pelo formulário simplificado.&lt;br /&gt;Além do aumento de arrecadação previsto, o fim das deduções é considerado&lt;br /&gt;socialmente justo pelos técnicos porque elas são regressivas. Ou seja,&lt;br /&gt;desconta mais quem ganha mais. Uma maneira de tornar as deduções&lt;br /&gt;progressivas seria, portanto, limitar o desconto de acordo com a faixa de&lt;br /&gt;renda do contribuinte.&lt;br /&gt;As deduções com os planos de previdência permanecem porque o contribuinte&lt;br /&gt;desconta agora para pagar depois, quando receber o benefício. Além disso, o&lt;br /&gt;governo quer continuar incentivando a formação de poupança no país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queda de arrecadação&lt;br /&gt;Um estudo da Receita de 1999 mostra que as oito deduções permitidas hoje&lt;br /&gt;reduziram a arrecadação anual em R$ 10,3 bilhões. O valor delas naquele ano&lt;br /&gt;foi de R$ 53,6 bilhões.&lt;br /&gt;Em relação à tabela do Imposto de Renda, a tendência é propor um sistema&lt;br /&gt;com três alíquotas, sendo que a maior seria de 35%.&lt;br /&gt;A implementação do Imposto sobre Grandes Fortunas está prevista na&lt;br /&gt;Constituição, mas a Receita sempre considerou o tributo de difícil&lt;br /&gt;fiscalização para gerar pouca arrecadação.&lt;br /&gt;Mas, como a cobrança do imposto está prevista no programa do PT para o&lt;br /&gt;governo, os técnicos começaram a analisar a experiência francesa com o&lt;br /&gt;Imposto de Solidariedade. Esse imposto é cobrado uma vez por ano (alíquotas&lt;br /&gt;de até 1,18%) para quem tem patrimônio avaliado em torno de R$ 3 milhões.&lt;br /&gt;Os técnicos do Ministério da Fazenda acreditam que, para facilitar a&lt;br /&gt;fiscalização, o imposto poderia ser cobrado apenas uma vez. Quando houvesse&lt;br /&gt;determinado acréscimo no patrimônio, haveria uma nova taxação. A receita do&lt;br /&gt;imposto poderia ser destinada ao programa Fome Zero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;da série: e vocês queriam que ele dissesse o quê???&lt;br /&gt;                                                                                  &lt;br /&gt;                                                                                  &lt;br /&gt;                                                                                  &lt;br /&gt;                                                                                  &lt;br /&gt; 21/02/2003 - 13h40                                                               &lt;br /&gt;                                                                                  &lt;br /&gt; http://www.uol.com.br/economia/reuters/ult29u25014.shl                           &lt;br /&gt;                                                                                  &lt;br /&gt; Fed de Nova York elogia políticas fiscal e econômica de Lula                     &lt;br /&gt;                                                                                  &lt;br /&gt;                                                                                  &lt;br /&gt;                                                                                  &lt;br /&gt; NOVA YORK (Reuters) - O presidente do Federal Reserve de Nova York, William      &lt;br /&gt; McDonough, elogiou nesta sexta-feira o presidente Luiz Inácio Lula de Silva,     &lt;br /&gt; dizendo que o Brasil está no caminho certo em razão de sua política fiscal       &lt;br /&gt; austera e de sua excelente equipe econômica.                                     &lt;br /&gt;                                                                                  &lt;br /&gt;                                                                                  &lt;br /&gt; McDonough também elogiou o ministro da Fazenda, Antônio Palocci, e o presidente  &lt;br /&gt; do Banco Central, Henrique Meirelles, assim como o aumento da meta de superávit  &lt;br /&gt; fiscal para este ano, para 4,25 por cento.                                       &lt;br /&gt;                                                                                  &lt;br /&gt;                                                                                  &lt;br /&gt; "Lula está nos dando um ótimo exemplo do que se deve fazer se você é um político &lt;br /&gt; de centro-esquerda que acabou de assumir um dos mais importantes, senão o mais   &lt;br /&gt; importante, país ao sul do Rio Grande", disse McDonough em um fórum sobre a      &lt;br /&gt; América Latina na Universidade de Columbia, referindo-se ao rio que separa os    &lt;br /&gt; Estados Unidos da região ao sul do continente.                                   &lt;br /&gt;                                                                                  &lt;br /&gt;                                                                                  &lt;br /&gt; O chefe do Fed acrescentou que, além dos esforços fiscais de Lula, o presidente  &lt;br /&gt; do Brasil também adotou medidas sólidas para satisfazer a população, como cortar &lt;br /&gt; o gasto com defesa e aumentar os recursos de programas sociais.                  &lt;br /&gt;                                                                                  &lt;br /&gt;                                                                                  &lt;br /&gt; O Brasil, assim como o México, está escolhendo as medidas corretas para combater &lt;br /&gt; a inflação, acrescentou ele.                                                     &lt;br /&gt;                                                                                  &lt;br /&gt;                                                                                  &lt;br /&gt; O Comitê de Política Monetária (Copom) elevou nesta semana a taxa básica de      &lt;br /&gt; juros em 1 ponto percentual, para 26,5 por cento, e o compulsório sobre          &lt;br /&gt; depósitos à vista, em uma tentativa de conter o avanço inflacionário.            &lt;br /&gt;                                                                                  &lt;br /&gt;                                                                                  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----------------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;da série: e a inflação vai subindo, meu salário parado&lt;br /&gt;       o quitandeiro da esquina, não me vende fiado&lt;br /&gt;       a gasolina subindo, o álccol também&lt;br /&gt;       os juros disparam, já estão lá no além&lt;br /&gt;       o governo conversa, se ajunta, discute&lt;br /&gt;       aumenta imposto, nos dá mais um chute&lt;br /&gt;       a mudança que vinha, no caminho ficou&lt;br /&gt;       dentro do carro, que na rampa enguiçou&lt;br /&gt;       12 anos não deram, pra arrumar solução&lt;br /&gt;       depois que entraram, é só reunião&lt;br /&gt;       não existe projeto, só tem enrolação&lt;br /&gt;       cada dia que passa, é mais lentidão&lt;br /&gt;       algo mais criativo, o presidente pediu&lt;br /&gt;       mas tá tudo igual, ao que saiu&lt;br /&gt;       parece até, que nem teve eleição&lt;br /&gt;       foi perda de tempo, ou foi enganação&lt;br /&gt;       tomaram meu voto, e minha esperança&lt;br /&gt;       no fundo só sei, quem é que dança&lt;br /&gt;       tá tudo perdido, nos 4 anos que vem&lt;br /&gt;       ajudai-nos, Senhor! Socorro! Amén.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                  &lt;br /&gt;                                                                                  &lt;br /&gt; http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u63784.shtml                    &lt;br /&gt;                                                                                  &lt;br /&gt;                                                                                  &lt;br /&gt;                                                                                  &lt;br /&gt;                                                                                  &lt;br /&gt;   21/02/2003 - 15h23                                                             &lt;br /&gt;   Meirelles sinaliza que meta de 8,5% não deverá ser cumprida                    &lt;br /&gt;   ANA PAULA GRABOIS                                                              &lt;br /&gt;   da Folha Online, no Rio                                                        &lt;br /&gt;                                                                                  &lt;br /&gt;   O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, sinalizou hoje que a meta   &lt;br /&gt;   de inflação para este ano de 8,5% não deverá ser cumprida.                     &lt;br /&gt;                                                                                  &lt;br /&gt;   Segundo ele, a inflação projetada a partir do primeiro trimestre de 2004 já    &lt;br /&gt;   estará dentro da meta de 5%.                                                   &lt;br /&gt;                                                                                  &lt;br /&gt;   ''No primeiro trimestre de 2004, olhando 12 meses à frente, esperamos que a    &lt;br /&gt;   inflação projetada já esteja dentro da meta'', disse.                          &lt;br /&gt;                                                                                  &lt;br /&gt;   Meirelles disse que mesmo que a inflação caia nos próximos meses, a taxa dos   &lt;br /&gt;   últimos 12 meses ficará alta até do terceiro trimestre de 2003.                &lt;br /&gt;                                                                                  &lt;br /&gt;   O presidente do BC disse que a inflação persiste ainda em um patamar acima do  &lt;br /&gt;   desejado, embora venha recuando, e que por isso a autoridade monetária decidiu &lt;br /&gt;   aumentar os juros.                                                             &lt;br /&gt;                                                                                  &lt;br /&gt;   De acordo com ele, a política monetária tem sido usada para combater o efeito  &lt;br /&gt;   inercial da mudança de preços relativos na economia. Ou seja, o que preocupa o &lt;br /&gt;   BC em relação à inflação, é que os preços que não têm ligação direta com o     &lt;br /&gt;   câmbio também subiram.                                                         &lt;br /&gt;                                                                                  &lt;br /&gt;   ''Se não combatermos esse processo no início, a própria taxa de câmbio poderá  &lt;br /&gt;   ser pressionada novamente. Aí sim estaremos dando margem à propagação da       &lt;br /&gt;   inflação'', afirmou.                                                           &lt;br /&gt;                                                                                  &lt;br /&gt;   Meirelles acrescentou ainda que está confiante na dissipação desses efeitos    &lt;br /&gt;   sobre os preços. ''As pressões inflacionárias deverão ceder durante os         &lt;br /&gt;   próximos meses.'' &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5126612-90115875?l=2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90115875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90115875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://2006.blogspot.com/2003_03_02_archive.html#90115875' title=''/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143876075873368521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5126612.post-90115793</id><published>2003-03-04T07:31:00.000-08:00</published><updated>2003-03-04T07:31:16.890-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>"Se eu pudesse pedir alguma coisa ao novo governo, só queria &lt;br /&gt;meu voto de volta."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5126612-90115793?l=2006.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90115793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5126612/posts/default/90115793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://2006.blogspot.com/2003_03_02_archive.html#90115793' title=''/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11143876075873368521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5126612.post-90115741</id><published>2003-03-04T07:29:00.001-08:00</published><updated>2003-03-04T07:29:59.840-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>da série: O tempo passa, o tempo voa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JANIO DE FREITAS - &lt;br /&gt;http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1902200318.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo desnecessário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Mensagem do Executivo lida pelo presidente Luiz Inácio Lula &lt;br /&gt;da Silva no Congresso deve ter sido um discurso brilhante e &lt;br /&gt;sólido. Com Getúlio comecei a ouvir discursos presidenciais, &lt;br /&gt;ainda incapaz de os compreender, e desde então os tenho &lt;br /&gt;ouvido com o máximo de atenção, embora o mínimo de vontade. &lt;br /&gt;Mas só o de agora me lembrou os de Getúlio: por motivos muito &lt;br /&gt;diferentes, não entendi nada neste, como não entendia &lt;br /&gt;naqueles.&lt;br /&gt;O presidente informa-nos de que "a estabilidade da nossa &lt;br /&gt;moeda encontra-se ameaçada" e de que "o vírus da inflação &lt;br /&gt;voltou a ser uma ameaça real para o organismo econômico &lt;br /&gt;brasileiro". Mas também nos assegura que, diante disso, "o &lt;br /&gt;governo tem adotado as políticas adequadas".&lt;br /&gt;Se o governo executa as "políticas adequadas", &lt;br /&gt;a "estabilidade da nossa moeda" não "se encontra ameaçada", &lt;br /&gt;mas defendida. Outra hipótese está, porém, igualmente &lt;br /&gt;ofertada: se "a estabilidade encontra-se ameaçada", &lt;br /&gt;as "políticas adequadas" não o são. E, nesse caso, estão mais &lt;br /&gt;para ameaça do que para defesa.&lt;br /&gt;A "queda do dólar" que é celebrada em um parágrafo ocupa-se, &lt;br /&gt;em outro parágrafo, do mesmo dólar cuja "cotação voltou a &lt;br /&gt;subir em relação ao real", o que nega a existência &lt;br /&gt;da "política adequada". E é ainda o mesmo dólar que, em mais &lt;br /&gt;outro parágrafo, leva ao reconhecimento de que "o câmbio &lt;br /&gt;permanece instável e distorce nosso sistema de preços &lt;br /&gt;internos".&lt;br /&gt;Se há "câmbio instável", a "estabilidade da nossa moeda" &lt;br /&gt;não "se encontra ameaçada": não existe, simplesmente, dada a &lt;br /&gt;lamentável impossibilidade de que "a nossa moeda" seja a um &lt;br /&gt;só tempo instável e estável.&lt;br /&gt;Como "o câmbio permanece instável e distorce nosso sistema de &lt;br /&gt;preços internos", não é de admirar a constatação presidencial &lt;br /&gt;de que "as pessoas assistem inquietas à diminuição do poder &lt;br /&gt;de compra de seus salários, com a alta de muitos preços".&lt;br /&gt;E a "política adequada" se adequa, então, a quê? Não sei, &lt;br /&gt;fui, ou sou, incapaz de entender o discurso que deve ter sido &lt;br /&gt;brilhante e sólido. Apenas sei, mas também não entendo, que &lt;br /&gt;as medidas caracterizadoras da "política adequada" -aumento &lt;br /&gt;dos juros estrangulantes, busca de maior saldo nas contas do &lt;br /&gt;governo, corte de investimentos e de verbas sociais -&lt;br /&gt; "durarão o tempo necessário".&lt;br /&gt;Qual é esse tempo? Não sei, também. Mas posso lembrar que, no &lt;br /&gt;começo do seu governo, Fernando Henrique dizia ser de um ano, &lt;br /&gt;Malan dizia ser de dois anos. Quando, passado o ano, um &lt;br /&gt;aumentou sua previsão para dois anos, o outro levou a sua &lt;br /&gt;para três ou quatro. Durou oito e só deixou o país, segundo o &lt;br /&gt;diagnóstico do atual presidente, em "situação gravíssima". &lt;br /&gt;Durou e não acabou: continua sendo a "política adequada".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;da série: cara de palhaço, pinta de palhaço, jeito de &lt;br /&gt;palhaço...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ELIO GASPARI - &lt;br /&gt;http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1902200347.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O brasileiro, esse problema&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lula disse o seguinte:&lt;br /&gt;"Esta é a hora de cada brasileiro e brasileira pensar menos &lt;br /&gt;em si mesmo e mais no país. (...) Louvável tem sido a conduta &lt;br /&gt;política dos governadores e governadoras, prefeitos e &lt;br /&gt;prefeitas, de todos os partidos, que vêm colocando seus &lt;br /&gt;compromissos com a nação acima de seus interesses &lt;br /&gt;particulares".&lt;br /&gt;Será que ele realmente acredita que os governadores e &lt;br /&gt;prefeitos (de cujo apoio precisa) formam uma louvável elite &lt;br /&gt;de altruístas num país de brasileiras e brasileiros egoístas?&lt;br /&gt;Boa parte dos 53 milhões de eleitores de Lula prefeririam &lt;br /&gt;ouvi-lo dizendo assim:&lt;br /&gt;"Esta é a hora de governadores e prefeitos pensarem menos em &lt;br /&gt;si e nos seus partidos e mais no país. Louvável tem sido a &lt;br /&gt;conduta de cada brasileira e brasileiro que aguenta o &lt;br /&gt;desemprego, os juros altos, a violência e a estagnação, &lt;br /&gt;colocando a esperança acima dos sofrimentos".&lt;br /&gt;Lula ainda não tem dois meses de governo e já faz concessões &lt;br /&gt;a uma retórica depreciativa do povo, típica do andar de cima. &lt;br /&gt;Oito anos de demofobia tucana tornaram esse número até &lt;br /&gt;cansativo. O Brasil não difere da França, dos Estados Unidos &lt;br /&gt;ou do Iraque porque os brasileiros e brasileiras pensam mais &lt;br /&gt;em si do que no país. Se Pindorama padece de um mal, este foi &lt;br /&gt;o de ter sido governado por pessoas que têm uma má opinião de &lt;br /&gt;seu povo.&lt;br /&gt;Atribui-se a San Tiago Dantas a observação de que a Índia tem &lt;br /&gt;uma grande elite e um mau povo (para ficar no adjetivo mais &lt;br /&gt;educado), enquanto o Brasil tem um grande povo e uma má &lt;br /&gt;elite. Num dos discursos que pronunciaria no dia de sua &lt;br /&gt;posse, em 1985, Tancredo Neves fez um precioso resumo da &lt;br /&gt;grandeza do povo brasileiro, contrapondo-a ao nanismo de uma &lt;br /&gt;elite de segunda.&lt;br /&gt;Infelizmente, Lula deu-se a crer que o brasileiro pensa mais &lt;br /&gt;em si do que no país. Não há uma medida capaz de aferir o &lt;br /&gt;grau de egoísmo das pessoas, muito menos dos povos, mas se &lt;br /&gt;pode suspeitar que o problema esteja mais na cabeça do &lt;br /&gt;presidente do que no coração das gentes. Por exemplo: aquele &lt;br /&gt;pedaço desse povo que vai para a porta de suas casas e &lt;br /&gt;palácios para abraçá-lo. Pouco ou nada lhe pedem. Já não se &lt;br /&gt;pode dizer o mesmo dos maganos que recebe no Planalto.&lt;br /&gt;Um povo que suporta uma carga tributária de 36% do PIB e vai &lt;br /&gt;completar duas décadas de virtual estagnação econômica merece &lt;br /&gt;mais carinho. Não é justo que o presidente da República lhe &lt;br /&gt;jogue frases de efeito, aproveitando a ocasião para falar bem &lt;br /&gt;de si próprio ("Sou um homem acostumado a falar com franqueza &lt;br /&gt;e de coração aberto") e mal de seu antecessor ("fonte de &lt;br /&gt;nossas dores de cabeça").&lt;br /&gt;A tosca frase de Lula ecoa algo dito há tempos, com estilo e &lt;br /&gt;graça, pelo presidente John Kennedy em seu discurso de &lt;br /&gt;posse: "Não pergunte o que seu país pode fazer por você, mas &lt;br /&gt;o que você pode fazer pelo seu país". Não quer dizer nada, &lt;br /&gt;mas soa bem.&lt;br /&gt;Se fosse para beber nessa fonte, os presidente brasileiros &lt;br /&gt;deveriam ser obrigados a ouvir outra construção:&lt;br /&gt;"Não pergunte o que o povo pode fazer por você, mas o que &lt;br /&gt;você pode fazer pelo povo".&lt;br /&gt;Se não puder fazer nada, pelo menos não fale mal dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;da série: tamo fu!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AGENDA PETISTA - &lt;br /&gt;http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1902200304.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tributo seria transformado em Imposto sobre Valor Agregado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lula propõe unificar ICMS e criar novas alíquotas do IR &lt;br /&gt;DA SUCURSAL DE BRASÍLIA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai propor aos &lt;br /&gt;governadores a unificação da legislação do ICMS (Imposto &lt;br /&gt;sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) e a sua &lt;br /&gt;transformação em IVA (Imposto sobre Valor Agregado). Na &lt;br /&gt;prática, a legislação do ICMS, hoje estadual, passaria a ser &lt;br /&gt;federal.&lt;br /&gt;No documento preparado para a reunião de amanhã, o governo &lt;br /&gt;também vai sugerir o aumento do número de alíquotas da tabela &lt;br /&gt;do Imposto de Renda das pessoas físicas, hoje de 15% e 27,5%, &lt;br /&gt;e a tributação da herança.&lt;br /&gt;A tributação sobre valor agregado acaba com a incidência em &lt;br /&gt;cascata, ou seja, a cobrança em cada etapa da produção sem &lt;br /&gt;desconto do valor cobrado na etapa anterior (cumulatividade).&lt;br /&gt;O governo também quer que os Estados abram mão do poder de &lt;br /&gt;reduzir as alíquotas do ICMS para atrair investimentos, &lt;br /&gt;acabando com a chamada "guerra fiscal". O ICMS é o principal &lt;br /&gt;imposto do sistema tributário nacional, responsável por R$ &lt;br /&gt;103 bilhões da arrecadação dos Estados em 2002.&lt;br /&gt;Com a arrecadação dos seus tributos, o governo federal deve &lt;br /&gt;arrecadar R$ 357,7 bilhões neste ano, mas, desse total, R$ 56 &lt;br /&gt;bilhões irão para os Estados.&lt;br /&gt;A idéia é unificar as 27 legislações sobre o ICMS, principal &lt;br /&gt;tributo estadual, deixando para os Estados as tarefas de &lt;br /&gt;cobrar e fiscalizar. Os produtos da cesta básica teriam &lt;br /&gt;alíquotas mais baixas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imposto de Renda&lt;br /&gt;Sobre o IR, o objetivo é aumentar a progressividade (fazer &lt;br /&gt;quem ganha mais pagar mais e vice-versa), elevando o número &lt;br /&gt;de alíquotas da tabela. Os técnicos da Receita Federal &lt;br /&gt;afirmam que hoje seria possível ter uma alíquota máxima de &lt;br /&gt;35%, porque essa é a maior alíquota para as empresas.&lt;br /&gt;Do contrário, as pessoas físicas virariam empresas para pagar &lt;br /&gt;menos. Mas a Receita está fazendo várias simulações, &lt;br /&gt;inclusive com o aumento da alíquota para as empresas.&lt;br /&gt;A tributação da herança está no programa de campanha do PT e &lt;br /&gt;deve ser reforçada na reunião. Hoje quem recebe herança só &lt;br /&gt;paga Imposto de Renda se tiver lucro na venda do bem.&lt;br /&gt;Em relação à sonegação, a diretriz é "instituir parâmetros &lt;br /&gt;objetivos de determinação de renda tributável das pessoas &lt;br /&gt;físicas com padrão de vida incompatível com a renda &lt;br /&gt;declarada".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cofins&lt;br /&gt;Apesar da proposta sobre o ICMS, o governo vai mostrar aos &lt;br /&gt;governadores que é difícil fazer o mesmo com a Cofins &lt;br /&gt;(Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), que &lt;br /&gt;é federal.&lt;br /&gt;No documento, os técnicos dizem que a fiscalização da &lt;br /&gt;cobrança não-cumulativa é "onerosa e difícil". Além disso, &lt;br /&gt;antes de modificar uma contribuição que rende R$ 52 bilhões &lt;br /&gt;por ano, o governo quer observar o teste que vem sendo feito &lt;br /&gt;com o fim da cumulatividade do PIS (Programa de
